Crônica diária
Zazá do Val, do abraço ao cotovelo
Depois da crônica ma-ra-vi-lho-sa de ontem, a do Rubem Braga, quando
tinha 26 anos, eu aos 77 sinto-me completamente inútil e sem futuro.
Tomar consciência da realidade é o primeiro passo para aceitar o
inevitável. Foi com esse espírito que respondi para minha velha amiga de
Cooper, nas sombras dos eucaliptos do estacionamento do Jockey Clube de
São Paulo. Por lá entre muitos outros e outras caminhávamos, a passos
acelerados, ao lado do Prefeito da Cidade, o Pita, para quem lembra
dele. Mas o assunto abordado pela Zazá foi a falta que sente de um forte
e bom abraço. Eu, então, respondi que o novo normal, nesse item, veio
para ficar: só cotoveladas. Falei para fazer graça, porque de fato não
acredito. Até já escrevi sobre o assunto: "abraço". Tenho sobre ele uma
teoria. Desenvolvida durante três anos de convivência com o Maurílio e
Luiz Biagi. Os irmãos se abraçavam, como abraçavam os seus
interlocutores, ao se cumprimentarem, e ao se despedirem. Eram muito
"sicilianos" nesse ponto. E os abraços emitiam mensagens. Silenciosas,
mas contundentes. Ninguém saia daqueles abraços impunemente. Qualquer
dia desses voltarei ao assunto. Por ora só cotovelo com cotovelo,
máscara e álcool gel.

Um comentário:
E, por cá, a pandemia Janeiro fora foi terrivelmente mortífera.
Agora, depois de tudo
( quase tudo ! ) fechado, os números fatais começaram a baixar.
As vacinas prometidas estão em redução ± 50% por problemas da Pfeizer na produção das mesmas.
Nem filhos e netos podemos beijar.E os encontros são sempre com máscara.
É uma sensação
penosa !
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