16.9.18
O pernil ou a vida
Era
aniversário de sua filha de quatro anos. Os preparativos começaram
semanas antes. Por sugestão de uma comentarista da rádio CBN resolveram
servir no almoço do sábado um pernil do Bar e Lanches Estadão. É
considerado o melhor sanduíche de pernil de São Paulo. Na véspera por
telefone encomendou o pernil que pesa seis quilos em média, e mais os
molhos, uma salada de batata, farofa e arroz. Ficou de apanhar as dez do
dia seguinte. Antes de ir buscar o almoço passou num supermercado e
comprou cerveja, refrigerantes, vinte mini pão francês, e uma vela com
número 4. O bolo a mulher fez questão de fazer em casa. Dez e vinte
estava com toda a compra no carro. Por sugestão do funcionário do Bar o
pernil foi colocado no banco traseiro. Não convém colocar no porta mala
para não ressecar. E porque também estava cheio com as compras do
supermercado. Duas esquinas a diante, num semáforo, parou u´a moto com
uma pessoa na garupa que apontou a arma dizendo:
--Passa o pernil, ou morre.
E
sem ele ter tempo de qualquer reação o da garupa, com arma em punho
abriu a porta traseira, pegou o embrulho com o pernil, largou a porta
aberta e fugiram com a moto.
Ele
desceu, ainda aturdido com o assalto, fechou a porta, fez um gesto de
desculpa para o motorista que estava atrás, se desculpando pelo
incômodo.
O ódio, a raiva e a tristeza tomaram conta. Suas pernas tremiam.
Meia
hora depois chegou em casa e contou o ocorrido para a mulher. Ela o
abraçou, e disse que o importante era que ele estava vivo. Vamos comprar
presunto e queijo e colocar no lugar do pernil.
15.9.18
Intimidades crônicas
Capa
Capa, lombada e contracapa
Capa, lombada e contracapa
Minha mulher disse outro dia que eu gosto mais de fazer capas do que escrever livros. Ela tem uma dose de razão. Desde que o maior capista brasileiro Helio de Almeida resolveu me ignorar fui obrigado a criar minhas próprias capas. E peguei gosto. Perdi a "vergonha", e estou achando a maior graça em produzi-las. Se são comerciais, se são antiquadas, se são apelativas não tenho a menor ideia. Elas me agradam, e ponto. Desta, especialmente gosto muito. Meu filho Guilherme, que não participou da criação desta me disse ser a melhor de todas. Vocês vão se cansar de vê-la em meus blogs. O livro estará nas minhas mãos a partir dos primeiros dias de Outubro. O conteúdo são 301 crônicas postadas no ano de 2016. Uma delícia ler agora o que na época chamávamos de futuro. Mas isso quem vai poder confirmar são meus leitores. Como novidade um importante prefácio do escritor e cronista Alvaro Abreu. A história da capa esta no texto da contracapa. Vale a pena conhecer.
Crônica diária
O retrato do momento
Acaba de sair a pesquisa Data Folha três semanas antes das eleições de 7
de Outubro. Para os leitores que me acompanham, e para manter minha
coerência, sou obrigado a confessar que errei redondamente não
acreditando, ou não querendo acreditar, no candidato capitão reformado
Bolsonaro. Primeiro ignorei sua postulação. Depois lamentei sua
candidatura. Por fim nunca poderia acreditar que ele, despreparado como
é, conseguisse polarizar a direita e boa parte dos eleitores de centro.
Eu vaticinava que o segundo turno seria entre o PT e o Geraldo Alckmin.
Errei mais uma vez. O Geraldo não esta conseguindo despontar para um
segundo turno. É lamentável. Já não tenho esperanças que ele consiga
superar o Haddad, e ou Ciro, nesta disputa. E nesse caso nem o voto útil
a seu favor, contra a volta do PT vai funcionar. Vamos ter, salvo um
novo acidente de percurso, um segundo turno com Bolsonaro e Haddad. E
imaginem vocês, meus leitores, vamos ter que votar no Bolsonaro. Quem
diria!
