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12.9.16

Colégio de Cataguases, 1959

ALUNOS DA 4ª SÉRIE GINASIAL DO COLÉGIO DE CATAGUASES – 1959

42 ALUNOS  (escritos em preto os nomes dos internos)


-         ACRISIO FÚLVIO MIRANDA DORRÊA JÚNIOR
-         AÉCIO FLÁVIO GUIMARÃES
-         AIMAR DE OLIVEIRA CAETANO
-         ALAIDE ROSA DE BARROS RAMOS
-         ALFREDO NAPOLEÃO MOURA BEZERRA
-         ALUISIO FARIA DE SIQUEIRA
-         AQUILES BRANCO RIBEIRO
-         CARLOS AUGUSTO LOPES
-         CÉLIA SIQUEIRA JUNQUEIRA
-         CÉSAR CALAZANS DE ALENCAR MATTOS
-         CLÁUDIO QUEIROZ PEREIRA
-         EDISON RESENDE FILHO
-         EVANDRO RAMOS LOURENÇO
-         EDUARDO ABEL DE LEMOS JUNQUEIRA
-         FRANCISCO BUARQUE DE HOLLANDA 
-         FRANCISCO DAS CHAGAS BASTOS CORREIA
-         GERALDO AMIN SAMOR FILHO
-         GUSTAVO  ADOLFO LADEIRA PESSOA
-         HAROLD ROHR MURRAY
-         JEFFERSON SIQUEIRA
-         JONES HESKETH NETO
     -      JOAO BAPTISTA DA COSTA NETTO (“Bambolê”)
 -         JOSÉ CARLOS TEIXEIRA CARDOSO
-         JOSÉ EDUARDO VALVERDE 
-         JOSÉ LUIZ DA CUNHA  FERNANDES
-         JOSÉ LUIZ SOBRAL
-         LUIZ AUGUSTO PORTILHO MAGALHÃES
-         LUIZ AURELIANO GAMA DE ANDRADE
-         LUIS ROBERTO SORENSEN
-         LUIZ TITO WALKER DE MEDEIROS
-         MÁRCIO DA CUNHA MELO
-         MARCOS TULIO BARRETO ROCHA BRAGA
-         MÁRIO MAGALHÃES DE SOUSA
-         MANUEL DAS NEVES PEIXOTO FILHO
-         MURILO PEREIRA DE SOUSA
-         PAULO BASTOS MARTINS
-         PAULO DE CARVALHO DEOTTI
-         PAULO ELIAS CHUQUER
-         RONALDO PINHO FERREIRA DE ABREU
-         VIRGILIO PESSOA TORRES
-         VICTOR CURVELO NETO
-         WELLINGTON DE AQUINO SARMENTO
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Palavras do Dr. Manuel das Neves Peixoto aos quartanistas de 1959 (antigo Curso Ginasial do Colégio de Cataguases) - publicadas no jornal O ESTUDANTE, 1959.



Foi com grande surpresa que soube da escolha para paraninfá-los na solenidade de hoje. Surpresa porque em nossas aulas tive a oportunidade de verificar que havia um certo desinteresse da turma pela solenidade de formatura. Parecia que um acanhamento coletivo havia descido na quarta série, impedindo seus componentes de se agitarem, como já é comum, a partir dos idos de setembro ou de outubro de cada ano.

Depois de estar praticamente assentado que nada haveria, o convite teve algo de inesperado. De certo modo é no inesperado que apanhamos as emoções mais fortes. Boas ou más. A que vocês me proporcionaram me foi muito agradável, muito embora sentisse, no primeiro impacto, não o prazer imediato, a alegria de congregá-los e sim a existência de mais tarefas, mais esforços sobrecarregando ainda mais minha dupla atividade de professor às voltas com correção de provas escritas e orais, e de bacharel às voltas com audiências.

Não senti o prazer, perdoem a confissão que lhes faço. É bem possível que a carapaça de egoísmo que a vida nos coloca todos os dias, de modo quase imperceptível, mas ininterrupto, não me tenha proporcionado outra reação inicial, além dessa que lhes relato agora.

