Crônica diária
Conceitos alargados
O Jorge Pinheiro é um amigo de longa data e, parceiro lisboeta, em
várias atividades literárias e artísticas. Homem de profundos
conhecimentos históricos, escritor criativo, fotógrafo amador, músico
inveterado, e artista frustrado. Depois de uma longa hibernação voltou
em seu melhor estilo. Agora não mais no Expresso da Linha, blog onde nos
conhecemos, mas no Face Book que teme como o diabo da cruz. Aqui não
faço nenhuma referência à sua banda. Tem postado fotos lindas com o nome
da série: "Tem vida além da Covid". Mas tem também explorado o corpo
feminino, de quem é um velho apaixonado, com ironia e sensualidade que a
língua portuguesa lhe permite. Aqui também sem nenhum trocadilho com a
língua dos portugueses. Diferentemente da que falamos no Brasil, ela
pode parecer grego. Foi o caso do comentário de um seu leitor, que
referiu-se à série de textos, sobre o corpo das mulheres, como um
processo de "PODA". Como não entendi, perguntei o que seria "PODA" em
português. A resposta foi bem ao seu estilo, elaborada e cínica: " Eduardo, podar é tecnicamente cortar os ramos de uma árvore ou de uma videira
preparando-a para a chegada da Primavera. O conceito alargou-se e
metaforicamente quer dizer percebes da coisa, seja coisa o que for.
Neste caso é fácil perceber...". O Jorge confessa em outros
comentários que tem medo do Facebook. Já tratou dos olhos, das narinas,
da boca, das axilas, dos ombros, dos pés, e demora para lá chegar,
deixando seus leitores muito ansiosos e prestes a uma ejaculação
precoce.





