13.11.17

E o Papai Noel já chegou na cidade

 Lara furando a fila no Shopping Iguatemi 11 de Novembro de 2017
 Timidamente observava de longe
 O Papai Noel a convida para sentar com ele
Hohoho ainda tímida posando para a foto
Depois me perguntou se o Papai Noel voava. Eu menti.

Crônica diária

Nanocrônica


A mulher anda, despudoradamente, com os pés nus, e depois reclama de assédio.
(Um podólatra)

12.11.17

Humor e Publicidade


Crônica diária


Laços – Domenico Starnone


Escritor, e jornalista italiano tem a mesma idade minha (1943), e mora em Roma. Com este livro venceu em 2015 o Bridge Prize de melhor romance. É autor de uma dezena de romances. Na contra capa Sérgio Augusto crítico do Estadão diz: "Bem escrito, fluente como um romance policial...". Mais entusiasmado o The New Yorker: "Laços é um romance engenhosamente construído." E eu após sua leitura posso afirmar que o Sérgio Augusto não foi generoso. O livro é MUITO BEM escrito. E concordo plenamente: "engenhosamente construído". O tema nem me agrada muito, pelo contrário, os dramas familiares só interessam aos atingidos, e todas as famílias têm os seus. Dramas e atingidos. Mas a forma, e capacidade expositiva do autor, tornam a leitura apaixonante. E sem ter nenhum paralelo, a maneira de escrever do Starnone lembrou-me Nassar Raduan. Não sei por quê.

11.11.17

Camarões

Foto de Paula Canto. Mais detalhes no blog BLOGOSTO . Um blog de dar água na boca.

William Waack e Augusto Nunes

A Veja condena William Waack na capa desta semana, mas Augusto Nunes defende o jornalista no site da revista.
Eis o artigo de Nunes:
“Conheci William Waack há quase 50 anos, quando nossos caminhos cruzaram na Escola de Comunicações e Artes da USP. Trabalhamos juntos nas redações de VEJA, do Jornal do Brasil e do Estadão. Convivemos sempre em fraterna harmonia. Orgulho-me da amizade inabalável que me une a um homem exemplarmente íntegro, um parceiro extraordinariamente leal, um profissional que pode ser apresentado como modelo a todo jornalista iniciante.Repórter visceral, excepcionalmente talentoso, William tornou-se o melhor correspondente de guerra do mundo. Exagero? Confiram a cobertura que fez da queda do Muro de Berlim, da insurreição popular que derrubou a ditadura de Ceausescu na Romênia ou da primeira Guerra do Golfo. Os textos que assinou  em jornais e revistas lhe garantem uma vaga perpétua no ranking dos grandes nomes da imprensa. Os livros que publicou reescreveram a História. Nestes tempos escuros impostos aos trêfegos trópicos pelos governos de Lula, do poste que fabricou e do vice que o dono do PT escolheu, William tem sido um dos pouquíssimos jornalistas de televisão irretocavelmente altivos. Manteve a  independência, a autonomia intelectual, o respeito à ética, a paixão pela verdade. Sempre viu as coisas como as coisas são. Sempre contou o caso como o caso foi.
Agir assim em países primitivos é perigoso. E no Brasil, como ensinou Tom Jobim, fazer sucesso é ofensa pessoal. Era previsível que, por duas ou três frases ditas fora do ar, virasse alvo do exército dos abjetos. As milícias a serviço do politicamente correto, os patrulheiros esquerdopatas, os perdedores congênitos, os cretinos fundamentais e os idiotas de modo geral — esses não perderiam a chance de atacá-lo.
Vão todos quebrar a cara. Primeiro, porque afirmar que meu velho amigo é racista faz tanto sentido quanto acreditar que Lula é inocente. Depois, porque incontáveis brasileiros sabem que o país seria muito melhor se houvesse mais gente provida das virtudes que sobram em William Waack.”

