15.2.20

Crônica diária

Curiosidade

Não sei quem inventou, e nem qual a razão de fotografarem relógios com os ponteiros marcando 10 e 10. Mas essa era a praxe. De uns tempos para cá, com uma enorme quantidade de anúncios de relógio na internet, essa tradição parece estar sendo esquecida. 8 para  as 8 tenho visto constantemente. Com a palavra os especialistas e ASPONE de plantão. 

 

14.2.20

Os pés da minha "Mulher tartaruga"

Nesta série de reprises de imagens, já postadas aqui no Varal, os pés de bronze que esculpi para a escultura: Mulher tartaruga".

Crônica diária

Sou cruel

Toda vez que recebo questionários para avaliar serviços, despendo dos cinco minutos para ajudar a empresa que solicitou. Mas faço com honestidade e justiça. Muitas vezes me chamam de cruel. Se não for para escrever a verdade, melhor não responder. Ainda hoje preenchi um desses interrogatórios que certamente irão contribuir para o aperfeiçoamento da empresa. Em todos os itens apresentados minhas respostas foram de 5 a 10, numa escala de 1 a 10. Elogiosas, portanto. Mas no item: "tempo de atendimento",  reprovei com a nota mais baixa. E expliquei a razão. Estou pronto a dar mais detalhes, caso seja procurado. Prestigio organizações que ouvem seus clientes. Curiosamente não havia no questionário,  nenhum item sobre o valor cobrado pelos serviços. Elegi essa empresa depois de fazer orçamentos nas concorrentes, e seu preço venceu. Tem fama de ser a mais cara do mercado. E não é. 

13.2.20

Mulheres no comando

Uma velha postagem do VARAL - EPL
Para quem quiser detalhes:  https://cimitan.blogspot.com/2017/05/minha-foto-no-g1.html

Crônica diária

A impressão que passamos aos outros

Basta olhar para os ponteiros do relógio ou para seus dígitos no relógio digital para perceber que o tempo esta passando e é inexorável querer estanca-lo. Ponteiro de relógio é uma palavra e coisa que meus netos não tem ideia do que seja.  Mas intimamente não percebemos nosso auto- envelhecimento. Claro que vamos notando certas limitações, mas o convívio com elas nos tornam pessoas conformadas. Velhos são os outros. Vi um programa da filha do Gilberto Gil, Bela Gil, onde os convidados eram seu pai, um idoso senhor, e Rita Lee, uma senhora envelhecida, cabelos brancos compridos, com franjinha, e óculos redondos de lente âmbar, ao estilo de John Lennon. Dirão que ela continua habitando o personagem que criou, e com quem fez sucesso. Até pode ser, mas além de ridícula, inspira pena e dó. Melhor seria adequar sua imagem atual aos anos que carrega. Estive uma única vez a menos de dois metros da artista que admirava na minha juventude. Na fila de um dos brinquedos da Disney, ela e eu acompanhando nossos filhos pequenos. Sua visão me fez sentir que estou bem para a idade, ou que estou redondamente enganado.

12.2.20

João Menéres e uma foto do Porto

João entrega para a Paula Canto uma foto da cidade do Porto. 2013. EPL

Crônica diária

Falta o dom e carisma

Há maneiras e maneiras de se comunicar. Umas demandam mais treino, ferramentas mais complexas, dom, ou vocação. A oralidade me parece ter sido a primeira. O homem primitivo antes de desenhar ou escrever usou a voz para a comunicação. E através dos séculos os grandes oradores disseminaram suas ideias, filosofias, crenças e opiniões. A história esta repleta de tribunos memoráveis. Nos dias atuais os meios de comunicação se desenvolveram de tal forma que parece ter dispensado o velho e bom orador. Sou do tempo que ficávamos horas com o radinho grudado no ouvido, acompanhando, tarde da noite, discursos de candidatos à cargos variados, os tribunos maravilhosos. Além da mensagem, a forma, o tom de voz, de cada um, eram suas marcas registradas. Seus discursos eram verdadeira poesia para o jovem ouvinte e futuro eleitor. Eu tinha quinze ou dezesseis anos. Era tão encantado com a boa oratória que cheguei a fazer um curso com o professor Admir Ramos, que na época ministrava cursos para oradores. Hoje tenho ouvido na TV câmara, TV senado, TV justiça e me impressiona a falta de bons oradores. Bons tribunos. Emilio Carlos (PTB), Auro de Moura Andrade (PSD), Carlos Lacerda (UDN) não fizeram sucessores. Infelizmente. 

