18.11.20

Joe Biden

                                                       Minha Vítima da Quinta nº 1059

Crônica diário

Frittata di Pasta, receita de Silvana Tinelli

 

 Do livro de fotos e receitas, no fascículo rosa, Napoli, escolhi um prato cujos ingredientes podem ser as sobras de macarrão do dia anterior, com qualquer tempero, pois é uma receita criada para aproveitamento de alimentos, com origem em tempos de escassez de recursos. Muito apropriado aos nossos dias de quarentena por conta da pandemia.
Omelete de massa

Serve 4 pessoas
350 g de macarrão
5 ovos
50 g de queijo parmesão ralado
2 colheres de sopa de manteiga
100 ml de leite
50 ml de azeite
pimenta do reino
sal

Cozinhe a massa e deixe esfriar. Em uma tigela, bata os ovos e acrescente o parmesão ralado, o leite, o sal, e a pimenta. Misture tudo. Adicione a essa mistura a massa e a manteiga. Misture bem.  Aqueça o azeite, de preferência em uma panela antiaderente, e despeje a mistura. Cozinhe uniformemente de um lado. Quando tiver formado uma crosta sob o omelete, vire-o e termine de cozinhar do outro lado.

17.11.20

Crônica diária

 O nível anda muito baixo

 

 Depois de 22 dias fora do país e da internet, a volta é desanimadora. Ontem tentei ler alguma coisa que prestasse no Facebook, ou ver e ouvir alguns canais de TV fechada; Globo, Bandeirantes, CNN, e é impossível. As abertas fazem anos que não vejo. As TVs no mundo todo estão exatamente iguais. Na forma, e no conteúdo. Nas redes sociais as mesmas bobagens ditas nos Estados Unidos (nunca comprovadas) são as bobagens repetidas no Brasil, igualmente nunca comprovadas. As teorias de conspiração e o linchamento sumário de pessoas. Dar voz e veículo de comunicação para imbecis mal letrados e incompetentes, é um desserviço para a Democracia e para a sociedade como um todo. Vou citar só dois exemplos recentes para não dizerem que fiquei nas acusações vazias. O caso da mulher de 23 anos que trabalhava num bar e forjou uma acusação de estupro, colocou na mídia, e acabou com a vida do "suposto estuprador", que foi absolvido dois anos depois. E ainda mais recente a campanha anti democrática difundindo acusações levianas contra a inviolabilidade das urnas eletrônicas, e do sistema eleitoral brasileiro, o mais rápido e adiantado do mundo. Não houve fraude desta vez,  como  nunca houve em treze anos de eleições no Brasil. Mas sistematicamente essa maldosa e falsa acusação é veiculada. Mas as pessoas irresponsáveis deitam e rolam nessas ocasiões. Ontem uma leitora de São Paulo (EM) me chamou de esquerdista. Grande parte da vida me chamaram de "reacionário", e eu ainda não me acostumei. Não me acostumei ser tachado pelo que não sou e nunca fui. Sou um liberal assumido. Voto sempre contra um mal maior. E quando o meu candidato eleito é um Bolsonaro, no terceiro mês de mandato e de infâmias e barbaridades anti democráticas, não hesito em combate-lo abertamente. Isso me faz um "esquerdista" aos olhos desse rebanho de extremistas raivosos da direita. Incluso essa infeliz leitora EM. 

16.11.20

Crônica diária

 Volta à rotina

 Em primeiro lugar preciso agradecer às centena de manifestações recebidas no dia de ontem. Faço aqui um amplo e geral agradecimento a todos que rscreveram aqui e nas outras mídias sociais, e aos que telefonaram ou mandaram e-mails cumprimentando pelos meus 77 anos. Muito obrigado. Chegamos e a primeira coisa que fui fazer foi molhar meus bonsais, e verificar como se comportaram durante esses 22 dias em que estive fora. E se comportaram muito bem graças à Cosmerina que os regou diariamente. As notícias locais é que não foram tranquilizadoras. Hospitais com falta de leitos, novamente, e notícia de mortes e muitos casos de infectados na família e grupo de amigos. Outra notícia preocupante é o provável segundo turno em São Paulo. Gostaria que o Covas tivesse se elegido no primeiro. E me assusta o número de eleitores que votaram no Trump nos Estados Unidos e nesse Boulos em São Paulo. Os indesejáveis estreamos se fortalecem no mundo todo. E infectam pessoas instruídas, de ambos os matizes. E isso eu não consigo entender. 

15.11.20

Crônica diária

 

Aniversário a bordo

Antigamente esses eventos aconteciam em viagens de navio. Hoje ninguém mais viaja para cruzar o equador a bordo. Muito menos para passar o aniversário a 11 mil pés de altura. Essa noite passada eu cometi essa proeza. Embarcamos as 21:45 de Miami num 777-300 da American, para chegar as 8:30 em São Paulo. Além de ser domingo, normalmente é feriado, Proclamação da República, e este ano eleições municipais. Muitos e sérios eventos para comemorar meus 77 anos. O mundo em polvorosa por conta da Covid, e no tema política a vitória do Biden sobre a direita radical, e a disputa para a prefeitura de São Paulo, a esquerda amedrontando o eleitorado bolsonarista. As dúvidas e as conversas andam num nível muito raso.