Crônica diária

Um assalto providencial 

Uma família de aventureiros americanos, Adam Harteau, de 39 anos, Emily Faith Harteau, de 37, e as duas filhas, de 3 e 7 anos, viajavam pelo mundo desde outubro de 2012. Mantinham um site com 118 mil seguidores, que acompanhavam a aventura, através de fotos e textos que publicavam. A filha caçula do casal nasceu em Florianópolis. Segunda feira, dia 30 de outubro passado, foram assaltados numa balsa na altura de Breves na Ilha do Marajó. Eles e o moto-home, onde viviam, seguiam de Belém para Macapá, quando foram surpreendidos pelos bandidos.  A polícia chegou logo em seguida, e as três da madrugada estiveram com a família, e saíram para localizar os piratas assaltantes. Quando voltaram com alguns pertences encontrados não acharam mais os americanos na balsa. As notícias na quarta feira, ao meio dia, davam como desaparecidos, casal e filhas. Consulados e embaixadas acionadas, parentes nos Estado Unidos preocupados, e as 17:30 desse dia foram encontrados por ribeirinhos perto do rio Jacaré-Grande, de acordo com pescadores. A polícia seguia na captura dos criminosos já identificados. As razões pelas quais a família fugiu numa prancha de surf, e ficou dois dias perambulando pelas águas e margem do rio são desconhecidas. Houve apreensão de maconha no moto-home da família. Pessoalmente acredito que teria sido mais prático ter jogado a droga no rio, do que fugido naquelas circunstâncias, com duas crianças às três da madrugada. A mim parece que o assalto foi providencial para coroar com chave de ouro uma aventura de cinco anos. Vai, certamente, virar livro,  filme, e os piratas promoveram antecipadamente o sucesso da empreitada. 

10.11.17

Montanha nº 6 - Em nova casa

 A Montanha nº 6 em sua nova casa
Duas telas de autoria do autor do blog, numa residência em Ribeirão Preto.
Veja, na casa antiga, na postagem do dia 12/07/17 aqui no Varal

Crônica diária

"Serra-livros"

Não se trata de um novo livro do Senador José Serra. Tão pouco um conjunto de montanhas, nem a ferramenta do carpinteiro.  Serra-livros é aquele objeto, ou no plural, objetos, que separam ou escoram livros numa estante. Quem usou essa palavra foi o amigo João Menéres, intelectual e premiado fotógrafo da cidade do Porto, em Portugal. Sugeriu com a palavra mais um uso para minhas esculturas de Montanha. Disse ele: "até levava jeito como Serra-livros". A princípio pensei que havia algum trocadilho com os termos "serra" (cadeia de montanhas) e a escultura. Mas o Google tirou minha dúvida. Será que no Brasil também é esse o nome?


9.11.17

Aspidistras em pauta


Duas imagens que recebi do Roberto Klotz, com as Aspidistras em pauta.

Crônica diária


De trezentas em trezentas
 
Hoje sou obrigado a escrever alguma coisa engraçada, divertida ou no mínimo instigante. Este será o primeiro texto das trezentas crônicas que comporão o livro "Cronicante". E como disse ontem, repito hoje: "o bom livro se parece com um enfermeiro, que pega a sua veia na primeira picada, indolor, e na primeira página". Olha só minha responsabilidade. Esta crônica, se tudo correr como previsto, será lida, em livro de papel, só a partir de 2019. Até lá muita água terá passado sob a ponte, e se as tormentas e ciclones continuarem ativos como foram este ano, haverá águas sobre elas, também. Apesar dos desastres e mortes que causam, são tão ruins quanto a constante falta d´água nos reservatórios das usinas elétricas, ou das represas fornecedoras de água para as cidades. Em ambos os casos quem paga e sofre pelo excesso ou falta é a população. Mas em 2019 teremos um novo presidente no Brasil. Fazer hoje uma previsão de quem será nem cartomante ou vidente se atreve. Mas quem viver verá. E terá a certeza de que no longínquo  9 de novembro de 2017 estava difícil de fazer graça. Temer recuperado de uma operação na próstata.Um monte de políticos e empresários de colarinho branco na Papuda, presos em Brasília. Outros tantos em Curitiba. O ex-governador Sérgio Cabral escapando de ser confinado em presídio de segurança máxima em Campo Grande, mas delinquindo dentro da cadeia. O Lula solto fazendo sua "Caravana do Desatino" pelo Brasil. Novo atentado terrorista em NY. Não dá para ser divertido ou engraçado. Só espero que este texto ao ser lido em 2019 provoque sorrisos de alegria pelas coisas que melhoraram. Não posso nem pensar o contrário, e que desperte saudades destes tristes dias.

9 de novembro de 2017

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Jorge Pinheiro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Uma produção impressionante.

