Crônica diária
Olavo Munhaini, mais uma vez
1951, Olavo de pé, eu logo abaixo, na classe da Dna Rosa1953, Olavo à minha direita
A
noite passada foi de sonhos, e me reportaram a 1951 quando no primeiro
ano primário tive entre muitos um colega chamado Olavo Munhaini que não
sei porque cargas d´água, volta e meia, me suas, mas era meu líder no
Dante. Era um espoleta, como diziam na época. Moreninho, cabelo
encaracolado, parecia um aviãozinho enfezado. Acho que por ser valente e
briguento eu tinha inveja de sua coragem. E ele sempre estava ao meu
lado nas confusões do recreio. Eu fazia parte do seu time de futebol de
tampinha, que incrivelmente jogávamos no pátio do colégio, na hora do
recreio. Há dez anos voltei pela primeira e ultima vez ao Dante e fiquei
impressionado como podíamos jogar com aquele piso de pedra portuguesa.
Não havia sapato da casa Toddy que resistisse. Deveria ser o drama da
minha mãe. Mas não lembro dela reclamar. Do pátio, lembro com saudade da
lanchonete que tinha o melhor pão francês com mortadela que já comi na
vida. Tinha Dan-Top, que eu adorava. Mas o lanche vinha de casa numa
lancheira quadrada de couro. Ela cheirava à maçã, e servia de arma de
defesa nas brigas lideradas pelo Olavo.

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