18.7.16

Minha torneira

 A torneira
Objeto com 6,5 x 9 x 10 cm, coleção do autor

Crônica diária



Três personagens

Estou revisando o meu livro "O diabo desse anjo", com crônicas postadas aqui no FB e em dois blogs durante 300 dias entre os anos 2014 e 2015. Faz tempo. De muitas delas, nem me lembrava. Algumas me chamaram atenção por ter errado redondamente no resultado do primeiro turno das eleições de 2014. Deu Aécio no segundo turno, e a Marina que liderava o segundo posto nas pesquisas não foi além do terceiro lugar. Lastimavelmente tudo que prevíamos com a indesejável vitória da Dilma aconteceu. Mas não é de política que quero falar. Havia me esquecido completamente dos três personagens que criei naquele tempo. Do Leonardo, do seu diabo e do seu anjo. Eles acabaram dando nome ao livro, mas nunca mais voltei a usa-los nas minhas crônicas. O Leonardo um indivíduo comum, passível de erros e de acertos. O seu diabo, um velho astuto, corrupto, corruptor, cínico, invejoso, e péssimo caráter, apesar de divertido, como a maioria dos canalhas. Ao lado do anjo, correto, honesto, sincero, é um chato, como a grande maioria dos habitantes do paraíso. Preciso reativa-los e voltar a falar deles.

17.7.16

Le vin Bistrô

 Mexilhões
 Pato desfiado com arroz e azeitonas verdes
Batata frita

Crônica diária

"Cada vez menos pelos"

Cassia Rocha, intelectual e minha vizinha de bairro em São Paulo, publicou em sua página do Facebook a seguinte nota: 
 "Folha de S. Paulo", edição de hoje.
Vejo que a seção "Equilíbrio" traz a manchete
"Cada vez menos pelos".
O que será?
Vou lá e descubro:
"Seguindo passos brasileiros, depilação íntima cresce nos Estados Unidos"
Puxa!
Importante pra caramba. E na Seção "Equilíbrio".
Segue-se comentário de uma amiga, e ela completa:  "Cassia Rocha Sério, amiga?? Começou com a falta de acento na palavra. Assim pelada, "pelos" ficou parecendo um erro na frase, faltava ali um substantivo. Por isso fui investigar. Agora: nem precisava ser "íntima" a tal depilação, já seria ridículo do mesmo jeito dar destaque a um assunto desses —anos atrás, não chegaria nem à sala de estar, quanto mais a um dos principais jornais do país. Mas, vamuqvamu, acabo de saber que a funkeira Anitta (quem será meu São Manoel?) foi escolhida para representar a nossa música na abertura dos Jogos Olímpicos —é mole?
Sem tirar nem por nenhuma vírgula, talvez só o circunflexo nos "pêlos" do título,  transcrevo e faço como minha crônica a indignação da Cassia.

Comentários que valem um post

João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

O Hollande devia referir-se ao Campeonato da Europa de Futebol, onde a França PERDEU a favor de Portugal em pleno coração de Paris.
Nessa final, conseguiram dar o KO ao CR 7, que era um objectivo pré-anunciado, mas foi nesse preciso momento que a França deixou de ter pretensões de vencer PORTUGAL !
Guardado está o bocado para quem o sabe guardar, diz o ditado popular.

Não há mais SEGURANÇA no Mundo, Eduardo !

Postado por João Menéres no blog . em sábado, 16 de julho de 2016 09:19:00 BRT 

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16.7.16

Pera do tamanho de um ovo

 Peras em miniatura
Com gosto e aparência de peras, mas do tamanho de um ovo.

Crônica diária

O terror na França

O presidente Hollande havia acabado de anunciar que não fazia mais sentido continuar com o estado de emergência na França, quando horas depois, no dia 14 de Julho, data emblemática para os franceses e libertários de todo mundo, mais um brutal atentado terrorista mata mais de oitenta pessoas e fere centenas de outras, na reviera. Contra o terror, atitude covarde e assassina, não se pode deixar de estar em permanente estado de alerta. A França, alvo preferencial desses bárbaros, deverá além dos próximos três meses continuar na emergência, como dela não deveria sair tão cedo. Essa data além de tudo que representa na França e no mundo, é o dia do aniversário da minha filha caçula.

15.7.16

Leila Ferraz by Maureen Bisiliat


Leila as Cleopatra by Maureen Bisilliat - 68/8. Butantan - Sao Paulo.

Crônica diária



Políticos em Londres e no Rio

Dois episódios paralelos e simultâneos servem para demonstrar cabalmente a diferença entre políticos ingleses e cariocas. A postura do Primeiro Ministro David Cameron que não acreditava na vitória do Brexit, permitiu o plebiscito e aceitou a derrota como bom perdedor deve fazê-lo antecipando sua renúncia ao cargo e indicando à Rainha sua sucessora para não retardar o "divórcio" do Reino Unido da UE. Em contra partida o comportamento dos Eduardos, Cunha e Paes, do Rio de Janeiro. O primeiro, o Cunha, talvez o mais competente Presidente da Câmara dos Deputados, flagrado em atos de corrupção gravíssimos, afastado das funções pelo STF, ainda assim resistiu à renúncia prejudicando fortemente os trabalhos legislativos. Teve o mérito, que a história registrará de ter propiciado o impeachment da Dilma, mas por razões pessoais e não de Estado. O outro Eduardo, o Paes, Prefeito do Rio, que nunca foi fiel a partido nenhum, borboleteou entre vários, sempre em favor das suas conveniências pessoais, acusa os Governadores Sergio Cabral e Pesão, seus aliados, de responsáveis pela atual situação financeira e econômica do Estado. Dá entrevistas para jornais europeus eximindo-se de culpa por eventual fracasso das Olimpíadas 2016, em sua véspera. Repete-se o clima catastrófico que antecedeu à Copa do Mundo em 2014. Passados os jogos ficam as feridas e contas a pagar. Outra certeza é a de que o país será, irresponsavelmente, candidato a novos eventos como esses. Fica, também, a absoluta convicção de que não temos políticos do nível dos ingleses, pelo menos no tocante à moral e desapego pessoal em função da coisa pública.