14.9.18
Crônica diária
Lobos solitários, idiotas e canalhas
Lee Oswald (1963), Manso de Paiva (1915), Mark
Chapman (1980), e agora Adélio Bispo de Oliveira, só para citar alguns
dos idiotas, e canalhas, assassinos do Kennedy, Pinheiro Machado, John
Lennon, e da tentativa de morte do candidato a presidente, Bolsonaro,
tem em comum alguns pontos. Todos praticados por pessoas de passado com
confusões mentais. Idiotas. Todos cometidos por canalhas sem motivação
política partidária ou razões supervenientes. Em todos os casos houve a
suspeita de conspiração, crime encomendado, nunca comprovados. Não é
diferente no atual e grave caso de Juiz de Fora. Há sempre fatos,
detalhes e indícios que levam a imaginação popular, inflamada por
correligionários e parentes das vítimas, desenvolver teorias absurdas.
Não há acidente aéreo, onde morram políticos importantes, que não seja
criminoso. Aliás não há morte de político, mesmo em desastre terrestre
na Dutra (JK) que não seja passível de absurdas ilações. Assim também
foi com a morte do marechal Humberto Castelo Branco, João Goulart,
Carlos Lacerda, Ulisses Guimarães senador Severo Gomes, candidato a
presidente Eduardo Campos e tantos outros. Até o suicídio do Getúlio tem
gente que põe dúvida e defenda, mais uma vez a absurda tese de uma
grande farsa, inclusive a carta testamento. Como tem gente que acredita
que Elvis não morreu.
13.9.18
Crônica diária
Morreu Wagner Domingues Costa
Você já ouviu falar dele? E do Mr. Catra? Não também? Eu nunca havia
visto ou ouvido falar desse funkeiro que nasceu há 49 anos no morro do
Borel e cesceu na rua Dr. Catrambi, zona norte do Rio. Vem daí seu
apelido de Mr. Catra. Por que escrever sobre sua morte? Porque nunca vi
o jornal da Globo News dedicar 32 minutos consecutivos sobre a morte de
nenhum artista. E ao trocar de canal para a Band News, lá estava a
notícia no ar. Pelo visto só eu não o conhecia, ou não sabia quem era o
Mr. Catra. No dia seguinte, 10 de Setembro de 2018, o jornal Folha de
São Paulo dedica uma página inteira ao músico e cantor. Dela pincei umas
frases do artista: "Eu sou um homem de muitas mulheres, mas sempre das
mesmas muitas mulheres". "Quer romance? Compra um livro. Quer
felicidade? Compra um cachorro. Quer amor? Volta para a casa da mamãe."
"Se tudo der certo, hoje vai dar merda". "Na guerra urubu é frango."
"...deixa eu fazer meus filhos." (Teve 32 filhos). Quando questionado
por sua infidelidade respondia: "Querem me rastrear, coloquem um chips
no meu pinto." O jornal Estadão foi mais econômico ao noticiar a morte
do Mr. Catra, deu um quarto de página.
12.9.18
Cronicante
Essa será a capa do livro de crônicas que completou ontem trezentos textos, e que será publicado em 2019, depois do PRETEXTOS no primeiro semestre. A capa dele também já esta pronta.
Hoje iniciasse outra série de 300 crônicas que serão publicadas sob o título de OITAVO livro de crônicas em 2020. Todos pela Piacaba Editora.
Hoje iniciasse outra série de 300 crônicas que serão publicadas sob o título de OITAVO livro de crônicas em 2020. Todos pela Piacaba Editora.
Crônica diária
Baita saudade
Ontem falei da exposição onde uma grande e importante tela da amiga Myra Landau esta exposta. Deu muita saudade da recém falecida artista plástica. Saudade que me bate, de amigos como Vicenzo Scarpllini, design gráfico e artista plástico que veio da Itália e deixou muitos amigos na cidade de São Paulo onde morou e morreu. Saudade do maior blogueiro que conheci, Jacinto Gomes, português de Lisboa, com quem tive a honra de tomar aulas sobre a arte e arquitetura da cidade portuguesa. Três pessoas que me fazem muita falta, e cuja saudade só faz aumentar.
