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5.12.18

Crônica diária



"Complexo de Portnoy" e outros clichês judaicos

Nesta quarta ou quinta tentativa de concluir a leitura do mais famoso romance do escritor americano Philip Roth, "Complexo de Portnoy" não dude deixar de lembrar de um documentário sobre o diretor, roteirista, ator e músico Woody Allen. Uma das cenas do filme era na sala da casa dos pais, onde a mãe, o pai e ele conversavam ao lado de uma cristaleira repleta de troféus do filho. A conversa entre a mãe e Woody deixava claro que a matriarca judia era a líder da família. O pai pouco palpitava. A tônica da conversa era o fato de que eles nunca apoiaram a carreira do filho, que o pai desejava que fosse farmacêutico. Certamente milhares de filhos judeus se parecem com o personagem Portnoy, mas nenhum mais do que Woody Allen.

PS- A caricatura do Wood Allen, meramente ilustrativa, é do autor da crônica.

2.12.18

Crônica diária

 Philip Roth - "Quando ela era boa"

Um dos maiores escritores norte americanos deste século foi sem nenhuma dúvida Philip Roth, falecido em maio deste ano com 85 anos. Um mês antes de sua morte publiquei uma resenha do seu livro "Diário de uma ilusão". Antes havia lido "A Marca Humana", e "O professor do desejo" que resenhei em 2013. Hoje faço alguns comentários sobre "Quando ela era boa" de 1967, só lançado no Brasil este ano. Um escritor com mais de trinta livros entre os melhores e mais vendidos no mundo, neste  mostra toda sua maestria, sua capacidade de prender o leitor pela forma literária e maneira de contar uma história. No caso a vida de dois jovenzinhos típicos de classe média baixa americana, numa cidadezinha do Meio-Oeste Americano na década de 1940, e sem nenhuma conotação com judeus, que foi tema recorrente de toda sua obra. Como ninguém soube descrever a família urbana judia com a mãe como centro moral. Ao longo da carreira ampliou o foco para incluir não somente as idiossincrasias como os charlatões do aborto e o incesto. Neste romance a família não é judia e chega até a abordar alguns aspectos do catolicismo. Uma história banal, com personagens magnificamente construidos, o único em sua obra com uma protagonista mulher, narrado de tal forma que leva o leitor a não querer deixar a leitura  até a ultima palavra da ultima página. É um daqueles livros que se economiza a leitura para que ela não acabe.No meu caso tenho ainda que ler "O complexo de Portnoy" de 1970, seu mais famoso romance, que ainda não terminei. 

22.11.18

Philip Roth

Escritor Philip Roth

5.10.13

Crônica diária

Philip Roth é definitivamente um dos cinco melhores escritores contemporâneos. Claro que gosto não se discute, mas no caso deste escritor americano não há controvérsias nem de crítica nem de público. Tudo que já li dele gostei. Sempre me surpreendendo. Esta sempre se superando. Este "O Animal Agonizante" de 2001 só fui ler domingo passado. De um só fôlego. São 127 páginas da melhor qualidade literária. Cheguei a me emocionar com a história. Com meus setenta anos, me identifiquei muito com o personagem que estava na casa dos sessenta. E o mais curioso do livro é tratar-se de erótico numa fase em que o romance erótico esta em completo desuso. Desde Henry Miller não se escreveu um romance tão erótico e de tão boa qualidade ficcional. Recomendo. Viva e escreva muito, Philip Roth.
 
Postado por

15.5.13

Escritores

Philip Roth

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