“O diabo desse
anjo” citado por Roberto Klotz
Ando gostando de títulos longos e crônicas curtas.
Título curto e crônicas longas pode parecer pretensão, soberba e falta de
objetividade. Outra vantagem é que 98% das pessoas leem os títulos e só dezoito
a vinte por cento a crônica inteira. Quando é longa esse percentual é ainda
menor. Dito isso passo para o que interessa. Uns dias atrás o cronista e
escritor Roberto Klotz citou, num comentário que fez aqui na minha página do
FB, que lendo o livro citado no título, recolheu uma frase que sublinhou. A
frase versava sobre livros de duzentas páginas que não tem mais do que uma
frase a ser sublinh ada. Acabo de ler o "Quase pisei", do próprio
Klotz e tenho o prazer de declarar publicamente que o livro ficou quase todo
amarelo. Essa era a cor da caneta grifadora de texto que usei. Não vou,
portanto, transcrever tudo que foi amarelado. Mas não posso deixar de registrar
essa aqui: "Acho maravilhoso o balançar das letras". O autor
referia-se às camisetas publicitárias usadas sobre seios femininos.
Essa, Roberto, vale por sete. E ele sabe porque.
PROJETO DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO DE INICIATIVA POPULAR ENTREGUE ONTEM AO CONGRESSO NACIONAL COM O NÚMERO RECORDE DE 2. 500. 000. 000 (DOIS MILHÕES E QUINHENTAS MIL ASSINATURAS!! MAIOR DO QUE O DA "FICHA LIMPA"! ) ORGULHOSAMENTE REPASSO.
LUCIANA UCELLI
A cobra vai fumar
Em três dias, a maioria das pessoas no Brasil terá esta mensagem. Esta é uma idéia que realmente deve ser considerada e repassada para o Povo.
Lei de Reforma do Congresso de 2013 (emenda à Constituição) PEC de iniciativa popular: Lei de Reforma do Congresso (proposta de emenda à Constituição Federal)
1. Fica abolida qualquer sessão secreta e não-pública para qualquer deliberação efetiva de qualquer uma das duas Casas do Congresso Nacional. Todas as suas sessões passam a ser abertas ao público e à imprensa escrita, radiofônica e televisiva.
2. O congressista será assalariado somente durante o mandato. Não haverá ‘aposentadoria por tempo de parlamentar’, mas contará o prazo de mandato exercido para agregar ao seu tempo de serviço junto ao INSS referente à sua profissão civil.
3. O Congresso (congressistas e funcionários) contribui para o INSS. Toda a contribuição (passada, presente e futura) para o fundo atual de aposentadoria do Congresso passará para o regime do INSS imediatamente. Os senhores Congressistas participarão dos benefícios dentro do regime do INSS exatamente como todos outros brasileiros. O fundo de aposentadoria não pode ser usado para qualquer outra finalidade.
4. Os senhores congressistas e assessores devem pagar por seus planos de aposentadoria, assim como todos os brasileiros.
5. Aos Congressistas fica vetado aumentar seus próprios salários e gratificações fora dos padrões do crescimento de salários da população em geral, no mesmo período.
6.
O Congresso e seus agregados perdem seus atuais seguros de saúde pagos
pelos contribuintes e passam a participar do mesmo sistema de saúde do
povo brasileiro.
7.
O Congresso deve igualmente cumprir todas as leis que impõe ao povo
brasileiro, sem qualquer imunidade que não aquela referente à total
liberdade de expressão quando na tribuna do Congresso.
8.
Exercer um mandato no Congresso é uma honra, um privilégio e uma
responsabilidade, não uma carreira. Parlamentares não devem servir em
mais de duas legislaturas consecutivas.
“A petição
com os dois milhões e meio de assinaturas chegou ontem no congresso
nacional.Se cada pessoa repassar esta mensagem para um mínimo de vinte
pessoas, em três dias a maioria das pessoas no Brasil receberá esta
mensagem. A hora para esta PEC - Proposta de Emenda Constitucional - é
AGORA!
É ASSIM QUE VOCÊ PODE CONSERTAR O CONGRESSO 

Se você concorda com o exposto, REPASSE. Caso contrário, basta apagar e dormir sossegado.
Por favor, mantenha esta mensagem CIRCULANDO para que possamos ajudar a reformar o Brasil.
Não se acomode!
Não adianta apenas reclamar!!!
Não custa repassar!!!
Apoiado!

