Crônica diária
A história completa
O sociólogo Tiago Costa Rodrigues, de 36 anos, autor dos outdoors.
Finalmente consegui todas as informações que todo mundo sabia, menos eu. A jovem jornalista que só eu desconhecia Mariliz Pereira Jorge, é famosa. Eu não tinha ideia. Defende o direito de chamar uma deputada de puta. E isso vira debate. A origem de todos os fatos foi a intimação, para prestar depoimento, do youtuber Felipe Neto, por ter chamado de "genocida" o presidente da república, e que isso seria crime de segurança nacional. Mariliz entra em sua defesa e volta a chamar Bolsonaro de "genocida" em sua coluna. O Presidente não gosta e ataca a jornalista publicamente. O que a da maior visibilidade. Estão morrendo duas mil pessoas por dia, e o presidente, preocupado com os adjetivos que lhe são atribuídos (diga-se de passagem, merecidos). Aí vem a Mariliz (49 anos, nascida em Ponta Grossa, PR, cidade da qual os rapazes nunca devem se casar com garotas de Curralinho, PA), em defesa do colega e publica sinônimos de "genocida" plagiando seu colega de jornal, Ruy Castro, que em janeiro, portanto três meses atrás, publicou a mesma relação de "palavrões", compilados, segundo ele, pelo amigo João Augusto desde a posse do Bolsonaro. Para completar a comédia bufona Olavo de Carvalho, segundo a revista Piaúi, o pretende processar a Mariliz por ter quebrado o monopólio de xingamentos contra o presidente. A expressão "não vale um pequi roído", no Tocantins, é utilizada para se referir a algo que não tem nenhum valor. O Ministro da Justiça mandou investigar o autor das placas com essa expressão contra o Presidente. Enfim, se a qualificação de "genocida" feita por Felipe Neto tivesse ficado só na sua fala, sem a polícia e "segurança nacional" envolvidos, nada disso teria rolado nas mídias sociais. Tempos obscuros, e sombrios.


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