Postado por Jorge Pinheiro no blog . em quarta-feira, 8 de novembro de 2017 13:21:00 BRST 

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8.11.17

Israel Kislansky

Foto do autor

Crônica diária

Termina um, começo outro


A texto de hoje é a de nº 300, e portanto a ultimo do futuro livro de crônica denominado "Pretextos". Nesta semana de novembro a Piacaba Editora lança "Textículos, pequenos textos". Também com trezentas crônicas. E amanhã se inicia um novo livro, que será publicado em 2019, cujo título (pelo menos provisório) é "Cronicante". Dessa forma as crônicas diárias vão se juntando, de trezentas em trezentas, em livros de papel. Tudo teve início com "Agudas e crônicas" (2013), depois "Dance Comigo" (2016), seguido pelo "O diabo desse anjo"(2017), e ainda esta semana o "Texticulos"(2017). Os trezentos textos do "Intimidades crônicas" deve sair no primeiro trimestre de 2018, e "Pretextos" no segundo semestre. Completo hoje 1800 crônicas postadas aqui, e que viraram, ou virarão, livro em papel. Feito esse breve histórico, convido a todos meus seguidores e amigos a prestigiarem o "Texticulos, pequenos textos". Amanhã serei obrigado a escrever alguma coisa instigante, para iniciar o "Cronicante". Estou refém de uma frase minha própria: " Um livro é bom quando se parece com o enfermeiro que pega sua veia na primeira picada, indolor, e na primeira página."
8 de novembro de 2017

Comentários que valem um post



Gaspar de Jesus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Piacaba à beira da lagoa":

Boa tarde Eduardo.
Sobre esta foto já aqui escrevi que "PIACABA mais parece o paraíso terreno". Não me canso de a olhar.
Forte abraço
Gaspar de Jesus

Postado por Gaspar de Jesus no blog . em terça-feira, 7 de novembro de 2017 16:56:00 BRST

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7.11.17

Pepino e farofa - Roberto Klotz

Acabo de receber de Brasília, onde mora o escritor e agitador cultural Roberto Klotz, responsável pelo DESAFIO DOS ESCRITORES DF 2017, que publicou em livro os 21 escritores selecionados no ultimo certame. E um livro de crônicas de sua autoria. Como adoro pepino, e boa literatura, tenho certeza vou me fartar nessa farofa.

Crônica diária

O escritor é um mentiroso por natureza

O escritor Roberto Klotz indicou-me um livro do Edson Rossatto, autor de contos e microcontos. Só encontrei o livro sob encomenda. Levam treze dias úteis para entrega-lo. Sou absolutamente ansioso quando se trata de um novo livro. Procurei saber mais sobre o jovem autor. E há um vídeo onde ele é entrevistado. Respondendo, entre outras, à usual pergunta: "Como você começou a escrever?" E a resposta foi que já aos sete, oito anos, como ele era muito mentiroso, começou a escrever e fazer textos para desenho em quadrinhos, outra de suas paixões. Daí aos nanocontos foi um passo. Mas o importante da resposta esta na declaração de que "por ser um mentiroso contumaz" facilitou muito sua carreira de criador literário. E é verdade, todo ficcionista não passa de um grande mentiroso. E quanto melhor a mentira é contada, melhor é a ficção. A boa ficção é tão verdadeira quanto a realidade. Uma curiosa contradição. Eu mesmo tenho criado situações fictícias, em minhas crônicas, e são as que mais agradam. A mentira é uma ferramenta importante na mão do escritor. A imaginação e conhecimento são as ferramentas do leitor. E como mulher de malandro, muitos aficionados em leitura  de ficção, pedem ao escritor: "Minta que eu gosto."

6.11.17

Piacaba à beira da lagoa

Foto antiga da Piacaba com a Barra Fechada. As águas da lagoa, com seus patos silvestres e outras aves à beira do estúdio. Foto E.P.L.

Crônica diária

Frases que marcaram seus autores

São tantas que só vou citar umas poucas. "Independência ou morte" atribuída à D. Pedro, logo após defecar atrás de u´a moita à beira do riacho do Ipiranga. "O povo não sabe votar" dito pelo Pelé. Foi muito criticado porque é uma frase politicamente incorreta, embora cheia de verdade. "Foda-se o leitor" do escritor Bernardo Carvalho durante debate na Flip de 2017. "Faça isso" do Presidente Temer incentivando o Joesley Batista a continuar comprando o silêncio do Eduardo Cunha na cadeia. "Autodidata é um ignorante por conta própria" Mario Quintana. "Uma rosa é uma rosa..." Gertrude Stein , "No meio do caminho tinha uma pedra" Carlos Drummond de Andrade. "No Brasil o fundo do poço é apenas uma etapa" Luis Fernando Veríssimo. "A única coisa tão inevitável quanto a morte é a vida" Charles Chaplin."O dinheiro não traz felicidade — para quem não sabe o que fazer com ele" Machado de Assis."Não devemos resistir às tentações: elas podem não voltar" Millôr Fernandes.