Mas quando comecei a conversar com vocês no papel, quando minha pena ia, ora tortuosa e rude, ora mais lépida correndo, o homem mau foi-se afastando de mim e o homem bom, que subsiste em grande parte dos homens, apesar de tudo, foi me levando a vocês, não mais de modo protocolar ou discursador, não mais como quem faz uma visita desagradável, porém inevitável.

Senti que se aproximava de vocês o velho professor, o companheiro que sofria angústias em não encontrá-los na sala certa, por custar, com algumas risadas de vocês, a perceber que agora os professores têm salas, os alunos, não. Ou melhor, um certo número de professores.

À medida que ia ficando sozinho, no escritório, despedindo apressado os que procuravam o enfático bacharel, a solidão criava o paradoxo da grata presença de todos vocês que começaram a caminhar no vidro do meu birô, caminhavam de verdade, pois minha pena estacava e meus olhos ficavam grudados num ponto qualquer para vê-los melhor e amá-los mais ainda.

Agora, parei mesmo de escrever. Não posso mais. Meu birô está cheio de vocês. Encosto o queixo na mão esquerda, a mão direita segura a pena que não corre mais no papel e é quase certo que vocês todos viram que fiquei com os olhos cheios de lágrimas, fiquei além de todos os problemas cotidianos de ganhar, de perder, de cavar isso ou aquilo.

Fiquei entregue a vocês que subiam nas minhas mãos, pelos meus braços, davam tapas no meu rosto, me davam outra vida, outra fonte.

Tenho medo de fazer qualquer movimento só para que vocês não se afastem, não corram para a outra vida que vocês têm, e me deixem sozinho, sem vocês, pois só vivo para vocês, com franqueza, enquanto vocês vivem para o mundo. Vou pensando...

Por coincidência muito grande eu tinha acabado de descer a colina do Colégio com os meus tarecos, e quase no mesmo instante vocês subiam a colina para as grandes emoções dos exames de admissão e dos primeiros instantes ginasiais. Se não tive a alegria de ser o diretor de vocês, em compensação meu contato foi maior pelas nossas aulas de História nestes quatro anos da quadra ginasial. Fiquei mais íntimo, participei, todas as semanas, até hoje, da marcha, das preocupações e do relativo amadurecimento da turma.

Vi o Luís Aureliano crescer violentamente, as espinhas tomando conta de seu rosto, a voz mudando, a gilete procurando a barba inexistente, e a criança mantendo-se incólume nesta verdadeira montanha russa que é o despertar da adolescência.

Vi Aécio Flávio crescendo discretamente, um pouquinho só, sem se perceber no perigoso vazio que costuma ser o período dos 15 anos. Vi Evandro  enfrentar o elogiável esforço dos que desejavam deslocá-lo da liderança da turma. Da primeira série à quarta, o mesmo esforço do garoto da Minalda, a mesma obstinação em permanecer onde está, o mesmo espírito.

Vi os tiques do Manuel Filho, o meu rapaz, sua testa franzida, seu temperamento agitado, suas decepções às vezes. Vi Aquiles, vi Edson, via a Célia pedindo prazo para terminar a prova, escrevendo sem ordem nas entrelinhas, riscando, riscando, riscando - espere um pouco, Dr. Manuel, um pouquinho só.

Vi mais do que isso, meus jovens. Vi que vocês continuam os mesmos, não descambaram. Estão atravessando o terreno perigoso, minado, e não perderam as purezas do amanhecer.

Com infinito cuidado para não afastá-los de mim, encosto a testa nos meus braços que estão agora saídos do birô, e vejo-os melhor ainda, vejo-os por fora e por dentro, analiso-os com muito mais precisão, com uma segurança que só o exame envolto pela solidão proporciona.

Só encontro motivos para acreditar em vocês. Seus gestos, seus atos e até mesmo seus pensamentos são claros e não podem prenunciar ocorrências outras senão aquelas de que vocês caminharão sempre pela vida com passos largos, firmes, seguros, os passos próprios dos capazes.

