Crônica diária
"Palavras ao vento" do Antonio Prata
Esse foi o título e assunto da ultima crônica do ano passado, publicada
na Folha de São Paulo dia 30 de dezembro, pelo escritor Antonio Prata.
Achei graça porque o Milton Ribeiro, anos atrás sempre se queixava dos
dois ou três leitores que dizia ter. Aqui no caso, o Antonio afirma que
só o Adams Carvalho, ilustrador da sua crônica, e a revisora Bia, iriam
lê-lo. Com alguns erros ortográficos constatou que nem a Bia tinha lido.
Estavam todos na praia ou acendendo suas churrasqueiras de fim de ano.
Nessa mesma data tive mais de 61 leitores aqui. Não posso reclamar. Mas
gosto do estilo bem humorado e despretensioso do jovem Antonio. Seu pai
conheci pessoalmente, mas o Mario (Prata da mesma família) estava num
momento delicado. Ele, e todos os intelectuais de esquerda, abordo de um
navio no Rio Negro. A Dilma acabava de ser enxotada do poder. Prefiro
esse termo ao importado impeachment. E com essa esquerda preconceituosa
não tem papo. A propósito não gosto também do atual marido da filha do
Mario, e irmã do Antonio. Todos Prata. O marido é o Pedro Bial. A melhor
coisa que fez na vida profissional foi a denúncia do miliciano João
Teixeira de Deus.
Antônio Prata e Milton Ribeiro
Mario Prata