11.2.20

O tapeceiro

EPL
https://www.facebook.com/pousodotapeceiro

Crônica diária

Oscar 2020

Não jogo em cavalos, nem no "bicho", não compro bilhete de loteria e nunca acertei tanto quanto este ano na festa do Oscar. Tinha como certo que o melhor filme estrangeiro seria Parasita. Em minha crônica "O cinema o ano passado", de 9 de janeiro de 2020, um mês antes da festa do Oscar, fiz minhas apostas. Podem ir lá conferir. E não deu outra: Melhor diretor: Bong Joon Ho - Parasita. Roteiro original: Bong Joon Ho e Han Jin Won - Parasita, Melhor Filme Internacional: Parasita - Coreia do Sul. Melhor filme com 4 Oscar: PARASITA. Mas acertei com o Melhor ator: Joaquin Phoenix - Coringa. E para completar acertei como melhor Ator Coadjuvante: Brad Pitt- "Era uma vez em ... Hollywood". Na mesma noite assisti o Manhattan Connection, horas antes do resultado e vi o Fernando Meirelles, diretor do filme "Cidade de Deus" e "Os dois Papas", fazer apostas completamente equivocadas. Modéstia à parte, de cinema eu entendo. 

10.2.20

Europa 2010

EPL

Crônica diária

Um almoço em Bolonha

Fomos almoçar domingo no ótimo e discreto restaurante paulistano chamado Ristorantino, e comentei com minha mulher que não esquecia o desapontamento do almoço num restaurante de hotel em Bolonha. Foi em 2010 se não me falha a memória, e ela nunca foi totalmente confiável, só lembro que entramos na cidade de passagem, procuramos um restaurante e acabamos nesse salão enorme, com um pé direito muito alto, e éramos os dois únicos numa mesa no canto do salão. Abri o cardápio a procura de algum prato típico. Nada. Perguntei ao garçom , ele estranhou a pergunta e também não recomendou nada de especial. Foi uma grande frustração. No Brasil todo cardápio tem no mínimo um prato a lá bolonhesa. Foi o almoço mais triste da viagem. Em compensação no Ristorantino onde já comemos duas vezes, a comida é maravilhosa. A carta de vinhos também. O serviço descontraído faz lembrar os melhores pequenos e famosos restaurantes da Itália. Nada parecidos com esse que comemos em Bolonha.

9.2.20

Nicolas comendo camember

Nicolas, em foto de Renata Almeida, comendo um camembert, entre os avós.

Crônica diária


Gunnera manicata versus Coccoloba

Uma árvore em extinção foi encontrada dentro do Parque Botânico de Ariquemes (RO), a 200 quilômetros de Porto Velho. Trata-se da espécie Coccoloba (Polygonaceae), conhecida por produzir a maior folha dicotiledônea do mundo, com até 2,5 metros de comprimento.



Minha leitora Ira Foz fez a postagem acima. Folhas consideradas as maiores do mundo pelo Guinness (livro dos recordes). Comentei, logo abaixo, e postei a foto tirada em dezembro de 2004, onde apareço com o amigo escritor e agrônomo Aloisio de Almeida Prado mostrando uma folha de GUNNERA que chega a ter 3 metros de largura. Comparando as folhas da Ira e a nossa, podemos ver que a Gunnera é maior do que a Coccoloba. 
A crônica de hoje se resume a duas imagens, que falam mais do que mil palavras. 

8.2.20

Selfie

Europa 2010

Crônica diária

Abiu, você conhece?
Uma fruta deliciosa que comíamos na fazenda, próximo de Araçatuba, SP,  durante minha infância.  Nunca mais encontrei para comprar. Naquele tempo a fazenda era de café, e meu pai dizia que o abiu era uma planta prima do café. Nem o abieiro, nem o fruto se parecem, mas sempre acreditei que também tivesse vindo da Etiópia. Dia desses alguém postou uma imagem do fruto e matéria contando sua origem e virtudes medicinais. Esta na moda descobrir virtudes nos alimentos. Até parece marketing de algum produtor de abiu. Mas nunca mais vi nas frutarias ou feiras livre. Por que será que o abiu desapareceu? Na moda esta a pitaia, fruto de várias espécies de cactos, mas não menos saboroso. 
Abiu (Lucuma caimito ou Pouteria caimito) é o fruto do abieiro, árvore da família Sapotaceae, uma planta nativa da Amazônia Central e da Mata Atlântica costeira do Brasil, de Pernambuco ao Rio de Janeiro.

Crônica do Alvaro Abreu

Ainda sobre goiabas

Com a volta dos últimos 3 netos pra São Paulo, demos por encerrada a edição 2019-2020 da colônia de férias dos Abreu. Foram quase 50 dias com pelo menos dois meninos por perto, correndo de um lado pra outro, pedindo coisas, disputando o controle da TV. Com isso, a casa volta ao ritmo normal e a vida à rotina.

