Crônica diária
Dilema entre a vida e a morte
Desde sábado passado estamos com o Estado de São Paulo na fase vermelha
novamente. Duas semanas com todos os serviços ditos não essenciais
fechados. Claro que todos os serviços são essenciais para quem dele
tira os proventos para viver. Por outro lado sem essa medida extrema de
isolamento social, o número de casos de pessoas infectadas pelo Covid
aumenta e não há condições hospitalares que de conta. Nem a pública, nem
a privada. A questão que é muito complexa se resume nisso. Ou se fecha
tudo, e salvamos vidas, ou continuamos a propagar o vírus, e aumentam os
casos de morte. Ajuda emergencial cobre uma parcela dos desassistidos
mas os governos não estão preparados para ajudar, nessa emergência quem
paga IPTU, paga salários de funcionários e recolhe tributos, mesmo com
seus negócios fechados e sem faturar. A quebra de pequenas e médias
empresas é enorme. Setores como o aéreo, no primeiro ano da pandemia,
foi atingido em cheio. Mas são grandes companhias e tem como resolver
seus problemas no médio prazo. O pequeno lojista, que paga aluguel e
funcionários não tem condições, e nem a quem apelar. O pequeno comércio e
prestador de serviço ficou completamente desamparado. A prefeitura de
São Paulo num ano de pandemia, e crise sem precedentes, não teve a
sensibilidade de perceber que não era hora de aumentar o IPTU. E para
finalizar, é preciso chamar atenção para o transporte público,
principalmente os trens metrôs onde a contaminação, por falta de
distanciamento, é enorme. É preciso aumentar a oferta de transporte para
evitar a lotação, ao invés de reduzi-lo nas fases vermelhas e amarelas
da pandemia. Só a vacina nos tirará desse dilema, que infelizmente os
governantes e a população esta enfrentando. Cada um de nós é parte da
solução. É preciso não nos expormos, para não contaminarmos, e
contaminar os outros.

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