15.5.16

Comentários que valem um post



João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Albúm de família":

Aos anos que falo sobre a beleza da sua neta Eduarda !
Linda de morrer, parabéns.

Postado por João Menéres no blog . em sábado, 14 de maio de 2016 06:52:00 BRT 
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 Armando Camargo Penteado as cronicas desse primo de meu pai... sempre inteligentes, bem divertidas e bem fundamentadas .... continue e nos de o privilegio de poder ler e pensar ..

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 Li Ferreira Nhan deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Comentários que valem um post":

Sim, desgraçadamente o brasileiro tem merecido esses comentários. O Brasil é mesmo o "país da piada pronta!"

Quanto ao Temer, é o vice da Dilma. A eleição foi da chapa, do pacote todo. Petistas e afins o elegeram tb. É o que tem prá agora.
Quanto a mulheres/negros/e afins, caramba, há um país i n t e i r o arrasado; nos poupem de mimimis!


Postado por Li Ferreira Nhan no blog . em sábado, 14 de maio de 2016 17:52:00 BRT 

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 Li Ferreira Nhan deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

João, "apelido" no Brasil é uma alcunha. No caso, o marido da atriz, por cuidar do dinheiro/ produção da peça teatral teve o apelido de "Delúbio", o tal "tesoureiro-sindicalista-de-
esquerda-do partido dos trabalhadores" que, amigo pessoal do lula e ladrão como ele, foi réu no Mensalão do pt.

Portanto, aqui, "apelido" possui outro significado. Curiiosidades da nossa língua portuguesa que eu
adoro.
Beijos :)

Postado por Li Ferreira Nhan no blog . em sábado, 14 de maio de 2016 18:06:00 BRT 
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Li Ferreira Nhan deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":
Edu, a "tal esquerda" anda mesmo sem um pingo de humor.

Postado por Li Ferreira Nhan no blog . em sábado, 14 de maio de 2016 18:08:00 BRT  
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 Li Ferreira Nhandeixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Seguindo esse raciocínio, as mulheres possuem a Menopausa Criativa. ;))

Postado por Li Ferreira Nhan no blog . em sábado, 14 de maio de 2016 18:12:00 BRT 
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14.5.16

Albúm de família

Sandra, minha filha com a sua Eduarda, ao lado de Estela, minha irmã caçula e sua filha Júlia, em Ribeirão Preto, maio de 2016.
 (Foto automática que justifica o enquadramento deficiente)

Crônica diária





Delúbio, o produtor

Durante a viagem pelo Rio Negro, perguntei à professora e escritora Noemi Jaffe que era uma das palestrantes convidadas qual a diferença entre crônica e artigo. A pergunta procedia, a meu ver, porque durante a sua palestra questionei se o que o Arnaldo Jabor fazia não era crônica. A resposta dela foi de que ele era articulista, emitia opinião. Logo entendi que cronista não emite. E ela respondeu que a crônica é "datada". Um texto curto em que o autor comenta (em geral com humor) um fato do cotidiano. Foi mais ou menos isso que respondeu. O artigo, mais longo do que a crônica, é opinativo, e sobre qualquer assunto independente de ser  atual. Não sei se concordo muito com essas definições, porque costumo colocar minha opinião nas micro crônicas que escrevo diariamente. Hoje vou contar uma passagem hilariante da viagem. Vai ser uma crônica, porque não tão curta, como de costume, mas cheia de humor e absolutamente datada. Foi a semana passada. A atriz Clarice Niskier que nos brindou com  a peça A Lista, em sua "mesa" contou que estavam a bordo seu filho e marido. Seu marido, que por absoluto acaso, foi meu parceiro no banco do bote, num dos passeios pelos igarapés do rio Negro, passou a ser o produtor das suas peças. E como era ele quem mexia com todo o dinheiro da companhia recebeu o apelido de Delúbio. O público morreu de rir. Eu que já me considerava "amigo" por ter passado horas sentado ao lado no bote, conversando sobre o Pará, de onde ele era oriundo, resolvi daí pra frente chamá-lo pelo apelido. Claro que ele não gostou. O resto da viagem me evitou.
 Foto de Luciana de  Francesco

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Jorge Pinheiro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Dilma acabou":

Com toda a amizade que tenho ao povo brasileiro em geral e a alguns brasileiros muito em particular, todo este espectáculo é politicamente degradante. Não levem, por isso, a mal que relembre duas expressões caracterizadoras. De Gaulle dizia que o Brasil não era uma país sério. Por cá diz-se frequentemente que os brasileiros são portugueses à solta (expressão que não abona em favor de nenhum dos povos). Desejo-vos a maior sorte do mundo e acabem com essa aberração anti-democrática de ter vice-presidente.