Eu lhes disse prenúncios, prestem atenção, eu lhes falei em vidas manipuladas até agora. Tudo pode desaparecer, os caminhos tornarem-se tortuosos, a claridade que emana de vocês ser substituída por tonalidades de maus augúrios, e vocês se anularem e nos proporcionarem, a nós, seus pais, professores e amigos, um doloroso malogro das nossas justificáveis esperanças. Vocês precisam pensar seriamente que não asseguraram coisa alguma na vida. Vocês nos trazem muitas esperanças, por isso mesmo confiamos em vocês, mas há um caminho enorme pela frente até que vocês amadureçam, e o amadurecimento pode verificar-se na terra boa ou na terra daninha. Todas as melhores premissas, que são inegavelmente vocês, poderão desaparecer graças a poderosas influências e vocês se anularem em definitivo.

É preciso que vocês se mantenham honestos como até agora. Esta tarefa não será difícil porque, além das qualidades acumuladas em vocês e já cimentadas, há ainda a esperança de que este envoltório de paz, de pureza, de adolescência bem iniciada, possa preservá-los das inúmeras influências malsãs.

A manutenção da pureza é uma etapa importantíssima. Atingida esta área, vocês estarão numa posição já singular no mundo corrompido em que vivemos, não somente o nosso mundo, mas o mundo em todos os seus períodos, por força mesmo da humanidade em si. Agora é procurar a completa independência, o olhar alto, que é a conquista da segunda área, o valor pessoal nas profissões a que nossas tendências inatas nos levarem. É comum o chavão de que os inteligentes não precisam esforçar-se em demasia, pois todas as flutuações do conhecimento específico serão compensadas pela acuidade desse ou daquele que tem rapidez de raciocínio.

Baseado nesse raciocínio falho é comum encontrarmos criaturas que poderiam definir-se como excelentes profissionais e que, em função do caminho errado, tornaram-se criaturas dependentes, porque inseguras nas profissões que abraçaram. A insegurança advém do despreparo, da falta de estudo.

Quero ser objetivo. Vocês não podem matricular-se nas escolas tão-somente. É fundamental que estudem todos  os dias, que tenham a preocupação de um bom curso de humanidades. Se o aluno conquistar com firmeza o primeiro ciclo secundário, o curso colegial será fácil. O perigo está na quebra do elã, da vontade de estudar.

Aos primeiros cigarros, vêm as primeiras namoradas, os primeiros bailes, as primeiras deformações provocadas pelo mundo. Dançar é melhor do que estudar. Além disso, o rapaz estudioso é tido e havido como sujeito antiquado, fora do compasso atual. Os copos de álcool começam a funcionar. O rapaz simples vai sofrendo uma transformação crescente. O chiclete dança já o rock na sua boca. Se tem lambreta, vai lambretar, se não tem, se mora no interior, começa a levar a vida besta - que ele acha formidável, de encher os bilhares, fazer os joguinhos a dinheiro e "otras cositas mas".

O rapaz está em franco período de desagregação. Há pouco tempo para o estudo, que já não tem mais aquele fascínio de antigamente. É um estudo forçado, de quem está com grilhetas, de quem está realizando uma tarefa enfadonha. Urge que esta tarefa seja a mais rápida possível. O negócio agora é estudar para passar, se for possível. Se não for possível, a reprovação não tem mais aquele aspecto lúgubre de outrora. Surgem os "slogans" que resolvem momentâneos aborrecimentos: "a reprovação é própria do aluno" ou "bomba não foi feita para cachorro", etc..

Talvez por falta de bons filtros em seus sentimentos afetivos, muitos pais tornam-se coniventes com os insucessos de seus filhos, não sabem usar de sua autoridade nos momentos necessários, acham mesmo que a palavra enérgica e precisa machuca o jovem, afasta-o de si. Outros, já consumidas suas energias em suas atividades cotidianas, chegam em casa exaustos e olham os problemas de seus filhos pela rama, por alto, com o olhar cansado, com o corpo mole de quem não quer lutar, de quem quer afundar o corpo esbodegado na poltrona, pegar o seu jornal e deixar correr o marfim.

