30.9.21

Crônica diária

 Palavrinhas antigas

O Alfredo Setúbal da Itausa, controladora do Banco Itau, numa recente entrevista ao jornal o Globo referiu-se ao Brasil que o próximo presidente vai enfrentar, seja ele quem for, "em frangalhos". Frangalhos, palavrinha muito usada antigamente, estava fora de moda. Os jovens nem devem saber o que significa. Mas o Setúbal tem toda razão. Depois de quatorze anos perdidos com o PT e o Lulaladrão, mais quatro com esse maluco golpista incompetente, só poderia estar em frangalhos. O Brasil é grande e forte. Aguentou como pode, até aqui, mas em frangalhos. Duas décadas perdidas. Se estávamos a cinquenta anos atrás dos países ricos, e disputando ombro a ombro com Índia, China, Coreia, ficamos para trás definitivamente. Somos motivo de chacota, outra palavrinha antiga. Vamos ressuscitando vocabulários dos tempos que tínhamos esperança.

29.9.21

Crônica diária

 Uma amiga na Suiça

Minha amiga Claudinha, corretora de imóveis e moradora antiga da Praia do Rosa, em Santa Catarina veio me visitar. Conheço poucas pessoas com um astral tão elevado. Pensando melhor, só uma além dela, mas já nos abandonou e era a saudosa Maria Cecilia Malemon Machado. A Claudinha sempre tem histórias para contar. Dessa tarde vou destacar uma bastante curiosa. Transcrevo como me foi contada. Não me pergunte nenhum detalhe a mais. Ela tem uma amiga e cliente que mora na Suiça. Mudou para lá com um filho de treze anos. Se converteu e se tornou muçulmana. O filho dez anos depois também virou muçulmano. Certo dia estava varrendo o salão do templo e foi atraído por uma imagem de u´a mão feminina na maçaneta da porta. Ficou tão impressionado  que procurou encarar os olhos que eram a única coisa visível atrás da burca. Se apaixonou. Pediu a pessoa em casamento, e depois de um tempo com as tratativas do "mediador", pagou o dote acertado e se casaram. Interrompi a narrativa da Claudinha para perguntar como era a moça? Respondeu, "uma suíça de olhos azuis, e linda de corpo".  Passado um tempo o filho procurou a mãe para dizer: " Mãe, hoje eu sei como você me ama." "Como assim, meu filho?". Em meu casamento faço TUDO. A esposa de um muçulmano não faz nada, depende exclusivamente de mim, como eu era dependente de você. E só faço com amor.  

28.9.21

Mais um varal

 

           Foto de Victor Nogueira , enviada por Alvaro Abreu, um dos últimos leitores deste blog.

Crônica diária

Um novo ciclo
Terça dia 28 de setembro. Apesar da primavera o clima aqui em Ibiraquera (Imbituba, SC) continua frio, chovendo, ao contrário do que ouço estar acontecendo em Ribeirão Preto e muitas regiões do país onde a temperatura passa dos 38º e falta chuva. Para completar a beleza deste paraíso onde morei 21 anos, o mar, sempre lindo, praias de areia branca e fina, totalmente planas muitos metros mar a dentro, ao contrário das outras de tombo, com ventos e ondas muito favoráveis aos esportes aqui praticados. Isso sem falar da lagoa que banha meu jardim. Falo pela primeira vez desta minha casa, que como todas as outras que tive, tem nome: "Piacaba", que no Tupi-Guarani quer dizer "Mirante, lugar que se avista". Construída em 1999, me mudei em janeiro de 2000. Esses 21 anos completaram um ciclo muito importante na minha vida. Realizei um velho sonho de criança que era morar numa praia, onde poderia pintar meus quadros, que fiz durante 50 anos, sem ter tido nunca um lugar decente para fazer. Depois morando aqui, descobri a argila, e construi um novo atelier para esculturas. Mas quis o destino, e o cobre das tintas a óleo, que eu fosso obrigado a deixa-las e passei a escrever em 2008. De lá para cá são mais de 12 livros, e uma nova paixão. Mas para escrever basta papel e caneta,ou dois dedos e um teclado de computador. Volto para São Paulo e agora para o interior. Itu será minha nova cidade. Há uma hora de São Paulo e perto de toda família. Vou levar muitas lembranças desse sonho realizado, e um novo ciclo se inicia. Ao Eduardo e Clarissa, novos moradores da Piacaba, desejo muita felicidade, e que curtam as baleias das janelas de sua nova casa, e se acostumem acordar cedo ao som dos Aracuãs. 

 


 

27.9.21

Crônica diária

 Imaginação sem limite



 "A vida cotidiana nesse facebook anda tão pautada pela política, tão oprimida por orientações ideológicas, que perdemos a espontaneidade."A frase é do Zoca Moraes de quem sou fã e seguidor aqui no Facebook. E por isso vou tratar hoje de um tema ameno e divertido. Vejam a imagem e pergunta da Viviane Caparelli: "Alguém consegue explicar o que é isso? " E as respostas dos seus leitores foram muito engraçadas. Millôr Fernandes fez escola, e hoje tem milhares de seguidores.

