31.8.21

Crônica diária

 Duas observações sobre os muçulmanos

Com a retirada das tropas americanas, e aliados, de Cabul, no Afeganistão, e vendo as imagens que nos chegam de lá, notei a semelhança que há no olhar dos líderes desses grupos revoltosos e o olhar do Saddam Hussein em sua ultima entrevista, antes de ser assassinado num buraco de terra, tentando a fuga no Iraque. Os olhos do ditador estavam nervosos, girando da esquerda para direita e vice versa, o tempo todo. Esse detalhe demonstrava, na ocasião, o seu estado de nervos extremo. O mesmo olhar voltei a notar durante as declarações dos líderes do Talibã, agora na tomada do governo do Afeganistão, na cidade de Cabul. Barbas longas, turbantes, armas pesadas em punho, e tentando aparentar tranquilidade seus olhos giram no globo ocular exatamente como giravam os do Saddam

Outra observação, ou pelo menos uma curiosidade pessoal: como eles se reconhecem entre si, como aliados ou membros do mesmo grupo terrorista ou revolucionários, se não usam uniforme, bem com suas patentes, dentro da hierarquia? Andando nas ruas com turbantes, hijabes, e armas ostensivas,  fazendo a vigilância e policiamento. Como podem identificar outros muçulmanos igualmente de barba, turbante, hijabe, e fortemente armados?

 

30.8.21

Crônica diária

 Boas notícias para a terceira via

Toda vez que um ex bolsonarista, ou ex lulista é confrontado com argumentos incontestáveis de suas ações criminosas, faz a pergunta de quem poderia ser essa terceira via tão desejada e esperada. Nunca advoguei o Moro como um possível candidato, e talvez um bom vice. Defendi em primeira hora a candidatura do Mandetta, que continuo achando um bom candidato. Cheguei a sugerir a senadora Simore Tebet como sua vice. Acontece que nenhum nome, com essas pretensões conseguiu decolar até o presente momento. Agora, através do político e presidente do PSD, Gilberto Kassab, o nome do Rodrigo Pacheco, Presidente do Senado, surge como um ótimo candidato a unir o centro e vencer em 2022 como a terceira via, nessa futura próximas eleições. Mineiro, advogado, com um único mandato de Deputado Federal, e hoje Senador, em primeiro mandato, e já Presidente da casa. Tem todos os créditos para concorrer e unir as rejeições do Lula e do Bolsonaro, que em números representa 50 dos eleitores brasileiros. Essa é a fotografia do momento. Falta muito tempo para outubro de 22, e portanto tudo ainda pode acontecer, mas apoio essa candidatura, que representa minimamente o que precisamos para romper essa fatídica e nociva polarização. Parabéns ao Kassab.

29.8.21

Crônica diária

 Charlie Watts, o baterista


Com a morte do simpático baterista dos Rolling Stones, li um debate sobre os três maiores bateristas da história. O Charlie sempre citado como uma pessoa gentil, a quem o seu amigo Ringo Starr chamava de " Rocha". Ringo foi o outro baterista citado, e lembrado pelo seu carisma, que faltava ao Charlie. E o terceiro nome lembrado foi o do Klith Moon do The Who. Gostaria de ouvir a opinião do meu leitor e baterista Cristian Stal Bueno sobre essas comparações. Só um músico muito experiente e sensível poderia classificar bateristas desse nível. Eu por exemplo não tenho nenhuma competência para distinguir um percussionista de uma orquestra sinfônica da melhor qualidade de um baterista de jazz ou rock. Com a palavra o baterista de jazz Billy Ponzio, filho de uma querida prima. 

28.8.21

Crônica diária

 

Perdi a modéstia
  As coisas na internet são como fumaça ou nuvens. Se extinguem rapidamente. Por essa razão depois de 300 crônicas que correspondem a 300 dias seguidos público-as num livro de papel, que em determinadas circunstâncias é mais longevo e duradouro. Na página 169 do meu livro "Oitavo", e postada em abril de 2019, com o título "100 dias", e por acaso a 200ª do livro, está publicada minha ruptura definitiva com o governo Bolsonaro, sem antes, em março, com três meses de governo, ter alertado ao presidente, em Carta Aberta, e aos seus seguidores que não eram essas as promessas de campanha e o rumo que o governo ia tomando. Com a autoridade de ter votado no capitão, mesmo sabendo de suas limitações pessoais, tentei acreditar que com Moro e Guedes poderia-se fazer um governo razoável, não só extirpando os corruptos e petistas da máquina pública. Depois, e está tudo registrado em livro, ataquei duramente o viés golpista do Bolsonaro com a demissão do Mandetta, e constantes ataques ao congresso e ao STF. Isso aconteceu em 2019. Só agora em 2021 é que a ficha caiu. Hoje o golpe é manchetes e assunto de toda mídia. Para mim, modestamente, um assunto muito requentado. Quem tem medo do 7 de setembro próximo, acalmem-se. Mais uma vez vou alertá-los de que nada vai acontecer. Esse é jogo que o presidente tem jogado desde seu primeiro dia no poder. Um passo para frente, meio para o lado, e às vezes até um para trás. Mas sempre provocando alguém. O Congresso, um político tradicional, um vírus, o conceito da terra redonda, o STF, e agora às vésperas de 7 de setembro recomendando à população que se armem: "um povo armado, jamais será vencido". "Comprem o seu fuzil". Essa declaração um dias depois que os terroristas mataram num atentado mais de 180 pessoas, entre elas 13 marines americanos em Cabul, Afeganistão. É mais do que uma provocação é incitação à desordem, e isso é crime. Mas nem a PGR e nem a Polícia Federal, fazem nada contra ele. Um indivíduo como esse jamais poderia se candidatar em 2022, onde, com certeza será derrotado, e vai acusar as urnas eletrônicas, e à fraude, para justificar sua derrota.  Como sei que vocês não escrevem o que eu digo, vou publicar esta, e todas as outras crônicas, em mais um livro. ( 27 de agosto de 2021).

