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27.12.18

Crônica diária

 Tito Martino e sua "Jazz band"

Gostaria de saber escrever sobre música como sabem meus ídolos nessa área, Ruy Castro, Nelson Motta, e meu grande e velho amigo Zuza Homem de Mello, o maior especialista no gênero, conhecido como o "O homem que tem música nas veias". Dito isso vou lhes contar que assisti, a seu convite, que muito me honrou, o ultimo concerto do Tito Martino Jazz Band e convidados, em 2018. Não foi no Municipal nem nos outros grandes teatros brasileiros como nos onze anos anteriores. Foi no "Tupi or not tupi", em São Paulo. Muito mais intimista, como deve ser uma noite de jazz. Música que adoro. Mais do que samba e mais do que rock. Sou fã de jazz. E quando monstros desse gênero musical se unem o resultado é maravilhoso. Convidados do Tito no clarinete e saxofone soprano, Djane Borba jazz singer, e única cantora de jazz de raiz atuando no Brasil, Bina Coquet um monstro jazz-guitar, Billy Magno uma imensa "figura", saxofone baritono, Billy Ponzio dominando como poucos a bateria, Ari Giorgi no piano, e Ricardo Ramos no contrabaixo  (único instrumento à altura do homem, segundo o Zuza), compunham a banda. Durante o concerto Tito nos conta algumas curiosidades como datas em que foram compostas as músicas, por quem, e quem as interpretou, como o caso da "Si Tu Vois Ma Mère" do Sidney Bechet, que segundo o ele é um dos três "inventores" do verdadeiro jazz. Outra curiosidade sobre esse tema, e para alegria da plateia, é reconhece-la como fundo musical do filme "Meia noite em Paris" de Wood Allen, outro fã do Bechet. Nossa mesa, onde jantamos, era no "gargarejo". A primeira junto à banda. Quase entre os músicos e instrumentos. Uma noite memorável.
 Ilustrações: Zuza, Nelson Motta, Rui Castro, e Wood Allen
PS- Por falar em "Meia Noite Paris" dois personagens do filme:
Gertrudes Stein e Picasso

30.11.18

Gertrudes Stein

Musa do Picasso. 2018
( Em resposta à pergunta do escritor Alvaro Abreu, se eu tinha medo de caricaturar mulheres. É bem verdade que essa não era bem "uma mulher". As feministas me odeiam).
 Picasso 2010 e 2018

3.5.13

Gertrudes Stein

GERTRUDES STEIN no Bryant Park, Nova York by José Luiz Fernandes

16.9.09

GERTRUDES STEIN

Sou fã dessa "senhora" há muitos anos. Desde que comecei a ler biografias e livros sobre Picasso e Matisse, tomei conhecimento da existência de GERTRUDES STEIN, e daí para frente li tudo que escreveu, e escreveram sobre ela.
Acabo de ler no bom livro do Ruy Castro " O Leitor Apaixonado", mais uma crônica [ novembro de 1975- 5/7/1989 ], que talvez já a tivesse lido quando foi publicada originalmente! Mas vale a pena rele-la.
Para quem ainda não sabe [ já escrevi sobre isso aqui no Varal]  Gertrudes Stein, uma caipira americana, que mudou-se para Paris, em companhia de seu irmão Leo, e moraram [1903 a 1939]  os três, porque ela viveu com a amiga Alice B. Toklas, de buço preto, sua secretária, num sobrado de nº27 da rua Fleurus, uma ruazinha  perto do portão principal dos jardins de Luxemburgo, em Paris. Na verdade, ela e Alice, durante esse tempo, Leo o irmão, depois de se desentenderem se mudou. Para os padrões da época, era indinheirada, judia, e se considerava um gênio. Ela e o irmão foram responsáveis pela descoberta de muitos obscuros artistas, jovens e pobres. Entre eles Picasso, Matisse, Cézanne, escritores como Hemingway e ScottFritzgerald, poetas como Jean Cocrteau, Apollinaire e T.S. Eliot, musico  Erik Sarie, fotógrafo como Steichen, que passaram a circular no seu grupo e casa.
Foi Gertrudes Sstein, em boa medida quem ajudou-os a se tornarem famosos! Ao morrer em 1946, com 72 anos, sem as muitas dezenas de telas que havia comprado desses artistas, e vendido durante a vida, para pagar contas de luz, deixou algumas delas valendo milhões de dolares.
Sobre uma das telas de Picasso, considerado por muitos como sua melhor obra,  "Retrato de Gertrudes Stein", que diz a lenda, posou 52 vezes, outros dizem mais de 90, por mais de quatro horas em cada sentada, e só ficou pronto um ano depois de ter deixado no estúdio, e finalizado sem a retratada posar. E quando o mostrou, ela reagiu dizendo que aquela da tela não se parecia com ela, ao que Picasso retrucou, :"Não se preocupe. Um dia você é que se parecerá com ele."
Foram ítimos amigos, brigaram, mas ela o considerava um gênio, além dela claro! Ambos com temperamento e carater forte!
Mas o que Gertrudes Stein nunca entendeu é porque todos seus amigos e protegidos viraram famosos em suas áreas e ela, que se considerava escritora e gênio, não. Realmente os escritos de Gertrudes Stein eram muito mais herméticos e pesados do que os de James Joyce, de quem ela se achava plagiada! Realmente influênciou toda uma geração de escritores americanos, entre eles Hemingway, que certa feita lhe acertou um cruzado no queixo, e deixou-a meio tonta.
Gertrudes Stein é a autora da frase: "uma rosa é uma rosa  é uma rosa" , que pegou, embora até hoje não se saiba o que quis dizer com isso. Era capaz de escrever calhamaços sem uma única virgula, e só foi fazer sucesso literário com um projeto que era para a sua companheira Alice B. Toklas escrever. A autobiografia de Alice B. Toklas, ao contrário do que se pode supor, foi escrito pela própria Gertrudes Stein, que resolveu conservar o título do livro, diante da recusa da Alice de escreve-lo. Seu irmão Leo, sobre o livro, mandou um recado, por terceiros,  para a irmã, com quem estava brigado, dizendo: !" Meu Deus! Como ela mente"!Daí para frente Gertrudes Stein foi reconhecida e aplaudida como intelectual e escritora! Depois de sua morte, a Alice B. Toklas escreveu um delicioso livrinho sobre as receitas culinárias que fazia para sua amada Gertrudes Stein:  The Alice B. Toklas cook book.
As histórias dessas figuraças são maravilhosas, e muito sobre eles se escreveu. Contra as ofensas que Gertrudes Stein disse sobre Hemingway, 27 anos depois [ 1960] vingou-se dela escrevendo horrores a seu respeito no Paris é uma festa, que também recomendo a leitura.
E Ruy Castro termina sua crônica dizendo:
"Pena que Hollywood nunca tivesse cogitado filmar a vida de Gertrudes stein. E agora essa chance perdeu-se para sempre _ porque a estrela perfeita para interpreta-la também já morreu há muito tempo: Spencer Trayce. Se francês, Jean Gabin." srsrs

[ Nas imagens acima podemos ver a tela de Picasso, Gertrudes Stein e a bandeira americana, uma foto romântica do casal Gertrudes Stein e Alice B. Toklas, e finalmente uma imagem feita pelo amigo Man Ray,  e a tela de Picasso's Portrait (1922)] Gertrudes Stein nasceu em 1874 e morre em 1946.

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