Eu diria que é um abajur. 

Mas teve respostas como: "Será um OVNI??".  "Acho que não é perereca… é vagalume!".

 "A propaganda é a alma do negócio !."  " Pra achar o caminho no escuro, mas a cobra é cega".

"Fonte luminosa...". ""Antigamente" a gente falava em "pendurar uma melancia no pescoço", essa fez melhor."

"Fogo no rabo". "Luz no '"início" do Túnel! Ou seria uma Gruta iluminada???"

"Ultra violeta. Para desinfetar a perereca." "Isto é uma vagalume ! Opa é uma vagabunda mesmo !"
 
E por aí a fora! Obrigado Viviane e autores das frases. Salvaram minha crônica de hoje. 

26.9.21

Crônica diária

 Alexandre Garcia demitido da CNN



 


Até que enfim. Eu ficava abismado de ver uma rede da importância da CNN admitir um comentarista tão comprometido com o bolsonarismo como esse Alexandre Garcia. Seus comentários, sobre qualquer tema sempre estavam alinhados com as bobagens e tolices proclamadas pelo Presidente. E a gota d´água foi a defesa que fez da sandice do Ministro da Saúde proibir a vacina em menores de 12 a 17anos. Uma verdadeira fake news, no quadro "Liberdade de Opinião" dessa emissora. Liberdade de opinião tem limites e não comporta divulgações falsas e criminosas como essa. Parabéns CNN, esse jornalista nunca mereceu estar em sua grade. Falta agora o governo demitir o Quidroga, assim que voltar da quarentena em NY.

25.9.21

Crônica diária

 Estudamos na mesma escola

Vejam o que a política pode provocar: Estudamos na mesma escola, éramos amigos enquanto estudantes internos, nos reunimos algumas poucas vezes depois de ter saído do colégio, mas mantínhamos contato virtual, através das redes sociais. Um no Recife, outro em São Paulo. Entre nós poucos diálogos, a não ser por ocasião da morte de algum colega. Já perdemos muitos. Ninguém do nosso grupo era petista, todos antiladrões. Depois da vitória do capitão ( com meu voto, diga-se de passagem, e assumindo o mea-culpa) eu em março de 2019, três meses depois da posse, fui obrigado a reconhecer o grande erro. Mas meus dois colegas não. Pelo contrário, até hoje defendem o atual governo. Cultuam a narrativa de que rachadinha não é crime, que a família do Presidente é honesta, e que a CPI da Covid é um circo imprestável.  Como pode? E estudamos no mesmo colégio. Alunos do Gradin, português, Seu Manoel, história, Joares Costa, inglês, e do Chefe, professor de matemática e treinador do time do colégio!

24.9.21

Crônica diária

 Apesar de tudo, é primavera

 


Vamos esquecer por alguns minutos que a pobreza na cidade aumentou visivelmente. Tem mais gente passando fome e frio nas calçadas e praças. A criminalidade continua tirando a vida por conta de um celular, ou um descontrole do assaltante drogado. Lojas fechadas durante a pandemia não voltaram a abrir, ou faliram. Bares e restaurantes com o fechamento, e depois, limitação de 40% de lotação, reajustaram os preços, que ficaram proibitivos. Agora voltaram às lotações habituais mas os preços não retroagiram. Ao contrário, continuam subindo, por conta na queda da produção durante a pandemia. Se não faltava o produto estava em falta a embalagem, ou algum componente. Desabastecimento pontual, mas que refletiu nos hábitos e costumes da população. Apesar disso quarta feira começou a primavera. Aqui em casa onde as Bougainville estavam sem folhas já estão todas verdinhas, prontas para nova florada. Nunca observei tão de perto esse relógio natural. Com o cultivo dos meus bonsais, a chegada da primavera da início a muito trabalho. Muitos pré-bonsais irão sair dos vasos e irão para bandejas. Outros nas bandejas sofrerão podas, aramação, ou replante. O mundo dessas miniaturas é regido pelas mesmas quatro estações das árvores grandes. E cada plantinha, como numa orquestra, apresenta suas cores, seu viço, suas virtudes, e vigor no desenvolvimento, garantindo vida. A primavera é a certeza de que a vida se renova, e floresce, apesar de tudo.

 

23.9.21

Crônica diária

 O infrator contumaz

 
O Presidente é um homem de sorte. No mesmo dia em que fez o discurso, protocolar, de abertura da ONU, a economia do mundo foi abalada pela quebra da segunda maior mega empresa chinesa. Quem diante desse quadro estava preocupado, ou atento ao discurso de um presidente sul americano? A única pessoa que se incomodou com a presença do brasileiro negacionista foi o prefeito de Nova York. Exigiu do nosso presidente o uso de máscara em lugares fechados, mas mesmo assim  o Bolsonaro desobedeceu algumas vezes essa lei. É um contumaz infrator. Pesca em lugar proibido, não usa capacete em suas moto carreatas, afinal,  um infrator contumaz.