5.11.17

Amanhecer na Piacaba

Parodiando uma antiga publicidade da Shell:" Put a tiger in your car",  
PONHA UMA MONTANHA EM SUA JANELA
Detalhe da MONTANHA nº 25 (Gorda) na varanda do anexo da Piacaba. Outubro de 2017

Crônica diária

Publicidade


 Parodiando uma antiga frase de publicidade da Esso:" Put a tiger in your tank"",  
                                   PONHA UMA MONTANHA EM SUA JANELA

4.11.17

Estante do atelier de pintura

Piacaba, Outubro de 2017

Crônica diária

A ultima guerra

A ultima guerra da qual o Brasil participou foi a ridícula "Guerra da Lagosta" contra a França em 1962. O Presidente João Goulart, depois de reunir-se com o Conselho de Segurança Nacional mandou para a área conflituosa parte considerável da nossa marinha, apoiada pela Força Aérea Brasileira. Tudo por conta de franceses que estariam pescado lagostas em território nacional. O debate chegou ao nível de quererem saber se lagosta nada, ou anda e salta. No primeiro caso poderia ser considerada peixe, e estaria em águas internacionais. Se andam, seria em solo brasileiro. O ridículo do debate levou a ponderarem que se fosse assim, canguru que salta também, poderia ser considerado uma ave. Mas o lado sério dessa guerra ficou por conta de uma frase que o General De Gaulle nunca pronunciou. O autor dela é o diplomata brasileiro Carlos Alves de Souza Filho, embaixador do Brasil na França, entre 1956 e 1964, e genro do presidente Artur Bernardes. "O Brasil não é um pais sério" é de sua lavra, dita ao jornalista Luiz Edgar, momentos antes de ser recebido pelo General no Palácio do Eliseu. Mas por conta desse mal entendido histórico, De Gaulle morreu como sendo seu autor.

Crônica do Álvaro Abreu



Entrando nos 70

Na semana passada completei setenta anos. Houve comemoração animadíssima aqui em casa junto com parentes próximos e amigos de longo curso, incluindo sobreviventes da juventude vivida nos anos sessenta e pessoas que foram entrando na minha vida depois que voltamos para Vitória, há trinta anos. A festa dos meus quarenta anos serviu para brindar o reencontro com a cidade. Não me lembro da dos sessenta, mas a festança dos cinquenta foi uma ótima oportunidade para, ao lado de mais de trezentas pessoas queridas, celebrar a vida após sofrer o que considero um merecido e providencial infarto.

Perdi meu pai muito cedo e, talvez por isso, sempre achei que eu também viveria pouco. Com o passar do tempo, fui constatando que antigamente morria-se antes do tempo, no auge da capacidade de criar e de fazer. Sempre penso que se tivesse vivido mais umas três décadas, homem público realizador que era, papai teria feito muito mais e me ajudado bastante. Por essas e outras, estou fazendo uma espécie de balanço do que já fiz até aqui, tratando de identificar pessoas que, mesmo sem o pretender, se tornaram determinantes na minha existência.

A lista vai crescendo aos poucos e já inclui o nome de quem que me ensinou a encastoar anzol e fazer vara de pescar, me incentivou a dar braçadas mais rápidas na piscina, me mandou estudar mais um pouco em outro lugar e me fez comprar um ônibus para viajar com a família inteira. Já listei também quem me pediu que formulasse planos e programas relevantes, quem ajudou a realizar as feiras das pedras em Cachoeiro e a criar bases para promover inovação em Vitória. Também já me lembrei de quem me chamou para escrever crônicas em jornal, de quem me disse que os europeus iriam adorar as colheres que faço, de quem me mostrou a sabedoria para conviver com conservadores e desvairados e da minha primeira turma de alunos que fez de mim um professor envaidecido. Mais do que tudo isso, evidente está a contribuição de quem me deu cinco filhos, reclama de mim com justa razão e me faz sorrir de tanto gostar.