Os jovens mais e mais avançam em sua transformação, tornam-se donos da situação,gastam mais, não têm  mais o respeito que devotavam a seus pais, interpelam-nos com freqüência e se afastam cada vez mais da vida simples, alicerçada com as melhores bases dos lares que mantiveram sua autoridade.

Depois de vencida a montanha russa de tantos acontecimentos, os velhos pais se aproximam e perguntam: que é daquele rapaz tão estudioso? O gato comeu ...

Espero ardentemente que o gato não coma vocês. Como ficarei alegre de encontrá-los, mais tarde, donos das mesmas qualidades que fizeram desta 4a. Série uma das  mais eficientes do Colégio, em todos os tempos!

Para conservar tais qualidades, não lhes peço que abdiquem os prazeres inerentes aos moços, não lhes peço uma vida anti-natural de privações, de cilícios, para a aquisição da bem-aventurança.

Quero, ao contrário, que vocês sintam alegria em realizar os atos normais da vida. Alegria de dançar, de viajar, alegria de ler um bom livro, alegria de estudar, de enfrentar os acontecimentos,  de superar obstáculos, alegria de ser sincero, bom ...

Não lhes estou falando em tristezas, não lhes sugiro nada além da pura alegria de viver. Fiquem certos de  que não tem alegria de viver quem se preocupa em enganar o próximo, quem se preocupa em ferir, em magoar ...

Os jovens que desnaturaram os melhores propósitos sofrem e fazem seus pais sofrerem. Manuseiem jornais e revistas e vocês encontrarão rapazes que têm marcas dos tristes, dos que sofrem, porque julgaram que a alegria estava na libertação desbragada dos instintos.

Quero vê-los alegres, puros, caminhando com segurança e alcançando a competência profissional. Ela é o resultado da pesquisa, da preocupação constante de estudar. A competência, meus jovens, vem devagar, vem lenta, é um tesouro que não se desenterra com os braços musculosos dos piratas da perna de pau. É como  um filete aurífero que vem serpenteando quase imperceptível pelos cilindros cheios de areia, acumulando, sem pressa, o fulvo metal.

Não é difícil o caminho que os leva ao mérito. Ele é até muito simples. Consiste no trabalho lento de acumular as essências dos dias bem vividos. O difícil é preservar a simplicidade, mantê-la intacta, caminhar querendo bem à noite, às estrelas, mas sem fazer das noitadas a razão de ser da vida. Dentro em breve muitos caminhos excitantes aparecerão a vocês, e vocês naturalmente irão percorrê-los, e fazem muito bem. O que não está certo é viver assim, buscando somente o sexo, os vórtices, as dissipações. Essas coisas todas trazem, com o tempo, um vazio enorme, um tédio, um desengano, e, mais do que isso, uma frivolidade que dói!

Vocês até agora estão preparados para conquistar amplas áreas. Têm um razoável curso ginasial, muitos estão sendo plasmados neste Colégio, desde os exames de admissão.

Todos são simples e bons. Sobem sorridentes a colina da Granjaria, passam rápidos defronte a casa do Diretor. Paulinho está rindo das conversas entre dentes, em classe, de Jéferson e de Aimar, relatadas pelo irônico José Luiz, que está cortando uma volta com seu cabelo em pé, rebelde, cabelo que não está aceitando bem a linha moderna de cabelos não mais partidos. José Luiz me faz lembrar também os barquinhos de papel atravessando impávidos o Canal da Mancha...

Lembro que o professor de História chegava em classe e lhes desejava um bom dia. O professor deseja sempre bons dias a vocês, mas espera que vocês saibam conquistá-los.

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 Texto enviado por José Luiz Fernandes

Nota:   - foi precisamente dessa turma que participou Chico Buarque (1959), sem entretanto tomar parte na formatura, transferido que foi de volta para São Paulo;

15.12.15

30.12.14

Inventor do Selfie

Olavo Moraes Barros Neto com 14 anos no Colégio de Cataguases inventando o selfie, em 1959. Na foto seguinte posa com o livro do autor deste blog . A terceira imagem do seu arquivo onde só reconheço o primeiro da esquerda, autor do blog, e o próprio Olavo, terceiro da esquerda para a direita.

