Gaspar de Jesus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "
E o Papai Noel já chegou na cidade":
O aproximar do Natal é sempre uma época de sonho para todos, crianças em especial. É tão linda a LARA amigo Eduardo. Abraço.
Postado por Gaspar de Jesus no blog . em terça-feira, 14 de novembro de 2017 08:58:00 BRST
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Ando ruim de memória
Dia 24 de janeiro, portanto nem faz onze
meses, escrevi uma crônica sob o título: “Elena Ferrante e o mistério".
Dela havia me esquecido completamente. Tanto que ao resenhar dias atrás o
livro Laços do seu marido Domenico Starnone, não fiz nenhuma referência
ao fato de serem casados. Quem alertou-me foi o Lucio Zaccara da
livraria que leva seu nome, e que fica na Cardoso de Almeida, 1356,
Pompeia. Fui conhecer a charmosa e diferenciada livraria depois de
um artigo de autoria do Lira Neto, na Folha de São Paulo, no ultimo dia
11. Feitas essas considerações preciso resumidamente passar para meus
leitores uma informação, relativamente sem importância literária, mas
uma saborosa fofoca. Na resenha, dias atrás, sobre Laços do italiano
passou-me em branco que ele era o marido da tradutora Anita Raja, que,
segundo corre solto, é Elena Ferrante. Para quem não sabe a Ferrante é
um dos maiores sucessos de vendas no Brasil e no mundo. Sua identidade é
um mistério. Pesquisadores fizeram várias investigações e todas as
pistas levam na direção de Anita Raja, que deve sua conta bancária
aumentada, com recebimentos muito acima dos de uma tradutora, quando os
livros publicados com o nome de Elena Ferrante passaram a vender muito.
Mas nem a editora, nem Anita ou seu marido Domenico confirmam. O
mistério perdura e ajuda a vender livros. Soube dessa "fofoca" pelo
Lucio Zaccara, que não vende best-sellers em sua livraria. Depois dessa
fofoca o Laços ficou um pouco mais divertido. E a Elena cada vez menos
interessante.
Lara furando a fila no Shopping Iguatemi 11 de Novembro de 2017
Timidamente observava de longe
O Papai Noel a convida para sentar com ele
Hohoho ainda tímida posando para a foto
Depois me perguntou se o Papai Noel voava. Eu menti.
Nanocrônica
A mulher anda, despudoradamente, com os pés nus, e depois reclama
de assédio.
(Um podólatra)
Laços – Domenico Starnone
Escritor, e jornalista
italiano tem a mesma idade minha (1943), e mora em Roma. Com este livro venceu
em 2015 o Bridge Prize de melhor romance. É autor de uma dezena de romances. Na
contra capa Sérgio Augusto crítico do Estadão diz: "Bem escrito, fluente
como um romance policial...". Mais entusiasmado o The New Yorker: "Laços
é um romance engenhosamente construído." E eu após sua leitura posso
afirmar que o Sérgio Augusto não foi generoso. O livro é MUITO BEM escrito. E
concordo plenamente: "engenhosamente construído". O tema nem me
agrada muito, pelo contrário, os dramas familiares só interessam aos atingidos,
e todas as famílias têm os seus. Dramas e atingidos. Mas a forma, e capacidade
expositiva do autor, tornam a leitura apaixonante. E sem ter nenhum paralelo, a
maneira de escrever do Starnone lembrou-me Nassar Raduan. Não sei por quê.
Foto de Paula Canto. Mais detalhes no blog
BLOGOSTO . Um blog de dar água na boca.
A Veja condena William Waack na capa desta semana, mas Augusto Nunes defende o jornalista no site da revista.
Eis o artigo de Nunes:
“Conheci William Waack há quase 50
anos, quando nossos caminhos cruzaram na Escola de Comunicações e Artes
da USP. Trabalhamos juntos nas redações de VEJA, do Jornal do Brasil e do Estadão.
Convivemos sempre em fraterna harmonia. Orgulho-me da amizade
inabalável que me une a um homem exemplarmente íntegro, um parceiro
extraordinariamente leal, um profissional que pode ser apresentado como
modelo a todo jornalista iniciante.Repórter visceral, excepcionalmente
talentoso, William tornou-se o melhor correspondente de guerra do mundo.
Exagero? Confiram a cobertura que fez da queda do Muro de Berlim, da
insurreição popular que derrubou a ditadura de Ceausescu na Romênia ou
da primeira Guerra do Golfo. Os textos que assinou em jornais e
revistas lhe garantem uma vaga perpétua no ranking dos grandes nomes da
imprensa. Os livros que publicou reescreveram a História.