12 de Setembro de 2018
Ontem falei da exposição onde uma grande e importante tela da amiga Myra Landau esta exposta. Deu muita saudade da recém falecida artista plástica. Saudade que me bate, de amigos como Vicenzo Scarpllini, design gráfico e artista plástico que veio da Itália e deixou muitos amigos na cidade de São Paulo onde morou e morreu. Saudade do maior blogueiro que conheci, Jacinto Gomes, português de Lisboa, com quem tive a honra de tomar aulas sobre a arte e arquitetura da cidade portuguesa. Três pessoas que me fazem muita falta, e cuja saudade só faz aumentar.
12 de Setembro de 2018
11.9.18
Crônica diária
Fui ao
Sesc de Pinheiros, em São Paulo, visitar uma exposição de arte denominada
" O Outro Trans Atlântico". Com curadoria de Marta Dziewanska, Dieter
Roelstraete e Abigail Winograd, a mostra foi organizada pelo Museu de Arte
Moderna de Varsóvia em 2017, tendo passado pelo Garage Museum of Contemporary
Art em Moscou em 2018.
A
exposição examina um breve momento, embora historicamente significativo, na era
pós-guerra, quando artistas da Europa Oriental e América Latina compartilharam
um entusiasmo por Arte Cinética e Op Art. Essa tendência representou uma
alternativa e um desafio para o consenso crítico da arte dominante no Atlântico
Norte. Enquanto o Expressionismo abstrato, a Arte Informal e a Abstração lírica
reinavam supremos nos centros de arte estabelecidos de Paris, Londres e Nova
York, um capítulo distinto da história da arte estava sendo escrito, ligando os
pólos de Varsóvia, Budapeste, Zagreb, Bucareste e Moscou com Buenos Aires,
Caracas, Rio de Janeiro e São Paulo.
Uma rede
de práticas artísticas foi forjada, seus artistas se comprometeram com um
conjunto inteiramente diferente de questões estéticas surgidas no contexto de
realidades políticas e econômicas análogas. O florescimento da Arte Cinética e
da Op Art nessas regiões foi, em grande parte, uma manifestação de fascínio pelo
movimento, seus efeitos estéticos e as oportunidades dinâmicas que gerou,
criando novas possibilidades para o engajamento do público.
Desde
modo, a mostra apresenta obras de mais de 40 artistas e coletivos vindos de
ambos os lados do Atlântico, apresentados em uma narrativa que reflete fatos
comuns entre seus interesses e intuição criativa. Através de um foco em
arte que ultrapassou objetos estáticos e definições claras do papel do artista,
o caráter de uma obra de arte e o papel do espectador, a exposição tenta
reescrever um capítulo marginalizado da história da arte após a Segunda Guerra
Mundial através da uma perspectiva geopolítica diferente.
Em São
Paulo, a mostra organizada pelo Sesc SP, em colaboração com o Museu de
Arte Moderna da Varsóvia, com o Museu de Arte Contemporânea
Garage; Instituto Adam Mickiewicz e com a Casa Sanguszko de Cultura
Polonesa, seleciona além das obras originalmente apresentadas em Varsóvia e
Moscou, um maior número de obras de arte da América Latina, tendo contado com a
colaboração da pesquisadora Ana Avelar.
Uma tela
cedida pela Pinacoteca de São Paulo, da artista e minha amiga MYRA LANDAU, faz
parte da exposição.
