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24.12.18

Crônica diária

Verissimo contra Bolsonaro

Dia 17 de novembro ultimo postei um texto sobre as falsas crônicas do Luis Verissimo, escrito vinte dias antes. Coincidentemente no mesmo dia Bruno Molinero publica na Ilustrada, da Folha,  matéria exatamente sobre o mesmo assunto, com interessantes declarações do escritor. " As crônicas da era clássica, de Rubem Braga, Paulo Mendes Campos, Antônio Maria e Fernando Sabino, eram mais literárias e mais bem escritas, acho eu. E podiam ser líricas ou impressionistas sem destoarem demais do resto do jornal. Hoje, a realidade estampada na imprensa não permitiria isso." Verissimo tem toda razão. E acrescenta: "A crônica esta a caminho de se tornar obsoleta. Como dizem que ela é tudo o que é chamado de crônica, então pode ter uma sobrevida, mesmo camuflada de outra coisa". Mais uma vez concordo inteiramente com ele. Estas dez linhas que escrevo diariamente, e que "chamo de crônica", é a prova disso. Só discordamos num ponto da matéria. Ele afirma há uma maneira de detectar se o texto é falso ou não: se o Luiz da assinatura for com Z, o texto não é meu. Se for contra o Bolsonaro, é". Aí discordo inteiramente dele. Não se pode ser contra o que ainda nem tomou posse.  

                                    Verissimo e todos os cronistas citados, e Bolsonaro

29.11.18

Os quatro mosqueteiros da crônica brasileira

 Rubem Braga, Paulo Mendes da Costa, Fernando Sabino, Antonio Maria (Caricaturas de 2018)

28.3.13

Carlos Heitor Cony e Antonio Maria

Carlos Heitor Cony conta: "Um dia, Antônio Maria me telefona: — Carlos Heitor, Carlos Heitor, você nunca me enganou."  Disse então que, vindo de São Paulo, viu no avião uma mulher linda lendo o livro Matéria de Memórias (de Cony). Aproximou-se, apresentou-se como sendo o autor do livro, e a mulher, uma típica apaixonada, acreditou. Pintou para ela um quadro bastante dramático: era um desgraçado, que nunca tinha tido sucesso, que as mulheres o abandonavam.   "— Mas, Maria..." era tudo o que o espantado Cony conseguia dizer.   "— Fica tranqüilo, Cony, fica tranqüilo porque em seguida nós fomos pra cama. Ou melhor, você foi pra cama com ela." E Cony, curioso: "— E ai?"   "— E aí foi que aconteceu o problema" — gargalhava Maria. "— E ai você broxou, Cony, você broxou!"

Enviada por José Luiz Fernandes

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