Postado por Jorge Pinheiro no blog . em sexta-feira, 13 de maio de 2016 08:08:00 BRT 

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Eduardo Penteado Lunardelli
Eduardo Penteado Lunardelli Respondo, com permissão do Valter Ferraz, ao seu amigo Zeferino Duarte Brandão . Temer cortou menos ministérios do que pretendia para poder acomodar as exigências dos partidos que irão lhe dar sustentação. Convidou duas mulheres (loiras) para ocuparem ministérios importantes. Para Agricultura convidou a senadora Maria Amélia do Rio Grande do Sul. Ela não aceitou. A ex ministra Ellen Grace também declinou do convite. E o Temer veio para salvar o país destroçado econômica, moral, política e eticamente. Não para fazer gracinha colocando gente completamente despreparada em cargos de ministro só para cumprir tabela com cotas raciais e outras bobagens. Só há de se lamentar na composição desse primeiro time os filhos do atraso, da velha e corrupta política nas figuras dos filhos do Sarney e do Jader Barbalho. Mas engolir sapos faz parte da política.
 
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13.5.16

Dilma acabou

Foto de Paula Canto na última grande movimentação popular na Av. Paulista
Tchau querida
55sim e 22 não, liquidam a fatura definitivamente

Crônica diária

Vermelho pálido

Hoje trato do vermelho no estrito significado da cor, e não da ideologia por ela comprometida. Pobre do vermelho. Foi a atriz Clarice  Niskier quem nos contou, em sua palestra a bordo do barco que navegava sobre o Rio Negro,  da garotinha de oito anos,  que ao ser indagada sobre o nome da cor-de-rosa, não teve dúvida em nomeá-la como um "vermelho pálido".

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Tariel Djigaouri Caro, reconheço que é criativo o que seus posts demostram diariamente. Mas...localizar a criatividade à próstata foi surpreendente. Primeiro em termos fisiológicos, pergunte aos que não tem mais este orgão se o problema não é justamente o fato de urinar frequentamente demais, incluíndo os períodos noturnos. Depois, a ausência da glândula ocasiona a interrupção da capacidade de ejaculação por falta da porra que empurra o sémem para sua destinação. Assim, talvez sua criatividade seja associada a sua capacidade de...procriar.
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12.5.16

Myra Landau

Muitas curvas

Crônica diária



Próstata criativa

Perguntarão o que tem a próstata, órgão eminentemente masculino, a ver com a criatividade? Tudo, respondo. Não fosse ela eu não estaria levantando no meio da noite para urinar. Essa interrupção compulsória do sono, para uma atividade fisiológica básica, me faz voltar para o leito com a cabeça dando largar margens à imaginação. Lá fora o escuro do silêncio, e no quarto a esperança de que o sono volte, as ideias prosperam.  Ontem a noite tive essa clara certeza, a próstata tem méritos no ato da criatividade. É a responsável por esse tempo de reflexão. Perdoem-me as mulheres, que devem criar por conta do útero, que não temos.

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João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Myra Landau":

Muitas ligações do coração do mundo ao coração da Myra !

Gosto imenso desta obra de tão fértil ARTISTA !!!

Se foi presente, o Eduardo está de parabéns.
Se não foi, estamos nós todos.

Postado por João Menéres no blog . em quarta-feira, 11 de maio de 2016 03:29:00 BRT 


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11.5.16

Myra Landau

Minhas CURVAS por Myra Landau

Crônica diária

                     TCHAU QUERIDA !

Comentários que valem um post

Silvares deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Talvez os juízes estivessem a pensar em todos os ladrões de colarinho branco que roubam por mera ganância e nunca chegam a ser, sequer, acusados. Talvez estivessem a pensar nesses gajos e se tenham distraído.

