17.1.16
Crônica diária
Essa não decepcionou
Decepcionantes são as piadinhas que lotam as páginas dos veículos de comunicação social. Dia desses minha prima Claudia Toldi publicou uma, da página do Edilberto Djuba Pires, com o título: "Decepção do dia" e ao contrário me salvou. Humor sutil e inteligente. Dizia que : "Liguei para uma vidente, ela perguntou: "quem é?" Desliguei na hora! Não passou confiança."
Decepcionantes são as piadinhas que lotam as páginas dos veículos de comunicação social. Dia desses minha prima Claudia Toldi publicou uma, da página do Edilberto Djuba Pires, com o título: "Decepção do dia" e ao contrário me salvou. Humor sutil e inteligente. Dizia que : "Liguei para uma vidente, ela perguntou: "quem é?" Desliguei na hora! Não passou confiança."
16.1.16
Crônica diária
Minha barrigueira
Depois dos sessenta, deixar de ter uma
barriguinha, é sinal de que se esta passando fome. Conheço até alguns velhotes,
mais idosos, que tem a barriga côncava. Mas ficam muito enrugados, parecendo
uva passa. O problema de se ter certa barriguinha é o cinto. Nunca esta com os
buracos ajustados para a situação presente. Ou já estivemos mais gordos, e sobram
buracos esgarçados no couro, ou faltam um ou dois buracos novos. Os cintos de
couro, por melhor que sejam, duram muito pouco. Sou daqueles que usam sapatos
por várias décadas. E como não tenho mordomo, e não gosto de amacia-los, vou
usando os antigos. Antigos mas não velhos. Há exatamente dois anos e meio
comprei um cinto em Berlim que é um achado. A fivela não tem o pino e, portanto
a faixa não precisa de buracos. É de um material flexível preto, e se auto
ajusta à barriga do momento. Uma verdadeira barrigueira. Com dois anos e meio
de uso diário esta perfeita, mas já lamento não ter comprado umas a mais.
15.1.16
Crônica diária
Grama cortada em silêncio
Estou lendo "A Capital da Vertigem", uma história de São Paulo de 1900 a 1954, de autoria do Roberto Pompeu de Toledo. Como o anterior, que já comentei, este é de fácil e gostosa leitura. Logo no início o autor chama a atenção para o fato de que o progresso traz consigo o barulho. No caso das cidades o trote dos cavalos foram substituídos pelos roncos dos motores dos automóveis. Eu que passei todas as férias escolares no interior, e hoje moro na praia, à beira do mar, tenho prova de que o progresso trás consigo ruídos e barulhos. Na casa da fazenda, há setenta anos, os gramados eram cortados com alfange. Poucos leitores devem ter conhecido ou manuseado uma delas. Alfange (ou foice de cabo longo) para quem não sabe, é aquele instrumento que representa a morte. Assim como a foice e o martelo passaram a representar o marxismo. Quem cortava grama com o alfange era o saudoso Armindo, que tinha o rosto e o peito vermelhos como pescoço de peru. Morreu de infarte enquanto dormia. A Océia, que trabalhava em casa, de copeira, me acordou ajoelhada, ao lado da cama, para dar a triste notícia. Ela sabia o quanto eu, e meus irmãos, gostávamos do Armindo. Além de cortar grama, regar o jardim, rachava lenha, e fazia estilingues e arapucas para pegarmos passarinhos. Nos ensinou a fazer visgo com leite de plantas. O silêncio na fazenda só era quebrado, com o barulho das locomotivas a lenha. A estrada de ferro Noroeste passava a poucos metros do gramado da sede. Era o barulho do progresso. Hoje os gramados são cortados com motores elétricos ou a gasolina. Fazem seus ruídos característicos. As locomotivas chamadas de Maria Fumaça não existem mais. A única coisa que continua, igualmente boa, é o cheiro da grama cortada.