11.3.13

Olavo Moraes Barros Neto, Colégio de Cataguases

 Sábado passado em quatro horas e meia, OLAVO MORAES BARROS NETO e eu colocamos o passado de 44 anos atrás em ordem. Claro que ainda faltam quilômetros de conversas, mas valeu...
Depois de um longo papo nos escritórios da Piacaba Editora, ( primeira foto ) um almoço, para comemorar,  no Restaurante Chez Mis da Avenida Europa. O fundo lembra velório, mas estamos todos vivos!

7.12.12

Nossa homenagem ao ARQUITETO Oscar Niemeyer


Autor desconhecido 
Colégio Cataguases
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Colégio Cataguases
Autor
Data da construção
Estilo arquitetônico
Cidade
Tombamento
Órgão
O Colégio de Cataguases (atual Escola Estadual Manuel Inácio Peixoto) é um projeto de Oscar Niemeyer encomendado por Francisco Inácio Peixoto em 1945, um dos edifícios que mudaram a imagem e mentalidade de Cataguases na década de 1940.
Francisco Peixoto, escritor e industrial da cidade impulsionou a arte e arquitetura moderna na pequena Cataguases ao contratar Niemeyer para o projeto de sua residência e o Colégio Cataguases em 1945.[1]
Outros nomes do modernismo foram chamados para compor o Colégio: os jardins são de Burle Marx, o mobiliário de Joaquim Tenreiro e Portinari assina o mural do hall, Tiradentes, que antes de ser levado a Cataguases  foi exposto no MAM do Rio em 1949. Atualmente no Colégio há uma réplica e o original, vendido ao Governo de São Paulo, encontra-se no Memorial da América Latina, na Barra Funda, em São Paulo. Paulo Werneck concebeu o painel em pastilhas “Abstrato”[2] e à frente do edifício encontra-se a “O Pensador,” de Jan Zack.
O projeto do colégio segue as principais linhas da Arquitectura Moderna: o pilotis, a fachada livre, o brise soleil, as linhas simples e indica o traço de Niemeyer na sinuosidade interna e as experiências em concreto armado em sua marquise.
Inaugurado em 1949, o prédio foi tombado em dezembro de 1994 pelo IPHAN.[1]
Enviados por José Luiz Fernandes

8.9.12

Comentários que valem um post

 José Luiz Fernandes deixou um novo comentário sobre a sua postagem "COLÉGIO DE CATAGUASES":

Os meninos descalços não eram alunos e estavam, simplesmente, acompanhando o "grande acontecimento", que era o desfile de alunos do colégio. Estes vinham quase em formação, atrás de sua banda de música, todos uniformizados. Provavelmente, foi em um 7 de Setembro (como hoje), depois de desfilarem pela cidade.
A foto é, seguramente, da segunda metade dos anos 50.

Postado por José Luiz no blog . em sexta-feira, 7 de setembro de 2012

5.9.12

COLÉGIO DE CATAGUASES

Antigo caminho que levava ao Colégio de Cataguases. Foto enviada pelo ex aluno José Luiz Fernandes

12.8.12

Colégio de CATAGUASES por Eloisa de Castro Silva

Colégio de Cataguases por ELOISA DE CASTRO SILVA ( década de 1950 )
http://www.fabricadofuturo.org.br/memoriaepatrimonio/as_representacoes_do_colegio_cataguases.pdf
Enviado por José Luiz Fernades

