19.3.16

Mensagens dignas de nota


Duas mensagens flagradas nas ultimas manifestações do dia 13 de Março de 2016
Enviadas por José Luiz Fernandes

Crônica diária

Choque de realidade

A cidade de São Paulo não representa bem o Brasil. Digo não representa no sentido econômico, social. Esta bem acima do resto de todas as grandes capitais e cidades brasileiras. No entanto, acaba-se vivendo num ou, no máximo, dois bairros da cidade. E a cidade não é exatamente esses dois bairros. Fui este mês ao HC (Hospital das Clínicas) marcar um procedimento que só eles fazem. Foi um oportuno choque com a realidade. Filas quilométricas de gente doente, carente, humilde, paciente, e muito, muito feia. Jovens, adultos de meia idade e idosos. O que os comentaristas sociais costumam chamar de povão. Estão lá diuturnamente a espera de atendimento, consulta, tratamento, cirurgia, e sobre tudo com esperança. Aliás é a única e derradeira tábua de salvação. Marcado meu procedimento para vinte e oito dias depois, a moça imprimiu um selo, com código de barra e meu número de cadastro, justificando-se porque estava faltando material para me fornecer o devido cartão. Durante as horas que passei em pé em filas, ou sentado aguardando meu número de senha no painel, pude refletir. Este é o melhor hospital que o povão brasileiro pode contar no Brasil. E esse é o nosso povo. O PSDB não tem diálogo com essa gente. Entendo porque o Lula, pode sim, voltar a governa-los. Entendo que o congresso ainda não representa bem essa gente. Esse congresso de que nos envergonhamos, com esses deputados e senadores que definitivamente não nos representam, tão pouco ainda representa esse povo. Os representantes dessa gente são ainda piores do que a elite desse congresso. Essa é a pura realidade. E se há quem duvide disso, convido passarem duas horas nas filas, e salas de espera do HC.

18.3.16

Foto para o blog PÉ DE MOÇA

Autor desconhecido, enviada por José Luiz Fernandes

Crônica diária

House of Cards

Esta em sua quarta temporada através da Netflix esse seriado que só minha mulher e eu não havíamos assistido. Conhecia o Frank Underwood e sua mulher Claire de comentários e leitura de jornais e rede social. Resolvemos assistir para não continuarmos os únicos do planeta a desconhecer a série. Bastaram, e foram suficientes, dois capítulos da primeira temporada para nos garantir que não tínhamos perdido nada. Voltamos a assistir Narco, e os policiais europeus. Muito mais divertidos. Muito melhores como seriados.  A trama e assunto do House of Cards é inocente e primária perto do que acontece diariamente no congresso e no palácio da Alvorada. O Frank parece um personagem da Disney em comparação com nossos políticos. A politicagem brasileira é muito mais emocionante do que a ficção americana. Até a atual campanha eleitoral americana com Trump e Hilary é melhor do que a ficção.

Comentários que valem um post

Jorge Pinheiro disse...
É absolutamente sul-americano.

quinta-feira, 17 de março de 2016 08:01:00 BRT
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José Luiz Fernandes disse...
Com a devida vênia, Jorge, pergunto-me se o noticiário político e financeiro de Portugal é absolutamente europeu.

17.3.16

Alemães em Paris


As mesinhas são as mesma até hoje
Fotos enviadas por José Luiz Fernandes

Crônica diária



Farinha do mesmo saco
Os ânimos estão exaltados. Não é para menos. Quem esta no poder com um projeto de longo prazo em benefício próprio, não aceita com tranquilidade a alternância do poder. A oposição que pretende governar com vistas em salvar o país do abismo que a Organização Criminosa o levou, enfrenta resistências. A síntese desses desentendimentos, e em tom absolutamente inapropriado para senadores da república, demonstra que estamos no limite. De um lado a velha e desgastada esquerda e seus chavões internacionais. Do outro, políticos que também militaram na esquerda até vinte anos atrás, são hoje tachados de reacionários, nazistas, golpistas e oportunistas. Claro que são farinha, mas alegam serem de sacos diferentes. Serão?