27.8.21

Crônica diária

 "A Casa da Dor"


Harry Hole, como Irene Kantor e outros tantos leitores meus e do Jo Nesbo sabem, é o personagem e policial norueguês de uma série de romances do autor. Neste livro, em sua segunda edição brasileira (2021) faz uma demonstração clara e completa de sua capacidade ao longo de 472 páginas levar o leitor a tirar conclusões bastante robustas, embora, completamente equivocadas, e volta a apresentar novos e contundentes argumentos e indícios que se demonstram coerentes, e logo mais insustentáveis. Particularmente neste livro o nosso Brasil é parte do cenário, no pior que temos para exportar e ser conhecido no planeta. 50 milhões de exemplares vendidos no mundo todo retratando nossas mazelas.

26.8.21

Crônica diária

 Sonhei com sushi

Vou falar sobre o que mais tem nas TVs hoje em dia: "Programas culinários". Sob certos aspectos é melhor do que futebol ou programa de auditório. O futebol e propaganda de cerveja ficaram em segundo plano por conta da pandemia. Estádios fechados no mundo todo. E programa de auditório era bom no tempo do Chacrinha, e da TV Record com a Jovem Guarda e Bossa Nova. Faustão e Silvio Santos continuaram fazendo programas com plateia, mas com muito menor audiência. É uma tradição que veio do rádio, como as novelas, mas que se esgotou. O assunto hoje é culinária, aqui, e nas TVs. Como não os assisto, e tenho uma ótima cozinheira, que na verdade não se vale da minha modesta, mas bem equipada biblioteca do gênero, na cozinha, vez por outra saí com novidades. Por exemplo, esta semana, criou um risoto com gorgonzola e uma fatia de mamão. Ficou uma delícia. O único gênero que ela não se aventurou foi a comida japonesa. Domingo acordei com vontade de comer sushi. Avisei que não iria almoçar, e fui a Garopaba comer japonês. Curiosamente os poucos existentes estavam fechados, e o sucesso eram as churrascarias e restaurantes por quilo. Mas encontrei umas poucas bandejinhas com sushi numa gôndola no super mercado Silveira do Campo D´Una. Claro que não são a mesma coisa dos feitos na hora, mas já é um progresso enorme aqui por estas bandas. Aqui neste litoral de Santa Catarina não se come bem além de camarão, ostra e tainha. A melhor cozinha da área é o da minha cozinheira, que é paulista.

 

25.8.21

Crônica diária

 O amigo do homem


 Dizem que o cão é o melhor amigo do homem. Pode ser verdade, mas é preciso alimentar com ração, vacinar, e vermifugar constantemente, dar banho, e a cada 14 a 18 anos enterra-lo com grande tristeza. Há um outro amigo do homem que não come, não late, não faz xixi nem cocô, e que jamais morre. É o livro. Uma boa leitura faz as vezes do cachorro. Pelo menos no meu caso. Quando estou em companhia de um bom livro esqueço da vida. Passo horas num mundo sugerido pelo autor mas que passa a ser nosso e dos personagens por quem os criou. E tem sobre os cachorros outras vantagens, não precisa de casinha para viajar de avião, não latem e ou ameaçam morder o vizinho de apartamento. São base para roteiros de filmes inesquecíveis, e fonte de informação e conhecimento, e se calam ao fecharmos sua capa, colocando um marcador na página lida.

24.8.21

Crônica diária

 Corro o risco de perder a aposta


 
A Inglaterra tornou-se um Estado unificado em 927 d.C. e desde a Era dos Descobrimentos que começou durante o século XV, a nação passou a ter um impacto cultural e juridico significativo sobre o resto do mundo. 

O Estado conhecido como Alemanha foi unificado com um moderno Estado-nação em 1871, tendo o Reino da Prússia como seu maior constituinte. 

A China é uma civilização milenar que acumula mais de 4 000 anos de História.

Quanto tempo será que vamos levar para deixar de ser este país quase na idade da pedra que nos encontramos? Com esse parlamento, com esse executivo e esse judiciário não faço uma aposta em menos de 2 000 anos. E corro o risco de perder.