10.9.18
Crônica diária
Bolsonaro entre "árabes" e judeus
Curiosamente a grande imprensa, principalmente televisiva, não comentou o
fato. A Folha de São Paulo foi o único jornal a faze-lo, mas com
discrição. O que corre solto nas redes sociais, e repercute na imprensa é
o fake, o falso, as teorias da conspiração. Horas depois do idiota
(aqui significando "confuso mental') ter esfaqueado o capitão candidato a
Presidente, a página do canalha Adélio Bispo de Oliveira no facebook,
foi montada com fotos e depoimentos completamente falsos. Ele não era
petista, e nunca participou de comícios do Lula. Tudo fake. E exatamente
quando a imaginação dos apoiadores e contrários ao candidato esfaqueado
inventavam imagens fotoshopadas e inverdades absurdas, a família, e o
núcleo próximo ao candidato divergiam e disputavam o hospital que
deveria tratar de sua recuperação. Duas correntes se formaram: a que
defendia a internação no hospital Sírio Libanês, destino de muitos
presidentes e políticos importantes, principalmente os petistas que
estiveram recentemente doze anos no poder, e nunca optaram pelo SUS, em
detrimento do hospital Sírio Libanês de São Paulo. Uma equipe da unidade
da UTI desse hospital foi mandada para Juiz de Fora, e lá chegou perto
da meia noite. As notícias divulgadas só falavam de uma eventual
transferência para esse hospital, e isso após a liberação da equipe que
operou o candidato, que não cogitava do assunto. Diga-se de passagem,
equipe muito elogiada por todos médicos. Ao mesmo tempo apoiadores
judeus, que são maior número, argumentavam que a internação no Sírio
Libanês faria do Bolsonaro mais um político, igual a todos os outros, a
se valerem desse hospital. Bolsonaro queria um hospital do exército. Mas
prevaleceu o Einstein, com a presença do Dr. Antônio Macedo, considerado
um dos maiores cirurgiões especialistas nessa área. Como ele atende no
Einstein, o grupo de judeus venceu os Sírio Libaneses. Mas houve bate
boca, e a Folha noticiou o fato. O resto é fake.
9.9.18
Crônica diária
Canalhas idiotas
Não inventem teorias de conspiração. Já em 1915 um idiota matou com um
punhal Pinheiro Machado, e quiseram encontrar um motivo político, um
mandante, e nada foi encontrado. Ao ser apunhalado Pinheiro Machado
exclamou: "Ah! Canalha". Manso de Paiva tomou 20 anos de condenação. Em
1940 Millôr encontra o idiota chupando mexerica, e cuspindo as sementes
no chão, na entrada do edifício da revista O Cruzeiro. Adélio Bispo de
Oliveira é outro idiota que 103 anos depois esfaqueia um candidato que
lidera as pesquisas de voto para Presidente da República. E o Bolsonaro
nem chamou-o de canalha. E nem os que tentam fazer parecer que é parte
de uma conspiração da esquerda contra a direita. Não passa de um
canalha, idiota como era o Manso de Paiva.
8.9.18
FLORES PARA A DELEGADA

No meu mar de livros
pesquei
o “Flores para a delegada”.
Você montou uma estrutura ótima. Intercalando informações sobre os
personagens enquanto a história avança. Seus ganchos de amarração –
continuísmo/ criação de expectativa – funcionaram muito bem. Eu não
saberia fazer melhor. Parabéns.
Gostei da possibilidade de o “caso do florista” ter alguma possibilidade
de ser o advogado que enviara flores para a delegada. A expectativa
poderia ter sido mais explorada.
Senti firmeza e verossimilhança e cativou-me o bom gosto do advogado:
Sessa Fly 45, jantar no Parigi (faltou o prato escolhido) e a seleção
musical (pg 72). Até eu me apaixonaria por ele. Hahaha.
Para a delegada faltaram credenciamentos. Exemplos de comando ou
atividades policiais. Talvez o manuseio da pistola e algum detalhe do
cenário da delegacia.
Enquanto digito este feedback, ouço Michael Feinstein em "The More I See
You".
Parabéns, cronista e escritor.
Crônica diária
Combinações condenadas
De vezemquando uso essa expressão, com essa grafia, em homenagem ao
Caio F. E tenho problemas com os revisores. De vezemquando consulto o
"deus" Google sobre certas questões, e ele não tem me decepcionado. A
última foi sobre a crença de que "Laranja lima pela manhã é ouro, a
tarde é prata, e a noite mata". Minha mulher comeu uma laranja lima às
vinte horas. Perguntei se ela conhecia essa máxima. Ela disse que não.
Foi quando resolvi consultar o Google. E lá estava a frase e a negativa
de que houvesse alguma base científica que sustentasse essa teoria. Eu
pelo sim ou pelo não prefiro come-la pela manhã. Talvez por conta da
"frase", pois como manga e tomo leite, e outras combinações condenadas
pela voz do povo.