5.7.12

KKEu - Companhia de Cartazes EU

 KKEu
Juro que  não me lembrava. Lendo a autobiografia do AMÉRICO PICANÇO, meu ex colega no Colégio de Cataguases, MG, me deparei com a história do KKEu, ou seja  precursores do grafite! Era um CARIMBO e foi descrito pelo Américo desta forma: " A KKEu - Companhia de Cartazes EU - era uma sigla que tinha em tudo que você podia imaginar, criada pelo Murilo e Domingos Demasi. Eles carimbavam a sigla em todo lugar. Você abria um livro seu...tava lá. Levantava uma pedra no pátio, estava. Olhava para as costas de alguém, lia o KKEu. Levantava o prato, no almoço, KKEu. Era uma graça de brincadeira! Saudades!"
KKEu
Ficam neste post a saudade do Domingo Demasi ( que assinava D+i ), do Murilinho, e do Américo! (1959/1960)

29.2.12

JAN ZACH - Escultor

Jan Zach - Colégio de Cataguases- Foto enviada por José Luiz Fernandes

24.1.12

José Luiz Fernandes e o Colégio de Cataguases



José Luiz Fernandes deixou um novo comentário sobre a sua postagem "KIMURA no COLÉGIO DE CATAGUASES ( 1961 )":

O comentário de "Expressodalinha" é muito feliz, pois o Colégio de Cataguases tem mesmo muito para contar. A própria história da construção de seu prédio no interior de Minas (com projeto de Niemeyer e imenso painel de Portinari em meados dos anos 40) já é de si extraordinariamente interessante. Lamentavelmente, há poucas fotos da época, razão por que é de se agradecer ao filho do regente Kimura por ter remetido desconhecida foto de seu pai para o Eduardo Lunardelli. Outra boa novidade     relacionada ao colégio é a recente publicação, em livro, de crônicas do seu falecido diretor e professor de história, Manuel das Neves Peixoto.

Postado por José Luiz Fernandes no blog . em segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 
Nas quatro imagens acima, enviadas pelo filho do KIMURA : Colégio de Cataguases, Detalhe da Arquitetura de Oscar Niemeyer, Painel TIRADENTES de Portinari e finalmente em sépia retrato do chefe dos REGENTES, Kimura.

22.1.12

KIMURA no COLÉGIO DE CATAGUASES ( 1961 )

 Marquize do Colégio de Cataguases, projeto do arquiteto Oscar Niemayer
 KIMURA chefe de diciplina ( e como bem lembrou o José Luiz Fernandes, era o chefe dos REGENTES, como eram chamados os que cuidavam da diciplina ) no Colégio de Cataguases. A foto deve ser  dos anos de 1959 a 1961  quando estudei lá!
Foto de alunos internos no Colégio de Cataguases, entre eles o Chico Buarque. Victor Curvelo, e Murilo Pereira de Souza além do Bambolê foram identificados pelo José Luiz Fernandes que nos enviou a imagem pela primeira vez. Ela já havia sido postada  aqui.
Meu caro amigo Eduardo, seguem as fotos do papai na época do Internato. Não sei precisar em que época eram. Tem um que está ao lado do Chico Buarque, que o Ronaldo me disse conhecer, mas nem casado meu pai era ainda..
Muito obrigado pelo carinho e pela consideração. Meu pai foi um grande amigo e um grande pai.
Grande abraço meu querido e novo amigo.
Kimura ( o filho, evidentemente )

11.1.12

Chico Buarque e o COLÉGIO DE CATAGUASES



Ficha de matrícula no Colégio Cataguases (4ª série ginasial, ano 1959) reproduzida em livro de Regina Zappa
Enviado por José Luiz Fernandes 
Na mesma semana da visita do RONALDO WERNWCK, nosso colega em Cataguases, a PIACABA, José Luiz Fernandes o maior COLABORADOR deste, e de outros blogs, nos remete essa CURIOSIDADE sobre o Chico. Cataguases submersa na útima enchente do Rio Pomba, é repleta de histórias, memórias e sempre sobreviverá como a " Paris da zona da mata". Viva CATAGUASES.

