Crônica diária
A importância do quarto poder
Oportuno e necessário é voltar a este tema tão caro à democracia de um
país. Imaginem vocês viver numa nação sem uma imprensa livre, autônoma, e
privada. Não ficaríamos sabendo o problema que foi os governos
comprarem vacinas dos dois ou três grandes laboratórios que as produzem e
comercializam depois da necessária e rigorosa aprovação. Não ficaríamos
sabendo da briguinha envolvendo São Paulo, na figura do seu Governador,
e governo Federal. Nem da falta de seringas ou botijões de oxigênio,
não fosse a imprensa. Depois os terraplanistas contra a vacinação, e por
derradeiro os fura fila para tomarem vacina. Muito menos que a justiça
suspendeu a vacinação na cidade de Manaus, foco de uma nova cepa, e de
recorde de mortes no país, por conta de um CPF, apresentado dez vezes,
nos postos de vacinação. A população que aguarde o inquérito e vá
morrendo, enquanto esse importante detalhe não é resolvido. Não fosse a
imprensa não saberíamos o caso da enfermeira que aplicou a agulha da
vacina numa senhora de 91 anos, em sua cadeira de rodas, e não injetou o
líquido. Foi exonerada e a senhora "revacinada". Absurdos como esses só
são possíveis de serem detectados através de uma imprensa vigilante,
descomprometida e honesta. Não seria a imprensa oficial que faria esse
serviço. Mas ela é tratada pelo Presidente de forma grosseira, e sem
compostura, quando manda enfiar no seu rabo as latas de Leite
Condensado.

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