14.11.20

Crônica diária

 Chegando ao fim


 Mais uma viagem chegando ao fim. Todas, em vida, tem começo, meio e fim. Os preparativos e as expectativas já tiram o viajante da rotina diária. No meio da viagem já passado o stress e cansaço a que a viagem de férias se propõe, é a melhor parte, e do meio para o final já se sente falta das coisas e rotinas de nossas casas. Quando termina uma viagem, fica a certeza de que valeu a pena, e que viajar é benéfico e salutar, quando se pode faze-la sem maiores preocupações. Ter estado uma semana com meu filho e neta foi muito prazeroso. Ainda que tenha custado uma estada de 15 dias de quarentena. O México foi uma grata e surpreendente revelação. Voltaria muitas vezes para conhecer melhor sua capital. Miami é uma enorme e espraiada cidade de praias. Muitas opções de restaurantes e bairros inteiros temáticos. Ontem, por exemplo conhecemos dois deles: Design District, com lojas das melhores marcas e ruas para pedestres, lindamente arborizadas. O outro, num contra ponto, foi Wynwood, uma Vila Madalena, para quem mora em São Paulo, com paredes e muros enormes, todos grafitados. Num giro rápido pelo bairro assistimos a dois artistas em plena atividade. Hora de tentar fechar as malas, que mais uma vez trouxe o quádruplo de roupa que usei na viagem toda. Agradeço a companhia dos leitores que nos seguiram nessas férias, e que votem amanhã contribuindo para moralizarmos nossa política municipal..

Crônica do Alvaro Abreu

 

Lá e cá


 

Devo dizer, sem ao menos corar, que senti uma inveja boa ao assistir à festa de comemoração dos resultados da eleição nos USA, realizada num palanque iluminado e protegido por vidro contra tiros, na cidade natal do presidente eleito. Um acontecimento muito alegre, eminentemente familiar, restrito à participação dos respectivos cônjuges e dos filhos, netos, genros e noras dos eleitos e eventuais agregados. Boa parte da inveja foi por conta das caras sorridentes, leves e amistosas. Não identifiquei ninguém com jeitão de bandido de origem, de malandro na espreita, de mocinho falcatrua e de mocinha piriguete. 

 

Gostei sobretudo do sorriso largo e do jeito franco de mulher positiva da senadora Harris. Depois de vê-la comemorando a vitória, li com atenção redobrada um release sobre suas origens, incluindo as atitudes e os valores de seus pais, que foram, ainda adolescentes, estudar nos USA por convicções pessoais. Posso estar redondamente enganado, mas fiquei com a impressão de que ela vai chegar à presidência do país, seja em substituição ao titular ou eleita, nas eleições de 2024.

 

Também gostei do discurso do presidente eleito. A serenidade e a firmeza de suas palavras abrem espaço para convergências consistentes em torno de questões graves, de repercussão no futuro do país e de alhures. Me pareceu que elas foram ditas com sinceridade, atestando a serenidade e a determinação de um homem público muito experiente.

  

Também assisti a figura patética e arrogante de um canastrão posando de poderoso, incitando seus seguidores a não aceitarem os resultados das urnas. Tudo para juntar gente para sustentar jogadas políticas posteriores. Ao que tudo indica, esse teatro profissional só terminará com a posse do novo presidente, em fins de janeiro.

 

Por aqui, vejo o Itamaraty e o Planalto sem saber o que fazer para disfarçar a encrenca em que se meteram ao não reconhecer a derrota do topetudo lá de cima, da qual, forçosamente, vão ter que sair. Sob a crescente pressão do tempo, quanto mais se esquivarem de enfrentar a realidade dos fatos, pior será para seus respectivos mandatários. Sabe-se que apenas um deles é demissível com caneta bic. 

 

Sem querer rogar praga, acredito que os resultados das nossas eleições, no domingo, vão tirar mais um pouco de terra do chão do chefe e jogar pra dentro dos seus sapatos. O incômodo deverá aumentar ainda mais sua irritação e sua insegurança, e acelerar a produção de rompantes desvairados e altamente desgastantes. Sempre na linha do tiro de pólvora seca que deu no pé pra comemorar uma falsa vitória na peleja contra a vacina inimiga.

 

Tudo isso com o Centrão achando bom e pouco, querendo muito mais. Nessa altura do campeonato, a novidade é a turma das beiradas se assanhando com as oportunidades que vão surgindo de graça e já ensaiando botar as garras pra fora. Quem viver, rirá.