Nestes tempos escuros impostos aos trêfegos trópicos pelos governos
de Lula, do poste que fabricou e do vice que o dono do PT escolheu,
William tem sido um dos pouquíssimos jornalistas de televisão
irretocavelmente altivos. Manteve a independência, a autonomia
intelectual, o respeito à ética, a paixão pela verdade. Sempre viu as
coisas como as coisas são. Sempre contou o caso como o caso foi.
Agir assim em países primitivos é perigoso. E no Brasil, como ensinou
Tom Jobim, fazer sucesso é ofensa pessoal. Era previsível que, por duas
ou três frases ditas fora do ar, virasse alvo do exército dos abjetos.
As milícias a serviço do politicamente correto, os patrulheiros
esquerdopatas, os perdedores congênitos, os cretinos fundamentais e os
idiotas de modo geral — esses não perderiam a chance de atacá-lo.
Vão todos quebrar a cara. Primeiro, porque afirmar que meu velho
amigo é racista faz tanto sentido quanto acreditar que Lula é inocente.
Depois, porque incontáveis brasileiros sabem que o país seria muito
melhor se houvesse mais gente provida das virtudes que sobram em William
Waack.”
Um assalto providencial
Uma família de aventureiros americanos, Adam Harteau, de 39 anos, Emily
Faith Harteau, de 37, e as duas filhas,
de 3 e 7 anos, viajavam pelo mundo desde outubro de 2012. Mantinham um
site com 118 mil seguidores, que acompanhavam a aventura, através de
fotos e textos que publicavam. A filha caçula do casal nasceu em
Florianópolis. Segunda feira, dia 30 de outubro passado, foram
assaltados numa balsa na altura de Breves na Ilha do Marajó. Eles e o
moto-home, onde viviam, seguiam de Belém para Macapá, quando foram
surpreendidos pelos bandidos. A polícia chegou logo em seguida, e as
três da madrugada estiveram com a família, e saíram para localizar os
piratas assaltantes. Quando voltaram com alguns pertences encontrados
não acharam mais os americanos na balsa. As notícias na quarta feira, ao
meio dia, davam como desaparecidos, casal e filhas. Consulados e
embaixadas acionadas, parentes nos Estado Unidos preocupados, e as 17:30
desse dia foram encontrados por ribeirinhos perto do rio
Jacaré-Grande, de acordo com pescadores. A polícia seguia na captura dos
criminosos já identificados. As razões pelas quais a família fugiu numa
prancha de surf, e ficou dois dias perambulando pelas águas e margem do
rio são desconhecidas. Houve apreensão de maconha no moto-home da
família. Pessoalmente acredito que teria sido mais prático ter jogado a
droga no rio, do que fugido naquelas circunstâncias, com duas crianças
às três da madrugada. A mim parece que o assalto foi providencial para
coroar com chave de ouro uma aventura de cinco anos. Vai, certamente,
virar livro, filme, e os piratas promoveram antecipadamente o sucesso
da empreitada.
A Montanha nº 6 em sua nova casa
Duas telas de autoria do autor do blog, numa residência em Ribeirão Preto.
Veja, na casa antiga, na postagem do dia 12/07/17 aqui no Varal
"Serra-livros"
Não se trata de um novo livro do Senador José Serra. Tão pouco um
conjunto de montanhas, nem a ferramenta do carpinteiro. Serra-livros é
aquele objeto, ou no plural, objetos, que separam ou escoram livros numa
estante. Quem usou essa palavra foi o amigo João Menéres, intelectual e
premiado fotógrafo da cidade do Porto, em Portugal. Sugeriu com a
palavra mais um uso para minhas esculturas de Montanha. Disse ele: "até
levava jeito como Serra-livros". A princípio pensei que havia algum
trocadilho com os termos "serra" (cadeia de montanhas) e a escultura.
Mas o Google tirou minha dúvida. Será que no Brasil também é esse o
nome?
Duas imagens que recebi do Roberto Klotz, com as Aspidistras em pauta.
