29.12.17

Crônica diária



Inveja da boa

Do Ruy Castro invejo, no bom sentido, vamos deixar claro, seus textos, humor, e vasta cultura musical e cinéfila. Mas a maior das invejas é ele ter sido cumprimentado e chamado pelo nome pela atriz dos meus sonhos juvenis: Kim Novak. Naquele tempo, o máximo que pude fazer com ela, foi "delirar" vendo suas fotos na Playboy, e gravando seu nome nas asas do primeiro aeromodelo que construí. Como foi o primeiro, o voo também foi curto. Primeiro e único.

28.12.17

Mari Sales e um VARAL

Anto

Crônica diária



A romântica lua

Tudo depende do ângulo que se vê as coisas. Por exemplo a lua é decantada em verso e prosa e tida como o mais romântico dos astros. Mas pode ser vista por outros aspectos, e nem todos nada românticos. Outro exemplo? Pode ser responsabilizada pelas marés, pelos lobisomens e nas menstruações. Nada romântica.

27.12.17

Waldez Duarte, caricaturista

WALDEZ DUARTE Caricaturista

Raimundo Waldez Duarte - nasceu em Acará, no Pará, em julho de 1972. Casado, pai de uma filha, suas influências foram Sérgio Aragonez e J.Bosco. Já publicou nas revistas Bundas, MAD, Imprensae Periférica (Portugal) e nos jornais, A Província do Pará, PQP, O Liberal, O Pasquim21, dentre outros. Atualmente, publica charges diárias para o “Amazônia” e publica as tiras Cobaia e Beco do sossego no jornal “O liberal”. Livros publicados: Risco de sete cabeças (mgm), Querido Papai Noel (Editora Sette).
Prêmios:
* 24º SALÃO INTERNACIONAL DE PIRACICABA / SP. BRASIL
* 4º SALÃO NACIONAL DE CARATINGA/MG
*1st. INTERNATIONAL COMPETITION OF CARICATURES/SLOVENIA
*1º SALAO NACIONAL DE HUMOR DE MONTES CLAROS / MG
* 6ª MOSTRA DE HUMOR MARANHENSE
*6º SALÃO INTERNACIONAL DE HUMOR DE CARATINGA/MG
*INTERNATIONAL CARTOON CONTEST-DEVA / ROMANIA
*FISH INTERNATIONAL CARTOON CONTEST / IRAN
*II SALÃO NACIONAL DE HUMOR DE BRAGANÇA - PA
*INTERNATIONAL POLITICAL CARTOON COMPETITION / ENGLAND – LONDON
*OCCUPATION CARTOON CONTEST - IRAN
THIRD PRIZE +TROPHY+HONORABLE MENTION


Postado aqui no VARAL em 6/10/2008, e considero uma ótima caricatura.

Crônica diária

Ruy Castro e seus monstros preferidos

Numa crônica publicada em 2013, Ruy esbanja conhecimento sobre cinema e seus monstros. Monstros não no sentido figurado, mas os Dráculas, Frankensteins, Jacks, os Estripadores, Godzillas, Vampiros e múmias. Termina elegendo seu favorito o Drácula, por piedade. As razões que o levaram a ter dó são basicamente três:
1ª Por não poder tomar sol no verão.
2ª Ser obrigado a dormir num caixão com terra de cemitério.
3ª E não conhecer a maravilha de um contrafilé à Oswaldo Aranha -- por causa do alho.

26.12.17

Li Ferreira Nhãn, leitora do TEXTÍCULOS

Foto enviada pela Li Nhãn

Crônica diária

Velhas histórias

Hoje vou lhes contar a velha, mas sempre deliciosa, história do australiano que compra um bumerangue novo mas não consegue jogar fora o velho.

25.12.17

Ricardo Blauth, leitor assíduo

 Ricardo e o TEXTÍCULOS
Ricardo foi um dos três leitores que se candidataram a ganhar um dos livros do autor do blog editados pela PIACABA EDITORA. Havia na promoção 5 exemplares, que qualquer um dos livros à disposição dos meus 3900 amigos fo FB. Só três se candidataram a um livro de graça. Fica aqui o registro e a minha indignação.