 

Vitória, 12 de novembro de 2020

Alvaro Abreu

Escrita para A GAZETA




13.11.20

Um filme da década de 50

Eu me lembro de quando era criança que meus pais viajaram com o navio Delta Line para os Estados Unidos. Ficamos meus irmãos e eu na casa da Treze de Maio, dos meus avós maternos. Na volta ganhamos Corn Flakes, que ainda não existia aqui. E vi fotos da festa de passagem pelo ecoador. Eram festas à fantasia, a bordo. Conto tudo isso para justificar fotos que tirei para mandar para meus netos. Eles vão lembrar para sempre.E por falar em fotos, minha mulher fotografou o Guilherme e eu na mesa de um dos almoços, Lembrei de uma foto que fiz do Dan Fialdini e seu filho em idênticas posições num almoço dois ou três anos atrás.

Como meus leitores estavam, com razão, tão exaustos quanto eu de notícias de shoppings e compras, ontem fomos ao Museu Perez. Um maravilhoso prédio que por sua arquitetura e paisagismo já valeria a visita. A entrada é, não por acaso, numa "lojinha" onde, para variar, ficamos um bom tempo. Depois o acervo do Pérez é muito variado e bom. Há obras de artistas do mundo todo.  Muita fotografia e pintura. A exposição de uma escultura do George Segal é a atração do momento em sala especial. Vale realmente a pena sua visita.



                                             Nem de propósito ficaríamos tão parecidos. 

                       Vejam os braços do Dan à direita e do filho na esquerda, entre o Israel e eu.


12.11.20

Crônica diária

 Mais um dia típico

 As nove horas da manhã fomos à portaria do hotel onde há cinco guichês mas nunca mais de um funcionário atendendo, e invariavelmente alguém na fila para ser atendido. Era só para confirmar a entrega de uma compra pela loja. A atendente disse que esse departamento ficava no segundo andar, mas só abriria as dez. Como estávamos de saída, resolveríamos isso na volta. Ela aconteceu as 17:20. A mercadoria havia sido entregue, mas o departamento do hotel fecha as 17:00. Se quiséssemos que entregassem no quarto, ainda hoje, custaria $5,00. Não é muito se compararmos com o preço de um litro de  água mineral disponível nos apartamentos $6,00. Como estou fora há mais de dezoito dias, não sei o câmbio hoje, mas deve passar de R$5,30 o oficial, e mais de R$ 6,00 o turismo. Mas essas são as agruras porque passam todos os turistas. E seus dias em Miami são invariavelmente de compras. O nosso hoje não foi diferente. Começo respondendo à curiosidade da minha leitora que quer saber como era a cadeira para o comprador do shopping imenso que passamos o dia. Na verdade nem é uma cadeira, mas uma parte do carrinho para comprar que tem um estreito acento de metal onde se pode sentar e ser puxado por alguém. Ou ficar sentado enquanto o parceiro ou parceira faz as compras. Eu, na verdade, de Miami só precisava comprar uma pulseira de relógio metálica para um dos meus velhos relógios que depois de duas ou três trocas de pulseiras de couro, como era a original, esta em péssima condição e sem os passantes que prendem depois do fecho. Resolvi que de couro não volto a colocar. Custam caro e são de péssima qualidade além feias. Cheguei a comprar um paquímetro para medir com precisão o tamanho do encaixe da pulseira. É de 17,78 mm. Os tamanhos padrões, e das pulseiras "genéricas" são 14, 16, 18, 20 mm e assim por diante. Nenhuma de 17mm e qualquer milímetro, na pulseira metálica, inviabiliza sua colocação. As fábricas  propositalmente fazem com medidas exclusivas para que só as suas pulseiras (muitas vezes mais caras do que os próprios relógios) deixem seus usuários, fregueses cativos. A novela continua amanhã. 

                                                                              Foto meramente ilustrativa, da Internet.


11.11.20

Crônica diária

 Um dia típico de turista em Miami

 Ontem terça feira foi um  dia de sol integralmente dedicado ao que mais as mulheres gostam de fazer em Miami. Compras. Os filhos fazem encomendas incríveis, e as mães não medem esforços, cansaço, dores nos pés, para atender o desejo dos seus. Acontece que há sobrinhos que também aproveitam para fazer suas listinhas. E amigas, evidentemente. E se essas mães são avós aí a festa fica completa, Miami é o paraíso para enxoval ou roupas infantis. O passo seguinte é a compra de malas. O resultado é que Miami tem um shopping maior e melhor, há um quarteirão do outro, em todos os condados, que não é a mesma coisa, mas vale dizer: bairros. Nessas andanças conhecemos uma loja do tamanho de um pequeno shopping, com garagem, e especializada em papelaria, material para escritório, molduras, desenho, pintura, artesanato, e nesta época do ano tudo referente ao natal. Para quem gosta do gênero e mora em São Paulo, e para ter uma ideia do tamanho, corresponde a uma Casa do Artista, mais uma Kalunga, multiplicada por três ou quatro. A tarde fomos ao shopping Aventura, onde almoçamos, e depois na  Home Depot de ferramentas e jardinagem, mais ou menos uma Lerroy da vida. Hoje vi nesses trajetos todos o segundo ônibus circulando com a passagem livre, por conta do Covid. Amanhã terá uma verdadeira viagem de mais de uma hora de carro para conhecer outro shopping enorme, para comprar com preços melhores, e produtos não de grife. Aí entram as roupas de criança. E já me adiantaram que posso alugar uma cadeira para fazer os longos percursos. Vamos conferir.