De trezentas em trezentas
Hoje sou obrigado a
escrever alguma coisa engraçada, divertida ou no mínimo instigante. Este será o
primeiro texto das trezentas crônicas que comporão o livro
"Cronicante". E como disse ontem, repito hoje: "o bom livro se
parece com um enfermeiro, que pega a sua veia na primeira picada, indolor, e na
primeira página". Olha só minha responsabilidade. Esta crônica, se tudo
correr como previsto, será lida, em livro de papel, só a partir de 2019. Até lá muita
água terá passado sob a ponte, e se as tormentas e ciclones continuarem ativos
como foram este ano, haverá águas sobre elas, também. Apesar dos desastres e
mortes que causam, são tão ruins quanto a constante falta d´água nos
reservatórios das usinas elétricas, ou das represas fornecedoras de água para
as cidades. Em ambos os casos quem paga e sofre pelo excesso ou falta é a população. Mas em 2019 teremos um novo presidente no Brasil. Fazer hoje uma
previsão de quem será nem cartomante ou vidente se atreve. Mas quem viver verá.
E terá a certeza de que no longínquo 9 de novembro de 2017 estava difícil
de fazer graça. Temer recuperado de uma operação na próstata.Um monte de
políticos e empresários de colarinho branco na Papuda, presos em Brasília. Outros tantos em Curitiba. O ex-governador Sérgio Cabral escapando de ser
confinado em presídio de segurança máxima em Campo Grande, mas delinquindo
dentro da cadeia. O Lula solto fazendo sua "Caravana do Desatino"
pelo Brasil. Novo atentado terrorista em NY. Não dá para ser divertido ou
engraçado. Só espero que este texto ao ser lido em 2019 provoque sorrisos de
alegria pelas coisas que melhoraram. Não posso nem pensar o contrário, e que
desperte saudades destes tristes dias.
9 de novembro de 2017
Jorge Pinheiro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "
Crônica diária":
Uma produção impressionante.
Postado por Jorge Pinheiro no blog . em quarta-feira, 8 de novembro de 2017 13:21:00 BRST
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A texto de hoje é a de nº 300, e portanto a ultimo do futuro livro de crônica denominado "Pretextos". Nesta semana de novembro a Piacaba Editora lança "Textículos, pequenos textos". Também com trezentas crônicas. E amanhã se inicia um novo livro, que será publicado em 2019, cujo título (pelo menos provisório) é "Cronicante". Dessa forma as crônicas diárias vão se juntando, de trezentas em trezentas, em livros de papel. Tudo teve início com "Agudas e crônicas" (2013), depois "Dance Comigo" (2016), seguido pelo "O diabo desse anjo"(2017), e ainda esta semana o "Texticulos"(2017). Os trezentos textos do "Intimidades crônicas" deve sair no primeiro trimestre de 2018, e "Pretextos" no segundo semestre. Completo hoje 1800 crônicas postadas aqui, e que viraram, ou virarão, livro em papel. Feito esse breve histórico, convido a todos meus seguidores e amigos a prestigiarem o "Texticulos, pequenos textos". Amanhã serei obrigado a escrever alguma coisa instigante, para iniciar o "Cronicante". Estou refém de uma frase minha própria: " Um livro é bom quando se parece com o enfermeiro que pega sua veia na primeira picada, indolor, e na primeira página."
8 de novembro de 2017
Gaspar de Jesus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "
Piacaba à beira da lagoa":
Boa tarde Eduardo.
Sobre esta foto já aqui escrevi que "PIACABA mais parece o paraíso terreno". Não me canso de a olhar.
Forte abraço
Gaspar de Jesus
Postado por Gaspar de Jesus no blog . em terça-feira, 7 de novembro de 2017 16:56:00 BRST
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Acabo de receber de Brasília, onde mora o escritor e agitador cultural Roberto Klotz, responsável pelo DESAFIO DOS ESCRITORES DF 2017, que publicou em livro os 21 escritores selecionados no ultimo certame. E um livro de crônicas de sua autoria. Como adoro pepino, e boa literatura, tenho certeza vou me fartar nessa farofa.