 

22.9.21

Crônica diária

 O cangaceiro e o barbeiro

Dizem que foi Lampião, o cangaceiro, quem perguntou ao seu barbeiro se não o temia? O barbeiro, com a navalha no pescoço do justiceiro, disse que não. Essa imagem eu tenho do meu advogado, do meu cirurgião, e do piloto do avião em que eu esteja a bordo. São três pessoas com as quais não podemos nos indispor. E raramente podemos viver uma vida, sem em alguns momentos, depender deles. Certa vez depois de esperar por uma hora, na sala de espera de um médico, com hora marcada para uma consulta, fui recebido pelo cirurgião com um largo sorriso no rosto. Eu com cara fechada demonstrei minha insatisfação com o atraso, e ele se justificou dizendo que para cirurgião o que importava era o paciente na sala de cirurgia, e não os da sala de espera. Vesti a carapuça, e fui operado pelo médico. Com relação a pilotos voei muito em monomotores e sei como devemos trata-los, goste-se ou não deles. E por fim dos advogados não vou falar nada, porque o atual é meu leitor, e sabe o que eu acho dos seus antecessores, e não sou louco de deixar transparecer o que penso dele.

 

21.9.21

Crônica diária

Apego ao cargo

                   

Agarrar-se a cargos não é uma novidade. Vê-se isso, comumente, com os síndicos de edifícios onde o prazer de mandar no porteiro, no zelador e nos dois faxineiros, faz do sindico uma pessoa que trabalha de graça ou pelo valor do condomínio. E quando é por esta segunda hipótese até se compreende. Mas de graça? E digo por experiência própria, e obrigado pela convenção do condomínio, que  determinava o rodízio de todos os condôminos, de dois em dois anos, e gratuitamente. Mas há os que se apegam a cargos mais importantes, e apesar de profissionais de currículos invejáveis em suas áreas, como o Quedroga, nosso Ministro da Saúde. Subserviente, mostrando um apego desmedido ao cargo do qual não esta a altura, e uma obediência vergonhosa ao capitão. E finalmente ele, o presidente que deseja se eternizar no poder, custe o que custar. E já nos custou muito caro. 

20.9.21

Crônica diária

 O candidato a reeleição

Fico impressionado com  o que o presidente se preocupa. Normalmente, por melhor que esteja assessorado, uma pessoa muito competente, ocupando um cargo dessa envergadura, não encontra tempo para cuidar de minúcias de problemas afetos aos seus ministérios, como interferir na idade dos jovens que irão ou não tomar vacina. Aliás, no item vacina, a ultima pessoa a ter a mínima competência, moral, e credenciais  para tratar do assunto, é exatamente o capitão, que além de não ter tomado, atrasou sua compra e é corresponsável por milhares de mortes. Ah, mas não é só com a vacina que se ocupa o presidente. Cuida diuturnamente da defesa de seus filhotes, todos envolvidos em escândalos de rachadinha, compra de casa com financiamento suspeito, e valores muito acima de seus rendimentos, pelo menos os declarados. Só tem tido, desde que tomou posse, tempo para andar, sem mascara ou capacete, em motos, nos fim de semana. E os gravíssimos problemas do país? Isso é com o Paulo Guedes, seu Posto Ipiranga.

 

19.9.21

Crônica diária

 Fim previsível

Fui deixar um abraço na página de um querido amigo, por conta de seu aniversário, e me deparei com uma postagem com os seguintes dizeres: " Você percebe que um país esta falido moralmente quando a candidatura de um militar a presidência assusta, e a de um presidiário não". Isso me fez pensar algumas coisas. Primeiro que candidato à presidência sempre deveria ser sempre um político, e político experimentado, e com passado ilibado. Militares são formados para a guerra, e defesa de seus países, não para governar no regime republicano e democrático. Por mais cultos e preparados que sejam, tem por instinto o corporativismo e autoritarismo. Apesar de concordar com a frase acima, não gosto do autor: Olavo de Carvalho. Mas também me assusta ver intelectuais apoiando a volta do PT e do Ladrão ao poder. Não bastaram os 14 anos? Será que não temos um único nome de um político honesto, experimentado, e capaz de nos governar por quatro anos, entre os senadores, deputados federais e governadores, em mais de 30 partidos?  Sou contra a reeleição, e nisso estou de acordo com o ministro Paulo Guedes: "Esse foi o maior erro político do país". O governante de plantão trabalha os primeiros quatro anos de olho na reeleição, não no país. Com as consequenciais óbvias dessa atitude. Há uma falência moral entre nós, e precisamos reagir. Ou os homens e mulheres de bem se unem em torno de num só candidato, e o elegem em 2022, ou o fim é previsível.

 

18.9.21

Crôniva diária

 Nobel das Artes


                                            
Considerado o Nobel das Artes, o Prêmio Imperial do Japão teve anunciados os vencedores de sua 32ª edição. Um dos agraciados este ano foi o fotógrafo e ativista brasileiro Sebastião Salgado, que usa sua câmera e suas imagens em preto e branco para denunciar as desigualdades e a pobreza (e não raro a beleza) nos quatro cantos dos mundo. É a terceira vez que um brasileiro recebe o prêmio de 15 milhões de ienes (cerca de R$ 715 mil). Os outros foram os arquitetos Paulo Mendes da Rocha, em 2016, e Oscar Niemeyer, em 2004.