10.11.20

Crônica diária


Terça com SOL
 
A tempestade tropical passou. Pela manhã, ontem, de repente o vento acalmou e o sol saio deixando o céu azul como é o comum aqui em Miami. E saímos do quarto do hotel como ratos em liberdade. Queríamos tudo. Tirar o tempo perdido, desde sábado quando chegamos. Acontece que Miami só é viável de automóvel. Meu filho tem nos levado para todos os lados, e dizendo que os dois anos que morou aqui sem carro, usava ônibus, bicicleta e Uber. Ônibus até agora só vi um, e porque ele me chamou atenção, e disse ser um transporte bem eficiente aqui na cidade. A Paula tratou das encomendas dos filhos, e almoçamos num restaurante italiano, e nossa mesa era a ultima na beirada da calçada. Eu fiquei sentado de costas para a rua e de frente para a larga varanda do restaurante. Lotado. Não há o menor cuidado com o distanciamento social. Garçons de máscara e luvas de borracha pretas, mas o restaurante apinhado de gente. E a cena não poderia ser mais cinematográfica. Cinema de Hollywood satirizando a máfia italiana. Língua falada na maioria das mesas, ocupadas por homens corpulentos, calça vermelha, camisas abertas no peito, com correntes enormes de grossas no pescoço, no pulso, e alguns chaveiros. Sapatos prateados, e mulheres muito mais jovens e lindas, provocadoramente vestidas. Este restaurante fica no terreo de um shopping, e modelos maravilhosas desfilam entre os corredores e mesas da varanda do restaurante como se estivessem numa passarela de alta costura. Tudo muito divertido. A noite fomos jantar na casa de amigos brasileiros que moram na cidade. Temos feito tudo na companhia da Gloria, minha neta, Adriana e Guilherme meu filho. Uma delícia de acompanhantes. Hoje, terça feira tem mais, o dia amanheceu aberto e com sol, apesar de pouco vento.

9.11.20

Crônica diária

 Segunda feira de chuva

O que mais pode prejudicar uma viagem de turismo, é o mau tempo. Ele não tem nos ajudado nessa visita de uma semana a Miami. O furacão Eta que nos prejudicou nos últimos cinco dias na Praia del Carmen, no México, continua assolando  agora a costa dos Estados Unidos. Chegamos no sábado sob fortes chuvas e ventos, que já atingiam a região há dias, e pudemos conferir no domingo com ventos que nós Paula e eu nunca tínhamos visto. A chuva vem causando alagamentos e chega a ser perigoso transitar de auto pelas ruas alagadas. E nada se faz em Miami sem carro. As distâncias são colossais. Tudo que consideram perto leva de trinta a quarenta minutos de automóvel. Dentro da cidade, as mais distantes, de uma hora a duas. Por essa razão tudo deve ser previamente planejado. E fazer planos com o tempo instável e previsões nada animadoras complica a vida do turista. O que mais se vê é guarda-chuvas destroçados. 

8.11.20

Crônica diária

 

Nosso sábado
 
O dia de ontem, sábado, 7 de novembro, foi cheio de acontecimentos e notícias. A mais triste a morte do meu querido amigo e arquiteto Fernando Cals. Só comparável no sentido inverso, pela alegria com a vitória do Joe Biden como Presidente dos Estados Unidos da América. E para quem desembarcou exatamente nesse dia em Miami, foi muito gratificante. Há que se lamentar, entretanto, que a vitória tenha sido tão apertada, demonstrando o absurdo que é o Trump continuar tendo esse número incrível de eleitores. Mas não vou falar de política. Vou lhes contar como foi minha viagem de Cancun para Miami. O aeroporto dessa cidade mexicana é enorme, e mais bonito do que o da cidade do México, capital. É um verdadeiro shopping. Nem parecem viajantes a população em transito por ele. Lotam as centena de lojas lotadas de produtos e artesanatos mexicanos. O colorido e o folclore são marcas deste povo. Voamos pela American que tem um serviço e atendimento de bordo muito inferior ao da Aeromexico, que fizemos os trechos anteriores. Num voo de uma hora e quarenta minutos, com um atraso de mais de 45 minutos, não nos foi oferecido um copo d´água. O atraso se deveu a uma fila de dezesseis aeronaves aguardando pousos e decolagem. Impressionante o número de companhias aéreas e de voos nesse aeroporto. O comissário de bordo, americano típico, olho claro, atarracado de pescoço grosso, máquina zero na cabeça careca, usava máscara de pano vermelho com um botton da bandeira americana espetado no lado direito da máscara. (Leia-se, um eleitor do Trump). Eu, não por acaso vestia camisa e máscara azul. Não conseguimos poltronas juntas e a Paula ficou no corredor uma fileira atrás. Eu na janela e do meu lado uma senhora mexicana, provavelmente moradora nos Estados Unidos, antes de sentar higienizou todo o seu lado. Desde os instrumentos do teto da cabine, como a frente e laterais do seu acento. Uma coisa nunca vista. Depois leu um pouco no seu livro eletrônico. Dormiu, e passou algum tempo com a filha e neta na classe turista. Conto esse detalhe do exagero com a pandemia para registrar que em Miami o controle é quase nulo perto do executado no México. Não só não estão tomando temperatura como o uso de máscaras é menor. E para finalizar este relato, estamos a poucas horas de uma nova tempestade tropical, aqui na cidade de Miami. Não chegou a semana que passamos com ventos e chuvas na Praia del Carmen, encontramos Miami molhada, chovendo, e alarmada com o que pode acontecer durante esta noite e madrugada de domingo. Eu conto depois.

