Crônica diária
Se cada um fizesse a sua parte
Vou tomar como exemplo uma empresa genuinamente brasileira, hoje com o controle acionário da cervejaria canadense Molson.
A Antártica, fabricante do não menos brasileiro e refrigerante que
enfrentou galhardamente a concorrência da mundialmente conhecida
Coca-cola. Ela trás estampada na tampa de sua garrafinha de Guaraná , em
vermelho, esta informação: "0,99 Preço máximo sugerido". Se todas as
empresas, de todos os produtos e serviços, fizessem o mesmo, a economia
dos menos favorecidos seria enorme. A especulação sobre produtos de
primeira necessidade é escandalosa. Sou irrestritamente a favor do livre
mercado. Da concorrência leal. Mas intransigente quando esse mercado
onde a lei da oferta e da procura atinge níveis escandalosos, como no
preço da garrafa de água, do papel higiênico, do botijão de gás, e dos
juros bancários, para ficar só em quatro exemplos, sem falar nos
remédios. O produto ou serviço deveria sempre levar estampado o preço
máximo a ser comercializado. A concorrência se daria com descontos sobre
esse teto. Mas num país onde o primeiro mandatário não compra seringa
para vacinar sua população, por causa da especulação do valor, em épocas
de escassez de produto, e as seringas são importadas, não tenho
esperança que esse exemplo da brasileira Antártica venha a ser uma regra
de mercado.

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