23.8.21

Crônica diária

 A vida além da bula

 


O espelho é um mentiroso mancomunado com um departamento do nosso cérebro feito para nos enganar e ao mesmo tempo consolar. Vendo a foto que a Glória Menezes postou como homenagem ao Tarcísio Meira, com ela abraçado, e recém falecido, fico mais uma vez impressionado com o desastre que é a velhice. Cada dia o ser humano vive mais, e quanto mais vive, mais feio fica. Acredito que a bula do criador deveria limitar aos 50 anos o limite dessa existência. É desumano faze-lo viver mais do que isso. A prova é essa imagem do lindo casal que enquanto jovens e adultos eram símbolo de beleza. Assim deveriam permanecer na memória dos seus familiares e público. A única exceção a esta que deveria ser a regra é a Rainha da Inglaterra que há mais de 160 anos tem a mesma cara, usa o mesmo chapéu, bolsa pendurada no braço, e ao nascer já tinha a cara da mãe que era velha.

 

22.8.21

Crônica diária

 A incrível onda de atraso


Essas duas décadas dos anos 2000 serão lembradas pelo impressionante retrocesso na história. Lideres medíocres, ideologias esfaceladas, a volta de regimes autoritários de esquerda e de direita, corrupção deslavada, e atos criminosos contra os direitos individuais e as liberdades em geral. Governantes como Lula, Dilma, Evo Morales na Bolívia, Chaves e Maduro na Venezuela, Trump nos Estados Unidos, Kim Jong-un na Coreia do Norte, Bolsonaro no Brasil, Talibã no Afeganistão. O mundo nunca esteve tão mal servido de pensadores, de artistas, de intelectuais. O que terá acontecido? E quais seriam as causas?

Crônica do Alvaro Abreu (Com três dias de atraso)

 

 

Entrando em campo

 

Na crônica passada falei de saudades e recebi solidariedade de pessoas amigas que também andam sentindo emoções similares. Ameaças presidenciais, tanque soltando fumaça, cantor sertanejo convocando paralisação, figura nefasta ameaçando opositores com armas, militares falando grosso, compra de votos em favor do voto impresso: é o que se vê.

 

Faz pensar que a disposição de Ciro Nogueira para agir como articulador-mor do Palácio deve durar bem pouco. Ele deve ter percebido que o buraco é bem mais embaixo do que pensava. Dificilmente será ouvido pelo presidente desvairado e, menos ainda, conseguirá convencer alguém sobre as boas intenções do chefe. A estratégia presidencial de atacar e comprar briga está se mostrando racional, determinada e sem limites. Ele sai atirando contra quem lhe parece mais oportuno e interessante a cada momento, dentro de uma sequência lógica para despistar e desgastar. E dessa forma vai, com algum sucesso, botando o pé nas portas. 

 

Nessa linha, o presidente anunciou insistentemente, com plena convicção e alarde, que vai pedir ao Senado que abra processo de impeachment dos dois Ministros do STF que vêm mandando investigar e prender quem esteja ultrapassando limites constitucionais. Imagino que seja mais uma mensagem direta de intolerância aos que reagem com firmeza aos seus propósitos, fustigando a sua prepotência.

 

Com isso, ele coloca o presidente do Congresso sob os holofotes: Rodrigo Pacheco é mineiro hábil, dotado de autoridade adquirida em articulações cuidadosas e de pretensões a continuar subindo na vida. Exposição pública e oportunidade para atuar como bombeiro em tempos nervosos, é tudo o que ele precisa para “bombar” sua candidatura à presidência da República. Gilberto Kassab, que percebeu isso faz tempo, deve estar esfregando as mãos com a possibilidade de seu partido contar com um candidato competitivo. Afinal, Pacheco é conterrâneo de Tancredo Neves, um agregador de desgarrados e diferentes e, também, de Juscelino Kubitschek, presidente risonho que fez o Brasil pensar grande. 

 

E Lula? Tendo a acreditar que, nessa altura da vida, recém-casado, ele não esteja com tanta disposição para enfrentar os encargos de uma presidência da República após uma incerta e arriscada vitória nas urnas. Ele deve ter ciência de que não será mais o mesmo depois de uma campanha que se anuncia superlativamente agressiva e desgastante, cheia de denúncias e infâmias de toda ordem, tendo que enfrentar a má vontade estimulada de grupos de militares e o desinteresse de evangélicos já plenamente satisfeitos.  

 

Sou dos que acreditam que a melhor saída para Lula, a que lhe garantiria lugar de honra na história, seria atuar como principal articulador das forças de oposição, para viabilizar uma grande concertação de insatisfeitos, saudosos, sonhadores,desvalidos, conservadores e daqueles que estão chegando agora, em favor de um outro candidato. Tudo tem seu preço.

 

Vitória, 19 de agosto de 2021 

Alvaro Abreu

Escrita para A GAZETA

21.8.21

Crônica diária

 O consumidor que se estrepe

Acontece toda hora, e com todo mundo. Só nos incomoda quando acontece com a gente. Você compra uma geladeira e o fabricante é vendido para o concorrente que tira ela de linha. Ela e seus componentes que são fabricados por terceiros que faliram, ou deixaram de fabricar aquele produto por qualquer motivo. Foi o caso da nossa geladeira cuja borracha da porta estragou. Uma reles borracha põe fim à vida útil de uma geladeira, que apesar de 14 anos esta perfeita. Não tem mais a tal borracha no mercado. O consumidor que se estrepe. Hoje amanheci sem internet. Era por cabo, e funcionava muito mal. Troque pelo rádio, colocaram antena e roteador apropriado e melhorou. Mas hoje não tinha sinal. E pior o telefone da empresa que presta esse serviço não atendia ao telefone. Todos os procedimentos de praxe foram feitos, e nada. Restou ir a uma lan house para postar a crônica do dia, e ficar esperando o sinal voltar. O consumidor que se estrepe.