17.9.21

Crônica diária

 Um sonho juvenil

 
Quem gosta de bicicleta é meu dentista, amigo e leitor, triatleta Rogério Guimarães. Eu tive umas três ou quatro ao longo da vida, mas meu sonho era bicicleta com motor. Naquele tempo não existiam as elétricas.  Tinha quinze ou dezesseis anos e morávamos na Rua Honduras, na cidade de São Paulo. Íamos a pé até o campinho da Rua Canadá, onde jogávamos futebol. No trajeto havia a casa de um garoto da nossa idade que tinha uma Mobilete preta. Esse era meu sonho de consumo. Meus pais achavam muito perigoso e nunca tive uma. Mas tive Caloi, Monark, e cheguei a ir com uma delas até Santos no litoral paulista. Descer pela serra velha sozinho, e sem nenhum treino prévio foi uma aventura e tanto. Mas depois andar pedalando deixou se ser um prazer. Tive motos de 250 e 400 cilindradas.  Mas por pouco tempo. Casado comprei e incentivei bicicleta para meus filhos. E para realizar o sonho juvenil, há uns quinze anos, comprei uma elétrica para a Paula minha mulher. Roubaram na primeira semana. Moramos num dos bairros mais seguros da capital. Esta semana num arrastão de celulares dois bandidos (sempre um menor de idade, e um comparsa) mataram um jovem empresário dono de uma sorveteria há três quadras de casa. Relógio no pulso, celular no bolso, e bicicleta motorizada é um convite a ser assaltado. Mas nem por isso a internet deixa de me oferecer "milagres": bicicleta elétrica por R$ 250,00 reais. Não fosse o incomodo dos selins eu ainda fico tentado. Desejos de infância.

16.9.21

Crônica diária

 Você acha cara a vagem de baunilha?

 Tem limão caviar por R$35,00 a unidade, e o preço da vagem de baunilha, quem comprou, sabe quanto custa. São caríssimas, em média R$50,00 por vagem seca.  Sabem por que? Procure ouvir na internet como se faz para produzi-la. Garanto que vai achar justíssimo o preço dessa orquídea trepadeira, e de sua vagem. Leva até 12 anos para produzir. A polarização tem que ser manual. E se você tiver sorte vai colher vagem, e esperar uns nove meses para estar seca, e pronta para o consumo. Curiosamente a flor não tem cheiro, dura em média um dia, e a vagem também não tem odor, e só seca tem utilidade culinária.  Ou você usa a baunilha química, artificial em gotas, ou vai ter que pagar o preço da vagem, e agradecer quem a produz. 

15.9.21

Crônica diária

 Terceira via

 
A terceira via, e única possível de trazer de volta alguma esperança para os brasileiros, vai muito bem, obrigado. Domingo passado em 14 capitais,  inclusive na avenida Paulista com 6 mil pessoas, vestindo majoritariamente branco, deu início a uma longa caminhada até outubro de 2022. A terceira via só se viabilizará eleitoralmente com uma união de todos os partidos contra os dois extremos. Nem Lula nem Bolsonaro. E isso já vai se desenhando com o trabalho de alguns candidatos a essa vaga. Mandetta, Simone Tebet, Doria, Alexandre Vieira, João Amoedo e Ciro Gomes. Um outro forte candidato, que não esteve nas ruas, mas estará na hora oportuna, é o presidente do senado Rodrigo Pacheco. Quando essas candidaturas estiverem maduras, nos próximos seis meses, grande parte de bolsonaristas arrependidos, e de petistas honestos irão migrar para essa terceira via. E vamos vencer as eleições de 2022.

 

14.9.21

Crônica diária

A receita do bacalhau

                                  Foto Paula Canto

É impressionante a nova mania de fazer e assistir programas culinários. Pelo menos em casa, e na casa das pessoas que frequento, ou a TV esta desligada, ou em um programa de chefs e outros, nem tanto, ensinando a cozinhar. Algumas dessas celebridades conheço pessoalmente. Ou conheço, ou sou amigo de seus pais. Não vou citar aqui porque a lista é enorme, e correria o risco de não citar alguns. Mas o fato é que uma dessas pessoas foi professora do Caio, filho da Paula minha mulher. De uns tempos para cá ela não sai da tela da TV. Ou porque é um programa novo, ou porque esta sendo gravado, ou com a imagem congelada, a espera do próximo passo da receita, que esta rolando na nossa cozinha. Hoje por exemplo o cheiro forte do bacon vai enganar os vizinhos. Pois trata-se de uma receita de bacalhau. E tudo começou um dia antes, com a compra do próprio. E foi escolhido um dessalgado. Para ganhar tempo e economizar água nesta crise hídrica. Foram convidados quatro ou cinco familiares para degustarem o prometido bacalhau. Panelas no fogão, TV ligada, processo em andamento toca o interfone e é da portaria informando que a companhia responsável pela energia elétrica do prédio, informou que haverá um corte de energia, ainda com horário, e tempo, indeterminado. O bacalhau já estava no ponto de não retorno. Três dos convidados não tem nenhuma condição de subirem sete andares pelas escadas. O que fazer? Numa rápida conferencia decidiu-se que dependendo do horário do corte da energia, nós pegamos a panela e vamos para a casa dos convidados. Assim a minha história do "baca", como a Larissa trata sua receita, teve um final imprevisto, como é o da boa crônica.
PS- Em tempo o nome da chef que criou a recita do " Baca" é Larissa Januario ( Bando - Sabor e Arte)

