15.11.17

Comentários que valem um post

Gaspar de Jesus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "E o Papai Noel já chegou na cidade":

O aproximar do Natal é sempre uma época de sonho para todos, crianças em especial. É tão linda a LARA amigo Eduardo. Abraço.

Postado por Gaspar de Jesus no blog . em terça-feira, 14 de novembro de 2017 08:58:00 BRST 

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14.11.17

2009

Alecrim

Crônica diária




Ando ruim de memória

Dia 24 de janeiro, portanto nem faz onze meses, escrevi uma crônica sob o título: “Elena Ferrante e o mistério". Dela havia me esquecido completamente. Tanto que ao resenhar dias atrás o livro Laços do seu marido Domenico Starnone, não fiz nenhuma referência ao fato de serem casados. Quem alertou-me foi o Lucio Zaccara da livraria que leva seu nome, e que fica na Cardoso de Almeida, 1356, Pompeia. Fui conhecer a charmosa e diferenciada livraria depois de um artigo de autoria do Lira Neto, na Folha de São Paulo, no ultimo dia 11. Feitas essas considerações preciso resumidamente passar para meus leitores uma informação, relativamente sem importância literária, mas uma saborosa fofoca. Na resenha, dias atrás, sobre Laços do italiano passou-me em branco que ele era o marido da tradutora Anita Raja, que, segundo corre solto, é Elena Ferrante. Para quem não sabe a Ferrante é um dos maiores sucessos de vendas no Brasil e no mundo. Sua identidade é um mistério. Pesquisadores fizeram várias investigações e todas as pistas levam na direção de Anita Raja, que deve sua conta bancária aumentada, com recebimentos muito acima dos de uma tradutora, quando os livros publicados com o nome de Elena Ferrante passaram a vender muito. Mas nem a editora, nem Anita ou seu marido Domenico confirmam. O mistério perdura e ajuda a vender livros. Soube dessa "fofoca" pelo Lucio Zaccara, que não vende best-sellers em sua livraria. Depois dessa fofoca o Laços ficou um pouco mais divertido. E a Elena cada vez menos interessante.


13.11.17

E o Papai Noel já chegou na cidade

 Lara furando a fila no Shopping Iguatemi 11 de Novembro de 2017
 Timidamente observava de longe
 O Papai Noel a convida para sentar com ele
Hohoho ainda tímida posando para a foto
Depois me perguntou se o Papai Noel voava. Eu menti.

Crônica diária

Nanocrônica


A mulher anda, despudoradamente, com os pés nus, e depois reclama de assédio.
(Um podólatra)

12.11.17

Humor e Publicidade


Crônica diária


Laços – Domenico Starnone


Escritor, e jornalista italiano tem a mesma idade minha (1943), e mora em Roma. Com este livro venceu em 2015 o Bridge Prize de melhor romance. É autor de uma dezena de romances. Na contra capa Sérgio Augusto crítico do Estadão diz: "Bem escrito, fluente como um romance policial...". Mais entusiasmado o The New Yorker: "Laços é um romance engenhosamente construído." E eu após sua leitura posso afirmar que o Sérgio Augusto não foi generoso. O livro é MUITO BEM escrito. E concordo plenamente: "engenhosamente construído". O tema nem me agrada muito, pelo contrário, os dramas familiares só interessam aos atingidos, e todas as famílias têm os seus. Dramas e atingidos. Mas a forma, e capacidade expositiva do autor, tornam a leitura apaixonante. E sem ter nenhum paralelo, a maneira de escrever do Starnone lembrou-me Nassar Raduan. Não sei por quê.

11.11.17

Camarões

Foto de Paula Canto. Mais detalhes no blog BLOGOSTO . Um blog de dar água na boca.