PS- Para passar o tempo estava lendo Jo Nesbo e a vontade que tive foi de fazer como seus personagens costumam agir em seus romances. Pegar uma carabina de grosso calibre, colocar na camionete e ir até a loja do fornecedor do sinal. Fica a 30 Km de casa, isto é, meia hora para ir e outra para voltar. Com a carabina imaginária na mão, responder à pergunta da simpática atendente: “O que seria”? Com cara feia perguntei: “ Seu telefone esta com defeito?”  E a resposta foi negativa. “Acontece que esse número é do celular do técnico que esta de férias”. Que se estrepe o consumidor. “Tivemos um probleminha, mas o sinal já voltou”. E de fato tinha voltado. Foi bom não ter uma carabina nessas horas.

19.8.21

Crônica diária

 Apostem nessa tendência


Ontem falei sobre a Bíblia por telefone. Hoje sobre um e-mail de uma imobiliária. Neuroarquitetura. Essa é a contribuição que a neurociência na criação de ambientes com o objetivo de melhorar a qualidade de vida, e revolucionar o universo das construções. O novo conceito que busca aliar inovação e ambientes equilibrados que estimulam as emoções. Estimular o cérebro de forma positiva. Ele trabalha com a iluminação, textura, cores, formas, ventilação, cheiro, e acústica capazes de despertar sensações. Criada em 2003 com a fundação da Academy of Neurociênce for Architeture em San Diego, Califórnia. Esta sendo aplicada em escolas, hospitais, comércio, residências,

Crônica diária

 A religião nos tempos atuais


No dia seguinte que o Talibã tomou o poder no Afeganistão toca o telefone e estou em Santa Catarina, e o número chamando é 11, de São Paulo, e desconhecido. Atendo certo de que se trata de corretor oferecendo imóvel, e quem responde é uma voz sonora e masculina de locutor de rádio e programa popular me oferecendo uns minutos de leitura da Bíblia. Agradeci e desliguei. Estamos perdidos.

 

18.8.21

Crônica diária

 Jo Nesbo




Com dezoito livros publicados no Brasil pela Record Jo Nesbo, que vive em Oslo, é um dos mais bem sucedidos escritores da Europa. Sobre ele os jornais do mundo todo se manifestam dessa maneira:

"Nesbo transforma cenas simples em situações assustadoras" - The New York Time

"Nesbo tem raro talento de criar reviravoltas, revelando ao leitor apenas o que deseja." The Independent

"Prosa precisa e sofisticada. Nesbo tem a mesma habilidade de Nabokov em nos convencer a simpatizar com um protagonista repulsivo."Newsweek

"Nesbo é viciante." Vanity Fair

Escolhi entre dezena de elogios e de definições dos melhores críticos literários algumas que traduzem a obra desse autor. Sou pessoalmente suspeito porque absolutamente viciado em seus romances exatamente ´por conta das opiniões acima. 

Encontrei duas pérolas neste ultimo livro que estou lendo " Headhunters". Uma que justifica as razões que podem levar uma pessoa (no caso o personagem narrador) a ser autoirônico. "Ter a suficiente autoconfiança e ser bem sucedido a ponto de se dar ao luxo de fazer autoironia. 

E a segunda quando descreve o estilo do escritor Paulo Coelho "...que tem um jeito que fascina aqueles que são fáceis de impressionar intelectualmente e irrita os mais exigentes". 

Essas pérolas soltas nas aventuras de canalhas charmosos, mulheres maravilhosas, mas igualmente canalhas em tramas completamente imprevisíveis. É tudo que o leitos deseja de um bom livro.

17.8.21

General Augusto Heleno

 

General, não existe em nenhum lugar da nossa constituição que diga que o Exército é "o poder moderador" no Brasil. Pare com isso.

Crônica diária

 Que loucura!


Vou tratar de forma leve e brincalhona, mas o assunto é sério e verdadeiro. Claro que não vou dar o nome, mas vamos dizer que se chama Orlando Pitkow. Estudou no Dante e jogava bola em nosso time do campinho da Rua Canadá. Era muito bom de bola. Na época nosso goleiro era o hoje ancora e jornalista Boris Casoy. O vereador e ex senador Eduardo Suplicy também jogava lá, nessa época. Pois bem o Orlando sofria de síndrome da excitação sexual persistente, conhecida pela sigla em inglês PSAS. Pouco conhecida e, recorrente em maior número de casos, em mulheres. Não há cura que eu conheça. E no caso do Orlando esse fenômeno acontecia durante as provas de matemática. Dizem os médicos que grandes emoções podem provocar esse orgasmo sem nenhuma ligação com sexo. Hoje o Orlando vive feliz da vida como contador, e casado com uma calculadora eletrônica.

