Crônica diária
A nossa igreja
Que delícia quando acertamos a mão na crônica. Não há regra, nem muito
menos uma receita. Fosse assim, não teria graça. É absolutamente
aleatório. Acerta-se ou se erra independente dos temas, da forma, e
conteúdo. Muitas vezes agradam as crônicas que menos se espera. Uma
coisa fundamental é ser bem humorada. Otimismo muitas vezes ajuda. Há o
perigo dela ficar piegas ou com cara de auto ajuda. Fujo dessas como o
diabo da cruz. Algum escritor importante, e contemporâneo, já disse que
texto de auto ajuda não é literatura. Sem nenhuma pretensão de faze-la,
ainda mais agora que vamos fundar uma religião e ficar milionários.
Escrever nunca deu dinheiro a não ser para o Paulo Coelho, Edir Macedo, e
outros espertos. Vamos seguir seus exemplos. Morar na Europa ou na
Flórida, comprar helicópteros para transportar malotes de dinheiro vivo
em segurança. Redes de TV para alargar o número de crentes, respeitando o
devido distanciamento social. Foi nessa crônica que aceitei associar-me
ao
José Roberto Whitaker Penteado, pai da ideia. O sucesso e adesões de
bispos, colaboradores, pregadores, gestores, e gente como o Rafael que
mora nos USA, filho do meu amigo Alvaro Abreu, que diz que há mais de 15
anos desejava fundar uma igreja, e a nossa o acolheu de braços abertos.
Amigas propondo nome para nossa igreja: "Carmelitas peladas", por exemplo. O Luis Levy sugeriu ''Igreja Universal do Reino da Minha Ferrari", e
outros querendo doar carros importados com um valor de multa a pagar,
muito superior ao valor do veículo. Imóveis foram postos à nossa
disposição, embora com IPTU atrasado e penhora em bancos. Muitas
leitoras se oferecendo para arrecadar o dízimo. Não importa, estamos
cumprindo nossa missão na terra: "acolher e aconselhar os desesperados".
Não nos faltarão adeptos.

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