14.1.16
Crônica diária
SEM-PARAR para sempre
Há coisas que se assina, compra e nunca mais se livra delas. Meu filho caiu na asneira de comprar o SEM PARAR para fazer uma única viagem de São Paulo a Ribeirão, ida e volta. Usou o cartão, e na semana seguinte voltou ao Shopping, onde havia comprado, e devolveu o mesmo. Pensou que estaria tudo resolvido. Passou sem nenhuma espera pelos vários pedágios, mas não consegue se livrar do serviço. Há mais de sessenta dias que vem lutando (horas no telefone) para conseguir cancelar as cobranças de mensalidade. Uma vez cliente, cliente para sempre.
Há coisas que se assina, compra e nunca mais se livra delas. Meu filho caiu na asneira de comprar o SEM PARAR para fazer uma única viagem de São Paulo a Ribeirão, ida e volta. Usou o cartão, e na semana seguinte voltou ao Shopping, onde havia comprado, e devolveu o mesmo. Pensou que estaria tudo resolvido. Passou sem nenhuma espera pelos vários pedágios, mas não consegue se livrar do serviço. Há mais de sessenta dias que vem lutando (horas no telefone) para conseguir cancelar as cobranças de mensalidade. Uma vez cliente, cliente para sempre.
13.1.16
Tributar
Embora passados mais de 300 anos, é oportuno relembrar conhecida frase de Colbert (1619-1683), famoso ministro de Luís XIV:
L'art de l'imposition consiste à plumer l'oie pour obtenir le plus possible de plumes avant d'obtenir le moins possible de cris.
Enviado por José Luiz Fernandes
Crônica diária
Socializando a pobreza
O grande equívoco dos países emergentes, notadamente os das américas,
foi copiar modelos europeus, e socializar suas pobrezas. Lembro a frase
do Ministro da Fazenda, Delfim Neto, que dizia: "é preciso fazer o bolo,
para dividi-lo". Os governos populistas, que assaltaram o poder com
promessas esquerdizantes, trataram de dividir o que ainda não era um
"bolo pronto". Aconteceu na Venezuela, Argentina e no Brasil, para
ficarmos só com os três maiores, e evidentes exemplos. Socializar a
pobreza significa nivelar tudo por baixo. Os Estados Unidos, Alemanha, e
até a China, são exemplos de que precisa haver trabalho muito sério na
educação, antes de começar a incentivar consumo. Consumir é um prêmio ou
castigo, dependendo do estágio em que a sociedade se encontre. No caso
brasileiro, a opção de subsidiar energia elétrica, combustíveis, e
financiar indiscriminadamente a indústria automotiva, e a linha branca,
deu momentaneamente uma ilusão de ascensão social. Pior do que a pobreza
é a miséria, e não se beneficia o miserável com ilusões. E o pobre que
pensa ter ficado remediado, sofre muito a voltar ao status anterior. O
Brasil é territorialmente grande. Potencialmente viável. Falta governo
capaz de fazer o que tem que ser feito, sem demagogia, mágica, ou
concessões a ideologias importadas. Temos uma enorme população de
baixíssima renda, mas trabalhadora, ordeira, crente, e esperançosa. Só
nos falta líderes preparados e honestos. E antes que me esqueça, falta deixar
de acreditar que deus é brasileiro. Já ficou provado que é Argentino.
Lhes deu um Papa e o Macri, em poucos anos de penúria.
12.1.16
Crônica diária
Textículos
Esse será o nome do livro que reunirá as
ultimas 300 crônicas que venho escrevendo há cinco anos. Posto diariamente em
dois blogs, e na minha página do Facebook. Completados 300 dias, portanto, 300
pequenos textos, a intenção tem sido junta-los num livro impresso. Estes
últimos levarão o título de Textículos. Quem me sugeriu o ambíguo, e bem
humorado nome, foi minha amiga, artista plástica e escritora, Maria Tomaselli. Só
o primeiro foi publicado até agora, “Agudas
e crônicas”( 2013), com as postagens de Março a Dezembro do ano anterior. Será
seguido por 300 crônicas do livro “Bailarina”,
que já foi prefaciado por Walter de Queiroz Guerreiro. As de Junho de 2014 a
Março de 2015 farão parte do livro “O
diabo desse anjo”. O que pude constatar é que as crônicas relativas aos
meses de 2015 são tão frustrativas, como foi esse fatídico ano. O que será do
próximo? Que título terá? Só o futuro nos dirá.