13.9.21

Crônica diária

 Se isso serve de consolo

Sempre li alguma coisa sobre o fim do mundo, mas esta foi a primeira vez que li sobre o fim do sol. Como estamos inseridos no sistema solar tive curiosidade de ler com certa atenção. Resumindo a matéria informava algumas datas alvissareiras. Pelo menos para mim e duas ou três gerações dos meus netos. Depois não interessa, nem cabe na foto. O sol existe a 4.2 bilhões de anos, e vai morrer daqui a 10 bilhões de anos. Com sua morte a terra também desaparecerá na forma como que é. Daí todo esse interesse em Marte, Jupiter e etc... Mas essas informações nos consolam. Nos trazem prazos para acontecimentos que não tomaremos conhecimento. Não há porque nos preocuparmos. Nos reduz à infinitésima insignificância. Somos absolutamente nada, e nos achamos. E imaginar  que perdemos o sono com coisas tão minúsculas. Tão desimportantes. E que valorizamos nossas atitudes e atos como salvadores do universo. Que perda de tempo. Que perda de energia. Vamos viver o segundo presente, e nem tentar imaginar um amanhecer sem sol. Isso só vai acontecer daqui a 10 bilhões de anos.

12.9.21

Crônica diária

 A história do golpe no Brasil

O Brasil como toda republiqueta que se despreze não foge do lugar comum: dar golpe. Eu mesmo já assisti a algumas tentativas. O Jânio Quadros tentou, e não deu certo. O Collor nem chegou a tentar, pois ao convocar os cara-pintadas para saírem em sua defesa, quem foi para a rua vestia-se de preto. E veiuo seu impeachment. A Revolução de 64, teve dentro dela um Golpe militar onde os líderes civis da Revolução foram caçados e exilados. Depois mais um impeachment da Dilma. E agora o tentativa de golpe do Bolsonaro na noite de 6 de setembro, que também não aconteceu por falta de apoio popular. Os que observaram com atenção a fisionomia e fala do presidente, no que era para ser a comemoração do "golpe" com acrobacias aéreas, Esquadrão da Fumaça,  paraquedistas portando bandeiras brasileiras, manobras militares fazendo poeira vermelha no solo seco do cerrado de Brasília, notaram um presidente com a faixa verde-amarela, no rolls royce conversível, ridiculamente pilotado pelo Piquet, sem nenhum sorriso ou alegria pela festa. Ao contrário, já amargava sua derrota e decepção pelo golpe frustrado. Sem conversas ou piadas entre as autoridades presentes ao hasteamento da bandeira, era nítido seu desconforto. Saiu as pressas para tirar o terno e vestir uma camisa azul e fazer um discurso de 25 minutos para seus apoiadores, após um sobrevoo para aquilatar a afluência na praça dos três poderes. Um discurso raivoso, desconexo com a realidade brasileira, falando em voto impresso, acusando membros do STF, e equivocadamente ameaçando convocar os Conselheiros da República. Voa para São Paulo e depois de 120mil pessoas se aglomerarem desde as sete da manhã, as 15:30 na Avenida Paulista o presidente evidentemente nervoso, desinteressado, não teve a gentileza de proferir mais do que já havia dito em Brasília, mas ainda num tom mais "robusto". Voltou a repetir que só sairia do palácio no caso de ser "preso, morto ou com a vitória". Descartou a hipótese de prisão falando com todas as letras que não acatará ordem do Ministro Alexandre de Morais. Não morrerá, logo sobrando a única hipótese: a vitória. Mas o palanque não era para ser o de campanha eleitoral, mas para festejar um golpe que não acontecera. Saiu de volta a Brasília depois de poucos minutos entre seus apoiadores, nitidamente decepcionados, e se dispersaram. Resumo, temos um presidente da republica  que cometeu o crime de responsabilidade. Um presidente da Câmara dos Deputados que não participou da pantomima, mas também não esta disposto a apresentar um dos mais de cem pedidos de impeachment, que tem em sua gaveta. Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, Luiz Fux, presidente do STF, Roberto Barroso, ministro do STF e Presidente do TSE, fizeram de suas declarações veementes defesas da Constituição e dos três poderes. A Bolsa caiu e o dollar subiu no dia seguinte. Os caminhoneiros nem acreditaram no pedido para se dispersarem dadas pelo Bolsonaro. Com voz de derrotado, e moral baixa, era um capitão isolado no Palácio da Alvorada. Em outros tempos o Getúlio se suicidou. Mas o Bolsonaro só esta fazendo mais uma das suas palhaçadas. No dia seguinte fez veementes elogios à China. Isso mesmo. É um insano de corrente. PS- Uma hora após ter redigido este texto o Presidente Bolsonaro divulga uma nota redigida pelo ex Presidente Michel Temer com 10 itens se desculpando por tudo que disse, e eu resumi acima. Mais uma palhaçada.