Postado por Silvares no blog . em terça-feira, 10 de maio de 2016 11:55:00 BRT
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Lourdes Mercadante Marmontel Eduardo Penteado Lunardelli, lendo sua Carta aberta, minha admiração foi crescendo a tal ponto, que, se você fosse candidato a presidente, teria o meu voto sem reservas. Na minha ignorância política, pouquinho melhorada agora, de tanto ouvir uns e outros, era justamente o que desejo para nosso Brasilzão tão lindo e tão maltratado com a ganância dos governos. Que o Temer te ouça, como sendo a boca do nosso povo!!!

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Cassia Rocha
O Brasil vale muito a  pena, é um país magnífico, tem resistido a tudo e a todos ao longo destes séculos de pilhagem. Mudar de país é recurso imediatista de quem pensa mais em si, embora em outros casos não haja saída (V. Suzana Herculano-Houzel). Voltei só por isso. Apesar de ter vida organizada, estável e produtiva na Inglaterra, tendo feito o que tinha pra fazer lá, voltei pra contribuir aqui. É isso, Eduardo!
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 Eduardo Penteado Lunardelli Obrigado Eliane Viotti por compartilhar

Eliane Viotti
Eliane Viotti Não poderia ser diferente, inteligencia bem colocada tem se que compartilhar.
 
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10.5.16

Humor III

Saraiva- Foto de José Luiz Fernandes

Crônica diária

Carta aberta ao Temer

Com a credencial de ter feito a campanha contra o governo Dilma desde o primeiro dia após as fraudadas eleições de 2014, quero deixar registradas minhas ideias ao futuro presidente Temer. Temo, sem trocadilho, que o vice começará mal se não observar algumas premissas.  Deverá contar com cento e trinta  milhões de eleitores e não com os 513 deputados e 81 senadores. Eles de fato não nos representam. Foram eleitos, mas só pensam em si próprios. O povo já deixou isso claro quando pelas redes sociais se manifestou sobre o nível e forma como os deputados exerceram seus votos contra ou a favor da admissibilidade do pedido de impeachment. O Temer deveria assumir com a consciência tranquila que foi constitucionalmente eleito com cinquenta e quatro milhões de votos. Para passar para a história, como disse gostaria, precisa fazer reformas corajosas. Essas são, em sua maioria, apoiadas pelos quase duzentos milhões de eleitores, ainda que seus representantes, demagogicamente,  se posicionem contra. Reforma da previdência, reforma política, reforma partidária, corte drástico da máquina publica, manutenção de apenas oito ministérios. Mas dirão que sem o apoio do Congresso essas reformas não passam. Passam sim, se o povo sair às ruas com suas panelas areadas e portando a bandeira que interessa, a verde-amarela. Não há congresso que não obedeça as vozes das ruas. Só assim o Temer terá feito o que dele se espera, e passará para a história. 

PS- Esta crônica foi escrita dia 8/05/2016
No dia seguinte o Antagonista publica o que segue:

O que a sociedade espera de Temer

Michel Temer, segundo a Folha de S. Paulo, teve a acesso a pesquisas de opinião que “mostraram a reprovação do chamado toma lá dá cá e apontaram amplas expectativas de enxugamento da máquina e corte de ministérios”.
Ele precisou de pesquisas para se dar conta disso?
A reportagem continua:
"Quem esteve com o peemedebista diz que ele demonstrou preocupação em 'desapontar a sociedade' por não implementar 'o que esperam dele'".
Implemente, Temer.

Hoje, dia 10 de Abril, a imprensa informa que Temer resolveu cortar 10 ministérios, ouvindo assim o clamor popular.

9.5.16

Humor II

Enviado por José Luiz Fernandes

Crônica diária

Um dilema

A Suprema Corte italiana absolveu Roman Ostriakov, ucraniano, que havia roubado uma linguiça e quatro pedaços de queijo, no valor de quatro euros, por absoluta necessidade de se alimentar. A corte considerou que esse direito humano sobrepõe o de propriedade. Esse fato abre uma discussão interessante. Quem pode negar o direito de um ser humano, esfomeado, saciar sua fome?  Por outro lado o direito à propriedade é sagrado. Seja ela pública ou privada. Um dilema complicado de se resolver. Levando ao pé da letra  a decisão desses magistrados, famintos poderiam formar filas   nas portas dos supermercados, tendo eles o direito de pegarem uma linguiça e um queijo, e não poderão  ser impedidos. 

