6.7.17

Crônica diária



“O diabo desse anjo” citado por Roberto Klotz

Ando gostando de títulos longos e crônicas curtas. Título curto e crônicas longas pode parecer pretensão, soberba e falta de objetividade. Outra vantagem é que 98% das pessoas leem os títulos e só dezoito a vinte por cento a crônica inteira. Quando é longa esse percentual é ainda menor. Dito isso passo para o que interessa. Uns dias atrás o cronista e  escritor Roberto Klotz citou, num comentário que fez aqui na minha página do FB, que lendo o livro citado no título, recolheu uma frase que sublinhou. A frase versava sobre livros de duzentas páginas que não tem mais do que uma frase a ser sublinh ada. Acabo de ler o "Quase pisei", do próprio Klotz e tenho o prazer de declarar publicamente que o livro ficou quase todo amarelo. Essa era a cor da caneta grifadora de texto que usei. Não vou, portanto, transcrever tudo que foi amarelado. Mas não posso deixar de registrar essa aqui: "Acho maravilhoso o balançar das letras". O autor referia-se às camisetas publicitárias usadas sobre seios femininos.
Essa, Roberto, vale por sete. E ele sabe porque.

Repassando


PROJETO DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO DE INICIATIVA POPULAR ENTREGUE ONTEM AO CONGRESSO NACIONAL COM O NÚMERO RECORDE DE 2. 500. 000. 000 (DOIS MILHÕES E QUINHENTAS MIL ASSINATURAS!! MAIOR DO QUE O DA "FICHA LIMPA"! ) ORGULHOSAMENTE REPASSO.
LUCIANA UCELLI
A cobra vai fumar
Em três dias, a maioria das pessoas no Brasil terá esta mensagem. Esta é uma idéia que realmente deve ser considerada e repassada para o Povo.

Lei de Reforma do Congresso de 2013 (emenda à Constituição) PEC de iniciativa popular: Lei de Reforma do Congresso (proposta de emenda à Constituição Federal)

🇧🇷1. Fica abolida qualquer sessão secreta e não-pública para qualquer deliberação efetiva de qualquer uma das duas Casas do Congresso Nacional. Todas as suas sessões passam a ser abertas ao público e à imprensa escrita, radiofônica e televisiva.

🇧🇷2. O congressista será assalariado somente durante o mandato. Não haverá ‘aposentadoria por tempo de parlamentar’, mas contará o prazo de mandato exercido para agregar ao seu tempo de serviço junto ao INSS referente à sua profissão civil.

🇧🇷3. O Congresso (congressistas e funcionários) contribui para o INSS. Toda a contribuição (passada, presente e futura) para o fundo atual de aposentadoria do Congresso passará para o regime do INSS imediatamente. Os senhores Congressistas participarão dos benefícios dentro do regime do INSS exatamente como todos outros brasileiros. O fundo de aposentadoria não pode ser usado para qualquer outra finalidade.

🇧🇷4. Os senhores congressistas e assessores devem pagar por seus planos de aposentadoria, assim como todos os brasileiros.

🇧🇷5. Aos Congressistas fica vetado aumentar seus próprios salários e gratificações fora dos padrões do crescimento de salários da população em geral, no mesmo período.

🇧🇷6. O Congresso e seus agregados perdem seus atuais seguros de saúde pagos pelos contribuintes e passam a participar do mesmo sistema de saúde do povo brasileiro.

🇧🇷7. O Congresso deve igualmente cumprir todas as leis que impõe ao povo brasileiro, sem qualquer imunidade que não aquela referente à total liberdade de expressão quando na tribuna do Congresso.

🇧🇷8. Exercer um mandato no Congresso é uma honra, um privilégio e uma responsabilidade, não uma carreira. Parlamentares não devem servir em mais de duas legislaturas consecutivas.

“A petição com os dois milhões e meio de assinaturas chegou ontem no congresso nacional.Se cada pessoa repassar esta mensagem para um mínimo de vinte pessoas, em três dias a maioria das pessoas no Brasil receberá esta mensagem. A hora para esta PEC - Proposta de Emenda Constitucional - é AGORA!

É ASSIM QUE VOCÊ PODE CONSERTAR O CONGRESSO 🇧🇷🌈

Se você concorda com o exposto, REPASSE. Caso contrário, basta apagar e dormir sossegado.