 

11.9.21

Crônica diária

 Não fugindo da raia



 Há três dias, logo após o 7 de setembro, que passará para a história política deste governo, como o início do seu fim, a quase doze meses das próximas eleições, o meu amigo e leitor Valter Ferraz postou um comentário sobre o possível golpismo do presidente do Brasil. Na ocasião comentei que abro aspas: "como o golpismo foi por mim diagnosticado no terceiro mês de governo ( março de 2019) quando passei a denunciar quase que todos os dias, me espanta que só tenha caído a ficha agora. Os próximos passos são mais difíceis de prever, porque pode acontecer TUDO. Mas felizmente o número de apoiadores tem caído o tempo todo, e uma curiosidade que notei no dia de ontem (7 de setembro) foi que nos 27% dos eleitores bolsonaristas, a maioria é de homens. Tanto na Paulista, como em Brasília a maioria era masculina. Mais uma prova de que as mulheres são mais inteligentes do que os homens. kkkk 

O Valter respondeu:

" Eduardo,  essa figura macabra nunca me enganou, agora só confirma o que eu já pensava. Quanto a inteligência feminina não discordo, embora o fascínio pela barba do Lula (e outras partes do corpo do primata) venha contradizer. Vai entender?
 
Adorei a alcunha de "primata" dada ao Lula, e figura "macabra" ao Bolsonaro. Concordo com ambas.  
Mas volto ao assunto para ressaltar que se previ, no terceiro mês de governo, que havia cometido um grave erro votando. e elegendo Bolsonaro, passei a combate-lo fortemente, perdendo amizades, inclusive de parentes queridos, agora não antevejo qual será a saída. Diante de condições concretas  ("crime de responsabilidade")  para um processo de impeachment, ou uma desastrosa paralisação do Congresso à espera das futuras eleições. Tanto uma, como outra, não evitam o trauma  econômico, com incerteza do investidor nacional e internacional, crise hídrica,fim da pandemia, inflação e dólar em alta, desemprego, e custo da cesta básica nas alturas. Ninguém come fuzil. Todos esses são ingredientes propícios para uma total imprevisibilidade eleitoral em 2022.


10.9.21

Crônica diária

 Filosofando


O mundo é como cada um o enxerga. Um calvário. Uma oportunidade. Uma escola. Um parque de diversões. Uma delícia. Um suplício. Uma miséria. Um azar. Um paraíso. Dependendo de milhares de circunstâncias. Dependendo do século em que você o viveu. Dependendo da sua etnia, religião, cor, e lugar. As pessoas do polo norte, ou sul, tem visões completamente diferentes do mundo. Os ricos vivem num mundo nunca sonhado pelos pobres. Os miseráveis ainda vivem pior do que os pobres. Os saudáveis usufruem do mundo que os doentes, deficientes, e incapacitados nunca viveram. O mundo é como cada um o enxerga. Eu mesmo tive a prova disso há dois anos quando operei de catarata de uma das vistas. As cores se apresentaram como eu não lembrava mais de tê-las visto. Isso significa que eu já as tinha visto e fui gradativamente vendo-as de forma e intensidade diferentes. E nem me dei conta. Nem por isso elas deixaram de estar onde sempre estiveram. As coisas são assim. O mundo é assim, e cada um vê as coisas do seu jeito.

9.9.21

Crônica diária

 Brasil X Argentina 


 A Inglaterra na América: vulgarmente chamada de Argentina continua a mesma. Ainda que terrivelmente empobrecida, nossos "hermanos" continuam achando os brasileiros uns "macaquitos". O recente deplorável e inacreditável espetáculo do clássico do futebol mundial Brasil x Argentina, interrompido aos cinco primeiros minutos do jogo por agentes da Anvisa. Os quatro jogadores argentinos que jogam e vivem na Inglaterra foram os pivôs da interdição. Com justificativas contraditórias, tanto por parte da delegação, como das autoridades brasileiras, o jogo não terminou. O fato concreto é que os quatro jogadores cometeram um crime em não informar, corretamente, que estiveram nos últimos 14 dias na Inglaterra. A delegação não observou as determinações de mantê-los em quarentena sem saírem para o treino no sábado, e para o jogo no domingo. Portanto, não podendo alegar desconhecimento. Houve de fato um total desprezo às leis sanitárias brasileiras, e desrespeito às autoridades do país. O que não é uma novidade. Diante do impasse entre os argentinos só jogarem com os três, dos quatro envolvidos, e as autoridades brasileiras exigirem a imediata deportação dos quatro, o jogo foi suspenso, a delegação encaminhada para o aeroporto onde o avião fretado seguiu para a Argentina. Mil e quinhentos convidados no estádio do Corinthians vazio, não chegaram a assistir ao clássico com Messis e Neymar se enfrentado, agora que jogam no mesmo time na Europa. Manchetes nos jornais do mundo todo. Os argentinos acusando o país dos "macaquitos" e no Brasil a imprensa e a CPI procurando culpados pelo vergonhoso espetáculo. Com os argentinos é preciso redobrado cuidado. Eles não nos consideram civilizados.