7.11.20

Crônica diária

 Hoje vamos sair de Cancun para Miami

 Num voo curto de uma hora e quarenta pela American, vamos encontrar o Guilherme meu filho e a Glória minha neta, no aeroporto de Miami. Fomos obrigados a passar 15 dias no México, de quarentena, para realizar esse encontro. Esse aniversário não será mais esquecido. Apesar de já morar a três anos essa é a primeira vez que o visitamos. E logo neste ano fatídico de Covid. Mas as coisas são assim mesmo, nem sempre como deveriam ser. Por outro lado a experiência de conhecer o México valeu. Em Miami já estive há muitos anos atrás. Desta vez vamos revisita-la com a orientação de quem vive nela. Também será uma nova experiência.  

6.11.20

Crônica diária

 Sexta, ultimo dia no México

 Hoje encerramos nossa quarentena aqui no México e amanhã embarcamos para Miami, onde dia 8 comemoraremos o aniversário do meu filho que mora lá. Depois da passagem do furacão Eta tivemos uma semana sem sol, e com chuvas intermitentes. A temperatura muito agradável, permitia alguns banhos de piscina e ginástica na academia do hotel. O assunto da TV e das conversas dos hóspedes foi a eleição Americana. Como das vezes anteriores o sistema eleitoral americano tem uma contagem de votos, uma apuração lenta, e com regras diferentes entre os estados federados. Numa segunda quarentena ou viagem ao México inverteria minha estada. Dez dias na capital e quatro ou cinco numa praia. A Cidade do México tem muito assunto, passeios, museus, e coisa para ser vista ao contrário das praias, onde além dos mergulhos, para quem faz, há poucas opções de restaurantes, e ruínas a serem visitadas. Pelo menos em Tulum. Fizemos amizade com um bando de uma dúzia e meia de gralhas azuis que nos visitavam todas as manhãs. Todas as pessoas com quem tivemos contato no México foram muito atenciosas e extremamente simpáticas. Essa a impressão final.


5.11.20

Crônica diária

 Eta, novo furacão

Foto Paula Leite do Canto

Estamos no décimo dia de uma quarentena de 15, e o Eta é o terceiro furacão aqui nesta região do Caribe. Até o fim de novembro é época de tempestades tropicais. Desta vez ele atingirá a Nicarágua, mas estamos percebendo seus efeitos com tempo fechado, ventos e chuvas leves e esparsas. Hoje o meu leitor Luiz Antonio Sampaio Golveia (Pitô)  comentou sobre a crônica e foto da muralha das ruínas Maias de Tulum: "Que fascínio. Como há quem imagine tenha o conhecimento limites? Sua entrada neste pórtico é simbolicamente metafórica. Parece a porta de um caminho para novos horizontes. Uma reflexão socrática: sei que nada sei...". É verdade. Foi uma sensação curiosa a de passar por essa porta através de seis metros de largura e chegar onde a mil e quinhentos anos humanos habitavam. O lugar hoje coberto por grama, e ruínas de pedras, ainda pode nos levar a imaginar como seria a vida dos moradores desse espaço. Uma vista para o mar, protegidos por essa muralha, um grande penhasco, e muita vegetação ao redor, fora da muralha, onde habitavam as pessoas da classe mais baixa. As cerca de cinquenta construções intra muros eram de  templos,  edifícios governamentais e residência das pessoas importantes como astrônomos, matemáticos, engenheiros, ou seja, a elite da sociedade. Quantas tempestades e furacões durante todo esse tempo essa cidade Maia não suportou?