🌈Por favor, mantenha esta mensagem CIRCULANDO para que possamos ajudar a reformar o Brasil.🌈

Não se acomode!
Não adianta apenas reclamar!!!
Não custa repassar!!!
Apoiado!👊🇧🇷

5.7.17

Balançando o pézinho


No aeroporto de Floripa ( Péparazzi)

Crônica diária

"Quase pisei" de ROBERTO KLOTZ
Foi divertido. Na contra capa há um texto síntese dizendo: "crônica é a literatura de bermuda". A frase é do Joaquim Ferreira dos Santos, organizador do livro " As cem melhores crônicas brasileiras". Estar nele é o sonho, inconfesso, de todo cronista. Depois de algumas considerações sobre o autor convida o leitor a caminhar entre as páginas do livro com a promessa de que o entusiasmo e a alegria do Roberto Klotz são contagiantes, e que será divertido. E foi. Quarenta e seis crônicas, onde o tênis é o personagem principal, pelo menos em quase todos os "ditados" que figuram nos rodapés. Nas bem humoradas e saudáveis caminhadas por Brasília, outra constante é o cocô de cachorro. Escatológico é pouco para definir e adjetivar o tema central, e psicose dos tênis do Roberto. Crônicas leves e engraçadas, ligeiramente sensuais, fazem desse livro um diário do caminhante. Leitura obrigatória pela forma da escrita e conteúdo das caminhadas.

4.7.17

Aniversário da LARA




3ºano

Crônica diária



Um reizinho deposto

O lugar do Renan não é definitivamente o Senado. Os eleitores de Alagoas saberão julga-lo nas próximas eleições de 2018. Seu lugar não era a presidência dessa casa, como não poderia ser liderar o governo. Mas como no PMDB gatunos, gatos e ratos convivem harmonicamente, sem perder suas aptidões pessoais, o Renan, apesar de investigado em vários processos, usando das mais ardilosas estratégias sempre soube se manter livre das grades, e sob os holofotes da mídia. Em seu ultimo discurso na semana passada, quando renunciou a liderança do governo Temer, acusa-o de estar sendo manipulado pelo Eduardo Cunha, preso em Curitiba. Em qualquer outra circunstância, uma denúncia dessa gravidade, teria abalado os alicerces do poder. Mas Renan não tem mais a importância e poder de que já gozou. Os jornais sequer ressaltaram essa gravíssima acusação. Os eleitores de Alagoas farão o resto. A justiça, embora atrasada,  esperamos chegue um dia ao Renan, como chegou ao Eduardo Cunha, ao Sérgio Cabral, ao Antônio Palocci e a tantos outros. Lula e Renan continuam na fila.

3.7.17

MONTANHA nº 3 pintada de azul

                                                                      MONTANHA nº 3 (agora AZUL)

Crônica diária



Alguns velhos truques

O Jânio Quadros, para quem se lembra dele, foi um exímio manipulador desses truques. Chegava ao exagero de usar sapatos com a sola furada, caspa no paletó, e exibi-las, propositalmente, para  fotógrafos da imprensa que se encarregavam de fazer a divulgação. Mas os truques a que me refiro eram mais sofisticados. Proibir briga de galo, lança perfume, ou outras bobagens eram testes sobre sua popularidade e poder. Collor usou outros truques para se eleger, e durante seu curto período de governo. Agora assistimos o jovem e ambicioso empresário João Dória, que surfa na onda contra os políticos, e como Prefeito de São Paulo vai ao Rio para declarar que é a favor da privatização do Banco do Brasil ou da Caixa Federal. Claro uso do velho truque. Ganhar manchetes com assuntos nacionais. Que importância tem para a Prefeitura de São Paulo a privatização do BB? É só um truque, como os do velho Jânio. Desviar as atenções da Cracolândia e colocar foco em polêmicas nacionais. Esse menino vai longe.

2.7.17

MONTANHAS JUNTAS

                                  Montanhas nº 8 ao fundo Montanha nº 6 e Montanha nº 10
                          Montanha nº 8, Montanha nº 9 , Montanha nº 6 (Azul) e Montanha nº 10

Crônica diária

O Congresso é um aquário

Num aquário o tratador joga farelo na medida das necessidades dos cardumes. O nosso Congresso, especialmente a Câmara dos Deputados, onde estão os peixes jovens e miúdos, o farelo é jogado quase que diariamente. No Senado, onde estão os peixes graúdos, e em menor número, o farelo é também é mais grosso e em doses maiores e mais esparsadas. O tratador é o Executivo que depende do órgão fiscalizador e legislativo. Quando o executivo precisa de grandes cardumes, a ração é generosa. Quando o presidente da República, desesperadamente, precisa de maioria no aquário a ração corre solta. E os cardumes, sempre famintos, só ficam ariscos quando percebem que vai haver troca de tratador ou marca de ração. No caso presente o Temer tem a favor de si o fato de que o cardume não vê novo tratador à vista. Nem cogita de trocar a ração do PMDB pela outra marca que tem na embalagem um pássaro colorido e de bico grande. O bico dos tucanos é desproporcional ao seu tamanho. 

Comentários que valem um post



Solange A. R. F. de Mello disse...

 Bela obra de Arte. Montanhas lindas. Parabéns.
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 Jorge Pinheiro disse...
 