Vitória, 01 de novembro de 2017
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA

3.11.17

Estou com o Gabeira



Fernando Gabeira diz que o Brasil tem de evitar duas armadilhas autoritárias: a da Venezuela, representada por Lula, e a do regime militar, representada por Jair Bolsonaro.
Leia um trecho de sua coluna:

“O colapso do sistema político-partidário não deixou pedra sobre pedra. O encastelamento, no fundo, é uma tática do tipo depois de nós, o dilúvio.
No Rio, parte da sociedade não achou o caminho para evitar o que lhe pareciam duas regressões: uma esquerda do século passado ou um mergulho na Idade Média, quando Igreja e Estado se confundiam. Houve um grande número de votos em branco, mas venceu uma das regressões.
Não creio que o Brasil caia na mesma armadilha: de um lado, a nostalgia do governo militar; de outro, a estrada para a Venezuela. Mas é preciso levar em conta que o sistema político apodrecido nos empurra para isso.
O período é favorável para refletir sobre alternativas. Uma corrente mais colada nos fatos pode até perder. Mas é uma chama que não pode se apagar. Um dia, escaparemos da máquina do tempo.”
O Antagonista

Montanha nº 30

Ainda sem acabamento e cor.

Crônica diária



Suscetível

Suscetibilidades à parte tem gente que se ofende com pouco. Quando a ofensa é direta e pessoal, tudo bem, eu também reajo. E costumo ser contundente, e não sou de perdoar. Uma vez que me agridam, é para sempre. Sei que perdoar é uma virtude, mas dessa eu careço. O que não entendo é quando um amigo se ofende com uma expressão usada em sentido genérico, plural, e nada pessoal ou dirigido especificamente ao indivíduo. Tenho recentemente dois exemplos. Um deles o amigo já morreu. Escrevi que todos nós eleitores éramos umas antas. Não vem ao caso o contexto em que a frase foi colocada. Esse amigo reagiu bravo e sério, dizendo que ele não era uma anta. A única menção ao falecido era o fato de ser um eleitor também. Brigou comigo, apesar de eu ter respondido, completamente estupefato com sua reação, o excluí do rol das antas. Não foi suficiente. Morreu sem nunca mais falar comigo. O outro caso, igualmente lamentável, é o de um ex-colega de Cataguases, mineiro, e morador em Niterói. Amigo e leitor de todo dia, desde que publiquei numa crônica que "São Paulo é uma ilha cercada de Brasil por todos os lados", ele reagiu alegando algum bairrismo caipira, e nunca mais apareceu. É muita suscetibilidade para meu gosto. E eu nem propus, como a Catalunha, a nossa separação. Ele por acaso é de descendência espanhola. Só não sei de que lado esta nessa questão do separatismo. Quanto a mim, separou de vez.

2.11.17

Montanha nº 17 com erosão

Montanha erodida no seu suporte de madeira

Crônica diária



Arthur Virgílio, um nome a ser lembrado

O Lula esquenta os tambores de sua militância cativa, na caravana do desatino, para em futuro próximo, impedido de se candidatar, transferir seu apoio ao Guilherme Boulos. Essa militância que conta com 35% dos eleitores, segundo as pesquisas de opinião, bateu no teto. Parou de crescer. Boulos poderá vir a ser o novo "poste" do Lula. Há chances do Bolsonaro crescer nessa hipótese. Seu teto anda por volta de 27% das intenções de voto Há, portanto, espaço para um candidato menos caricato apresentar-se e vencer. Quem poderá ser? Com experiência, carisma e passado, pessoalmente tenho muita simpatia pelo Arthur Virgílio, atual prefeito de Manaus e ex-senador pelo Amazonas.

Comentários que valem um post



João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Montanha nº 29":

Até dão jeito para serra-livros !...

Postado por João Menéres no blog . em quarta-feira, 1 de novembro de 2017 09:36:00 BRST 

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1.11.17

Montanha nº 29

Com um furo e pedra e concha
 Na estante da PIACABA

Crônica diária

Navegar é preciso

Rui Castro, meu cronista favorito na Folha de São Paulo esta de férias. O Carlos Heitor Conny também é muito bom. Semana passada  esbanjou erudição, como costuma fazer, falando sobre "navegar é preciso". Escreve com muita graça e propriedade. A frase é de Pompeu, e depois usada em escudos e granitos na Europa. Era um incentivo aos marinheiros para tornar menos penosa a distância entre a Índia e a Europa. Mas conta o Conny que ouviu um professor universitário dar o crédito da frase ao Caetano Veloso. Certas frases passam a ter autores variados como é o caso da: "O Brasil não é um país sério". Nem vou enumerar seus enunciadores, ou à quem costumam atribui-la.  E a pesar disso é preciso continuar navegando, no mar ou em terra firme. 

AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>

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