Crônica diária
Depredação do Capitólio
Um dos efeitos trágicos de quem não vê TV há mais de trinta dias é a completa alienação. Imaginem vocês eu que lia quatro jornais diários, agora alienado deste jeito. A falta de interesse, ou apetite por informações e notícias decorre evidentemente da mediocridade das mesmas. Ontem estive viajando de Santa Catarina para São Paulo com três crianças pequenas, seis malas e três adultos, o que me consumiu todas as atenções do dia. Na manhã seguinte um magnífico texto da Sonia Zaghetto no Facebook, e outro curto, mas contundente do Rui Silvares, meu velho amigo lisboeta, inteiraram-me do absurdo acontecimento do dia anterior, com a depredação do Capitólio, sede do Governo dos Estados Unidos da América. Comparados pela Sonia à morte do Senna, ao ataque às Torres Gêmeas, a Guerra do Golfo, e ao impeachment de dois presidentes brasileiros. Acontecimentos que tivemos a oportunidade histórica de assistir e acompanhar em tempo real. Este da depredação do Capitólio eu perdi. Perdi de assisti-lo, mas concordo com tudo que a Sonia escreveu a respeito. O absurdo da loucura do ataque interno à maior democracia do planeta. O mau exemplo às republicas de bananas, como o próprio ex-presidente republicano George Busch chamou. O perigo que corremos com maus exemplos. A fragilidade dos regimes democráticos. O uso da liberdade para corroe-la e destrui-la. O fanatismo exacerbado. Líderes que só pensam em si próprios e nos seus interesses familiares. E por fim o perigo do contágio de manifestações similares, mundo a fora. Não fosse bastante a pandemia que atingiu a todos no planeta, esse lamentável acontecimento pode gerar repercussões similares mundo a fora.
PS- Depois dos textos citados, e do meu escrito, li na página do meu primo André Lunardelli uma postagem da Fernanda Mangotta, muito bem colocada. E dela extraí o paragrafo final:
