Crônica diária
Fui tomar minha vacina
Sem a preocupação de qual das vacinas, e quais os postos de estavam aplicando esta ou aquela, na quarta passada peguei meu carro e fui para o Estádio do Morumbi as 6:30 pensando que o posto abriria as sete. Ao chegar já haviam oitenta carros na minha frente. Helicópteros sobrevoando e o rádio informando que a fila do Memorial da América Latina era quem tinha a menor fila de carros. No Pacaembu eram 700 metros, e a minha, naquele horário 500. O fato é que demorou uma hora do momento que abriram os portões e consegui receber a minha dose. Duas horas e meia de espera no carro. Melhor do que a pé e no sol. Mas no momento em que o atendimento inicia, as meninas com jaleco, branco impecável, do Hospital Einstein, preenchem uma ficha, onde para meu espanto perguntou a minha raça, e entregam um cartão que será assinado pela funcionária que aplica a dose, mostrando o conteúdo da seringa. Tudo muito higienizado, organizado, parecendo coisa de outros mundos. A vacina era do Butantan, e a segunda dose vinte dias depois. Não virei jacaré, e ainda brinquei com o amigo e artista plástico Fabio Pace, que essa era só para cobras.

Um comentário:
Aqui, há prioridades, Eduardo, conforme idade, estado de saúde, actividade de risco.Cada um recebe por SMS a informação do dia e hora.
Comigo, demorou 50', incluindo os 30' para o recobro após a toma.
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