No aeroporto de Floripa ( Péparazzi)
"Quase pisei" de ROBERTO KLOTZ
Foi divertido. Na contra capa há um texto síntese dizendo: "crônica é a
literatura de bermuda". A frase é do Joaquim Ferreira dos Santos,
organizador do livro " As cem melhores crônicas brasileiras". Estar nele
é o sonho, inconfesso, de todo cronista. Depois de algumas
considerações sobre o autor convida o leitor a caminhar entre as páginas
do livro com a promessa de que o entusiasmo e a alegria do Roberto
Klotz são contagiantes, e que será divertido. E foi. Quarenta e seis
crônicas, onde o tênis é o personagem principal, pelo menos em quase
todos os "ditados" que figuram nos rodapés. Nas bem humoradas e
saudáveis caminhadas por Brasília, outra constante é o cocô de cachorro.
Escatológico é pouco para definir e adjetivar o tema central, e psicose
dos tênis do Roberto. Crônicas leves e engraçadas, ligeiramente
sensuais, fazem desse livro um diário do caminhante. Leitura obrigatória
pela forma da escrita e conteúdo das caminhadas.
Um reizinho deposto
O lugar do Renan
não é definitivamente o Senado. Os eleitores de Alagoas saberão julga-lo nas
próximas eleições de 2018. Seu lugar não era a presidência dessa casa, como não
poderia ser liderar o governo. Mas como no PMDB gatunos, gatos e ratos convivem
harmonicamente, sem perder suas aptidões pessoais, o Renan, apesar de
investigado em vários processos, usando das mais ardilosas estratégias sempre
soube se manter livre das grades, e sob os holofotes da mídia. Em seu ultimo
discurso na semana passada, quando renunciou a liderança do governo Temer,
acusa-o de estar sendo manipulado pelo Eduardo Cunha, preso em Curitiba. Em
qualquer outra circunstância, uma denúncia dessa gravidade, teria abalado os
alicerces do poder. Mas Renan não tem mais a importância e poder de que já
gozou. Os jornais sequer ressaltaram essa gravíssima acusação. Os eleitores de
Alagoas farão o resto. A justiça, embora atrasada, esperamos chegue um
dia ao Renan, como chegou ao Eduardo Cunha, ao Sérgio Cabral, ao Antônio
Palocci e a tantos outros. Lula e Renan continuam na fila.
MONTANHA nº 3 (agora AZUL)
Alguns velhos
truques
O Jânio Quadros,
para quem se lembra dele, foi um exímio manipulador desses truques. Chegava ao
exagero de usar sapatos com a sola furada, caspa no paletó, e exibi-las,
propositalmente, para fotógrafos da imprensa que se encarregavam de fazer
a divulgação. Mas os truques a que me refiro eram mais sofisticados. Proibir
briga de galo, lança perfume, ou outras bobagens eram testes sobre sua popularidade
e poder. Collor usou outros truques para se eleger, e durante seu curto período
de governo. Agora assistimos o jovem e ambicioso empresário João Dória, que
surfa na onda contra os políticos, e como Prefeito de São Paulo vai ao Rio para
declarar que é a favor da privatização do Banco do Brasil ou da Caixa Federal.
Claro uso do velho truque. Ganhar manchetes com assuntos nacionais. Que
importância tem para a Prefeitura de São Paulo a privatização do BB? É só um
truque, como os do velho Jânio. Desviar as atenções da Cracolândia e colocar
foco em polêmicas nacionais. Esse menino vai longe.
Montanhas nº 8 ao fundo Montanha nº 6 e Montanha nº 10
Montanha nº 8, Montanha nº 9 , Montanha nº 6 (Azul) e Montanha nº 10
O Congresso é um aquário
Num aquário o tratador joga farelo na medida das necessidades dos
cardumes. O nosso Congresso, especialmente a Câmara dos Deputados, onde
estão os peixes jovens e miúdos, o farelo é jogado quase que
diariamente. No Senado, onde estão os peixes graúdos, e em menor número,
o farelo é também é mais grosso e em doses maiores e mais esparsadas. O
tratador é o Executivo que depende do órgão fiscalizador e legislativo.
Quando o executivo precisa de grandes cardumes, a ração é generosa.
Quando o presidente da República, desesperadamente, precisa de maioria
no aquário a ração corre solta. E os cardumes, sempre famintos, só ficam
ariscos quando percebem que vai haver troca de tratador ou marca de
ração. No caso presente o Temer tem a favor de si o fato de que o
cardume não vê novo tratador à vista. Nem cogita de trocar a ração do
PMDB pela outra marca que tem na embalagem um pássaro colorido e de bico
grande. O bico dos tucanos é desproporcional ao seu tamanho.
Solange A. R. F. de Mello
disse...
Bela obra de Arte. Montanhas lindas. Parabéns.
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Jorge Pinheiro disse...