Crônica do Alvaro Abreu
Alvaro e Carol
Emoções da quinzena
Esses meus últimos dias foram cheios de emoções. Adorei rever antigos frequentadores da Praia do Canto no encontro anual na Curva da Jurema e senti a morte de Marcos Murad, personagem relevante dos tempos de Praia Tênis Club. Vibrei com Claudinho Tovar, amigo daquela época, recebendo homenagem na abertura do Festival de Cinema de Vitória, e assisti o depoimento comovente de uma mulher que se despediu do Rio Doce e do mar de Regência, em documentário sobre a tragédia provocada pela SAMARCO.
Tentei fazer, pela primeira vez, duas colheres iguais, para dar de presente a um ex-aluno de 1972 e a um primo que eu não via há 50 anos, durante conversa amistosa sobre nossas vidas e especulações sobre o futuro que nos aguarda. Revi, satisfeito, casal querido e vibrante que, há mais de 30 anos, come raspa de casca de limão orgânico no café da manhã para manter a saúde perfeita. Recebi com alegria mensagem entusiasmada de amigo paulista se dizendo livre das 150 mg de ciclosporina que tomou durante 8 anos e que estavam lhe causando problemas, inclusive tremedeiras.
Conheci a amplitude deslumbrante do hipódromo do Rio, torci por cavalos que escolhi pelo jeitão na pista e observei tipos de aficionados do turfe. Caminhei em volta do Museu do Amanhã, visitei a exposição impecável de 10 pintores modernistas na Casa Roberto Marinho e assisti atônito, pela TV, a agonia do Museu Nacional. Passei boa parte de uma manhã às voltas com quadros, fotografias, desenhos e escritos deixados por mamãe, verdadeiros testemunhos de sua existência.
Ouvi no rádio do carro, com irritação, notícia de aumento da gasolina, justificado pela alta especulativa do dólar. Acompanhei, surpreso, o voto solitário do Ministro Fachin defendendo a eficácia de documento assinado por dois consultores da ONU em favor de candidatura proibida por lei brasileira. Constatei a convicção de onze entre treze motoristas de táxi do Rio de Janeiro de votar em candidato falastrão, o que me fez pensar, com inquietação, nos rumos da eleição para presidente deste nosso país.
Vitória, 05 de setembro de 2018
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA
PS- O grifo é meu
7.9.18
Crônica diária
Dia
06 de fevereiro de 2017 eu postei o texto que se segue:
"Quem seria o Trump no Brasil"
"Falei do efeito Trump no mundo, e uma
leitora perguntou-me quem seria o "Trump" no Brasil? Trump´s
surgem de formas e maneiras muito diversas. Sempre quando o clima político é
favorável. Uma das condições importantes para esse surgimento é a rejeição aos
político profissionais. Nessas circunstâncias Trump´s florescem com
facilidade. No caso atual do Brasil a cruza de Roberto Justus com o Bolsonaro
daria um Trump perfeito. Bolsonaro em recente eleição para a presidência da
Câmara obteve dez minguados votos entre 513 eleitores. Logo, estamos livres
desse perigo, pelo menos por enquanto."
Eram
quatro e meia da tarde do dia de ontem (06 de setembro de 2018) e eu estava
exatamente revisando esse texto, que comporá um novo livro denominado Pretextos,
quando me dei conta como estava equivocado há dezenove meses, subestimando o
candidato a Presidente. Hoje lidera com folga as pesquisas de opinião, e no
exato momento que relia essa crônica ele era esfaqueado na cidade de Juiz de
Fora, em Minas, onde fazia uma carreata. São 20 horas e ele esta passando por
uma cirurgia com perfurações no intestino. O
agressor preso. Há informações de que vinha postando em redes sociais a
bandeira brasileira com o símbolo da foice e martelo num circulo
vermelho. Fazia acusações ao candidato, inclusive com palavrões. Bolsonaro
certamente vai se recuperar e ficar por alguns dias se convalescendo, longe das
ruas, mas com sua popularidade, e a onda de "mito" em crescimento,
maior, e mais rápido, do que o esperado pelos seus apoiadores. O candidato e
vítima poderá se beneficiar com o lamentável atentado. Claro que há dezenove
meses eu não poderia imaginar que o capitão reformado chegasse aonde já chegou
nas intenções de voto, mas com este trágico atentado não posso mais ter dúvida
de que possa chegar ao segundo turno. E se não tivermos uma opção
centro-direita, as esquerdas unidas (o que também não é fácil) poderão
eleger o Ciro, Marina, ou Haddad que seria um desastre completo.