William Waack e Augusto Nunes

A Veja condena William Waack na capa desta semana, mas Augusto Nunes defende o jornalista no site da revista.
Eis o artigo de Nunes:
“Conheci William Waack há quase 50 anos, quando nossos caminhos cruzaram na Escola de Comunicações e Artes da USP. Trabalhamos juntos nas redações de VEJA, do Jornal do Brasil e do Estadão. Convivemos sempre em fraterna harmonia. Orgulho-me da amizade inabalável que me une a um homem exemplarmente íntegro, um parceiro extraordinariamente leal, um profissional que pode ser apresentado como modelo a todo jornalista iniciante.Repórter visceral, excepcionalmente talentoso, William tornou-se o melhor correspondente de guerra do mundo. Exagero? Confiram a cobertura que fez da queda do Muro de Berlim, da insurreição popular que derrubou a ditadura de Ceausescu na Romênia ou da primeira Guerra do Golfo. Os textos que assinou  em jornais e revistas lhe garantem uma vaga perpétua no ranking dos grandes nomes da imprensa. Os livros que publicou reescreveram a História. Nestes tempos escuros impostos aos trêfegos trópicos pelos governos de Lula, do poste que fabricou e do vice que o dono do PT escolheu, William tem sido um dos pouquíssimos jornalistas de televisão irretocavelmente altivos. Manteve a  independência, a autonomia intelectual, o respeito à ética, a paixão pela verdade. Sempre viu as coisas como as coisas são. Sempre contou o caso como o caso foi.
Agir assim em países primitivos é perigoso. E no Brasil, como ensinou Tom Jobim, fazer sucesso é ofensa pessoal. Era previsível que, por duas ou três frases ditas fora do ar, virasse alvo do exército dos abjetos. As milícias a serviço do politicamente correto, os patrulheiros esquerdopatas, os perdedores congênitos, os cretinos fundamentais e os idiotas de modo geral — esses não perderiam a chance de atacá-lo.
Vão todos quebrar a cara. Primeiro, porque afirmar que meu velho amigo é racista faz tanto sentido quanto acreditar que Lula é inocente. Depois, porque incontáveis brasileiros sabem que o país seria muito melhor se houvesse mais gente provida das virtudes que sobram em William Waack.”

Crônica diária

Um assalto providencial 

Uma família de aventureiros americanos, Adam Harteau, de 39 anos, Emily Faith Harteau, de 37, e as duas filhas, de 3 e 7 anos, viajavam pelo mundo desde outubro de 2012. Mantinham um site com 118 mil seguidores, que acompanhavam a aventura, através de fotos e textos que publicavam. A filha caçula do casal nasceu em Florianópolis. Segunda feira, dia 30 de outubro passado, foram assaltados numa balsa na altura de Breves na Ilha do Marajó. Eles e o moto-home, onde viviam, seguiam de Belém para Macapá, quando foram surpreendidos pelos bandidos.  A polícia chegou logo em seguida, e as três da madrugada estiveram com a família, e saíram para localizar os piratas assaltantes. Quando voltaram com alguns pertences encontrados não acharam mais os americanos na balsa. As notícias na quarta feira, ao meio dia, davam como desaparecidos, casal e filhas. Consulados e embaixadas acionadas, parentes nos Estado Unidos preocupados, e as 17:30 desse dia foram encontrados por ribeirinhos perto do rio Jacaré-Grande, de acordo com pescadores. A polícia seguia na captura dos criminosos já identificados. As razões pelas quais a família fugiu numa prancha de surf, e ficou dois dias perambulando pelas águas e margem do rio são desconhecidas. Houve apreensão de maconha no moto-home da família. Pessoalmente acredito que teria sido mais prático ter jogado a droga no rio, do que fugido naquelas circunstâncias, com duas crianças às três da madrugada. A mim parece que o assalto foi providencial para coroar com chave de ouro uma aventura de cinco anos. Vai, certamente, virar livro,  filme, e os piratas promoveram antecipadamente o sucesso da empreitada. 

10.11.17

Montanha nº 6 - Em nova casa

 A Montanha nº 6 em sua nova casa
Duas telas de autoria do autor do blog, numa residência em Ribeirão Preto.
Veja, na casa antiga, na postagem do dia 12/07/17 aqui no Varal

Crônica diária

"Serra-livros"

Não se trata de um novo livro do Senador José Serra. Tão pouco um conjunto de montanhas, nem a ferramenta do carpinteiro.  Serra-livros é aquele objeto, ou no plural, objetos, que separam ou escoram livros numa estante. Quem usou essa palavra foi o amigo João Menéres, intelectual e premiado fotógrafo da cidade do Porto, em Portugal. Sugeriu com a palavra mais um uso para minhas esculturas de Montanha. Disse ele: "até levava jeito como Serra-livros". A princípio pensei que havia algum trocadilho com os termos "serra" (cadeia de montanhas) e a escultura. Mas o Google tirou minha dúvida. Será que no Brasil também é esse o nome?


9.11.17

Aspidistras em pauta


Duas imagens que recebi do Roberto Klotz, com as Aspidistras em pauta.