8.9.21

Crônica diária

 Parceria de sucesso

Esta é a 150º crônica do novo livro, cujo título provisório é Agridoce. Digo provisório porque sempre pode mudar até entrar na gráfica. Nunca aconteceu comigo, mas é comum. Ao contrário, títulos e capas dos meus livros, nascem muito antes dos textos, principalmente estes de crônicas. E como meus leitores sabem, os livros contem sempre 300 crônicas postadas diariamente em dois blogs, e em duas páginas do Facebook. São 7200 pessoas aptas a lerem. Com certeza sete a oito leitores que comentam. O Agridoce terá uma novidade, em relação a todos os outros, que são as ilustrações do Luiz Villa. Este texto, como todos os 149 anteriores e os 150 restantes, deverão conter um cartoon do brilhante desenhista. O início de nossa parceria há 150 dias deu alma nova às minhas crônicas. Recebido e alegremente festejado por todos meus leitores,  agregou qualidade crítica aos textos, humor, e interesse redobrado. Quando o texto não agrada, a ilustração salva. E a todos, e constantes elogios,  o Villa modestamente responde agradecendo: "Nos divertimos". E é a pura verdade. Durante todo esse tempo tentei colocar o desenhista em sinuca de bico. Ele tira de letra, com traço minimalista, sensualidade, e humor brilhante, qualquer situação indesenhável, parodiando o "incomível" presidente.

7.9.21

Crônica diária

 A pandemia não acabou 



O silêncio do feriado prolongado. Sempre foi assim. Mas este ano, após quase dois de distanciamento social, bares e restaurantes fechados ou com limitação de frequentadores, o feriado de sete de setembro caindo numa terça feira fez com que São Paulo tivesse 4,2 milhões de carros saíram da cidade A capital ficou deserta. Com a segunda feira "enforcada", criou-se o verdadeiro "feriadão". Acontece que a população ainda esta só com 30% imunizada, e ainda sem a terceira dose, e uma nova cepa do vírus, mais contagiosa,  presente e ameaçando, com seu contágio, o aumento de internações. Isso provavelmente acontecerá daqui a 14 dias. E com mais gente infectada aqueles que ficaram nesta cidade deserta também correm o risco de se contaminarem. Por essa razão continuem usando máscara, álcool gel, e distanciamento social.    

6.9.21

Crônica diária

 Rachadinhas, chifres, e a origem miliciana do Rio das Pedras

 
O noticiário esta infestado de notícias sobre a família do Bolsonaro. Desde o Presidente exibindo orgulhoso a medalha dos "3 is": "imorrível, imbrochável e incomível", e ele e seus filhos envolvidos em "rachadinhas". Esse esquema de corrupção que é pequeno, perto do bilionário mensalão, ou petrolão, dos tempos do PT, não deixa de ser corrupção, portanto, tirando dos seguidores o argumento de que neste governo não há corrupção. Collor foi deposto, legalmente, por conta de um Fiat Alba. Agora aparece o chifre em forma de berrante, como orientador de rebanho, e cantor sertanejo, representante máximo da ala mais raiz do bolsonarismo, atacando as instituições. O capitão que veio do baixo clero da câmara dos deputados, e da "República do Rio das Pedras", nunca assumiu a liturgia do mais alto cargo do país, nos envergonha e demonstra cabalmente sua incapacidade de nos representar, e nos governar, minimamente, com decência.

5.9.21

Crônica diária

 



O tema de hoje, segundo a definição do escritor Roberto Klotz, é um clichê. No entanto continua me intrigando. É o tamanho das tipos usados nos textos das embalagens dos produtos industrializados. Provavelmente informações exigidas pelo órgão responsáveis pela autorização  de venda de tais produtos. Disse, provavelmente, porque nunca consegui ler uma palavra desses longos textos de minúsculas letras. Como exemplo dessa inutilidade é o "romance" impresso num tubo de pasta de dente. Muitas vezes bilíngue, para economia na produção das embalagens, deixa o consumidor desinformado, a não ser que tenha uma lupa em casa. Foi o que fiz, e fiquei sabendo que tem informações sobre os componentes da pasta. E que ela se destina a escovação de dentes, e recomenda que se faça três vezes ao dia. Mas que não é recomendada para crianças abaixo de 6 anos. Recomenda que se enxague a boca após o uso da pasta. Provavelmente fui o primeiro e único leitor desse texto.

