Crônica diária
De herói a crápula
O poder é ingrato. Você pode do dia para a noite deixar de ser o
mocinho para virar o bandido. A história recente nos demonstra isso com
clareza lapidar. O Lula, o "cara" do Obama, preso e condenado virou de
mocinho a bandido. Seu carrasco Moro, de mocinho, hoje é tratado como
bandido. E para completar o ex-presidente da câmara dos deputados
Rodrigo Maia (2017 a 2020) que fez ferrenha oposição ao governo do
Bolsonaro, ao perder a eleição, traído pelo próprio partido DEM, que sob
o comando do ACM Neto, candidato a vice na chapa do Bolsonaro em 2022, é
considerado uma carta fora do baralho. Esculhambado pela direita e pela
esquerda. Virou um porquinho, com maçã na boca, na bandeja dos
rega-bofes políticos e da imprensa em geral. Talvez não se eleja
vereador em sua cidade natal. Impressionante a capacidade dessa
quadrilha de bolsonaros liquidarem desafetos ou possíveis opositores.
Mandetta, bom ministro da saúde, decapitado. Moro, esquartejado. E
contrariando a hierarquia militar uma dezena de generais estrelados,
sumariamente rifados do poder. E o general Pazuello, especializado em
logística, submisso ao capitão, promovido no estrelado, apesar de
fracassos exatamente na logística do combate à Covid, e sua vacina.
Impressionante a capacidade dessa quadrilha.

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