6.9.18
Crônica diária
Absurdas combinações
Já contei para vocês que determinados nomes criam absurdas combinações.
Encontrei uma amiga leitora chamada Angela Cola. Ela poderia
perfeitamente resolver o impasse da amiga Dulce Serra, se tivesse casado
(foram namorados) com o Alberto Botti. Se a Dulce Serra Botti, a Angela
Cola. Eu mesmo, como posso ser Penteado, sem um único fio de cabelo?
Por outro lado há combinações excelentes, como por exemplo a família
Cola casando com os Forte. E se essa crônica não for postada logo, o
número de combinações que vão surgindo não terminam nunca. Acabo de ler
um comentário da amiga Fernanda Colagrossi.
Nelsinho Telles
Homenagem póstuma (4 de Setembro de 2018)
Hoje foi a missa de sétimo dia do Nelsinho
Telles, amigo de dezena de amigos meus. Nelson Telles de Almeida Santos.
Foi casado com minha queridíssima amiga Indiana Meirelles.
Há muitos anos não o via. Era uma pessoa simpaticíssima. Do bem. Pois
fui no Google atrás de mais dados, ou de uma foto. Não encontrei nada.
Ele foi um daqueles que certamente passou pela vida sem se comprometer
com essa tal de era digital. Conheço muitos amigos nessa situação. Mas
por conta do seu nome encontrei o Nelson
Rodrigues numa foto que me fez lembrar a campanha do capitão candidato a
Presidente. Será que o teatrólogo seria hoje eleitor do Bolsonaro? Mas
pelo mesmo motivo do nome apareceu o Nelson Pereira dos Santos. Meu
amigo Nelson de Souza,
com quem iria jantar hoje, mas por conta da chuva o jantar foi adiado.
E mais Lygia Fagundes Telles, e Aracy de Almeida, e o maior capista
brasileiro, muito vivo, Hélio de Almeida. Não consegui uma foto do nosso Nelsinho. Deixou saudade, e nem uma imagem no Google.
5.9.18
Rui Silvares
Eu,
como Senhor do Martelo (Professor Martelo já tinha dono) - foto do
Cidadão José. O Cidadão Exemplar ganhando forma prego a prego... a
inauguração é já depois de amanhã, 5ª feira dia 6 de Setembro às 21
horas na Oficina de Cultura em Almada (alô Joana) com actuação ao vivo
dos Remexido. Estás convidada, estás convidado.
Rui Silvares. Almada Lisboa, Portugal
Crônica diária
Você daria uma
procuração?
O
voto é a sua procuração para determinado candidato. Você teria coragem de dar
uma procuração, para qualquer um deles, para representa-lo em qualquer
circunstância de sua vida? Pois é, o ato de votar corresponde hipoteticamente a
uma procuração. Se eleito por sua vontade e delegação, falará e agirá em seu
nome. Eu honestamente não daria uma procuração para nenhum dos candidatos
com chances de chegarem ao segundo turno. Como não compraria um carro usado por
eles. Enfim, se não tenho a menor confiança nessas pessoas como vou entregar o
governo do país em suas mãos? Esse é o absurdo que as legislações eleitorais,
partidos políticos, e sistema representativo nos impõem. É preciso,
urgentemente, reformar tudo isso no Brasil. Voto distrital, parlamentarismo, e
proibição de reeleição para todos os cargos eletivos de vereador a presidente.
Só assim haverá renovação, oxigenação, e o fim dos cartéis familiares na
política. Ela deve ser exercida como doação, por aqueles que tenham capacidade,
competência, desprendimento, e idealismo, e não como fonte de renda.
