Crônica diária
Verissimo contra Bolsonaro
Dia 17 de novembro ultimo postei um texto sobre as falsas crônicas do
Luis Verissimo, escrito vinte dias antes. Coincidentemente no mesmo dia
Bruno Molinero publica na Ilustrada, da Folha, matéria exatamente sobre
o mesmo assunto, com interessantes declarações do escritor. " As
crônicas da era clássica, de Rubem Braga, Paulo Mendes Campos, Antônio
Maria e Fernando Sabino, eram mais literárias e mais bem escritas, acho
eu. E podiam ser líricas ou impressionistas sem destoarem demais do
resto do jornal. Hoje, a realidade estampada na imprensa não permitiria
isso." Verissimo tem toda razão. E acrescenta: "A crônica esta a caminho
de se tornar obsoleta. Como dizem que ela é tudo o que é chamado de
crônica, então pode ter uma sobrevida, mesmo camuflada de outra coisa".
Mais uma vez concordo inteiramente com ele. Estas dez linhas que escrevo
diariamente, e que "chamo de crônica", é a prova disso. Só discordamos
num ponto da matéria. Ele afirma há uma maneira de detectar se o texto é
falso ou não: se o Luiz da assinatura for com Z, o texto não é meu. Se
for contra o Bolsonaro, é". Aí discordo inteiramente dele. Não se pode
ser contra o que ainda nem tomou posse.
Verissimo e todos os cronistas citados, e Bolsonaro