O escritor é um mentiroso por natureza
O escritor Roberto Klotz indicou-me um livro do Edson Rossatto, autor de
contos e microcontos. Só encontrei o livro sob encomenda. Levam treze
dias úteis para entrega-lo. Sou absolutamente ansioso quando se trata de
um novo livro. Procurei saber mais sobre o jovem autor. E há um vídeo
onde ele é entrevistado. Respondendo, entre outras, à usual pergunta:
"Como você começou a escrever?" E a resposta foi que já aos sete, oito
anos, como ele era muito mentiroso, começou a escrever e fazer textos
para desenho em quadrinhos, outra de suas paixões. Daí aos nanocontos foi um passo. Mas o importante da resposta esta na declaração de que
"por ser um mentiroso contumaz" facilitou muito sua carreira de criador
literário. E é verdade, todo ficcionista não passa de um grande
mentiroso. E quanto melhor a mentira é contada, melhor é a ficção. A boa
ficção é tão verdadeira quanto a realidade. Uma curiosa contradição. Eu
mesmo tenho criado situações fictícias, em minhas crônicas, e são as
que mais agradam. A mentira é uma ferramenta importante na mão do
escritor. A imaginação e conhecimento são as ferramentas do leitor. E
como mulher de malandro, muitos aficionados em leitura de ficção, pedem
ao escritor: "Minta que eu gosto."
Foto antiga da Piacaba com a Barra Fechada. As águas da lagoa, com seus patos silvestres e outras aves à beira do estúdio. Foto E.P.L.
Frases que marcaram seus autores
São tantas que só vou citar umas poucas. "Independência ou morte"
atribuída à D. Pedro, logo após defecar atrás de u´a moita à beira do
riacho do Ipiranga. "O povo não sabe votar" dito pelo Pelé. Foi muito
criticado porque é uma frase politicamente incorreta, embora cheia de
verdade. "Foda-se o leitor" do escritor Bernardo Carvalho durante debate
na Flip de 2017. "Faça isso" do Presidente Temer incentivando o Joesley
Batista a continuar comprando o silêncio do Eduardo Cunha na cadeia.
"Autodidata é um ignorante por conta própria" Mario Quintana. "Uma rosa é
uma rosa..." Gertrude Stein , "No meio do caminho tinha uma pedra" Carlos Drummond de Andrade.
"No Brasil o fundo do poço é apenas uma etapa" Luis Fernando Veríssimo.
"A única coisa tão inevitável quanto a morte é a vida" Charles
Chaplin."O dinheiro não traz felicidade — para quem não sabe o que fazer
com ele" Machado de Assis."Não devemos resistir às tentações: elas
podem não voltar" Millôr Fernandes.
Parodiando uma antiga publicidade da Shell:" Put a tiger in your car",
PONHA UMA MONTANHA EM SUA JANELA
Detalhe da MONTANHA nº 25 (Gorda) na varanda do anexo da Piacaba. Outubro de 2017
Publicidade
Parodiando uma antiga frase de publicidade da Esso:" Put a tiger in your tank"",
PONHA UMA MONTANHA EM SUA JANELA
A ultima guerra
A ultima guerra da qual o Brasil participou foi a ridícula "Guerra da
Lagosta" contra a França em 1962. O Presidente João Goulart, depois de
reunir-se com o Conselho de Segurança Nacional mandou para a área conflituosa parte considerável da nossa marinha, apoiada pela Força
Aérea Brasileira. Tudo por conta de franceses que estariam pescado
lagostas em território nacional. O debate chegou ao nível de quererem
saber se lagosta nada, ou anda e salta. No primeiro caso poderia ser
considerada peixe, e estaria em águas internacionais. Se andam, seria em
solo brasileiro. O ridículo do debate levou a ponderarem que se fosse
assim, canguru que salta também, poderia ser considerado uma ave. Mas o
lado sério dessa guerra ficou por conta de uma frase que o General De
Gaulle nunca pronunciou. O autor dela é o diplomata brasileiro Carlos
Alves de Souza Filho, embaixador do Brasil na França, entre 1956 e 1964,
e genro do presidente Artur Bernardes. "O Brasil não é um pais sério" é
de sua lavra, dita ao jornalista Luiz Edgar, momentos antes de ser
recebido pelo General no Palácio do Eliseu. Mas por conta desse mal
entendido histórico, De Gaulle morreu como sendo seu autor.
Entrando nos 70
Na semana passada completei setenta anos. Houve comemoração animadíssima aqui em casa junto com parentes próximos e amigos de longo curso, incluindo sobreviventes da juventude vivida nos anos sessenta e pessoas que foram entrando na minha vida depois que voltamos para Vitória, há trinta anos. A festa dos meus quarenta anos serviu para brindar o reencontro com a cidade. Não me lembro da dos sessenta, mas a festança dos cinquenta foi uma ótima oportunidade para, ao lado de mais de trezentas pessoas queridas, celebrar a vida após sofrer o que considero um merecido e providencial infarto.