8.5.16

Humor

Enviada por José Luiz Fernandes

Crônica diária

Intolerância explicita

A cordialidade tão decantada do povo brasileiro sempre foi mais folclórica do que real. Agora, depois de quatorze anos do PT no poder, o Brasil que recebemos deles é o do ódio de parte a parte. Lula e Dilma dividiram a nação entre "nós" e "eles". Nós os vermelhos, jararacas, corruptos e mortadelas, e eles, os coxinhas, as "zelites". A intolerância passou a ser a característica mais marcante dos que estão sendo banidos do poder. Ao verem ruir de forma tão humilhante o projeto de socializar o país, disseminam  o ódio, pregam a luta de classe, e ameaçam incendiar o Brasil. Do partido político que  tornou se uma Organização Criminosa não poderia se esperar outra atitude. Dilma não se suicidará porque lhe falta capacidade para escrever uma carta testamento, e se o fizesse seria u´a monótona repetição da palavra "golpe". O Lula irá para cadeia por conta de uns poucos crimes entre todos que cometeu. Negará tudo, e depois da pena cumprida, continuará alegando "não saber de nada". Temer foi eleito pelos cinquenta e quatro milhões de votos dados à chapa do PT. O PT, e os petistas, não tem nada a reclamar. Rasgam a constituição e atentam contra a democracia quando não aceitam o que nela esta previsto: o impeachment será aplicado ao governante que cometer crime de responsabilidade. E ponto final.

7.5.16

Navegar é preciso, 6º edição

 Nosso grupo no Teatro Amazonas no final da viagem ao Rio Negro em Abril de 2016. O autor do blog aparece na ultima fila ao lado direito.
 O autor nas águas do Rio Negro à esquerda da foto. O barco ao fundo alto no canto direito.
 O autor no bote com um dos melhores guias. Ele fala 20 linguas. Um nativo.
 O terceiro da fila de autógrafos do Raphael Montes
 Duas mesas de palestras diárias

 O autor e o boto
 O autor do blog no bote do barco.
A volta ao barco.
Fotos de:Luciana de Francesco

Crônica diária

Viajar para Manaus tem vantagens

Se não fosse a grosseria do trato da Polícia Federal na saída do aeroporto de Manaus, a vantagem que essa viagem proporciona é a total falta de opções que o turista tem de comprar lembrancinhas. O pavor da maioria dos maridos é o impulso, quase doentio, que as esposas tem de fazer compras na viagem. Aquela mulher contida, econômica, quase avarenta durante todo o ano, na viagem se revela uma perdulária desenfreada. Manaus não dá essa opção. Antigamente recebia turistas para conhecer o Teatro Amazonas (1896), todo rosa como a cor dos botos do rio Negro, e comprar eletro eletrônicos fabricados na Zona Franca. Nem isso mais é vantajoso. Para não dizer que não há absolutamente nada que valha a pena comprar na região, preciso abrir uma exceção para o artesanato da Fundação Almerinda Malaquias que promove a valorização da identidade cultural e artística regional. Os trabalhos em madeira naval reciclada são dignos de nota. 

6.5.16

Parque da cidade, Niterói


O motivo por que se paga pedágio na Ponte para entrar em Niterói, e não na direção do Rio...Foto feita no Parque da Cidade (logo acima da Praia de Charitas), Niterói, RJ

Enviada por José Luiz Fernandes, foto de Marcus Vinicius

Crônica diária

Sou obrigado a falar de política

Havia me prometido não entrar na lama da política, e ficar nas águas negras do rio amazônico, entre botos cor-de-rosa e araras azuis. Mas as notícias que a equipe de governo do Temer planta, me preocupam. Ministério de notórios e não de notáveis. O corte de ministérios, que inicialmente fora anunciado pelo então vice presidente, esta se resumindo a dois ou três. Para sinalizar mudanças de fato Temer deveria contar apenas com oito ministérios. Enxugar a máquina pública radicalmente. Diminuir o Estado. Reformar o que tivesse que ser reformado. E entregar o poder em 2018 ao seu sucessor eleito democraticamente. Aí sim entraria para a história. Mas é pedir muito de um PMDBista. É sonhar com o melhor dos mundos. Para enfrentar o inferno que o PT e seu aliado PCB irão criar na oposição, esta loteando os mesmos ministérios existentes, com nomes de notórias investigações policiais e judiciais. Vamos começar um novo governo com mais do mesmo. O vice Temer, que ao contrário do que seus inimigos petistas o acusam, teve os mesmos cinquenta e quatro milhões de votos da chapa da Dilma. Tem toda legitimidade constitucional para exercer o poder na sua plenitude.  Ou ele se apresenta como salvador da pátria, ou Dilma volta daqui a cento e oitenta dias para acabar de enterrar o país.