Há coisas insuspeitas que mexem com alguém.

sábado, 1 de julho de 2017 09:07:00 BRT
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Roberto Klotz
Roberto Klotz Quando o autor escreveu “escolha suas batalhas” não imaginou que seria utilizada por um cronista para escolher, na sua caminhada, a trilha dos textos.
Tampouco imaginou que um leitor grifaria a frase para dizer: “só por isso, valeu o livro”.
Às vezes lemos uma palavra, uma linha ou um parágrafo e paramos para refletir ou responder mentalmente.
No começo da semana me deparei com “Não é raro ler um livro com duzentas páginas e dele extrair uma única frase memorável.” Do livro O diabo desse anjo – Eduardo P. Lunardelli. Conhece?
Na hora pensei: “Putz, acabei de ler um livro de 484 páginas e só sublinhei uma única frase”.
Teria sido uma batalha escolhida se fosse escrever naquele dia.
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Maria Cláudia Lunardelli Negreiros O que posso afirmar é que as suas crônicas diárias tem me feito viajar em terrenos que sem esse incentivo certamente não desbravaria....ai a importância de cada uma delas para mim....
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Alvaro Abreu:


"Enquanto houver bambu, vai ter flecha" Janot (No Estadão de hoje, 01/07/17)

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Excluir

1.7.17

MONTANHA nº 10

MONTANHA nº 10 medindo 20,5 x 10,5 x 7,5 cm

Crônica diária

Escolha suas batalhas



Harry Hole, personagem e detetive do escritor norueguês Jo Nesbo  tinha um livro, que ganhou de um assaltante de banco, chamado "A arte da guerra". Um dos capítulos era: "Escolha suas batalhas". De imediato ocorreu-me que nós cronistas diários não fazemos outra coisa senão escolher uma "batalha" todo dia. Essa é nossa guerra. Foi a frase que li minutos depois de uma ligação da Helena, casada com um primo em Goiás. Não sabia que era minha leitora. E que gostava "muito", segundo ela, dos temas que abordava. Perguntou especificamente sobre uma que por ser antiga, lembro de ter escrito, mas não exatamente quando. Fiquei de procurar. Ao despedirmo-nos ela ainda mencionou a crônica sobre o "papel bolha" que cometi há uns meses. Quem poderia imaginar que alguém pudesse gostar tanto de uma coisa tão singela e banal. Por essa razão é importante a escolha da "batalha". Nossas opiniões acabam tendo uma importância de que nunca suspeitamos. O que é escrito passa a ter um valor e peso que desconhecemos. Para o bem ou para o mal.

Crônica do Álvaro Abreu


Bem de longe

Cá estou eu novamente na casa do meu filho mais velho, que veio passar uns tempos nos USA com sua família, a exemplo do que tem acontecido com muita gente nesses últimos anos. Em épocas passadas, a vontade de morar no estrangeiro era coisa de uns poucos. Papai mesmo levou a mulher grávida e os quatro filhos para passar dois anos fora, em 1955. Ele fora contratado pela ONU para assessorar o governo da Bolívia na área de saúde pública, especialidade em que era tido como um bam bam bam. Em função de suas dificuldades para enfrentar o ar rarefeito de La Paz, foi transferido para Bogotá. Guardo boas lembranças dos colégios, das praças e, sobretudo, dos passeios.

Avô prevenido, desta vez eu trouxe um pedaço de bambu escuro e resistente, de uns sessenta centímetros, para fazer mais um arco de flecha para o neto que se acha um poderoso guerreiro e cresce a olhos vistos. O que fiz da vez passada, com um bambu fininho comprado aqui, não resistiu ao uso intenso, conforme previsto. Soube que a decepção do moleque foi grande e duradoura, dessas coisas que faz avô passar vergonha e ficar matutando uma solução para remediar tamanha desfeita. Neste caso, só mesmo fazendo um outro bem bonito, com o menino em volta, acompanhando o serviço, acumulando expectativas.

Ontem passei horas ensinando a neta canhota a raspar bambu em busca de curvas simpáticas, retas perfeitas e superfícies lisinhas. Atenta e habilidosa, ela ajudou a finalizar a colher comprida que eu estava fazendo pra ela, dando pinta de que vai seguir praticando o ofício. Hoje, vamos sair para comprar uma vara de molinete, linha fina, anzóis miúdos e chumbadas pequenas. Em casa, ensinarei os segredos de como fazer cabrestos, prender anzóis e tudo o mais. Depois, haveremos de descobrir onde comprar isca, pois já sabemos onde tem um bom lugar para pescar: um píer de madeira de uns duzentos metros mar a dentro. Para completar a informação turística, devo dizer que, por simples prudência, estou sem saber do que acontece no Brasil desde o dia 22, quando entrei no avião. 

Bradenton, 28 de junho de 2017
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA

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