16.3.16

Oficiais presos

Oficiais alemães prisioneiros no Hotel Majestic, logo após a liberação de Paris

Enviada por José Luiz Fernandes

Crônica diária



De volta ao banheiro

Ontem escrevi sobre o constrangimento a que fui submetido ao ser reconhecido num banheiro público. Uma leitora escreveu me censurando por não ter lavado as mãos antes de sair. Pensei em brincar com ela, respondendo que havia lavado o duto antes de urinar. Mentira. No susto do inédito da situação não pensei em outra coisa a não ser cair fora do banheiro. Fugir da raia. Depois que saí, e fui pegar minha mala na esteira do aeroporto, continuei torcendo para que o indivíduo barbado tivesse lavado as suas, no caso de voltar a encontra-lo. E como as malas não chegavam imaginei um possível, apesar de ridículo, diálogo entre nós: "Muito prazer em conhecer o cronista culto". Eu entendi "curto".  Ele se referindo às minhas dez linhas diárias. E como resposta não perdi a piada: "Ele é curto, mas competente." Claro que perderia um leitor simpático e seria taxado de surdo, inconveniente e mal educado, por não ter lavado as mãos.

Comentários qque valem um post

Jorge Pinheiro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

É o que dá ser figura pública.

Postado por Jorge Pinheiro no blog . em terça-feira, 15 de março de 2016 08:23:00 BRT 
*********************************
 
José Luiz Fernandes  disse...
Magistral gota de humor.


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15.3.16

Niteroi do José Luiz Fernandes

José Luiz Fernandes

Uma homenagem do VARAL ao seu maior colaborador de todos os tempos. A imagem acima, do Jornal O Fluminense, da maior manifestação de todos os tempos no Brasil. 13/03/2016

Crônica diária

Retratinho do perfil

Estou seriamente propenso a retirar o retratinho do perfil da minha página no Facebook. Desde que passei pelo constrangimento de ser reconhecido por um leitor barbado num banheiro público, exatamente quando ele desabotoava a braguilha e se preparava para urinar, trocou o duto de mão, e estendeu-a em minha direção a fim de me cumprimentar. Claro que não correspondi. Continuei ombro a ombro no movimento característico para me livrar da ultima gota, recolhi o que era  meu, e puxei o zipper. Saí do banheiro às pressas sem lavar a mão. Antes, porém,  acenei ligeiramente com a cabeça dizendo;"Foi um prazer." Deixei-o, assim, na dúvida se o prazer foi tê-lo encontrado, ou aliviado minha bexiga.

14.3.16

Fotografia



Mustafá Dedeoglu  (fotógrafo turco)
Enviada por José Luiz Fernandes

Crônica diária

"Prova de vida"

Meus leitores que ainda não estão aposentados pelo INSS não sabem que nós outros, somos obrigados, todo ano, a nos submeter à Prova de Vida. Essa prova consiste numa ida a uma agência bancaria e solicita-la. O caixa, diante de sua presença, com documento de identidade,  cartão da conta e senha, emite um comprovante de que o beneficiário esta vivo. Parece surreal, mas é lei. E quem não cumpre essa exigência, morreu. Estava na fila do banco e como ela não andava a conversa entre nós foi inevitável. Primeiro o senhor humilde com uma sacola na mão vendo minha agitação por conta da demora, achou que seria o cheiro do pastel, na sacola, que estivesse me incomodando. Claro que não era. Falamos sobre a demora e de poucos funcionários para atendimento. Chegou outro senhor de idade, e esse muito simpático entrou na conversa. Todos estávamos inconformados com o papo dos dois caixas e seus clientes. A fila aumentava. O simpático correntista me disse para passar para a fila de idosos que tinha menos gente. Agradeci, e justifiquei: "Não vim depositar nem sacar dinheiro, só vim provar que estou vivo, e posso esperar". Todos riram, e completei: "Espero poder voltar o ano que vem."