Comentários que valem um post
Eduardo: queria tanto gritar o que você escrever. Algo que esteve
amarrado na garganta e não se soltava. Você conseguiu escrever com toda a
propriedade, o que eu e milhões de brasileiros querem dizer e fazer.
São crônicas assim, inclusivas, que soltam os gritos e as vontades. Que
nos tiram da inércia. Nos libertam do medo de se expressar. Soltar a
voz! Mudar esse status quo preguiçoso e ladrão que nos imobiliza.
Obrigada, amigo. Só assim, conscientes, nossos netos poderão não mais
sentirem vergonha de ser brasileiros! Leila Ferraz.
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11.1.16
Crônica diária
Os oito odiados, Quentin Tarantino
Tarantino é
daqueles grandes diretores que fazem filmes para se amar ou odiar. Não
se fica indiferente diante de suas obras. Gosta de verborragia e a usa
com grande humor e graça. Gosta de tiro e sangue. Não é fácil, para um
diretor do seu calibre (por falar em armas), deixar de comparar um
filme com outro. Inegável que todos tem seu DNA. No "Os oito odiados
"que assisti ontem, acabei só nos dois terços finais do filme. Minha
mulher saiu da sala, assim como sete outras pessoas que ''odiaram" o
filme. É longo (167 minutos). As ações se passam numa diligência no meio
de uma tela enorme repleta de neve, e numa estalagem de madeira. As
tomadas internas parece peça de teatro. Muitos diálogos, bom trabalho de
atores, e muito tiro e mais sangue. Tarantino faz uma crítica severa
aos costumes norte americanos. Fala de intolerância racial, e consegue
numa trama engenhosa e surpreendente fazer dos oito odiados nenhum
herói. Um filme só de bandidos.
Comentários que valem um post
José Luiz Fernandes deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":
Arapuã, antigo humorista, dizia que povo, no Brasil, só se levanta para gritar gol.
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Gaspar de Jesus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Mudança de ano":
No tempo em que eu nasci, algumas mulheres já mostravam à evidência que: viver vale bem a pena!!! Passe um bom domingo Eduardo
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Arapuã, antigo humorista, dizia que povo, no Brasil, só se levanta para gritar gol.
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Gaspar de Jesus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Mudança de ano":
No tempo em que eu nasci, algumas mulheres já mostravam à evidência que: viver vale bem a pena!!! Passe um bom domingo Eduardo
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10.1.16
Crônica diária
Sentado num vulcão
A sensação que tenho, ao ir dormir toda noite, é de que vou acordar com uma explosão popular nas ruas. Só com o povo (e entenda-se por povo, da base à ponta da pirâmide, com desempregados, analfabetos, negros, gays, coxinhas, "zelites", estudantes, universitários, donas de casa, enfim, o povo em todas as espécies e camadas) nas ruas, num enxame popular, paralisando o comércio e todas as atividades econômicas do país, poderemos expurgar o PT do poder. Não haverá desculpas para tamanha manifestação. Podem dizer o que quiserem, colocar a culpa na crise internacional (de nove anos atrás), na China, no imperialismo norte americano, nos Bancos, no FHC, no Eduardo Cunha, na Lava Jato, no juiz Sérgio Moro, na Veja e na Globo, ninguém mais estará se importando de quem é a culpa. As massas nas ruas de todas as pequenas, médias e grandes cidades clamando contra o desgoverno, contra a inflação, contra os aumentos de impostos, da luz, dos combustíveis e do gás. Contra a irresponsabilidade da Dilma, e contra a corrupção. Sem vândalos, mas determinados. As instituições não estão mais funcionando. Chega de hipocrisia. O Congresso apela para a Justiça, e o STF julga a favor de quem os nomeou, independentes e soberanos, tripudiando sobre a constituição. O Congresso aprova orçamentos com déficit fiscal. O executivo conta com o ovo no rabo da galinha. Conta com mais impostos, apostando na aprovação da CPMF. Um verdadeiro carnaval de absurdos. O povo cansado despertará. Explodirá numa turba gigantesca, jamais vista nas américas. Lula e sua quadrilha fugirão para lugar incerto. O vulcão adormecido teve sua passividade e paciência esgotados. Abusaram do pacato, pobre e cordial brasileiro. Ele tem o poder de eleger nas eleições, e de depor em situações extremas, como as que vivemos. O resto é conversa pra boi dormir.