 

16.8.21

Crônica diária

 O leitor e os peixes


Entre os esportes que eu tenha praticado com mais assiduidade esta a pesca. Mesmo assim numa quantidade muito pequena e esporadicamente. Cheguei a ter uma caixa de pesca com um estoque de linhas, anzóis e chumbadas considerável. Mas fui roubado. Hoje sobraram duas ou três carretilhas. Duas pescarias ficaram na memória. Uma numa pequena ilha no Rio Tietê, perto do encontro com o o Rio Paraná. Eu era menino e fui acompanhar meu tio Godoy Moreira, professor e ortopedista famoso. A outra no pantanal com o helicóptero do Maurilinho Biagi. Com essas credenciais posso afirmar que o prazer em ser fisgado nas primeiras páginas de um livro é a grande proeza de um escritor. Estou, mais uma vez, com o anzol na boca, lendo Jo Nesbo, agora, em seu  " Headhunters.

 

15.8.21

Crônica diária

 Bolsonaristas do Rio das Pedras

 

 


Chama-los de tolos, ingênuos, bobinhos não combina com o palavreado, atitudes, modos e aspecto. Mas não são todos, alguns até nos surpreendem. O que os uni são os mantras contra a esquerda. Aí a coisa pega. Passados dois anos e meio de governo é absolutamente evidente que o PR não vai mudar seu comportamento, apesar de ter mudado de alfaiate. Mas continua sendo o mesmo capitão raso e determinado. Mentiroso e desleal. E a ele se juntam políticos da mesma laia, ou seja, membros do eterno centrão. Roberto Jefferson é um troglodita a parte. Mas faz coro com a orquestra nos mesmos moldes que cantava no governo Collor, como deputado. A CPI tem demonstrado com seus convidados ou depoentes que mentir, e faze-lo em defesa do Bolsonaro, é a pauta do governo. Ricardo Barros, o homem do "rolo" demonstrou cabalmente esse ritual. Acusado pelo próprio presidente da republica colocou sua cabeça na guilhotina em sua defesa. É o preço que deve valer o cargo de líder do governo na Câmara. E para não dizer que não falei do estado deplorável em que se encontra a frota do nosso exército, só posso imaginar que não tenha sido proposital aquele "peido" de fumaça preta em frente à rampa do Palácio no desastrado desfile de fraqueza diante do Congresso. A resposta veio pronta e a altura: o absurdo caso do voto impresso arquivado definitivamente. Vamos cuidar de coisa séria, e deixar as palhaçadas desse presidente de lado.

 

14.8.21

Crônica diária

 Não se vitimize

 


Recebi de uma das minhas irmãs um vídeo do sobrevivente do desastre aéreo da Varig nos arredores de Paris em 1972, onde morreram todos menos o Ricardo que faz live. O ponto alto de sua impressionante história é a recomendação para nunca nos vitimizarmos na vida. Por mais difíceis que sejam as situações que nos apresentem no dia a dia, uma postura positiva, e de não se vitimização é o segredo da vitória. E ele tem razão. É uma tendência nossa à menor dificuldade ou problema nos vitimizarmos. "Só acontece comigo!", ou "Tinha que ser comigo!", ou ainda:" Outra vez, sempre comigo!". Não é assim, acontece com todo mundo, só que cada um de nós reage de forma diferente. E lutar para que nossa postura seja sempre positiva, otimista, é fundamental para nossa sobrevivência. E só acontece comigo porque eu sou normal. 

13.8.21

Crônica diária

 "Baixar o chanfalho em quem viola a lei"


Adoro palavras, mais pelas suas sonoridades do que grafia. "Chanfalho" é um bom exemplo. Quem a usou recentemente foi o Elio Gaspari (Globo/Folha) analisando os ataques do Bolsonaro aos dois ministros do STF, Luis Roberto Barroso atual ministro do Supremo Tribunal Eleitoral, e Alexandre de Moraes seu futuro presidente. Argumenta o Elio que o Bolsonaro esta metido numa briga com Barroso que veio de uma banca de advocacia onde se defende os clientes, mas sabe que sua encrenca é com o Moraes, que veio do Ministério Público, onde aprendeu a "baixar o chanfalho em quem viola a lei".

PS- Significado de Chanfalho : espada grande, velha e enferrujada; chanfana, espadagão.

12.8.21

Crônica diária

 O preço do alface e do tomate



 Toda vez que pego uma estrada no Estado de São Paulo, me orgulho de ser brasileiro. Perdi um ex colega de Cataguases, mineiro que mora em Niterói, por conta da frase que escrevi numa crônica, anos passados: "São Paulo é uma ilha cercada de Brasil por todos os lados".  Essa verdade inconteste deveria orgulhar nossos vizinhos, ao invés de ofende-los. Desta vez não foi diferente. O que me espanta é o número de empreendimentos imobiliários que brotam no chão de antigas fazendas no interior todo. Antes eram próximas dos grandes centros como Alphaville, Tamboré e outros. Agora ao lado e muitas vezes como um enorme bairro de pequenas cidades como Souza, perto de Campinas surgem condomínios horizontais um ao lado do outro. Avançam sobre as terras de pasto e agricultáveis sob o pretexto de moradia e lazer com segurança. Verdadeiros clubes com piscinas cobertas e aquecidas, piscinas ao ar livre, quadras de tênis, futebol mirim, trilhas, represas e lagos, áreas verdes preservadas e outras cultivadas, tudo com portaria e vigilância vinte quatro horas por dia. O tamanho dos lotes determina o padrão de cada condomínio. Os preços variam em função da quantidade de lotes. Essa explosão imobiliária talvez explique o preço do alface e do tomate.

