Crônica diária
O futuro vai cobrar isso
Dois acontecimentos desta semana são marcantes, memoráveis, e quase inacreditáveis, merecendo umas poucas considerações.
O primeiro foi a do ministro do STF Gilmar Mendes, indicado pelo réu, considerar suspeito o juiz Sérgio Moro, concursado, e com todas as sentenças da Lava Jato confirmadas pela segunda instância por maioria absoluta.
O segundo, mas não menos importante, mas igualmente surpreendente, foi o discurso do presidente Bolsonaro, ao som de um grande panelaço nacional, ler de forma titubeante e insegura, uma declaração de que seu governo sempre foi a favor da vacina. É evidente que essa MENTIRA DESLAVADA foi completamente explorada pela mídia, no dia seguinte, mostrando dezena de vídeos dele reverberando contra vacina, contra compra de vacina, contra o Dória defendendo a vacina, e chamando de "maricas" os que queriam se vacinar, apesar de poderem virar jacarés, com a vacina chinesa, que era exportada com chip para tornar todos brasileiros comunistas.
Há
no segundo caso uma explicação, o Bolsonaro trocou seu encarregado de
comunicação, e o militar que assumiu o cargo escreveu o discurso do
presidente. Tudo mentira. Ele continua o mesmo negacionista, e injuriado
por ter sido chamado de "genocida", adjetivo que virilizou e colou,
como colou Lulaladrão. Não se apaga o passado. E o futuro vai cobrar
isso.
Ilustração: Luiz Villa


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