5.5.16

Duas coisas que eu amo

Pé de mulher e literatura

Crônica diária

Vou continuar falando do Amazonas

Depois de cinco dias, menos do que uma semana, fora do mundo dito civilizado, numa viagem pelo rio Negro, me nego falar (escrever) sobre política. No rio Negro não tivemos acesso à internet, TV, ou sinal de celular. O isolamento é como, ou pior, do que se estivéssemos na lua. Na volta encontramos o processo do impeachment em pleno desenvolvimento e a presidente Dilma conclamando o povo a acreditar em golpe. Me recuso entrar nessas águas. Águas sujas de lama do PT. Prefiro continuar falando das águas ácidas e escuras do rio Negro onde se pode banhar ao lado de botos cor-de-rosa. E nos banhamos ao lado, e de mãos dadas com escritores e intelectuais de esquerda. Vermelhos. Eramos 120 passageiros num hotel flutuante. Não se falou um minuto sobre política. Pelo menos publicamente. Não ouvi a palavra golpe. Cuspe foi citado duas vezes, e a plateia das "mesas literárias" deu risada. Esse foi o momento  mais "ideológico" da excursão. Depois disso muita alegria com a música e simpatia do Zeca Baleiro, e com a arte dramática da atriz Clarice Niskier, que encenou a peça A lista. Clarice também não tocou em política, mas fez a plateia rir muito quando na sua "mesa" contou o apelido do marido e produtor do espetáculo: Delúbio, numa referência ao tesoureiro do PT. Zeca Baleiro igualmente só fez uma referencia ao momento político dizendo que: "tudo isso vai passar, vamos ficar bem". Continuo me questionando como pessoas instruídas, socialmente agradáveis, podem continuar acreditando, e pior, defendendo o governo da Organização Criminosa que quebrou o país?

Comentários que valem um post

Jorge Pinheiro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

O livro que estou a escrever vai demorar pelo menos mais 1 ano. Todos os dias releio tudo o que escrevi e modifico sempre coisas. Tenho o livro permanentemente na cabeça para poder alterar o que quiser a qualquer hora do dia. Depois de escritos nunca leio os meus livros. Obrigado pela crónica.

Postado por Jorge Pinheiro no blog . em quarta-feira, 4 de maio de 2016 06:52:00 BRT 

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João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Eu também escrevo, Eduardo.
Mas uso outros caracteres !
E também, algumas vezes, edito de um jacto, embora preferencialmente deixe essa minha "escrita" a dormir.
Há situações que espero não sejam copiadas ou aproveitadas. E aguardo que sejam tragadas pelo tempo.
Só depois as publico.
Feitios !...

Postado por João Menéres no blog . em quarta-feira, 4 de maio de 2016 05:24:00 BRT


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Valter Ferraz Graciliano dizia que escrever deve observar o ritual que as lavadeiras utilizam para lavar as roupas. Lavar, bater, esfregar. Lavar novamente. Torcer, enxaguar uma, duas, tres vezes. Novamente levar ao sol para "quarar". Depois, enxaguar novamente e só depois disso tudo ir aos varais para secar. Deveríamos observar esse tempo para a escrita, mas temos pressa, somos ávidos por leitores. Ao final acabamos por dar razão ao Umberto Eco. Eca! 

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Clotilde Lunardelli
Clotilde Lunardelli Acho que cada escritor tem um jeito de escrever suas crônicas. Não existe regra.Eu sou sua fã. Procuro todos os dias sua crônica no face.

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 Ducha Dorei Que maravilha acordar e ter um amigo que se dispõe a escrever algo interessante e sempre muito útil,embora o ser humano esteja caindo o nível!São as qualidades humanas com seus valores fundamentais,que dão força para viver melhor!Obrigada Eduardo pelo seu carinho aos leitores do FB.