A sensação que tenho, ao ir dormir toda noite, é de que vou acordar com uma explosão popular nas ruas. Só com o povo (e entenda-se por povo, da base à ponta da pirâmide, com desempregados, analfabetos, negros, gays, coxinhas, "zelites", estudantes, universitários, donas de casa, enfim, o povo em todas as espécies e camadas) nas ruas, num enxame popular, paralisando o comércio e todas as atividades econômicas do país, poderemos expurgar o PT do poder. Não haverá desculpas para tamanha manifestação. Podem dizer o que quiserem, colocar a culpa na crise internacional (de nove anos atrás), na China, no imperialismo norte americano, nos Bancos, no FHC, no Eduardo Cunha, na Lava Jato, no juiz Sérgio Moro, na Veja e na Globo, ninguém mais estará se importando de quem é a culpa. As massas nas ruas de todas as pequenas, médias e grandes cidades clamando contra o desgoverno, contra a inflação, contra os aumentos de impostos, da luz, dos combustíveis e do gás. Contra a irresponsabilidade da Dilma, e contra a corrupção. Sem vândalos, mas determinados. As instituições não estão mais funcionando. Chega de hipocrisia. O Congresso apela para a Justiça, e o STF julga a favor de quem os nomeou, independentes e soberanos, tripudiando sobre a constituição. O Congresso aprova orçamentos com déficit fiscal. O executivo conta com o ovo no rabo da galinha. Conta com mais impostos, apostando na aprovação da CPMF. Um verdadeiro carnaval de absurdos. O povo cansado despertará. Explodirá numa turba gigantesca, jamais vista nas américas. Lula e sua quadrilha fugirão para lugar incerto. O vulcão adormecido teve sua passividade e paciência esgotados. Abusaram do pacato, pobre e cordial brasileiro. Ele tem o poder de eleger nas eleições, e de depor em situações extremas, como as que vivemos. O resto é conversa pra boi dormir.
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Falaram do Varal:
"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes
(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )
















pouco com ele sobre fundição. Depois vi uma
incrível exposição dele na Caixa, centro de Sp.
É mesmo um grande artista e conhece a escultura e a fundição como poucos.
Pena que esse nosso ramo, fundição de metais,
esteja quase sepultado como as esculturas nos cemitérios. Somos os últimos " dos moicanos" que sobraram na cidade de Sp.
Estamos praticamente parados, a mercê dos desvarios desse desgoverno incompetente, irresponsável, corrupto e ladrão.
Autênticos abortos faraónicos, mesmo que alguns dos artistas tivesse um nome a defender.
O Jorge assinalou durante algum tempo essas bizarras encomendas de muitas autarquias.
Israel Kislansky Eduardo, obrigado pelas palavras... encorajador.... nem sempre temos o ânimo necessário... mas seguimos mesmo assim. A fundição lá no atelier está pronta, fizemos os primeiros testes em dezembro. Se tudo correr bem começo a produzir meus trabalhos ainda esse mês.... quando estiver por aqui arranje um tempinho para me visitar, suas visitas são sempre inspiradoras. Forte abraço. Saudades.
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