Crônica diária
Posto vago
Quebro todas as promessas de não falar de política, e em falando dela, criticar esse desgoverno. Imaginem vocês um país complexo como o nosso, pobre, e de dimensões continentais, sem um ministro da saúde! Quer dizer, com dois ao mesmo tempo, e o ministério acéfalo. E isso no ponto mais agudo da pandemia. O futuro ministro já é o quarto na gestão do Bolsonaro. Na verdade quem manda na saúde é ele, um negacionista, numa pasta onde a ciência deveria imperar. Este quarto ministro é médico, e esta emporcalhando seu curriculum servindo de ventríloquo do presidente. Ainda não assumiu oficialmente porque esperam arrumar um lugarzinho para colocar o general sem pescoço, (Pazuello), porque sabem que sem imunidade, será degolado pela justiça. Quase 300 mil mortos, hospitais sem leito, gente morrendo nas filas de espera de UTIs, falta de oxigênio e medicamentos específicos para entubação, e o presidente retardando a posse do Queiroga, enquanto procuram um "escudo" para o general e ex-ministro. Nada nesse país é mais urgente do que um combate diuturno ao vírus assassino, mas estamos sem ministro. E bom que não seja um general a perder essa guerra. Colocaria o nosso exercito numa situação ainda pior do que a de ter um capitão despreparado, comandando generais submissos, e usando médicos, que para constar em suas biografias, aceitam negar o óbvio. O que ninguém tem dúvida é que o capitão continuará a dar ordens para mais de 30 militares colocados no ministério, ocupando os principais cargos da máquina. Coitado do Queiroga. Mas ainda é tempo de renunciar antes de ter sido.
PS A partir de hoje iniciamos uma parceria com o chargista Luiz Villa, que ilustrará algumas crônicas.


Um comentário:
Eduardo, não me diga que uma simples gripesinha já fez no país de Bolsonaro 300.000 mortos !...
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