Na falta de netos que tirassem as derradeiras goiabas dessa safra sensacional, tive que providenciar uma vara com uma cestinha na ponta, para que eu mesmo pudesse fazer o serviço. Sempre com os pés em terra firme ou nos primeiros degraus da escadinha de alumínio. Consegui 26 goiabas, tão bonitas quanto as anteriores e, agora munido de vasta experiência, parti para a derradeira compota de orelha. Desta vez, por sugestão de Diana, usei uma daquelas panelas elétricas que cozinham as coisas com preguiça. Deu muito certo.

A enxurrada de comentários que recebi sobre a crônica passada me fez pensar que o pessoal mais antigo adora doce de goiaba nas suas diversas configurações e morrem de saudades do quintal dos avós. Um meio parente disse que raspava o tacho com palha de milho, em Arantina. Uma amiga contou que suspirou, lá na Alemanha, só de lembrar do cheirinho gostoso do doce, e outra, do Rio, declarou saudades da goiaba branca, que não encontra mais. De São Carlos, perguntaram pela geléia transparente feita com os caroços e houve quem me pedisse pra mandar geléia com espátula de bambu pra Salvador. De Brasília, me enviaram ditado simpático: goiabada sem queijo é namoro sem beijo. 

Recebi também, de gente experiente, dicas para evitar bichos, podar a goiabeira, ajudar a dar ponto no doce com casca de maracujá. Um paraibano arretado confessou que, durante as peladas na rua, comia qualquer goiaba, sem julgamento. Um goiano falou que viria aqui pra cair de boca na goiabada, se seu médico liberasse o açúcar. 

Deu pra ver que muita gente tem grande estima pelas goiabeiras. Um cachoeirense disse que é árvore pra criança, porque enverga mas não quebra e, dois amigos gozadores, daqui de Vitória, disseram que ao lerem a tal crônica tinham se lembrado da dona Damares. 

Vitória, 06 de fevereiro de 2020
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA

7.2.20

Uma charge

O autor do blog em 2011 fotografando o centro da cidade de SP

Crônica diária

Espírito de corpo, ou de porco?

Esta na moda os grandes jornais lançarem suplementos semanais de ótima qualidade jornalística. O "EU & Fim de Semana" do Valor Econômico já citei aqui nas minhas crônicas. Agora saiu o "Sextou" do Estadão. Ambos às sextas-feiras. Este com alguns dos cadernos habituais como turismo, gastronomia, decoração, e divirta-se, agora em forma de revista com 54 páginas. 
Mas o assunto hoje é sobre a crítica literária que Tatiana Salem Levy, de quem já fiz alguma resenha, escritora e pesquisadora da Universidade Nova de Lisboa, e que escreve quinzenalmente no suplemento do Valor. Ela leu e escreve sobre "Essa gente", ultimo livro do Chico Buarque. Como mora em Portugal, refugiada da "Cidade desfeita", segundo ela, longe do Rio de Janeiro, e de suas desgraças. Cidade devastada pela água da chuva, que se mistura com o esgoto, e com a falta de água potável, por estar contaminada  na estação de tratamento, uma cidade tomada pela criminalidade. 
O que nem a Tatiana, nem o Chico, e nem seu personagem Duarte apontam, quem é o responsável  por tanta desgraça. A esquerda é incorrigível. Não assume seus erros. Não reconhecem suas mazelas. São solidários entre si, e tem um verdadeiro espírito de corpo. Enquanto isso a Tatiana em Lisboa, onde nasceu, e o Chico em Paris. 

6.2.20

Uma cadeira na Austria

2010 - EPL

Crônica diária

Uma caricatura ao meu lado
Foi num voo de Floripa para São Paulo que sentou no banco da frente ao meu lado no corredor, uma verdadeira caricatura do grandalhão sem bunda. Aquele bruta montes, com cabeça e pernas pequenas, desproporcionais ao  tronco enorme e curvado. Sapato preto pequeno para seu tamanho. Era ele. Até aí, nada demais. Como não tinha bunda entrava entre os braços da poltrona. Sobrava nas laterais, e faltava espaço para os joelhos. Pouco antes de decolar levantou e pegou seu note book. Foi quando minha viagem tornou-se a "pior viagem", como diziam antigamente. Era um dentista ou alguém ligado à área. As imagens de bocas abertas, sangue e implantes de todos os tipos durou os cinquenta  e cinco minutos do voo. Um horror. Não lembro de ter visto tanto sangue, durante tanto tempo. 

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