Crônica diária
Um sopro de vida
Não vou vos falar das mortes pela Covid 19. Vou lhes falar do sopro de
vida que a maravilhosa natureza da às coisas. No caso específico das
plantas. Imaginem vocês que depois de velho resolvi aprender e cultivar
bonsai. Como sabem essa arte milenar implica em paciência, conhecimento,
perseverança e muitos anos de vida. Um pré bonsai tem no mínimo cinco a
sete anos. Depois de se tornar um verdadeiro bonsai, em bandeja
apropriada, com rega e cuidados diários pode viver centena de anos. Em
novembro passado matei três pré bonsais de cinco a sete anos. Adubei com
granulado em dose exagerada. O gás de enxofre expelido pelos grãos do
fertilizante mataram minhas plantas em poucas horas. E eu não fui capaz
de perceber o mal a tempo. Perderam as folhas e não consegui fazer
recupera-las. A tristeza diante de tanto tempo investido num sonho,
mostra como a vida é delicada. Aquilo que dei pensando saciar a fome,
matou minhas plantas. Foi uma grande lição. Faz parte do aprendizado.
Num almoço com meu cunhado Carlos Eduardo Novaes fiquei sabendo que na
sua fazenda a seca do ano que se findou, matou palmeiras imperiais de
mais de vinte anos, no seu jardim. Em bandejas de bonsai ou na terra de
jardins as plantas como os animais, aves e peixes requerem muito
cuidado. A vida é um sopro, e nada mais.


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