Perdi meu pai muito cedo e, talvez por isso, sempre achei que eu também viveria pouco. Com o passar do tempo, fui constatando que antigamente morria-se antes do tempo, no auge da capacidade de criar e de fazer. Sempre penso que se tivesse vivido mais umas três décadas, homem público realizador que era, papai teria feito muito mais e me ajudado bastante. Por essas e outras, estou fazendo uma espécie de balanço do que já fiz até aqui, tratando de identificar pessoas que, mesmo sem o pretender, se tornaram determinantes na minha existência.
A lista vai crescendo aos poucos e já inclui o nome de quem que me ensinou a encastoar anzol e fazer vara de pescar, me incentivou a dar braçadas mais rápidas na piscina, me mandou estudar mais um pouco em outro lugar e me fez comprar um ônibus para viajar com a família inteira. Já listei também quem me pediu que formulasse planos e programas relevantes, quem ajudou a realizar as feiras das pedras em Cachoeiro e a criar bases para promover inovação em Vitória. Também já me lembrei de quem me chamou para escrever crônicas em jornal, de quem me disse que os europeus iriam adorar as colheres que faço, de quem me mostrou a sabedoria para conviver com conservadores e desvairados e da minha primeira turma de alunos que fez de mim um professor envaidecido. Mais do que tudo isso, evidente está a contribuição de quem me deu cinco filhos, reclama de mim com justa razão e me faz sorrir de tanto gostar.
Vitória, 01 de novembro de 2017
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA
Fernando Gabeira diz que o Brasil tem de
evitar duas armadilhas autoritárias: a da Venezuela, representada por
Lula, e a do regime militar, representada por Jair Bolsonaro.
Leia um trecho de sua coluna:
“O colapso do sistema político-partidário não deixou pedra sobre
pedra. O encastelamento, no fundo, é uma tática do tipo depois de nós, o
dilúvio.
No Rio, parte da sociedade não achou o caminho para evitar o que lhe
pareciam duas regressões: uma esquerda do século passado ou um mergulho
na Idade Média, quando Igreja e Estado se confundiam. Houve um grande
número de votos em branco, mas venceu uma das regressões.
Não creio que o Brasil caia na mesma armadilha: de um lado, a
nostalgia do governo militar; de outro, a estrada para a Venezuela. Mas é
preciso levar em conta que o sistema político apodrecido nos empurra
para isso.
O período é favorável para refletir sobre alternativas. Uma corrente
mais colada nos fatos pode até perder. Mas é uma chama que não pode se
apagar. Um dia, escaparemos da máquina do tempo.”
O Antagonista
Ainda sem acabamento e cor.
Suscetível
Suscetibilidades
à parte tem gente que se ofende com pouco. Quando a ofensa é direta e pessoal,
tudo bem, eu também reajo. E costumo ser contundente, e não sou de perdoar. Uma
vez que me agridam, é para sempre. Sei que perdoar é uma virtude, mas dessa eu
careço. O que não entendo é quando um amigo se ofende com uma expressão usada
em sentido genérico, plural, e nada pessoal ou dirigido especificamente ao
indivíduo. Tenho recentemente dois exemplos. Um deles o amigo já morreu.
Escrevi que todos nós eleitores éramos umas antas. Não vem ao caso o contexto
em que a frase foi colocada. Esse amigo reagiu bravo e sério, dizendo que ele
não era uma anta. A única menção ao falecido era o fato de ser um eleitor
também. Brigou comigo, apesar de eu ter respondido, completamente estupefato
com sua reação, o excluí do rol das antas. Não foi suficiente. Morreu sem nunca
mais falar comigo. O outro caso, igualmente lamentável, é o de um ex-colega de
Cataguases, mineiro, e morador em Niterói. Amigo e leitor de todo dia, desde
que publiquei numa crônica que "São Paulo é uma ilha cercada de Brasil por
todos os lados", ele reagiu alegando algum bairrismo caipira, e nunca mais
apareceu. É muita suscetibilidade para meu gosto. E eu nem propus, como a Catalunha,
a nossa separação. Ele por acaso é de descendência espanhola. Só não sei de que
lado esta nessa questão do separatismo. Quanto a mim, separou de vez.
AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>
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Falaram do Varal:
"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes
(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)
..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )
Não vá perder sua hora....
Blog não é tudo, tudo é a falta do blog ....
( Peri S.C. adaptando uma frase do Millôr )
" BLOG É A MAIOR DAS VERTIGENS DA SUBJETIVIDADE " - Maria Elisa Guimarães, MEG ( Sub-rosa )