11.8.21

Crônica diária

 Meu novo telefone


Morar frente para o mar e lagoa de Ibiraquera, SC durante 21 anos continua sendo um privilégio fantástico. Nosso único meio de comunicação com o mundo real é a TV e agora o telefone digital, que além de lanterna, tem todas as outras funções de todos conhecidas, e que só agora fui submetido. Meu aparelho de celular anterior, e foram vários, desde o grande tijolão com antena externa, até o meu minúsculo dobrável, do tamanho de um isqueiro zippo, mas que eram apenas telefone que recebia ou fazia ligações, assim mesmo quando o sinal era bom. Tanto me infernizaram que acabei cedendo. Comprei um de penúltima geração para servir de GPS, que acabou aposentando de vez o precário e dobrável telefone. Agora tenho tudo num só aparelho, como todo mundo. Sei a fase da lua,, que a temperatura esta em 11ºC, tempo limpo, que é 11 de agosto. Plim plim sinaliza que tenho mensagem no e-mail, ou no WhatsApp, e uma tremidinha seguida de chamada é ligação. Não dá mais tempo de ler sossegado. Nem de escrever sem ser perturbado. Por outro lado é um cão para cego, um companheiro de viagem que sabe o melhor caminho, em quanto tempo vamos faze-lo,  onde esta o radar, o carro parado no acostamento, a estrada em obras, lembra de acender os faróis, tudo isso numa agradável voz feminina. Entre perdas e ganhos, é preciso levar em conta as nossas necessidades atuais. Nem sempre é fácil abrir mão de hábitos e costumes. Por outro lado aceitar as modernidades nos fazem livres e independentes, duas coisas preciosas nesta vida.

10.8.21

Crônica diária

 Dia dos pais



Domingo passado foi dia dos pais. Um dia como o das mães, o da criança e o do escultor, como foi dia 7 de agosto. Dia criado pelo comércio para faturar além do Natal. Nunca levei nenhuma dessas datas a sério. Aliás, para dizer a verdade, detesto essas efemérides. Não são espontâneas, restaurantes ficam lotados, insuportáveis para os comensais e a alegria dos proprietários. Dos donos e dos manobristas que passaram a cobrar R$ 30,00 independente do tempo de estacionamento. O almoço e o jantar, perto desses valores cobrados pelos manobristas, não chega a ser um absurdo. Mas nesses dias você é invariavelmente mal servido. Tem gente na fila de espera e criança, dos outros, nas mesas ao lado. Exceção feita ao dia do escultor. Nesse dia ninguém comemorou além da Jussara Stockinger homenageando o Xico, seu pai. Cumprimentei a Eloisa Tregnago que retornou cumprimentado-me. Esqueci de cumprimentar o Israel Kislansky, e o Dan Fialdini. E foi só. Minto, o Luiz Villa se confessou um cultor, hoje ex.

 

8.8.21

Crônica diária

 Desabafo paulistano

 


Não sou bairrista a ponto de advogar a separação do meu estado do resto do Brasil. Não tenho tatuagem do mapa de São Paulo no braço direito ou na testa. Aliás sou da geração que tatuagem só marinheiro e puta faziam. Morei, estudei e  trabalhei em vários estados deste país. Minas, em Cataguases, Ponta Porã em Mato Grosso, Belém no Pará, Imbituba em Santa Catarina, mas nasci em São Paulo e como só se nasce uma vez, dele nunca me separei. Contra o solo materno tenho gratidão eterna. Com perdão do jogo de palavras, e cafonice, não posso admitir um conterrâneo, embora imigrado para o subúrbio do Rio das Pedras, ligado às milícias locais, ocupante do mais alto cargo da República, em mesquinha briga com o governador de São Paulo, discrimine meu Estado. Sabotar envio de vacina durante uma campanha contra a pandemia é atentado à  saúde pública. E só por esse fato, a despeito das rachadinhas, do prejuízo causado, ao longo do seu governo, com a briga com a China, a despeito de suas investidas anti democráticas atacando as instituições, congresso e STF, a despeito de seu negativismo terraplanista, a despeito de seu constante e permanente ataque à imprensa, e uso dela para atacar seus desafetos, a despeito de tentar desmoralizar a urna eletrônica, e a despeito de ter militarizado indecentemente a administração federal no intuito intimidatório, em detrimento de gestores competentes e de carreira, a despeito de não admitir ministros lhe fazerem sombra, e sem motivos funcionais, demiti-los, não posso aceitar um chefe da Federação discriminar um Estado dela. Só por esse fato, a despeito de todos os outros, Bolsonaro deveria ser condenado imediatamente, e impinchado do poder. 

Crônica diária

 Veganos


 Antonio Cabral que se considera anti racista postou uma foto e texto dignos de nota, isto é, de uma crônica. E os comentários à sua postagem outras tantas crônicas se não fosse absoluta perda de tempo. Que cada um como o que tiver vontade. E poste o que desejar. Que comentem o que quiserem, É dessa diversidade de teorias, de crenças, de opiniões que a vida é composta, rica e diversa. Desde que haja liberdade, a única coisa em que todos devem acreditar e lutar a favor. 