14.7.16

Praça Rui Barbosa (Cataguases)

Foto de ultra leve de Gordinho Kta. enviada por José Luiz Fernandes. Nessa praça, nós estudantes do Colégio de Cataguases, demos muitas voltas...

Crônica diária




Ovo de madeira e meia sola de sapato

Com setenta e dois anos, caminhando célere para os setenta e três, ainda tenho dificuldade de tirar do pé a meia furada e jogar o par no lixo. Ontem fiz isso. Tenho enorme dificuldade em me desfazer das coisas. Um apego que veio da educação. Na casa da minha avó materna, minha madrinha vovó Nina, havia uma caixa de costura, como era chamada, que além de carretéis de madeira com linhas de todas as cores, muitas agulhas, tinha um ovo de madeira. Um ovo de madeira maciça e  carretéis que me encantavam. Eles foram imortalizados na obra de Iberê Camargo. Ovo de madeira  nunca mais vi. Servia para cerzir meias e roupas furadas. Minha mãe chegou a copiar o exemplo da vovó, mas os tempos mudaram. Ninguém mais coloca meia sola nos sapatos. Essa prática é da mesma época. É verdade que os sapatos da casa Toddy (que existe até hoje, no mesmo lugar, na Rua Augusta) eram para batalha, mas os nossos jogos de futebol no recreio do Dante, era um teste que superava qualquer sapato de sola resistente. No piso de pedra portuguesa, absolutamente irregular, a bola era tampinha de refrigerante, imaginem o resultado. Mas havia um sapateiro em cada bairro, e trocavam a meia sola. Nem esses sapateiros, nem o ovo de madeira maciça, são fáceis de encontrar. Hoje o calçado é de lona e borracha, e descartável. A camisa social leia-se: para gravata, antigamente eram feitas sob medida, e vinham acompanhadas de monograma e dois colarinhos extras. Hoje a troca de um colarinho custaria mais do que camisas prontas, confeccionadas na China, com marca italiana, e vendidas na esquina. Mas eu sempre fui apegado às minhas coisas. Quando era jovem conheci um camarada, que além de rico, era desapegado. Voava de primeira classe, para a Europa, umas  seis a sete vezes por ano, e trocava de camisa para desembarcar em Orly, deixando a camisa usada no lixo do banheiro do avião. Eu me escandalizava. Aliás, continuo me escandalizando. Mas cerzir meia não dá mais.

13.7.16

Sobre-mesa

Queijo com goiabada. Piacaba. Junho 2016

Crônica diária

Mais uma vez: "No Brasil até o passado é incerto"



Fazendo a revisão do meu próximo livro de crônicas, "Dance comigo", onde publicarei trezentas delas, postadas aqui no ano de 2013, me deparei com a de número 202, de Março daquele ano, com o título acima. Naquela ocasião a frase do Pedro Malan referia-se às mais improcedentes versões da autoria e méritos do Plano Real. Hoje vou usa-la novamente para contestar a história, que a esquerda inventou, repetiu à exaustão, até que a maioria das pessoas passou a acreditar. Refiro-me ao que chamam, erroneamente, de "golpe de 64". Lá houve uma REVOLUÇÃO popular anticomunista. O resto é conversa. O golpe, esse sim foi dado pelo exército em 1968, com o AI5. Eu não ouvi dizer, nem li nos livros dos esquerdistas. Eu estive lá. Sou testemunha ocular dos fatos. E concordo, mais uma vez, que até o passado no Brasil, é incerto. Agora, em 2016, novamente a esquerda (sempre ela!) vem com essa farsa de golpe, para justificar o impeachment, constitucional, e perfeitamente legal e caracterizado no abuso de poder, cometido pela presidente deposta. Essa lengalenga de golpe vai passar para a história, porque só eles (os da esquerda) se preocupam em mistificar nosso presente, passado a ideia falsa, que tornará nosso passado, mais uma vez, incerto.

Comentarios que valem um post



João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Amorim":

Embora aprecie BOTERO, prefiro o MODIGLIANI !
É que ocupa menos espaço...

Postado por João Menéres no blog . em terça-feira, 12 de julho de 2016 01:17:00 BRT 

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12.7.16

Amorim

Segundo Amorim, entra Botero no SPA e sai um Modiglioni

Crônica diária


Pescadores de Brasília

Não é piada, e não tem graça, mas vale como uma anedota. O programa que beneficia o pescador no chamado SEGURO DEFESO tem 45 000 beneficiados em Brasília. Isso mesmo. Apesar da cidade no interior do país, não contar com mar, ou rio importante, paga 45 000 pescadores cadastrados. Se fossem lambarizar ao mesmo tempo no mesmo dia, às margens do lago Paranoá, não haveria espaço físico, nem peixe para todos os anzóis. Só no Brasil. E ainda dizem que a Dilma é honesta. 

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