Crônica diária
Casa cheia
Lembro de quando éramos criança e passávamos férias na fazenda ou no
apartamento do nosso avô, no Guarujá. Essas memórias infantis é que me
nutrem nesta fase da vida onde o avô sou eu. Estou de casa cheia, de
filhos, amigos dos filhos e MUITA criança. Para eles uns dias à beira do
mar, gozando as delícias da areia da praia, do sol, do balanço, no
vasto gramado, será inesquecível. O convívio de primos e amiguinhos
ficará na memória, como anos bons de nossas vidas. A falta de água no
bairro, por conta da temporada de fim de ano, não os afeta. A reposição
de coca cola, suco e frutas, para eles, é uma coisa que acontece como
passe de mágica das varinhas da princesa. A casa que durante todo o ano
tem tudo num silêncio mortal, esses dias de festa e férias de fim de ano
vira uma bagunça cinematográfica. Criança é uma alegria, mas sinônimo
de desordem e confusão. Na saída uma constante, sobram maiôs, havaianas,
de todos os tamanhos, e muitas vezes com pés trocados. Depois de dez
dias dessa confusão de casa cheia de criança, a volta ao silêncio e paz,
tem uns onze meses para se recuperar. O ano que vem terá mais, e eles
nunca com a mesma idade, e apesar da mesma bagunça, as demandas vão se
modificando, e a graça também. Adolescente é um porre.

Um comentário:
Bendita confusão para darmos o devido valor aos onze meses e tal de tranquilidade.
Depois da tempestade, a bonança !
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