"Comer comida vegana é a receita para uma vida saudável, boa e longa, dizem os 4 fisiologistas nutricionais da Noruega com idades entre 26-28 anos.🤣"

7.8.21

Crônica diária

 Sobre o terreno não anunciado 



Escrever e comentar aqui no FB a gente só faz por diversão, como costuma definir o Luiz Villa. Dia desses escrevi sobre um terreno que não anunciei a venda, como sugerido pelo amigo Leonardo, por puro pudor. A propósito  minha querida e perspicaz leitora Marina Godoy Moreira comentou que eu tinha feito, o anúncio, sem faze-lo. Cumprimentei-a pela sagacidade e aproveitei para dar mais uns detalhes da área frente para o mar, sem antes chama-la de otimista por acreditar haver entre meus leitores alguém capaz de mostrar interesse. Se não compram livros, vão comprar metro quadrado de terra, com uma linda mata natural, com o mar batendo em sua encosta, pelo valor de um cafezinho na Europa? E terão aqueles que ainda argumentarão, "se eu tivesse os recursos para tomar um café na Europa, você acha que iria comprar 55 800 metros de área com vista para o mar em Garopaba, SC? Por essa, e por outras, não vou anuncia-lo.

6.8.21

Crônica diária

 O escabroso caso do armário

Um casal formado pela mãe de um garoto de seis anos, e sua mulher, mantinham o menino trancado num armário. Segundo denúncia de vizinhos depois que o garoto sumiu, as mulheres desmontaram o armário antes da pericia policial. O apresentador do programa sensacionalista, noticia como o mais brutal crime por ele narrado. A avó do garoto ainda tentou tira-lo do armário, onde passava fome e frio só com uma coberta. Não fosse essa tragédia composta por apresentadores desses deploráveis programas populares, não fosse a ineficiência da caridosa, mas impotente avó, não fosse um armário o pivô de toda a história, não teriam as amantes matado o filho de uma delas, e desmontado o (mais uma vez) armário, antes da polícia chegar.

Crônica do Alvaro Abreu

 

Saudades de montão

Acabo de ver o pessoal do skate na Olimpíada de Tóquio vivendo em alegre harmonia, torcendo pelo sucesso de seus competidores. São cenas emocionantes que contrastam com a zorra instaurada em terras brasilis, por um presidente desvairado e obsessivo por poder. Decididamente, o que tenho visto nas esferas políticas por aqui não me inspira nem me alegra. Pelo contrário, me faz perder a graça e me preocupar com o que de indesejável possa estar a caminho. 

 

Sinto saudades de Ulisses Guimarães, que comandou a Assembleia Nacional Constituinte de maneira digna e exemplar, acima de facções religiosas, grupos de gulosos, rebeldes irritados, milícias e proprietários de fato e de sempre. Ele foi capaz de fazer convergir e de criar um ambiente de tolerância, em favor de um acordo geral entre diferentes. Sinto saudades, também, de gente dotada de capacidade de conversar por horas a fio, sabendo ouvir e argumentar, com decência e convicção, sem se agredir ou inviabilizar convergências parciais, relevantíssimas. 

 

Também tenho saudades dos tempos em que foi sendo ampliado o entendimento sobre o que deveria ser preservado e valorizado como patrimônio histórico e cultural de um lugar, de uma gente. Tenho fortes saudades de Gilberto Gil como Ministro da Cultura ou, se parecer mais adequado, de Ministério da Cultura sob a direção plural e incentivadora de Gilberto Gil. 

 

Sempre me lembro dos técnicos, pesquisadores e dirigentes visionários, que ajudaram a criar uma mentalidade nacional em favor da proteção e valorização do meio ambiente, em especial de áreas estratégicas como a do Pantanal, da Amazônia e da Mata Atlântica. Sem a contribuição deles, estaríamos engatinhando e sem convicção para enfrentar a insensatez e as boiadas em geral.

 

Tenho saudade de figuras como Darcy Ribeiro, com sua compreensão do Brasil e do valor da educação, e de Juscelino, que estava sempre sorrindo, gostava de serenata e queria fazer tudo em 5 anos.

 

De situações mais recentes, tenho saudades de tardes diante da TV assistindo com atenção ao desenrolar do Mensalão e, como desdobramento, da Lava Jato, produzindo manchetes diárias sobre falcatruas políticas, negócios bilionários, processos e prisões inimagináveis. As notícias produziam uma sensação de “até que enfim” e alguma dose de esperança na melhoria dos padrões de governo. Bem sei que há quem não sinta esse tipo de saudade nem considere relevantes os bilhões de reais recuperados. 

 

Tenho saudades das décadas em que a população brasileira tinha orgulho e confiança nas urnas eletrônicas do TSE.

 

De uma coisa estou absolutamente convicto: esse presidente e sua turma de seguidores não produzirão em mim, qualquer tipo de saudade, em tempo algum. Não me inspiram nem me fazem querer que fiquem por perto.

 

Sou da turma dos que sentem saudade do tempo em que não tinha reeleição.

