Crônica diária
Lugar de bandido é na cadeia
Não sou advogado e, portanto, o menos credenciado para comentar a lamentável decisão do Ministro Fachin de anular a condenação do Lula. Lamentável porque além do problemão que isso causa na política brasileira, e muito mais deletério, é o descrédito que passa do sistema judiciário para a população. Como pode ser anulada uma condenação em segunda instância, sentença essa proferida pelo juiz Sergio Moro, considerado à época, um juiz impecável, de reputação ilibada, e popularidade superior aos candidatos a presidente em 2018. Em menos de três anos os corruptos e inimigos da força tarefa denominada Lava Jato que prendeu e julgou centena de ladrões e quadrilheiros, é desmontada, e seu líder maior condenado ao ostracismo, e suas sentenças, agora, anuladas. Faltam soltar e inocentar o Cabral, o Cunha, e o Marcola. As evidências criminosas do Lula, que como bom chefe de quadrilha, nunca é um réu confesso, não são menores do que as dos três acima citados. Mas Cabral, Cunha e Marcola são criminosos pontuais, ao contrário do Lula, que assaltou e quebrou o país depois de quatorze anos no poder, e ameaça voltar em 2022 como candidato a presidente. Ficha limpa. E pior, sua candidatura é o sonho do Bolsonaro, que mais uma vez derrotará a esquerda por incompetência da justiça brasileira. Lugar de bandido é na cadeia.
PS- Para quem não sabe quem é o Marcola: "Marcos Willians Herbas Camacho, mais conhecido como Marcola (Osasco, 25 de janeiro de 1968), é um narcotraficante brasileiro, considerado pelo Estado de São Paulo, líder da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

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