4.11.20

Crônica diária

 Uma crônica com peso de pedras


Eu ia começar este texto contando que já tenho uma nova pedra para minha coleção. Há algum tempo pensava que era um TOC pessoal. Depois descobri que tem gente mais tarada por pedra do que eu. Salvador Dali, por exemplo, tinha uma vasta coleção de pedras similares às minhas. Hoje estão no seu museu em Figueres, Espanha. Da casa do Dali, em Cadaquez, eu também tenho uma. Depois descobri que o escultor Dan Fialdini tem uma importante coleção em São Paulo. Meus leitores Roberto Klotz coleciona pedras em Brasília, assim como a leitora Irene Kantor também faz parte desse time. Na minha coleção conto com doações de pedras de várias partes do mundo. Joâo Menéres, da cidade do Porto, numa visita à São Paulo, me presenteou com sete pedras em janeiro de 2009. Um ano depois e junho a Dra Ursula Berger também enriqueceu minha coleção com quatro pedras gregas e outras cinco de origens diversas. Em abril de 2010 catei pedras no leito do rio Salzach que corta a cidade de Salzburgo. Em junho de 2008 tive a grata surpresa de receber quatro lindas pedras trazidas da Irlanda, especialmente para minha coleção, presente de Renata Almeida. Mais recentemente o meu amigo e cronista do Espirito Santo, Alvaro Abreu, me enviou foto de algumas pedras de sua coleção. Feita essas considerações para aqueles que não conheciam essa minha mania, entenderão a importância da pedra que catei nas ruínas Maias, de Tulum. E antes que me condenem, vou lhes contar que fomos na inauguração do Resort Txai, em Itacaré, na Bahia (2006), e tive minhas pedras confiscadas pelo segurança do resort  com a seguinte justificativa: "Assim vocês paulistas vão acabar levando a Bahia para o sul". Mas não foi a primeira vez que tive problemas desse tipo. Na volta da ilha de Anguilla, no Caribe, na alfandega de Miami minhas pedrinhas foram alvo da fiscalização. Depois de justificar que serviriam para meu aquário, (mentira), deixaram passar. E para completar esta pedreira, lembro sempre da amiga Claudinha Kuser que levou uma amiga joalheira, sueca, para conhecer a Piacaba. Ao me apresentar disse que eu também "mexia" com pedras. Não é bem o caso.

3.11.20

Crônica diária

 UMA PAUSA PARA MEDITAÇÃO

Interrompo o diário de viagem aqui do México para tratar da mais importante eleição deste ano. Nós teremos dia 15 de novembro a nossa para prefeito e vereadores no Brasil, mas a que importa é a eleição para presidente dos Estado Unidos. Lá como cá o eleitorado esta dividido ideologicamente. Republicanos e Democratas nunca se misturaram, mas desta vez as posições estão abertamente acirradas. Esquerda e direita radicalizadas. O culpado dessa radicalização foi evidentemente o Trump com seu slogan "América para os americanos". A direita radical americana já vinha ressentida com dois mandatos de "esquerda", segundo eles, do Obama, e elegeram um truculento representante da direita extrema. Há quatro anos atrás essa foi uma tendência no mundo todo. E parece que começam a reverte-la, como de costume na política. Os reflexos no Brasil, da vitória de um ou outro, é imediata. O futuro do Bolsanaro, e sua pretendida reeleição esta diretamente ligada ao que irá acontecer na América. E é bom lembrar que nem sempre o que é bom para eles, não é para nós. O alinhamento absoluto com os Estados Unidos, como pretendido e executado no atual governo nos prejudica em relação ao nosso maior parceiro comercial que é a China, e nisso não há nenhuma preferência política ideológica, mas simplesmente comercial. Esse alinhamento automático já tem nos prejudicado, como no caso da tecnologia chinesa do G5, com graves consequências futuras.

2.11.20

Ruinas Maya e Cenote

          Eu atravessando a muralha das ruínas Mayas em Tulum, com foto de Paula Leite do Canto


 Na cidade de Tulum há a mais importante ruína Maya que esteve fechada para visitação até poucos dias. Realmente dentro de uma muralha de aproximadamente seis metros de largura os Mayas viviam há mais de 2000 anos em condições invejáveis. O local dessa cidade à beira do mar, com uma vista e encosta que os defendiam de eventual ataque inimigo, parecia inexpugnável. Restam muitas construções de pedras, e portais de edifícios com os tradicionais desenhos Mayas. Muito bem conservado, é o habita atualmente de centena de iguanas. Elas estão por toda parte, e não há pedra sobre pedra em que elas não estejam imóveis posado para as fotos. Depois dessa visita fomos conhecer outra atração turística local: Cenotes. Trata-se de cavidades naturais de água doce, geralmente transparente, e com muitos peixes. É permitido o banho nesses locais, e em algumas a água penetra em cavernas, onde também é possível visita-las a pé. Almoçamos num restaurante à beira da estrada entre Tulum e o nosso Hotel, chamado Oscar e Lalo, onde comemos típicos pratos mexicanos: tacos e salada de vegetais na brasa. Molhos muito picantes, e camarões deliciosos.