23.10.11

EDITORIAL

Com este EDITORIAL inauguro uma nova rubrica aqui no VARAL. Hoje quero falar das pessoas DESCRENTES e dos CRENTES.
Tenho muita dificuldade em acreditar em promessas impossíveis que me são feitas aos montes pela internet: "alongue seu pênis em pelo menos 15 centímetros", ou " loção afrodisíaco", ou ainda oferecendo  um  "xampu para nascer cabelo". Não acredito nessas falácias pelo simples motivo de que os ofertantes desses milagres não me conhecem, e não sabe das minhas deficiências, desejos, ou complexos. Posso garantir que não são nenhuma dessas três "situações" citadas. Outra pegadinha muito comum é a do bilhete premiado, ou do xeique falecido na Arábia Saudita, que me deixou em testamento, 400 milhões de dólares!
Sou nesses casos um DESCRENTE INVETERADO.
Por outro lado tenho a mesma dificuldade de entender como as pessoas possam ser tão desconfiadas a ponto de porem em dúvida o vídeo da morte de Kadafi. Sim senhores, conheço uma pessoa que assistiu ao meu lado, a notícia pela TV, e resmungou alto: " Eu não acredito", ao que respondi: "tive um colega no Colégio de Cataguases que não acreditava nas imagens do homem pisando na lua". Aliás tem gente que contesta até hoje!
Há os CRENTES, os DESCRENTES e os CEGOS!
Hoje, lembrei disso tudo, por conta do comentário do Mauro Castro a respeito da obra do artista Banksy. Ele prefere acreditar que se tratam de obras "COLETIVAS"! Certamente não é, mas faze-lo crer nessa hipótese é parte da estratégia da mística, muito bem elaborada pelo Banksy.

RONALDO WERNECK, poeta e ex-aluno do Colégio de Cataguases

Essa coisa de escrever, essa estranha coisa-necessidade


de escrever começou com a História. A própria.
No Colégio Cataguases dos anos 50 havia um inacreditável
professor, o Manuel das Neves, que nos ensinava de modo
totalmente coloquial, trazendo os atores da História
para o centro da cena, da sala, da cidade.  
Começa assim o depoimento que dei ao poetamigo paraibano
Sérgio de Castro Pinto, onde falo de poesia & prosa, de proesia,
e das muitas amizades, daquele bilaquiano afeto que se encerra. 
Intitulado Apreender para Renovar, meu texto foi publicado na
edição de setembro do Correio das Artes, Suplemento do Jornal
A União, de João Pessoa-PB, o mais antigo e prestigiado Caderno
Literário brasileiro. Sérgio de Castro Pinto foi também um
de seus editores, quando o Correio recebeu o cobiçado prêmio
da APCA-Associação Paulista de Críticos de Arte como o Melhor
Suplemento Literário do País.
Hoje, sob o comando de William Costa, o Correio das Artes
transformou-se numa bela revista de mais de 50 páginas, toda em
policromia e com grande apuro gráfico-editorial.
Em anexo, encontra-se a íntegra de meu depoimento.  
Boa leitura, espero.
Beijabraços,
Ronaldo Werneck

RECOMENDO:

27.9.11

NO FACE BOOK, João Paulo Garretano & CATAGUASES

  • João Paulo Garretano
    • boa noite Eduardo. Salvo melhor juizo acho que fomos colegas em Cataguases. Confere?
  • João Paulo Garretano
    • Deparei-me com uma folha de jornal bem amarelada que dizia: Nova diretoria do Grémio Machado de Assis. Realizaram-se, dia 24 do mês findo, no Colégio de Cataguases, as eleições para a Diretoria do G.L.M.A. Foram apresentadas duas chapas: a do Sr. Eduardo Lunardelli e a do Sr. Evandro Ramos Lourenço. Saiu vitoriosa a chapa de Eduardo Lunardelli, por 88 votos, chapa essa assim constituida: Presidente de honra-Prof. Ophélia Rezende; Presidente-Eduardo Lunardelli. Vice-presidente Paulino Sérgio Machado;1º secretário Elvira Ramos Lourenço; 2º secretário Eurico Silveira; 1º tesoureiro Ronaldo Costa Gomes; 2º tesoureiro Manoel Ignácio Silveira; 1º orador João Paulo Garretano; 2º orador Murillo Pereira de Sousa.; Bibliotecário Geraldo Mendes; Redator-chefe do "Estudante" Domingos Demasi Filho; Clicherista José Roberto Noronha; Diretor de esportes Jones César Guimarães e Diretor teatral Sérgio Matos. Lembra disso? rs abraços João Paulo