Crônica diária


Shirtboards e monogramas 

Luiza Barros, repórter brasileira em 2005 foi a NY entrevistar o jornalista e escritor Gay Talese para uma publicação especial do caderno ELA do Globo. Como se tratava de matéria sobre moda e não para um suplemento literário, o assunto versado foi o vasto guarda roupa do entrevistado. Ele é fanático por ternos, coletes, camisas, luvas, chapéus, sapatos e acessórios. Tem aos milhares. Um detalhe curioso revelado pela repórter foi sobre as camisas que manda confeccionar, mas não revela onde. Elas são entregues em dúzias dobradas em torno de shirtboards, que são aquelas cartolinas que dão forma à camisa e impedem que se amarrote. Talese não joga fora essas cartolinas. Corta-as em três pedaços, arredonda as pontas para que caibam no bolso do paletó, e usa para tomar notas quando sai à rua a serviço. Faz isso desde que começou a trabalhar aos 23 anos. Esta com 85. Eu, também, quando tinha vinte anos mandava fazer camisas numa camiseira em Moema, bairro, na época, com ruas de terra. Comprava aos metros tecido nas Casas Pernambucanas, e a camiseira fazia sob medida. Duas ou três por ano. Depois mandei fazer no mais conhecido camiseiro de São Paulo, o Aurélio. Ele, sem que eu tivesse pedido, bordou minhas iniciais no peito da camisa. Elas não vinham com shirtboards, mas com monograma. Certo dia na casa/estúdio do fotógrafo inglês Roger Bester, radicado em São Paulo, um casal de amigos dele, também ingleses, caçoaram por ter entre suas relações um cara que usava camisa social com monograma. Fiquei tão vexado que nunca mais fiz camisa sob medida. Hoje só uso camiseta branca com gola redonda. Nem mais com jacaré ou cavalo de polo. O casal de ripes não sei que fim levou, pode até ser que sejam vendedores de camisa social para abotoaduras e com monograma bordado no peito. Quanto ao Roger voltou para Londres onde trabalha numa loja de calçados femininos.

24.12.17

Montanha nº 11 com nova cor

Agora ela esta assim. Dez 2017
Ela foi assim, em sua cor natural
E depois assim com quatro cores.

Crônica diária

O tamanho do ovo

Já repararam que os ovos de galinha estão cada dia menores. Como a clara de um ovo cozido todo dia no café da manhã. Estou impressionado como estão diminuindo de tamanho. Tantos os brancos como os outros. Em alguns a gema esta do tamanho de ovo de codorna. Eu não como a gema, por conta do colesterol, mas a clara também esta muito pequena. É como na indústria alimentícia, diminuem o tamanho da embalagem, ou quantidade de produto, e mantem o preço, quando não fazem as duas coisas, mas em sentido contrário. Aumentam o preço e diminuem a quantidade.  Mas ovos são comercializados por unidades. Vende-se meia dúzia, ou uma ou duas dúzias por bandeja. Outra razão provável é que estejam racionado a ração. Menos comida, ovos menores. Será? Ou estão fazendo seleção genética com galinhas legorne, que já eram pequenas. Problema de espaço nas granjas? Não sei mais o que pensar. O fato é que tem prejudicado as tradicionais receitas de bolo da vovó. Onde mandavam colocar três ovos, quatro não tem dado conta. Ovos de páscoa diminuíram de tamanho por conta do custo do chocolate, mas será que o milho tem influência tão direta no tamanho do ovo?

Comentários que valem um post

João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Eu tinha uma enorme colecção de areias de todo o mundo, Eduardo, mas com a mudança de residência e não tendo encontrado ninguém a quem a ofertar, acabou no LIXO, o que foi uma pena.
E quanto a livros, ofereci bem mais de uma centena para uma biblioteca escolar.
Mesmo assim, os livros continuam a ser às centenas e vez em quando lá compro mais um.
Romances, não. Por não ter tempo para os ler actualmente.
Mas os da sua autoria têm um sítio destacado e na cabeceira tenho sempre um deles.
Com a colecção de selos dos Correios é que parei há muito. Apenas conservo os que já possuía.
Dessa colecção faz parte a temática de barcos à vela de todo o mundo.Acho positivo os jovens dedicarem-se a colecionar algo. Até pode se muito didáctico e pedagógico.


Postado por João Menéres no blog . em sábado, 23 de dezembro de 2017 21:20:00 BRST 

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23.12.17

Montanha verde nº 31

Verde escuro, MONTANHA nº 31

Crônica diária

Colecionismo

Não sei exatamente a partir de que número a coisa passa a ser uma coleção. Mas já tive coleção de objetos de arte, telas, desenhos e esculturas. Durante a vida me desfiz de quase toda. Quando menino colecionei figurinhas, bolinhas de gude, e depois de velho não perdi a mania de juntar coisas. Tenho uma infinidade de bugigangas. Muitas nem podem ser consideradas coleções. Vidros enormes cheios de rolhas de garrafas de vinho não podem ser consideradas coleção. Mas pedras tenho de muitas partes do mundo. E não são pedras preciosas, mas basaltos, arenitos e que tais. Tenho uma coleção de colheres de pau e plástico, dessas de tomar sorvete. Coleciono livros e catálogos de arte, e não sei se também cabe na categoria de coleção. Coleção de relógios, isqueiros, canetas e bengalas que são as coleções mais comuns, nunca tive. Mas tenho de pneus de plástico de carrinhos de brinquedo. Isso mesmo. Comecei catando na praia, para ajudar na sua limpeza, e fui pondo num barco de madeira, com um metro de comprimento. Hoje esse barco esta com a lotação completa. São centena de rodinhas de todos tamanhos e formatos. De carros, tratores e similares. Não se pode imaginar quantos brinquedos perderam as rodas nesses dezessete anos que coleciono. 