Crônica diária


De trezentas em trezentas
 
Hoje sou obrigado a escrever alguma coisa engraçada, divertida ou no mínimo instigante. Este será o primeiro texto das trezentas crônicas que comporão o livro "Cronicante". E como disse ontem, repito hoje: "o bom livro se parece com um enfermeiro, que pega a sua veia na primeira picada, indolor, e na primeira página". Olha só minha responsabilidade. Esta crônica, se tudo correr como previsto, será lida, em livro de papel, só a partir de 2019. Até lá muita água terá passado sob a ponte, e se as tormentas e ciclones continuarem ativos como foram este ano, haverá águas sobre elas, também. Apesar dos desastres e mortes que causam, são tão ruins quanto a constante falta d´água nos reservatórios das usinas elétricas, ou das represas fornecedoras de água para as cidades. Em ambos os casos quem paga e sofre pelo excesso ou falta é a população. Mas em 2019 teremos um novo presidente no Brasil. Fazer hoje uma previsão de quem será nem cartomante ou vidente se atreve. Mas quem viver verá. E terá a certeza de que no longínquo  9 de novembro de 2017 estava difícil de fazer graça. Temer recuperado de uma operação na próstata.Um monte de políticos e empresários de colarinho branco na Papuda, presos em Brasília. Outros tantos em Curitiba. O ex-governador Sérgio Cabral escapando de ser confinado em presídio de segurança máxima em Campo Grande, mas delinquindo dentro da cadeia. O Lula solto fazendo sua "Caravana do Desatino" pelo Brasil. Novo atentado terrorista em NY. Não dá para ser divertido ou engraçado. Só espero que este texto ao ser lido em 2019 provoque sorrisos de alegria pelas coisas que melhoraram. Não posso nem pensar o contrário, e que desperte saudades destes tristes dias.

9 de novembro de 2017

Comentários que valem um post



Jorge Pinheiro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Uma produção impressionante.

Postado por Jorge Pinheiro no blog . em quarta-feira, 8 de novembro de 2017 13:21:00 BRST 

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8.11.17

Israel Kislansky

Foto do autor

Crônica diária

Termina um, começo outro


A texto de hoje é a de nº 300, e portanto a ultimo do futuro livro de crônica denominado "Pretextos". Nesta semana de novembro a Piacaba Editora lança "Textículos, pequenos textos". Também com trezentas crônicas. E amanhã se inicia um novo livro, que será publicado em 2019, cujo título (pelo menos provisório) é "Cronicante". Dessa forma as crônicas diárias vão se juntando, de trezentas em trezentas, em livros de papel. Tudo teve início com "Agudas e crônicas" (2013), depois "Dance Comigo" (2016), seguido pelo "O diabo desse anjo"(2017), e ainda esta semana o "Texticulos"(2017). Os trezentos textos do "Intimidades crônicas" deve sair no primeiro trimestre de 2018, e "Pretextos" no segundo semestre. Completo hoje 1800 crônicas postadas aqui, e que viraram, ou virarão, livro em papel. Feito esse breve histórico, convido a todos meus seguidores e amigos a prestigiarem o "Texticulos, pequenos textos". Amanhã serei obrigado a escrever alguma coisa instigante, para iniciar o "Cronicante". Estou refém de uma frase minha própria: " Um livro é bom quando se parece com o enfermeiro que pega sua veia na primeira picada, indolor, e na primeira página."
8 de novembro de 2017

Comentários que valem um post



Gaspar de Jesus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Piacaba à beira da lagoa":

Boa tarde Eduardo.
Sobre esta foto já aqui escrevi que "PIACABA mais parece o paraíso terreno". Não me canso de a olhar.
Forte abraço
Gaspar de Jesus

Postado por Gaspar de Jesus no blog . em terça-feira, 7 de novembro de 2017 16:56:00 BRST

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7.11.17

Pepino e farofa - Roberto Klotz

Acabo de receber de Brasília, onde mora o escritor e agitador cultural Roberto Klotz, responsável pelo DESAFIO DOS ESCRITORES DF 2017, que publicou em livro os 21 escritores selecionados no ultimo certame. E um livro de crônicas de sua autoria. Como adoro pepino, e boa literatura, tenho certeza vou me fartar nessa farofa.

Crônica diária

O escritor é um mentiroso por natureza

O escritor Roberto Klotz indicou-me um livro do Edson Rossatto, autor de contos e microcontos. Só encontrei o livro sob encomenda. Levam treze dias úteis para entrega-lo. Sou absolutamente ansioso quando se trata de um novo livro. Procurei saber mais sobre o jovem autor. E há um vídeo onde ele é entrevistado. Respondendo, entre outras, à usual pergunta: "Como você começou a escrever?" E a resposta foi que já aos sete, oito anos, como ele era muito mentiroso, começou a escrever e fazer textos para desenho em quadrinhos, outra de suas paixões. Daí aos nanocontos foi um passo. Mas o importante da resposta esta na declaração de que "por ser um mentiroso contumaz" facilitou muito sua carreira de criador literário. E é verdade, todo ficcionista não passa de um grande mentiroso. E quanto melhor a mentira é contada, melhor é a ficção. A boa ficção é tão verdadeira quanto a realidade. Uma curiosa contradição. Eu mesmo tenho criado situações fictícias, em minhas crônicas, e são as que mais agradam. A mentira é uma ferramenta importante na mão do escritor. A imaginação e conhecimento são as ferramentas do leitor. E como mulher de malandro, muitos aficionados em leitura  de ficção, pedem ao escritor: "Minta que eu gosto."

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