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4.5.16

Colt Magnum 357

O artista sueco Carl Fredrik Reuterswärd, escultor do revólver com o cano amarrado em um nó exposto na sede da ONU em Nova York, morreu aos 81 anos, informou a prefeitura de Landskrona (sul da Suécia), onde ele morava.
Obra foi feita após a morte de John Lennon (Foto: Jonathan Nackstrand/AFP)
O artista, que sofreu um acidente vascular cerebral em 1989, faleceu na terça-feira (3), anunciou Kjell Thoresson, secretário de Cultura do município, cujo museu abriga uma exposição permanente de suas obras.
Reuterswärd concebeu o Colt Magnum 357 com o cano amarrado em um nó como símbolo da paz após o assassinato em Nova York de seu amigo John Lennon, morto a tiros em 8 de dezembro de 1980 por Mark Chapman.
Luxemburgo, que adquiriu uma das primeiras versões da escultura, doou a peça em 1988 às Nações Unidas.

A força do mar

Smith Hays - Enviada por José Luiz Fernandes
A ciclovia do Rio não suportou.

Crônica diária

Pressa, inimiga da literatura

Esta crônica (ou o que seja isso que escrevo diariamente) será dedicada aos meus amigos leitores e escritores Valter Ferras, Jorge Pinheiro, Aloísio de Almeida Prado, e todos os que escrevem e sabem o prazer que isso proporciona. Na viagem ao Rio Negro, nesta sexta edição, entre outros intelectuais estava a professora de português, e escritora Noemi Jaffe. Na mesa de que participou teve oportunidade de falar por uma hora. Respondeu perguntas. Da sua exposição extraí um detalhe. Aliás ela mesma disse que o importante num texto são os pequenos detalhes. Para exemplificar citou suas celulites. Mas o importante de sua fala foi afirmar que o tempo é fundamental. É preciso escrever por largo tempo. Depois deixar o texto em repouso e voltar a ler e reescrevê-lo, pelo menos mais duas vezes. Depois há um tempo para ser editado. Outro para ser distribuído. Só depois de todo esse tempo o bom texto chega ao leitor, que também deve ler com tempo. Essa lição para mim foi importante. Não que não soubesse dessas premissas, mas nunca as observei. Escrevo de um jato, e muitas vezes nem releio meus textos. Tenho urgência.

3.5.16

Voo de mulheres

Autor desconhecido - Enviada por José Luiz Fernandes

Crônica diária

Sobre Manaus

Fazia muitos anos que havia estado na cidade. Foi no início da Zona Franca. A cidade era velha e pobre, mas havia uma grande esperança e movimento no ar. Volto agora e encontro uma cidade um pouco maior, mas igualmente velha, feia, e pobre. Indústrias fechando. Comércio que era animado, hoje expondo quinquilharias chinesas. Um verdadeiro Paraguai. Tudo que é produzido, ou ainda é produzido na cidade é exportado para o sul, onde é redistribuído para o resto do país. Isso mesmo, tudo que a fábrica de Manaus monta, vai para São Paulo e Rio e volta para Manaus. Acrescido de impostos e frete, evidentemente. Ahh, mas tem uma arena nova. Um verdadeiro elefante branco plantado no centro da cidade. Até alguns jogos da Olimpíada do Rio 16 serão jogados em Manaus. Inacreditável que se tenha que subsidiar uma população inteira que teima em viver de seu cartão postal que é o Teatro Amazonas de 1896.

2.5.16

Crônica diária

Sobre o Rio Negro

São tantas as abordagens e assuntos que gostaria de tocar sobre a recente viagem ao Rio Negro que fico sem saber por qual delas começar. Ontem o meu parceiro e amigo escritor Jorge Pinheiro comentou: " Aguardamos as crônicas. Pessoalmente interrogo-me sobre o interesse em ouvir conferências literárias no meio do Amazonas. Será?" A ele respondi que não foram conferências literárias, mas um intenso e proveitoso convívio literário. Não havia conferências ou palestras, mas o que chamam de "mesa". Um entrevistador e um entrevistado. Assunto? Tudo sobre o escritor, sua obra, seu método, suas manias, enfim, conversa de escritor para escritores, uma vez que a imensa maioria dos cento e vinte participantes ou eram escritores publicados, ou pretensos escritores, ou escritores frustrados. Haviam alguns cônjuges de escritores/as. Além desse clima literário, uma atriz e um compositor, e cantor, de música popular. Não menos importante, passeios pelas águas do rio Negro, e pelas matas da Amazônia. Guias locais fantásticos. Histórias impagáveis. Natureza em sua plenitude. Banhos com botos cor de rosa. Saguis que vem comer banana em sua mão, em plena selva. Preguiças, araras, e seringueiras. Tudo isso num imenso silêncio, longe da dita civilização. Sem internet, sem celular, e sem repelentes porque não há os inconvenientes mosquitos ou pernilongos. As águas escuras do rio são muito ácidas e eles não procriam.