Comentários que valem um post



João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Pois este do seu mais recente livro ( que ainda permanece intocável na embalagem - e não é por falta de empenho ! ), o TEXTÍCULOS, é um monstro de bem achado por nos obrigar, pelo menos em pensamento, a pensar noutros orgãos que muito fazem pela vida !

Postado por João Menéres no blog . em sexta-feira, 22 de dezembro de 2017 08:54:00 BRST 

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 Mira  Landau nosso amigo Eduardo e simplesmente GENIAL!!! estou lendo e me divertindo

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22.12.17

MONTANHA nº 37

Pequena com base de concreto MONTANHA nº 37

Crônica diária


 Crônica sem título

Adoro dar nome às coisas. Até para pessoas. Nem sempre minhas sugestões são aceitas. Por exemplo, não consegui que meu filho pusesse o nome de Norma em minha netinha Glória. Alegava que depois de Norma eu iria querer Regra e assim por diante. E rimos muito. Dei nome para cachorros, cavalos e outros animais. Acredito que o nome é muito importante para o caráter das "coisas". Minhas casas, fazendas, terrenos, sempre tiveram nome. Meus textos, e livros tem títulos. Adoro dar nome às coisas. E tenho muito prazer quando deparo-me com um bom título. Alguns antológicos como o da matéria que Joel Silveira publicou no Diário da Noite sob encomenda do seu patrão Assis Chateaubriand sobre a festa de casamento de Filly Matarazzo, em 1945. O título da reportagem: "A milésima segunda noite da avenida Paulista". Assim como a matéria cujo título era " Frank Sinatra esta resfriado" deu fama ao seu autor Gay Talese após sua publicação na revista Esquire em 1966. E o que tem em comum essas duas matérias é que seus autores não tiveram acesso aos personagens e fatos reportados. Fizeram os textos baseados em informações de amigos e familiares dos personagens. E para finalizar esta arenga e saciar a curiosidade dos leitores sobre outros nomes que andei dando às coisas cito: Fazenda Forkilha (com K) em Conceição do Araguaia, no Pará por conta de que havia um rio em forma de Y na divisa da propriedade. Piacaba (do tupi: mirante, mirador, lugar que se avista) é o nome da minha casa aqui em Imbituba, SC. Ciribaí nome de uma área em Paulo Lopes, SC. Misominas, nome de uma empresa de mineração de ouro do meu pai, que detestava a atividade extrativa. Ramalhete, nome que me apropriei do sítio do Carlinhos Salem, para denominar uma área de pasto que comprei do meu vizinho e anexei à Fazenda Bela Vista. Esta eu herdei já batizada, e há uma tradição de que não se deve alterar nome de propriedades rurais. Textículos é título do meu ultimo livro com pequenos textos. Além dos milhares de títulos dados às minhas crônicas diárias, que estão sendo reunidas em grupos de 300 em livros de papel. Os próximos também tem nomes sugestivos: Intimidades crônicas, e Pretextos. Como veem não faltam pretextos.

21.12.17

Lareira, ultima forma

Lareira com as Montanhas nº 33 colorida (Pão de açúcar), Montanha nº 34 pequena e Verde Montanha nº 31

Crônica diária

O louva-a-deus e a cultura inútil

O inseto verde conhecido como louva-a-deus só tem ereção depois da morte. Isso mesmo, ele precisa morrer para poder reproduzir. A natureza no caso desse inseto, com na quase totalidade dos animais não reservou espaço para o sexo recreativo. O louva-a-deus tem um hemipênis --  uma espécie de canaleta, recortada, como os répteis também têm. Esses insetos tem visão precária, e só veem sombras. Para a maioria se a sombra é grande, eles fogem. Se é pequena, eles comem. São os insetos da sobrevivência e da reprodução. No caso do louva-a-deus o macho se aproxima da fêmea e a sombra que ela vê é quase do seu tamanho, portanto, um bichinho bom de comer. Ela se aproxima dele e se abraçam, com intenções diferentes. Ele procurando as partes baixas, e ela sua cabeça com intenção de come-la. Ele afasta a cabeça, protegendo-se e força contato por baixo. Como um casal dançando. Até que o macho consegue e esse contato faz com que ele perca o cuidado de proteger-se. O descuido é fatal. A fêmea lhe corta o pescoço e a cabeça rola. Nesse instante o macho tem ereção e penetra fecundando a parceira. Em seguida a fêmea o devora. Cientificamente, no caso do macho, esse mecanismo resulta do desligamento drástico do córtex para produzir ereção. O louva-a-deus literalmente perde a cabeça por amor. 

(Dados extraídos da entrevista de Ruy Castro com o médico Elsimar Coutinho publicado na revista Status, dezembro de 1982).

Comentários que valem um post

João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Eu tenho a certeza que iria adorar ler esse livro, Eduardo.
A do socialismo e da erecção é de fartar a rir !!!

Postado por João Menéres no blog . em terça-feira, 19 de dezembro de 2017 22:17:00 BRST 

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