Crônica diária
Hieróglifo total
A quantidade de informação que você precisa ter para entender,
minimamente, metade do que esta sendo postado na internet é um absurdo.
Primeiro é preciso dizer que não estou me referindo às páginas de gente
de menos de trinta anos. Nessas os termos usados são verdadeiros hieróglifos.
Refiro-me às páginas de gente da minha idade. A única diferença é que
sabem muito mais do que eu, e muito antes. A pergunta que faço é onde e
como se informam tanto, e tão rápido? E a prova de que sou eu o
desinformado que no texto onde essas incógnitas aparecem um monte de
gente comenta, absolutamente informados, e sabedores do que se trata.
Querem um exemplo: um ou dois dias atrás li na página da escritora Betty
Vidigal a expressão "pequi roído". E todos que estavam na conversa
sabiam do que se tratava. Eu boiando. Hoje fiquei sabendo do artigo da
jornalista Mariliz Pereira Jorge na Folha de SP, onde termina seu texto,
só de um monte de palavras, sem nenhuma frase, com essa expressão
"pequi roído". Seria mais um entre os milhares de adjetivos dados ao
nosso Capitão. E em seguida virilizou na internet uma placa com a imagem
do presidente "roendo um pequi" e defendendo seu impeachment. Vejam
quantas voltas tive que dar para entender do que falavam na página da
Betty. E sempre sou o ultimo a saber. Dois dias depois. E foi lá também
que aprendi que na internet se escreve com um X no final da palavra
quando ela se refere aos dos sexos. Exemplo: "arrasadx" ( arrasados e
arrasadas). Nem eu nem meu corretor de texto sabiam disso. Hieróglifo
total.

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