31.12.20

Crônica diária

 Casa cheia 


Lembro de quando éramos criança e passávamos férias na fazenda ou no apartamento do nosso avô, no Guarujá. Essas memórias infantis é que me nutrem nesta fase da vida onde o avô sou eu. Estou de casa cheia, de filhos, amigos dos filhos e MUITA criança. Para eles uns dias à beira do mar, gozando as delícias da areia da praia, do sol, do balanço, no vasto gramado, será inesquecível. O convívio de primos e amiguinhos ficará na memória, como anos bons de nossas vidas. A falta de água no bairro, por conta da temporada de fim de ano, não os afeta. A reposição de coca cola, suco e frutas, para eles, é uma coisa que acontece como passe de mágica das varinhas da princesa. A casa que durante todo o ano tem tudo num silêncio mortal, esses dias de festa e férias de fim de ano vira uma bagunça cinematográfica. Criança é uma alegria, mas sinônimo de desordem e confusão. Na saída uma constante, sobram maiôs, havaianas, de todos os tamanhos, e muitas vezes com pés trocados. Depois de dez dias dessa confusão de casa cheia de criança, a volta ao silêncio e paz, tem uns onze meses para se recuperar. O ano que vem terá mais, e eles nunca com a mesma idade, e apesar da mesma bagunça, as demandas vão se modificando, e a graça também. Adolescente é um  porre. 

30.12.20

Crônica diária

 Viagem com criança

Viajar de avião para poupar as crianças de 800 quilômetros de estrada tem suas vantagens, e desvantagens. Entre as vantagens esta o tempo de duração da tortura. Costumam maldosamente chamar uma pessoa chata de "mala", para expressar, com essa comparação, a dificuldade que se tem de aguenta-la. Crianças a bordo são mochilas. Mas dão o mesmo trabalho. Mas com o trabalho inversamente proporcional ao tamanho. Quanto menores mais trabalho. Tem a dor no ouvido, o choro que nenhum outro passageiro desejava ouvir durante o voo, e o desconforto dos pais ou avós responsáveis. Porém a viagem de carro ou ônibus a criança no momento que entra no veículo começa a perguntar quanto tempo falta para chegar. No avião, em percursos rápidos o transtorno é conseguir dar conta de todas as malas, sacolas, carrinhos de bebê, cadeirinha para o automóvel no destino, a gaiola do cãozinho, e dar as mãos para os pequenos que não são de colo. Aeroporto é lugar de se perder malas e crianças. Mas a nossa viagem ontem foi um sucesso. 

29.12.20

Crônica diária

 

Dieta para o cérebro 

Tenho grande dificuldade de me desfazer das minhas coisas. Sou do tempo que as coisas eram feitas para durar, e quando, eventualmente quebravam, tinham conserto.  Por uma fatalidade os dois aparelhos de TV deixaram de funcionar ao mesmo tempo. Não posso dizer que de repente, pois ambas vinham apresentado lentamente sinais de senilidade, ainda que eu os considerasse precoce. Ambas sem conserto.  Fiquei sem ver e ouvir TV durante vinte e tantos dias, e faz uma semana que não pego num livro, por falta de tempo, e até de disposição. Estou fazendo uma dieta cerebral. Um tempo sabático. Abstinência intelectual. Nenhuma informação nova, pelo menos do mundo da política e da Covid 19. Nenhum esforço mental, de memória ou criatividade. Um limbo, entre a realidade e o inferno. O céu não existe.

28.12.20

Crônica diária

 Os 300 de Esparta

 Meus livros de crônicas, em número de oito até o momento, contem sempre 300 crônicas. A razão não contem nenhum número cabalístico, ou qualquer outro mistério, quando publiquei o primeiro em 2013 sob o título "Agudas e crônicas" tinha 300 prontas, e não adiantaria aguardar mais 65 dias, e crônicas correspondentes, porque não daria um ano de janeiro a dezembro. Depois os outros seguiram a mesma ordem, e ficou uma praxe, 300 crônicas por livro. Mas minha querida escritora, intelectual e artista plástica Mria Tomaselli queria saber se tinha alguma coisa a ver com "Os 300 de Esparta"? Aí quem ficou em dúvida fui eu. O que seria 300 de Esparta? O Google, santo Google, pai e mãe dos ignorantes, me esclareceu: "

300 é uma série de história em quadrinhos de 1998, publicada originalmente em cinco edições pela editora Dark Horse Comics, sendo publicada no Brasil pela Editora Abril utilizando o mesmo formato, sob o título Os 300 de Esparta. 300 foi particularmente inspirado pelo filme de 1962 "Os 300 de Esparta", um filme que Miller assistiu quando criança.[1] A história tem roteiro, desenho e arte-final de Frank Miller e foi pintada por Lynn Varley. Foi vencedora do Eisner Awards em 1999, na categoria "Melhor Minissérie".[2] Em 2006 a Dark Horse tinha planos de relançar 300 num único volume, no formato horizontal (widescreen) tal e qual a obra foi planejada para ser publicada mas tal não foi possível. No Brasil foi reeditada pela Devir. A Graphic Novel descreve a Batalha das Termópilas, ocorrida em 480 a.C., quando 300 guerreiros espartanos comandados pelo Rei Leónidas lutaram até à morte para refrear o avanço do exército persa do Xerxes I no território grego. O combate atingiu o status de lenda, face à enorme desproporção entre as forças espartanas e persas. Em 2007 estreou nos cinemas o filme 300, baseado nesta Graphic Novel. 

Nada disso, minha querida Tomaselli, 300 crônicas porque eram as que eu tinha no momento. 

 

27.12.20

Crônica diária

 Baru

 Para suas festas familiares e com todas as restrições que a pandemia exige,  vou recomendar uma castanha, que pode ser colocada  na salada, no pernil,  na farofa, ou como aperitivo, no lugar do amendoim, ou castanha de caju, desde que tomem cuidado com o dentes. Seu nome é baru. Também popularmente conhecida por cumbaru; cumaru; coco-feijão, e é o fruto de uma planta da família botânica: Leguminosae - Papilionoideae, cuja origem é da mata e cerrado do Brasil Central. Parece uma semente de azeitona. Seu sabor lembra o amendoim e castanha de caju. Muito rica em proteína. Da um ar exótico e bem brasileiro na sua refeição. 

Ricardo Blath e sua postagem

 

... tenho um Grande AMIGO, que chamo de Mestre, que distribui seu tempo entre São Paulo e Ibiraquera, aqui na Grande Garopaba
... em 2008, meu Amigo Eduardo começou um blog, existente até hoje, onde escolhia “Vítimas” que desenhava e postava ... fui uma das suas primeiras “vítimas” e creio que este seu desenho seja uma raridade, por ser colorido e de corpo inteiro
.... hoje
Eduardo Penteado Lunardelli
tem em seu currículo, bem mais de mil celebridades e amigos caricaturados por ele
.... é de fatos assim que acredito, que a vida de privilegiados, como eu, se nutre de prazeres e emoções...!

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