13.3.16

Curioisidade

Autor desconhecido. Enviada por José Luiz Fernandes

Crônica diária



Um mundo de desconhecidos

O amigo José Luiz Fernandes me enviou um e-mail com o artigo da Cora Rónai (O Globo de 03/03/16). O título "Um mundo de desconhecidos" não me chamou a atenção, mas o assunto é interessantíssimo, ainda mais para quem já passou por constrangimentos com uma pessoa que sofria de prosopagnosia, palavra que, em grego, significa “incapacidade de reconhecer feições". Conheci o italiano Lívio Rangan, ex bailarino, publicitário e diretor de marketing da Rhodia, idealizador da Fenit, que sofria dessa coisa. Foi casado com uma amiga minha. Portanto não há nenhuma fantasia no que vou contar. A ele fui apresentado umas duas ou três vezes, e sempre me respondia: "Muito prazer". Na segunda ou terceira vez fiquei muito chateado. Ele pura e simplesmente me ignorava. Como era mais velho, e comandava as mais lindas modelos da moda brasileira, me contive. Até o dia em que numa reunião em casa de amigos, sentados todos, muito próximos uns dos outros, eu desabafei: "Jurei nunca mais te cumprimentar". E ele, rindo, meio desconcertado, justificou-se no seu italo-português: "Me desculpa, ma eu cheguei a não reconhecer a mulher com quem vivi doze anos". E era verdade. A mulher era minha amiga e confirmou. Naquele tempo não sei se o nome dessa deficiência era prosopagnosia. Nem sei se era diagnotiscável. Agora sou obrigado a desculpa-lo. Muito tarde, porque faleceu em 1984.

12.3.16

É verdade...

Enviada por José Luiz Fernandes.

Crônica diária

Para entender o que se passa

Superada, com muito atraso, a primeira etapa do processo de impeachment, com a quase unanimidade das forças políticas, concordando que não há outra saída para a crise brasileira, passaram os partidos de oposição (PSDB e PMDB) a tratar do segundo passo, que na verdade desde o início do processo, em sua primeira etapa, era a grande questão: quem, e como, governará o pais até as eleições de 2018. O Senador José Serra e Renan Calheiros (este ultimo desesperançado com a possibilidade da Dilma salva-lo da Lava Jato) há dias conversam sobre um novo governo onde um primeiro ministro forte seria secundado por um presidente com menos poderes que o atual. Um regime misto de parlamentarismo clássico e presidencialismo tradicional. Uma jabuticaba. Desenhado sob medida para a crise atual, e as condições e forças políticas do momento. Compatibilizar essa engenharia de ocasião, com a constituição, é a grande preocupação.  O certo é que o país reclama por urgentíssimas soluções, sejam elas inteiramente republicanas, ou que se crie fatos para que a Constituição possa ampara-los dentro da inteira e completa legalidade. Resolvida a forma de quem e como o Brasil será governado, até as próximas eleições, o impeachment virá pelo TSE ou pelo Congresso, em resposta ao estelionato eleitoral, e todos os outros crimes sobejamente comprovados pela polícia e justiça brasileira. Para apressar essas providências o clamor popular é fundamental. As ruas amanhã chancelarão.

11.3.16

Emigrantes

 
"Partenza Degli Emigranti” (Angiolo Tomasi, pintura sobre tela, 1896, Galeria de Arte Moderna – Roma). Enviada por José Luiz Fernandes

 

Crônica diária



Rui Castro

Por absoluto acaso, ou não exatamente por isso, mas porque minha neta me tirou da cama de madrugada, assisti as ultimas duas partes do programa Roda Vida com o escritor e jornalista Rui Castro. Não preciso confessar que sou seu fã. Li quase todas as biografias que escreveu, e leio sempre, que encontro, suas crônicas. Nesse programa, respondendo perguntas, sintetizou como se deve escrever uma crônica. Escreve quatro por semana. Disse que o cronista, em determinadas condições, é aquele que "faz conversa afiada". E nisso ele é muito bom. Lembra que é preciso não deixar o leitor fechar o livro, ou abandonar um texto no meio. Uma pitada de humor sempre funciona. Mas o mais importante foi sua declaração de absoluta indignação com o que esta acontecendo no país depois de treze anos de governo petista. E só pode entender o silêncio dos artistas e intelectuais, que sempre apoiaram o Lula, e seus liderados nessa Organização Criminosa, como sendo por espanto. E eu me pergunto: e os que ainda não silenciaram e continuam defendendo? E os que insistem em continuar tentando estabelecer comparações com o FHC, ou aos políticos do PSDB? Aí é má fé, ou burrice.

PS- José Luiz Fernandes enviou o link do Programa Roda Viva com Rui Castro:https://www.youtube.com/watch?v=h8ff_GL1dNY 

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