Crônica diária
Tito Martino e sua "Jazz band"
Gostaria de saber escrever sobre música como sabem
meus ídolos nessa área, Ruy Castro, Nelson Motta, e meu grande e velho amigo
Zuza Homem de Mello, o maior especialista no gênero, conhecido como o "O
homem que tem música nas veias". Dito isso vou lhes contar que assisti, a
seu convite, que muito me honrou, o ultimo concerto do Tito Martino Jazz Band e
convidados, em 2018. Não foi no Municipal nem nos outros grandes teatros
brasileiros como nos onze anos anteriores. Foi no "Tupi or not tupi",
em São Paulo. Muito mais intimista, como deve ser uma noite de jazz. Música que
adoro. Mais do que samba e mais do que rock. Sou fã de jazz. E quando monstros
desse gênero musical se unem o resultado é maravilhoso. Convidados do Tito no
clarinete e saxofone soprano, Djane Borba jazz singer, e única cantora de jazz
de raiz atuando no Brasil, Bina Coquet um monstro jazz-guitar, Billy Magno uma
imensa "figura", saxofone baritono, Billy Ponzio dominando como
poucos a bateria, Ari Giorgi no piano, e Ricardo Ramos no contrabaixo
(único instrumento à altura do homem, segundo o Zuza), compunham a banda.
Durante o concerto Tito nos conta algumas curiosidades como datas em que foram
compostas as músicas, por quem, e quem as interpretou, como o caso da "Si
Tu Vois Ma Mère" do Sidney Bechet, que segundo o ele é um dos três
"inventores" do verdadeiro jazz. Outra curiosidade sobre esse tema, e
para alegria da plateia, é reconhece-la como fundo musical do filme "Meia
noite em Paris" de Wood Allen, outro fã do Bechet. Nossa mesa, onde jantamos,
era no "gargarejo". A primeira junto à banda. Quase entre os músicos
e instrumentos. Uma noite memorável.
Ilustrações: Zuza, Nelson Motta, Rui Castro, e Wood Allen
PS- Por falar em "Meia Noite Paris" dois personagens do filme:
Gertrudes Stein e Picasso