 

Vitória, 05 de agosto de 2021

Alvaro Abreu

Escrita para A GAZETA

5.8.21

Crônica diária

 Falo por mim

 

 Escravos da rotina. Isso é o que somos. Imagine vocês , meus leitores que fazem barba, um dia depois de ensaboar com o mesmo pincel, a mesma marca de creme de barba, o mesmo aparelho de barbear, olhar para o mesmo espelho e fazer um gesto de iniciar pela costeleta do lado esquerdo ao invés da do lado direito? Impossível. Quebrar a rotina de como se ensaboar no chuveiro, ou depois do ritual de como se enxugar? Somos a somatória de gestos repetidos e automáticos. Experimentem quebrar essas rotinas. É quase impossível. Como dizia o humorista José Vasconcelos, "Renovar ou morrer, vamos renovar". Deve ser por essa razão que tantos homens estão usando barba. 

4.8.21

Crônica diária

 Na falta de tu, vai tu mesmo

Isso já aconteceu mais vezes. Aperto uma tecla errada e deleto um texto pronto. Da vontade de chorar. Mas homem não chora. A crônica era sobre uma conversa recente com o meu amigo Leonardo. E falávamos sobre a venda de um terreno em Garopaba. Ele tentando me convencer a anuncia-lo entre meus leitores. Eu cheio de pudor, tentando explicar que nunca misturava meus negócios com os amigos leitores. Lembrei agora de uma frase do "sábio" Ovídio Miranda Brito, dono de um frigorífico em Cotia, que ao ser perguntado por que "roubava no peso dos bois dos amigos", respondia com a mesma ousadia: "porque os inimigos não vendem pra mim." Mas aconteceu de eu ter viajado de Santa Catarina para São Paulo, e chegado as 8:30 em casa. Já tinha um e-mail do Luiz Villa dizendo que teria que sair cedo e não faria o "desenho", que eu chamo de "ilustração" da crônica do dia seguinte, que seria aquela deletada. Lamentei duplamente. Por ter perdido o texto oferecendo o terreno, verdadeira galinha morta, e lamentei não poder saber como o Villa se sairia dessa. Já se foram 118 textos ilustrados magnificamente. E tenho certeza meus leitores já se acostumaram a rir antes de ler.

 

3.8.21

Crônica diária

 Torta de palmito

 



Muitos escritores de alguma forma se referiram à gastronomia em seus textos. Outros como o lisboeta Jorge Pinheiro hoje cozinha, e fotografa suas invenções culinárias, mais do que escreve. Eu como não sei fritar um ovo, para disfarçar mantenho um blog chamado BLOGOSTO ( https://blogsgosto.blogspot.com) posto imagens de pratos que comi em restaurantes ou casa de amigos. Há escritores que harmonizam gastronomia e vinhos, acompanhados de charuto. Outros ainda fazem de suas literaturas publicidade da comida regional, e por fim uns poucos ligam os prazeres da mesa aos da cama. Eu fico com a "Torta de palmito". aliás tudo onde vai palmito é uma delícia. Pastel de palmito e palmito assado acompanhando picanha fatiada são prato dos deuses. No entanto o palmito que mais como é o natural na salada. Um vento forte vindo do sul derrubou um pé de açaí do meu jardim. Foi a única vez que comi o palmito colhido na hora. Sem azeite e sem sal. Maravilhoso.

 

2.8.21

Crônica diária

 OITO DETETIVES


Imaginem vocês leitores de romances e contos policiais um velho e frustrado escritor morando numa pequena e deserta ilha no litoral da Inglaterra recebendo uma jovem emissária de uma grande editora interessada em publicar seus escritos inéditos. Ele inicialmente se mostrou retraído e desconfiado, mas acabou cedendo aos encantos e inteligência da moça. Aceitou fazerem uma leitura crítica de cada um dos contos. Ela lia e anotava, ela respondia as questões por ela levantadas. Era uma verdadeira aula de como escrever sobre o assunto. O autor na verdade, Alex Pavesi, um engenheiro de software, com doutorado em matemática, havia criado uma fórmula para o gênero, que chamava " histórias de assassinatos". O personagem e escritor explica para a moça da Editora como tudo funciona. São três os ingredientes de todas as histórias: "um morto, um ou mais suspeitos, e um ou mais assassinos". Claro que também há um narrador e um detetive. Há casos em que o narrador é o detetive, e até o próprio assassino. Brincar de enganar o leitor jogando matematicamente com esses elementos, é o métier do escritor de contos policiais.

1.8.21

Crônica diária

 Olimpíadas do Japão

 


Os gregos devem estar se revirando nas tumbas. Eu que nuca  fui um atleta estou indignado com os chamados Jogos Olímpicos, imaginem eles. Falta entrar  para as Olimpíadas o jogo de botão, o de palito, a corrida de saco com colher e ovo, amarelinha, bolinha de gude, jogo de abafa, braço de ferro, e carrinho de rolemã . Pingue-pongue, surf, skate, e arco e flecha, já tem. Com   a inclusão desses "esportes" os verdadeiros jogos olímpicos ficaram diminuídos, pois na contagem de medalhas, todas tem o mesmo peso e valor. É o fim das Olimpíadas. O fim da picada.

 

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