4.9.18
Crônica diária
Sugestão de pseudônimo
O escritor Roberto Klotz usou o pseudônimo de Cid
Cheldom para assinar uma crônica sobre um autor que escreveu para
Machado de Assis convidando-o a prefaciar o seu primeiro livro. Crônica
bem humorada, como tudo que parte do Roberto. Desejei muito sucesso ao
autor, que de resto já tinha nome de escritor de best-seller. O Roberto
não deixou por menos: "Se vc quiser alcançar o sucesso, caro cronista, sugiro mudar seu nome de Eduardo Penteado Lunardelli para Solardelli. O Sol tem poder, força é másculo." Mas Solardelli, Roberto?
3.9.18
Crônica diária
Corporativismo
PS- Não haverá comentário algum. Passado o tempo normal que é de sete a dez dias, para o correio entregar qualquer encomenda, hoje faz 19 dias, e não recebi o livro. Nem querendo colaborar com um escritor na venda de suas obras, se consegue no Brasil.
Comprei
por puro corporativismo. Minha leitora citou o jornalista Tom Cardoso,
que ela acompanha, e por pura curiosidade fui à sua página no FB. Fiz
um comentário em sua crônica, que gostei muito. No dia seguinte a
Simone, suponho esposa do jornalista, escreveu-me oferecendo um livro de
crônicas. O pagamento, com frete incluso, só depois do livro ser entregue onde eu desejasse.
Não pude resistir a tão simpática oferta. Até porque sei como é difícil
vender um livro. Na minha resposta, fiquei tentado em dizer que
aceitava a compra, apesar do mesmo, autografado, estar a venda nos sebos
por R$25,00 a menos. Mas teria sido uma grosseria, uma desfeita. Eu não
sou de fazer isso, embora confesso tenha pensado. Depois de receber e
ler comento com vocês.
PS- Não haverá comentário algum. Passado o tempo normal que é de sete a dez dias, para o correio entregar qualquer encomenda, hoje faz 19 dias, e não recebi o livro. Nem querendo colaborar com um escritor na venda de suas obras, se consegue no Brasil.
2.9.18
A porta sem maçaneta
Isso parece uma "desempenadeira?"
A crônica do dia 31 passado foi sobre as maçanetas das portas de entrada das casas e escritórios. Meu amigo Roberto Klotz achou que se tratava de uma desempenadeira. Tive que fazer uma outra foto em ângulo diferente para demonstrar detalhes da porta da nossa casa. A ideia, e execução foi obra da Paula minha mulher. O vermelho é veludo para agradar o toque de quem põe a mão para abrir ou fechar. Empurrar ou puxar.
Crônica diária
Uma das sogras do Leonardo
Meu amigo Leonardo, já conhecido dos meus leitores, ontem contou mais
uma, de uma das sogras que teve na vida. Ela foi a uma delegacia de
polícia para fazer um BO de documento de identidade perdido. O ambiente
de uma delegacia é conhecido de todos que por lá já passaram. Seus
funcionários não costumam distinguir as vítimas dos criminosos. Tratam
todos com grande prepotência, arrogância e em muitos casos com violência
e brutalidade. Eu mesmo presenciei mais de uma vez essas absurdas
atitudes. Cansada de esperar levantou-se para sair quando cruzou com uma
loira vestida de vermelho, justo, curto e brilhante. Ela balbuciou:
"Agora tem até puta". Era a delegada. Ainda bem que já estava de saída e
nunca mais fez o BO.
1.9.18
Crônica diária
Meus candidatos
Agora que se inicia a campanha de rádio e TV é que irá começar aparecer
os verdadeiros postulantes ao segundo turno. Meus candidatos a
Governador de São Paulo, onde voto, e para Presidente da República
nominarei oportunamente. Mas para Deputado Estadual é Ricardo Mellão,
Deputado Federal Eduardo Novaes e para Senador Diogo da Luz já estão
por mim definidos. Todos do partido NOVO, a quem peço seu voto para uma
total renovação dos legislativos. É por aí que vamos começar a
verdadeira e profunda mudança. Conto com seu apoio. Anote esses nomes, e
em outubro vote neles. O Brasil agradece.
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Falaram do Varal:
"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes
(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )















