Inveja da boa
Do Ruy Castro invejo, no bom sentido,
vamos deixar claro, seus textos, humor, e vasta cultura musical e cinéfila. Mas
a maior das invejas é ele ter sido cumprimentado e chamado pelo nome pela atriz
dos meus sonhos juvenis: Kim Novak. Naquele tempo, o máximo que pude fazer com
ela, foi "delirar" vendo suas fotos na Playboy, e gravando seu nome
nas asas do primeiro aeromodelo que construí. Como foi o primeiro, o voo também
foi curto. Primeiro e único.
A romântica lua
Tudo depende do ângulo que se vê as
coisas. Por exemplo a lua é decantada em verso e prosa e tida como o mais
romântico dos astros. Mas pode ser vista por outros aspectos, e nem todos nada
românticos. Outro exemplo? Pode ser responsabilizada pelas marés, pelos
lobisomens e nas menstruações. Nada romântica.
Raimundo Waldez Duarte
- nasceu em Acará, no Pará, em julho de 1972. Casado, pai de uma filha,
suas influências foram Sérgio Aragonez e J.Bosco. Já publicou nas
revistas Bundas, MAD, Imprensae Periférica (Portugal) e nos jornais, A
Província do Pará, PQP, O Liberal, O Pasquim21, dentre outros.
Atualmente, publica charges diárias para o “Amazônia” e publica as tiras
Cobaia e Beco do sossego no jornal “O liberal”. Livros publicados:
Risco de sete cabeças (mgm), Querido Papai Noel (Editora Sette).
Prêmios:
* 24º SALÃO INTERNACIONAL DE PIRACICABA / SP. BRASIL
* 4º SALÃO NACIONAL DE CARATINGA/MG
*1st. INTERNATIONAL COMPETITION OF CARICATURES/SLOVENIA
*1º SALAO NACIONAL DE HUMOR DE MONTES CLAROS / MG
* 6ª MOSTRA DE HUMOR MARANHENSE
*6º SALÃO INTERNACIONAL DE HUMOR DE CARATINGA/MG
*INTERNATIONAL CARTOON CONTEST-DEVA / ROMANIA
*FISH INTERNATIONAL CARTOON CONTEST / IRAN
*II SALÃO NACIONAL DE HUMOR DE BRAGANÇA - PA
*INTERNATIONAL POLITICAL CARTOON COMPETITION / ENGLAND – LONDON
*OCCUPATION CARTOON CONTEST - IRAN
THIRD PRIZE +TROPHY+HONORABLE MENTION
Postado aqui no VARAL em 6/10/2008, e considero uma ótima caricatura.
Ruy Castro e seus monstros preferidos
Numa crônica publicada em 2013, Ruy esbanja conhecimento sobre cinema
e seus monstros. Monstros não no sentido figurado, mas os Dráculas,
Frankensteins, Jacks, os Estripadores, Godzillas, Vampiros e múmias.
Termina elegendo seu favorito o Drácula, por piedade. As razões que o
levaram a ter dó são basicamente três:
1ª Por não poder tomar sol no verão.
2ª Ser obrigado a dormir num caixão com terra de cemitério.
3ª E não conhecer a maravilha de um contrafilé à Oswaldo Aranha -- por causa do alho.
Foto enviada pela Li Nhãn
Velhas histórias
Hoje vou lhes contar a velha, mas sempre deliciosa, história do
australiano que compra um bumerangue novo mas não consegue jogar fora o
velho.
Ricardo e o TEXTÍCULOS
Ricardo foi um dos três leitores que se candidataram a ganhar um dos livros do autor do blog editados pela PIACABA EDITORA. Havia na promoção 5 exemplares, que qualquer um dos livros à disposição dos meus 3900 amigos fo FB. Só três se candidataram a um livro de graça. Fica aqui o registro e a minha indignação.
Shirtboards
e monogramas
Luiza Barros, repórter brasileira em 2005 foi a NY
entrevistar o jornalista e escritor Gay Talese para uma publicação especial do
caderno ELA do Globo. Como se tratava de matéria sobre moda e não para um suplemento
literário, o assunto versado foi o vasto guarda roupa do entrevistado. Ele é
fanático por ternos, coletes, camisas, luvas, chapéus, sapatos e acessórios.
Tem aos milhares. Um detalhe curioso revelado pela repórter foi sobre as
camisas que manda confeccionar, mas não revela onde. Elas são entregues em
dúzias dobradas em torno de shirtboards, que são aquelas cartolinas que
dão forma à camisa e impedem que se amarrote. Talese não joga fora essas
cartolinas. Corta-as em três pedaços, arredonda as pontas para que caibam no
bolso do paletó, e usa para tomar notas quando sai à rua a serviço. Faz isso
desde que começou a trabalhar aos 23 anos. Esta com 85. Eu, também, quando
tinha vinte anos mandava fazer camisas numa camiseira em Moema, bairro, na época,
com ruas de terra. Comprava aos metros tecido nas Casas Pernambucanas, e a
camiseira fazia sob medida. Duas ou três por ano. Depois mandei fazer no mais
conhecido camiseiro de São Paulo, o Aurélio. Ele, sem que eu tivesse pedido,
bordou minhas iniciais no peito da camisa. Elas não vinham com shirtboards,
mas com monograma. Certo dia na casa/estúdio do fotógrafo inglês Roger Bester,
radicado em São Paulo, um casal de amigos dele, também ingleses, caçoaram por
ter entre suas relações um cara que usava camisa social com monograma. Fiquei
tão vexado que nunca mais fiz camisa sob medida. Hoje só uso camiseta branca
com gola redonda. Nem mais com jacaré ou cavalo de polo. O casal de ripes não
sei que fim levou, pode até ser que sejam vendedores de camisa social para
abotoaduras e com monograma bordado no peito. Quanto ao Roger voltou para
Londres onde trabalha numa loja de calçados femininos.
Agora ela esta assim. Dez 2017
Ela foi assim, em sua cor natural
E depois assim com quatro cores.
O tamanho do ovo
Já repararam que os ovos de galinha estão cada dia menores. Como a clara
de um ovo cozido todo dia no café da manhã. Estou impressionado como
estão diminuindo de tamanho. Tantos os brancos como os outros. Em alguns
a gema esta do tamanho de ovo de codorna. Eu não como a gema, por conta
do colesterol, mas a clara também esta muito pequena. É como na
indústria alimentícia, diminuem o tamanho da embalagem, ou quantidade
de produto, e mantem o preço, quando não fazem as duas coisas, mas em
sentido contrário. Aumentam o preço e diminuem a quantidade.
Mas ovos são comercializados por unidades. Vende-se meia dúzia, ou uma
ou duas dúzias por bandeja. Outra razão provável é que estejam racionado
a ração. Menos comida, ovos menores. Será? Ou estão fazendo seleção
genética com galinhas legorne, que já eram pequenas. Problema de espaço
nas granjas? Não sei mais o que pensar. O fato é que tem prejudicado as
tradicionais receitas de bolo da vovó. Onde mandavam colocar três ovos,
quatro não tem dado conta. Ovos de páscoa diminuíram de tamanho por
conta do custo do chocolate, mas será que o milho tem influência tão
direta no tamanho do ovo?
João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "
Crônica diária":
Eu tinha uma enorme colecção de areias de todo o mundo, Eduardo, mas com
a mudança de residência e não tendo encontrado ninguém a quem a
ofertar, acabou no LIXO, o que foi uma pena.
E quanto a livros, ofereci bem mais de uma centena para uma biblioteca escolar.
Mesmo assim, os livros continuam a ser às centenas e vez em quando lá compro mais um.
Romances, não. Por não ter tempo para os ler actualmente.
Mas os da sua autoria têm um sítio destacado e na cabeceira tenho sempre um deles.
Com a colecção de selos dos Correios é que parei há muito. Apenas conservo os que já possuía.
Dessa colecção faz parte a temática de barcos à vela de todo o mundo.Acho positivo os jovens dedicarem-se a colecionar algo. Até pode se muito didáctico e pedagógico.
Postado por João Menéres no blog . em sábado, 23 de dezembro de 2017 21:20:00 BRST
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Verde escuro, MONTANHA nº 31
Colecionismo
Não sei exatamente a partir de que número a coisa passa a ser uma
coleção. Mas já tive coleção de objetos de arte, telas, desenhos e
esculturas. Durante a vida me desfiz de quase toda. Quando menino
colecionei figurinhas, bolinhas de gude, e depois de velho não perdi a
mania de juntar coisas. Tenho uma infinidade de bugigangas. Muitas nem
podem ser consideradas coleções. Vidros enormes cheios de rolhas de
garrafas de vinho não podem ser consideradas coleção. Mas pedras tenho
de muitas partes do mundo. E não são pedras preciosas, mas basaltos,
arenitos e que tais. Tenho uma coleção de colheres de pau e plástico,
dessas de tomar sorvete. Coleciono livros e catálogos de arte, e não sei
se também cabe na categoria de coleção. Coleção de relógios, isqueiros,
canetas e bengalas que são as coleções mais comuns, nunca tive. Mas
tenho de pneus de plástico de carrinhos de brinquedo. Isso mesmo.
Comecei catando na praia, para ajudar na sua limpeza, e fui pondo num
barco de madeira, com um metro de comprimento. Hoje esse barco esta com a
lotação completa. São centena de rodinhas de todos tamanhos e formatos.
De carros, tratores e similares. Não se pode imaginar quantos
brinquedos perderam as rodas nesses dezessete anos que coleciono.
João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "
Crônica diária":
Pois este do seu mais recente livro ( que ainda permanece intocável na
embalagem - e não é por falta de empenho ! ), o TEXTÍCULOS, é um monstro
de bem achado por nos obrigar, pelo menos em pensamento, a pensar
noutros orgãos que muito fazem pela vida !
Postado por João Menéres no blog . em sexta-feira, 22 de dezembro de 2017 08:54:00 BRST
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Mira nosso amigo Eduardo e simplesmente GENIAL!!! estou lendo e me divertindo
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Pequena com base de concreto MONTANHA nº 37
Crônica sem título
Adoro dar nome às coisas. Até para pessoas. Nem sempre minhas sugestões
são aceitas. Por exemplo, não consegui que meu filho pusesse o nome de
Norma em minha netinha Glória. Alegava que depois de Norma eu iria
querer Regra e assim por diante. E rimos muito. Dei nome para cachorros,
cavalos e outros animais. Acredito que o nome é muito importante para o
caráter das "coisas". Minhas casas, fazendas, terrenos, sempre tiveram
nome. Meus textos, e livros tem títulos. Adoro dar nome às coisas. E
tenho muito prazer quando deparo-me com um bom título. Alguns
antológicos como o da matéria que Joel Silveira publicou no Diário da
Noite sob encomenda do seu patrão Assis Chateaubriand sobre a festa de
casamento de Filly Matarazzo, em 1945. O título da reportagem: "A
milésima segunda noite da avenida Paulista". Assim como a matéria cujo
título era " Frank Sinatra esta resfriado" deu fama ao seu autor Gay
Talese após sua publicação na revista Esquire em 1966. E o que tem em
comum essas duas matérias é que seus autores não tiveram acesso aos
personagens e fatos reportados. Fizeram os textos baseados em
informações de amigos e familiares dos personagens. E para finalizar
esta arenga e saciar a curiosidade dos leitores sobre outros nomes que
andei dando às coisas cito: Fazenda Forkilha (com K) em Conceição do
Araguaia, no Pará por conta de que havia um rio em forma de Y na divisa
da propriedade. Piacaba (do tupi: mirante, mirador, lugar que se avista)
é o nome da minha casa aqui em Imbituba, SC. Ciribaí nome de uma área
em Paulo Lopes, SC. Misominas, nome de uma empresa de mineração de ouro
do meu pai, que detestava a atividade extrativa. Ramalhete, nome que me
apropriei do sítio do Carlinhos Salem, para denominar uma área de pasto
que comprei do meu vizinho e anexei à Fazenda Bela Vista. Esta eu herdei
já batizada, e há uma tradição de que não se deve alterar nome de
propriedades rurais. Textículos é título do meu ultimo livro com
pequenos textos. Além dos milhares de títulos dados às minhas crônicas
diárias, que estão sendo reunidas em grupos de 300 em livros de papel.
Os próximos também tem nomes sugestivos: Intimidades crônicas, e
Pretextos. Como veem não faltam pretextos.
Lareira com as Montanhas nº 33 colorida (Pão de açúcar), Montanha nº 34 pequena e Verde Montanha nº 31
O louva-a-deus e a cultura inútil
O
inseto verde conhecido como louva-a-deus só tem ereção depois da morte.
Isso mesmo, ele precisa morrer para poder reproduzir. A natureza no
caso desse inseto, com na quase totalidade dos animais não reservou
espaço para o sexo recreativo. O louva-a-deus tem um hemipênis -- uma
espécie de canaleta, recortada, como os répteis também têm. Esses
insetos tem visão precária, e só veem sombras. Para a maioria se a
sombra é grande, eles fogem. Se é pequena, eles comem. São os insetos da
sobrevivência e da reprodução. No caso do louva-a-deus o macho se
aproxima da fêmea e a sombra que ela vê é quase do seu tamanho,
portanto, um bichinho bom de comer. Ela se aproxima dele e se abraçam,
com intenções diferentes. Ele procurando as partes baixas, e ela sua
cabeça com intenção de come-la. Ele afasta a cabeça, protegendo-se e
força contato por baixo. Como um casal dançando. Até que o macho
consegue e esse contato faz com que ele perca o cuidado de proteger-se. O
descuido é fatal. A fêmea lhe corta o pescoço e a cabeça rola. Nesse
instante o macho tem ereção e penetra fecundando a parceira. Em seguida a
fêmea o devora. Cientificamente, no caso do macho, esse mecanismo
resulta do desligamento drástico do córtex para produzir ereção. O
louva-a-deus literalmente perde a cabeça por amor.
(Dados extraídos da entrevista de Ruy Castro com o médico Elsimar Coutinho publicado na revista Status, dezembro de 1982).
João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "
Crônica diária":
Eu tenho a certeza que iria adorar ler esse livro, Eduardo.
A do socialismo e da erecção é de fartar a rir !!!
Postado por João Menéres no blog . em terça-feira, 19 de dezembro de 2017 22:17:00 BRST
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AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>
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Falaram do Varal:
"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes
(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)
..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )
Não vá perder sua hora....
Blog não é tudo, tudo é a falta do blog ....
( Peri S.C. adaptando uma frase do Millôr )
" BLOG É A MAIOR DAS VERTIGENS DA SUBJETIVIDADE " - Maria Elisa Guimarães, MEG ( Sub-rosa )