2.11.10

Eloísa de Castro Silva, COLÉGIO DE CATAGUASES

As representações do Colégio de Cataguases e de suas práticas
educativas nas memórias de seus ex- alunos. (Década de 1950)
Resumo
As representações do Colégio de Cataguases e de suas práticas educativas/pedagógicas nas
memórias dos seus ex-alunos são objeto desta dissertação. Instituição privada, sediada no interior de
Minas Gerais, em Cataguases, funcionava, na década de 1950, com sistema de internato masculino e
externato misto, oferecendo suas aulas em regime de coeducação para os níveis ginasial e colegial
(clássico e científico). Apresentava arquitetura moderna. Seu proprietário e mentor, Francisco Inácio
Peixoto, era intelectual, escritor, poeta, um dos precursores do Movimento Modernista Brasileiro, na
vertente denominada Verde, e responsável pelas transformações ocorridas na cidade nesse período,
tornando-a referência na arquitetura e na literatura modernistas brasileiras. A investigação apoiou-se,
sobretudo, nas contribuições de Roger Chartier, principalmente nos seus conceitos de prática e de
representação. À luz da Nova História Cultural e da sua concepção alargada de documento histórico,
a pesquisa foi realizada por meio de análise de documentos em arquivos públicos e privados e
entrevistas que recuperaram a memória de grupo, sobretudo da geração dos ex-alunos da década de
1950. A reconstituição do cotidiano da escola, nesse período, revela-a como lugar social e simbólico
onde indivíduos e grupos compartilham seus projetos, concretizam processos de produção e
reprodução social, operam práticas de controle social e criam um modo de estar, perceber e sentir o
mundo, forjando suas identidades. O resgate simbólico do lugar, dos agentes e dos processos
educativos mostra a transição lenta de uma escola que nasceu sob o signo da arquitetura moderna,
mas que modernizou suas relações sociais pouco a pouco. Nossa pesquisa é uma contribuição à
história da educação brasileira e à história da educação no município de Cataguases.

Leia mais AQUI  e aqui

Enviado por José Luiz Fernandes

28.8.10

Um desenho meu, de 1960. Você era nascido?

A foto tem 25X20 cm, e o desenho foi feito com " Pincel Atômico"sobre papel. 1960


 Foi com alegria que recebi por sedex, uma foto colorida de um desenho meu de 1960, feito no Colégio de Cataguases, onde estudava à época, e dedicado ao amigo Waldo Claro, que além de ter guardado todos esses anos, teve a gentileza de mandar fotografar e me enviar, com uma  dedicatória!
Nota-se evidente influência de Portinari, cujo painel TIRADENTES ornava o salão principal do colégio, e onde tomávamos aulas de desenho!
Obrigado Waldo! Valeu!

17.5.10

COMENTÁRIOS QUE VALEM UM POST

Novo comentário em EU ESTUDEI NO COLÉGIO DE CATAGUASES, obra de OSCAR....


Leopoldo
deixou um novo comentário sobre a sua postagem "EU ESTUDEI NO COLÉGIO DE CATAGUASES, obra de OSCAR...":

Se algum colega da turma do primeiro ano cientifico de 1960 no Colegio de Cataguases acessar este blog, por favor comunique-se comigo
Um grande abraço
leopoldo (baiano)
leopoldo_rocha@oi.com.br

6.5.10

Colégio de Cataguases, mais uma vez na berlinda

Aquarela feita pelo autor do símbolo do Atlético Mineiro (assim como dos símbolos de outros clubes), o professor Fernando Pierucetti (o Mangabeira). Foi meu professor no antigo Colégio Estadual de Minas Gerais, no ano da inauguração do prédio no bairro Santo Antônio (Belo Horizonte, 1956), projeto de Oscar Niemeyer.
Enviado por José Luiz Fernandes

AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>

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(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)

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