1.11.20

 

A festa mais importante do México
Infelizmente este ano não vai ocorrer, pelo menos nos moldes dos anteriores. Assim como o carnaval brasileiro, a festa tradicional da Cidade do México é a comemoração que lembra os mortos. Dia 1º as crianças, dia 2 os adultos falecidos. Pode parecer macabro e até de gosto duvidoso, mas a caveira, e um esqueleto inteiro estão por toda parte neste país. No sinal de transito, para angariarem alguns pesos, bailarinos vestidos de roupa preta com os desenhos dos ossos do corpo fazem seus números. Nas vitrinas das lojas e em milhares de produtos a decoração é a caveira. Bordada, estampada, esculpida, em madeira, pedra, plástico, sempre muito coloridos os crânios são uma constante. No calendário festivo do México o dia dos mortos é considerado a festa maior. Por conta da pandemia este ano esta proibida. Para evitar um número maior de contágio, e mortos, por consequência, e que seriam homenageados nos anos seguintes, não haverá a festa.

Retrato da minha amiga Ana Maria de Almeida Prado


 Feito a bordo do navio durante a viagem ao "Fim do Mundo", Uchuaia, Argentina, Estreito de Magalhães.

31.10.20

Crônica diária

 Por falar em viagem

 Não viajava há mais de seis anos. Muita coisa mudou de lá para cá.  Como tudo na vida é preciso praticar, adquirir experiência, e constância. Experiência meia dúzia de viagens não é o suficiente numa vida. Portanto a minha falta de constância faz de cada viagem a primeira. Não esta sendo diferente nesta para Miami, com escala de 15 dias no México. Renovação de passaporte vencido, cinco anos sem uso. Hoje o "Poupa Tempo" e agendamentos pela internet facilitam. Depois a compra de uns dólares é outro problema. Não dos dólares em si, mas a retirada de reais, em papel moeda nos bancos virou uma novela. Dependendo da importância "quase impossível". Ainda mais quando essas notas de 200 reais andam nas cuecas dos senadores. Mas superadas essas dificuldades iniciais, feitas as malas fui viajar  A crônica de hoje não era para tratar das agruras de quem se dispõe viajar. Queria relembrar uma viagem que fizemos com a Ana Maria e Aloisio de Almeida Prado para o "Fim do Mundo". De navio.  Essa foi, se bem me lembro,  a  minha terceira experiência nesse tipo de viagem onde as pessoas, a bordo, demonstram suas habilidades. Quem gosta e sabe toca piano, quem canta, da uma canja, quem dança da shows. Até quem não dança muito bem fica na fila para dançar com o comandante. Eu fazia caricatura das passageiras idosas e tripulantes mocinhas, que faziam fila para ganhar o que chamavam, equivocadamente, de retrato. Com viagens não tenho prática, experiência nem constância, que mantenho com o desenho. Nesta aqui para Miami, via quarentena no México não encontrei nenhuma vítima.

 

Crônica do Alvaro Abreu

 

Tempos modernos

Amora está novamente dócil e conversadeira, após uns cinco dias gritando que nem uma arara doidinha e mal-educada. Ficamos preocupados que o barulho estivesse incomodando a nossa vizinha de muro, sua admiradora declarada. Não tenho explicações sobre o que a fez ficar nervosa nem o que contribuiu para sua volta à normalidade. Tratei de pedir novamente ajuda a uma amiga cachoeirense que se vale de Florais de Bach para curar estados de alma dos bichos, incluindo os de ciúme, carência, ira, desconfiança, possessividade, traumas e um tal comportamento de reizinho mandão. 

 

Fico imaginando que a chegada de Bebel, nossa filha do meio, para passar uns dias conosco, pudesse ter sido o gatilho que desencadeou praticamente todos esses comportamentos, tão humanos, em um animal coberto de penas e com um bico poderoso. Nestes tempos de recolhimento, de casa vazia, é bem provável que Amora estivesse se considerando dona do pedaço, merecedora de todas as atenções do casal. Vai saber.

 

É bom que se diga que ontem ela passou o dia muito bem. Não gritou nem uma vez, não jogou os potinhos de água e comida no chão, aceitou docilmente que Bebel coçasse sua cabeça e foi dormir de barriga cheia, sem reclamar.  

 

Só não sei como ela vai reagir ao notar que as cascas de frutas e legumes estão sendo dadas para as minhocas da composteira que Carol achou por bem comprar.  As duas moças que vieram entregá-la se mostraram entendidas no assunto e entusiastas da tal permacultura. Elas trouxeram uma de três andares dotada de rodinhas, um tanto de compostagem já pronta, 270 minhocas californianas e um pacote de serragem, além de folhetos informativos. Daqui pra frente, ao menos em tese, não será preciso comprar adubo para colocar nas plantas do jardim e na nossa horta suspensa.