Pé de mulher

Chicago 1922 - Autor desconhecido - Foto enviada por José Luiz Fernandes

Crônica diária

Algumas reflexões

Por que será que quase todos os funcionários da Polícia Federal de plantão nos embarques de aeroporto se comportam de maneira tão grosseira, deseducada e autoritária? Por que a formação policial tem que ser sempre no mesmo padrão do marginal, do bandido? Não seria melhor que fossem, até como exemplo, mais educados? A maneira que nos tratam na revista de aeroportos é similar à que empregam na revista de motoqueiros, ou de motoristas suspeitos, levando-os de mãos para cima, de frente a um muro e de pernas abertas. Foi assim que me senti, com os pés afastados sobre um tapetinho de braços abertos. E o comando do funcionário, que pago com meus impostos, era seco, autoritário, como se estivesse tratando com um traficante ou preso da Operação Lava-Jato. Com seu detentor de metal constatou que o apito da cabine sinalizava o meu relógio e a fivela do meu sinto. Ainda assim me fez retirar ambos e voltar a passar pela cabine. Quando de péssimo humor perguntei para que? Ele rispidamente, como das intervenções anteriores, vociferou: É o procedimento. 
 

Comentários que valem um post

José Luiz deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

O fato de sua viagem ter inspiração literária trouxe-me à lembrança um mineiro de Monte Carmelo: MARIO PALMÉRIO. O autor do monumental CHAPADÃO DO BUGRE viajou pelo Rio Amazonas e seus afluentes durante vários anos. Anda um tanto esquecido pelo público, mas este é o ano do centenário de seu nascimento.

Postado por José Luiz no blog . em domingo, 1 de maio de 2016 21:25:00 BRT 

8888888888888888888888888888888888888888888888

1.5.16

Autoretrato

Foto de Alicia Savage (Self-Portrait). Fonte: Sulphuriclike
Enviada por José Luiz Fernandes

Crônica diária

 "A última palavra"

Esse é o título do livro que ganhei do Paulo meu irmão, e estou lendo. O autor Hanif Kureishi nasceu em Londres, em 1954 filho de pai paquistanês e mãe inglesa. Em 2008 foi incluído na lista do Times como um dos cinquenta melhores autores britânicos desde 1945. Aqui abro um parenteses para perguntar se teríamos hoje condições de fazer uma lista com esse número de bons escritores no Brasil desde 1945. Tenho minhas dúvidas. Voltando ao livro quero ressaltar o humor e cinismo com que trata o tema. Um jovem escritor é contratado para escrever a biografia de um famoso e decadente escritor. A biografia serviria para revitalizar seu prestígio. Desse seu sétimo romance extrai-se pérolas como as que transcrevo: "Larkin o afeito às bundas das suas alunas adolescentes e seu ódio paranoico dos negros." ou "Os coitos de Eric Gill com mais ou menos todos os membros da sua família, inclusive o cachorro." ou "Proust torturava ratazanas e doou os móveis da família a bordéis." ou "Dickens emparedou viva a esposa e a impedia de ver os filhos." ou "Sartre morava com a mãe, Simone de Beauvoir, como uma cafetina, arranjava garotinhas para ele." ou "Mailer apunhalou sua segunda mulher." ou "Duas amantes de Ted Hughs se suicidaram." ou "A literatura era um campo de extermínio, nunca nenhuma pessoa decente empunhou uma pena." ou "Os escritores sempre põe sua arte em primeiro lugar, como deve ser. Mas em geral estão livres à tarde, altura em que a mente deles cede vez para os órgãos genitais."

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