4.9.21

Crônica diária

 Em defesa da CPI

Os "peixes graúdos" se internam no Hospital Sírio Libanês, ou falsificam atestados médicos para fugir à convocação para depor como testemunha, ou investigados, na CPI da Covid 19. Aos "mordomos", como em todas as histórias policiais, é sempre a quem imputam a culpa. Ou tentam imputar. Não foi o caso do office boy no depoimento desta semana. Mas mesmo assim o Senador Kajuru chamou atenção de seus pares, na comissão, para não endeusarem o modesto trabalhador. Os governistas continuam sem argumentos falando a favor da Cloroquina e outros placebos, e acusando a comissão de se negar a investigar Estados e Municípios, o que não é objeto dessa CPI. Diante de tanta corrupção no ministério da saúde, há ainda quem repita o mantra que no atual governo não há corruptos...Ouviu-se muitas mentiras por parte dos depoentes, muito silêncio para evitar incriminações, mandatos de prisão, e policia conduzindo coercitivamente investigados, e a CPI caminha para o fim, já tendo cumprido seus objetivos, independente do relatório final.

 

3.9.21

Crônica diária

 A pandemia para quem não morreu


Nossa geração foi premiada com vários acontecimentos fantásticos. Únicos. Talvez tenha sido o elo entre o velho mundo e o mundo novo. Quanta tecnologia despejou novidades em quantos setores da vida cotidiana. Quanta revolução na música, no vestuário, nos costumes, na medicina, no transporte, nos combustíveis, nas energias, na alimentação, para ficar nuns poucos itens. As viagens interplanetárias e tudo que ela nos deixou de legado. Um curto período sem guerras mundiais, mas com muito desenvolvimento bélico testado nas escaramuças regionais. Entretanto a pandemia da Covid 19 nos privou de muitos parentes e amigos. Praticamente dois anos vividos de forma diferente no mundo todo. Quarentenas, distanciamentos, uso universal de máscara, álcool gel, e hospitais de campanha lotados. Enterros sem as tradicionais despedidas, e em muitas cidades em forma de mutirão, com máquinas cavando e enterrando pessoas às pressas. Esse foi sem nenhuma dúvida o pior momento em tempo de paz, na guerra contra o vírus, e na corrida pela vacina. Sinto muita falta de tantas pessoas que se foram e delas não pudemos nos despedir. Às vezes nem acredito que tenham ido. Tanta tristeza e falta delas.

 

2.9.21

Crônica diária

 Viva os colaboradores

Uma delícia poder escrever para quem lê, compreende e comenta com humor e conhecimento. Não esperem nada disso dos comentários irados, raivosos, toscos, e geralmente ofensivos dos extremistas de direita ou de esquerda. São idênticos, com sinais trocados. E por isso se odeiam. Mas a crônica de hoje é para enaltecer os comentários do Cristian Stal Bueno e Valter Ferraz. O primeiro, baterista amador, que nos deu uma aula sobre seus colegas profissionais. Quem não leu, recomendo até como arquivo ou memória do assunto. O segundo, com muito humor, e escritor que é, sugeriu um título para um eventual livro sobre o "O olhar do tirano". Agora falta escrever o livro. Mas já adiantou algumas características comuns que facilitam o reconhecimento entre os muçulmanos: "o cheiro de enxofre".  

1.9.21

Crônica diária

 Sobre 7 de setembro

 


Datas cívicas como 7 de setembro não deveriam ser usadas exclusivamente pelos dois polos da política. Os dois lados se consideram defensores dos verdadeiros valores nacionais. E na verdade esses extremos são exatamente a mesma coisa, com sinais trocados e ideologicamente cegos. A defesa intransigente de suas lideranças, e de suas posições políticas não representa a maioria da população brasileira. Essas datas não podem excluir a maioria que não é representada por manifestantes portando bandeiras sejam elas laranja, vermelhas, com arco-íris ou verde-amarelas. A tomada da avenida Paulista, por um grupo ou outro, não determina o que esta pensando o eleitor que não tem tempo e nem condições de manifestar suas preferências eleitorais, a não ser nas urnas. O certo é que a extrema direita tem 50% de rejeição, e a esquerda também. Logo se conclui que há um grande número de eleitores pulverizados entre mais de trinta partidos. E eles são brasileiros e vão votar em 2022. Eles não estão representados nessas manifestações de seguidores do Lula ou do Bolsonaro. Eles não concordam com corrupção e com imprensa censurada, defendida pelo Lula. Eles não concordam com a compra de fuzil, como conclama o Bolsonaro, e nem se consideram "imbecis" por compram feijão.

 

AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>

.

Only select images that you have confirmed that you have the license to use.

Falaram do Varal:

"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes

(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)

..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )

Leiam também:

Leiam também:
Click na imagem para conhecer

varal no twitter

Não vá perder sua hora....

Blog não é tudo, tudo é a falta do blog ....
( Peri S.C. adaptando uma frase do Millôr )
" BLOG É A MAIOR DAS VERTIGENS DA SUBJETIVIDADE " - Maria Elisa Guimarães, MEG ( Sub-rosa )