 

A coisa tem tudo pra dar certo, a exemplo do que acontece com a que nossa filha Manaira, instalou, com sucesso total, na varanda do seu apartamento, em São Paulo. Faz pouco tempo, uma grande amiga nossa, dona de jardim exemplar, aderiu à novidade e também está aguardando os primeiros resultados. 

 

Nunca me ocorreu que um dia teríamos minhocas trabalhando o dia inteiro pra que pudéssemos adubar sistematicamente as duas jabuticabeiras, os pés de pitanga, de romã, de cajá, a goiabeira campeã de 2020 e, de quebra, o ipê branco que plantamos na entrada da casa, que cresce muito lentamente e ainda não se dignou a florir.

 

Ao juntar a chegada da composteira com a aquisição recente de uma potente câmera fotográfica dotada de celular, posso dizer, sem medo de errar, que aos poucos a modernidade está se instalando por aqui, provavelmente pra ficar.

 

Vitória, 29 de outubro de 2020

Alvaro Abreu

Escrita para A GAZETA


30.10.20

Crônica diária

 Quinta feira com céu azul e sol

                                   Sete horas da noite, na piscina do restaurante  Brisas, do Hotel Fairmont, foto do EPL

Contrariando as previsões do tempo amanheceu um lindo dia de sol aqui na Praia del Carmen, México. Mas tudo ainda pode acontecer. Aqui o tempo muda com uma rapidez impressionante. Deve ser por essa razão que os esquilos (as fêmeas) constroem mais de um "ninho" para ficar no inverno. Geralmente no lugar mais alto das árvores, numa forquilha ou lugar bem protegido. Do terraço do nosso quarto pudemos assistir essa árdua tarefa de subir até o topo de um troco coberto por "costela de Adão" ou Guaimbé, de folhas novas, que criavam um lugar fechado para o esquilo ir colocando seus galhos catados nas árvores do entorno. Subia carregando um galhinho verde, e descia pelos mesmos galhos numa rotina que durou horas. Enquanto assistíamos essa construção, há pouco mais de dois metros, nessa mesma distância um bando de gralhas azuis fizeram uma algazarra como que para nos dar bom dia. E foi. A Paulo fotografou. Passamos toda manhã e parte da tarde na praia e no mar. Fomos almoçar na cidade  del Carmen, num ótimo restaurante na 5ª Avenida, onde ficam os melhores lojas e restaurantes e mexicanos abordando turistas como no Marrocos. Tirando esse ultimo detalhe, foi interessante conhecer essa cidade na beira da praia, com 300 mil habitantes, que não passava de uma Garopaba há vinte anos atrás.

29.10.20

Crônica diária

 Higienização e umidade

 

 Uma coisa que os mexicanos tomaram a sério, e isso pode ser a baixa contaminação com o Covid é o uso de máscaras e higienização permanente, constante, em todos os lugares que estivemos. Tanto na cidade do México onde passamos quatro noites, como nos aeroportos das cidades do México e Cancun. Não há hipótese de você ficar sem máscara a não ser sentado à mesa que esta estrategicamente distante das outras. Elas são higienizadas independente de já terem sido pulverizadas antes da nossa chegada. Álcool gel nos é oferecido em todas circunstâncias dezena de vezes ao dia. Você sai para fumar cinco minutos ao retornar ao interior do hotel sua temperatura é tomada. Se vai a uma loja, sua temperatura é tomada. Na testa no pulso, nas cancelas dos hotéis, dentro dos táxis,  à distância de mais de dois metros. Essa indústria de termômetros deve estar em alta nas bolsas de valores. As malas são higienizadas antes de serem introduzidas no porta malas da condução, ônibus ou táxis. Ao chegarem ao destino seja aeroporto ou hotel, são higienizadas novamente. Se não há mais nada de papel impresso nos hotéis, é farta a distribuição de quites de álcool, mascaras, luvas e toalhas antibacterianas. O ar na cidade do México era muito seco, e com isso a sensação térmica, apesar da temperatura estar em 8 graus, não sentíamos frio. Ao contrário da Praia del Carmen, entre Cancun e Tulus, com 28 graus à beira do mar, a umidade é enorme. O piso do quarto de mármore travertino parecia uma piscina. Mesmo antes de iniciar a chuva. Acordamos com uma perspectiva de sol as seis e meia, e as sete iniciou uma chuva, ora mais intensa, ora mais fraca que duraria o dia todo. Mas deu duas horas de piscina. O hotel é um complexo hoteleiro e imobiliário, com um grande campo de golfe, várias piscinas, canais navegáveis, vários restaurantes, e um sistema de transporte elétrico circulando pelo imenso labirinto. De cinco em cinco minutos passa um carrinho desses, e você pode ir onde quiser com ele. Jantamos ontem no Italiano. Hoje vamos provar o japonês. A praia por conta da tempestade esteve fechada para limpeza. Outra coisa estranha é um hotel deste nível só ter serviço de limpeza e arrumação do quarto um dia sim outro não. 

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