MONTANHA nº 10 medindo 20,5 x 10,5 x 7,5 cm
Escolha suas batalhas
Harry Hole,
personagem e detetive do escritor norueguês Jo Nesbo tinha um livro, que
ganhou de um assaltante de banco, chamado "A arte da guerra". Um dos
capítulos era: "Escolha suas batalhas". De imediato ocorreu-me que
nós cronistas diários não fazemos outra coisa senão escolher uma
"batalha" todo dia. Essa é nossa guerra. Foi a frase que li minutos
depois de uma ligação da Helena, casada com um primo em Goiás. Não sabia que
era minha leitora. E que gostava "muito", segundo ela, dos temas que
abordava. Perguntou especificamente sobre uma que por ser antiga, lembro de ter
escrito, mas não exatamente quando. Fiquei de procurar. Ao despedirmo-nos ela
ainda mencionou a crônica sobre o "papel bolha" que cometi há uns
meses. Quem poderia imaginar que alguém pudesse gostar tanto de uma coisa tão
singela e banal. Por essa razão é importante a escolha da "batalha".
Nossas opiniões acabam tendo uma importância de que nunca suspeitamos. O que é
escrito passa a ter um valor e peso que desconhecemos. Para o bem ou para o
mal.

Bem de longe
Cá
estou eu novamente na casa do meu filho mais velho, que veio passar uns
tempos nos USA com sua família, a exemplo do que tem acontecido com
muita gente nesses últimos anos. Em épocas passadas, a vontade de morar
no estrangeiro era coisa de uns poucos. Papai mesmo levou a mulher
grávida e os quatro filhos para passar dois anos fora, em 1955. Ele fora
contratado pela ONU para assessorar o governo da Bolívia na área de
saúde pública, especialidade em que era tido como um bam bam bam.
Em função de suas dificuldades para enfrentar o ar rarefeito de La Paz,
foi transferido para Bogotá. Guardo boas lembranças dos colégios, das
praças e, sobretudo, dos passeios.
Avô
prevenido, desta vez eu trouxe um pedaço de bambu escuro e resistente,
de uns sessenta centímetros, para fazer mais um arco de flecha para o
neto que se acha um poderoso guerreiro e cresce a olhos vistos. O que
fiz da vez passada, com um bambu fininho comprado aqui, não resistiu ao
uso intenso, conforme previsto. Soube que a decepção do moleque foi
grande e duradoura, dessas coisas que faz avô passar vergonha e ficar
matutando uma solução para remediar tamanha desfeita. Neste caso, só
mesmo fazendo um outro bem bonito, com o menino em volta, acompanhando o
serviço, acumulando expectativas.
Ontem
passei horas ensinando a neta canhota a raspar bambu em busca de curvas
simpáticas, retas perfeitas e superfícies lisinhas. Atenta e
habilidosa, ela ajudou a finalizar a colher comprida que eu estava
fazendo pra ela, dando pinta de que vai seguir praticando o ofício.
Hoje, vamos sair para comprar uma vara de molinete, linha fina, anzóis
miúdos e chumbadas pequenas. Em casa, ensinarei os segredos de como
fazer cabrestos, prender anzóis e tudo o mais. Depois, haveremos de
descobrir onde comprar isca, pois já sabemos onde tem um bom lugar para
pescar: um píer de madeira de uns duzentos metros mar a dentro. Para
completar a informação turística, devo dizer que, por simples prudência,
estou sem saber do que acontece no Brasil desde o dia 22, quando entrei
no avião.
Bradenton, 28 de junho de 2017
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA
AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>
.
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Falaram do Varal:
"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes
(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)
..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )
Não vá perder sua hora....
Blog não é tudo, tudo é a falta do blog ....
( Peri S.C. adaptando uma frase do Millôr )
" BLOG É A MAIOR DAS VERTIGENS DA SUBJETIVIDADE " - Maria Elisa Guimarães, MEG ( Sub-rosa )
Se eu , por absurdo , fosse um cronista diário , eu tenho a impressão que seria motivado pela alto grau de indignação que sinto neste nosso Brasil , dia após dia .
Tampouco imaginou que um leitor grifaria a frase para dizer: “só por isso, valeu o livro”.
Às vezes lemos uma palavra, uma linha ou um parágrafo e paramos para refletir ou responder mentalmente.
No começo da semana me deparei com “Não é raro ler um livro com duzentas páginas e dele extrair uma única frase memorável.” Do livro O diabo desse anjo – Eduardo P. Lunardelli. Conhece?
Na hora pensei: “Putz, acabei de ler um livro de 484 páginas e só sublinhei uma única frase”.
Teria sido uma batalha escolhida se fosse escrever naquele dia.
Maria Cláudia Lunardelli Negreiros O que posso afirmar é que as suas crônicas diárias tem me feito viajar em terrenos que sem esse incentivo certamente não desbravaria....ai a importância de cada uma delas para mim....
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Alvaro Abreu:
"Enquanto houver bambu, vai ter flecha" Janot (No Estadão de hoje, 01/07/17)
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