Crônica diária
A visita continua

Nosso
ultimo dia na cidade
já deixava saudade. Um povo muito gentil, e
simpático. Tive alguma dificuldade de entende-los por conta das
máscaras, e em alguns casos dois óculos protetores da Covid.
Fomos conhecer o Museu Casa Barragan, onde morava o famoso engenheiro que revolucionou a arquitetura da época. Morreu em 1988 e deixou obras tombadas pelo órgãos de proteção de monumentos da humanidade. Realmente a visita de uma hora, guiada e previamente agendada vale uma viagem ao México só por ela. Quem gosta de arquitetura não pode deixar de conhecer. Dezena de livros sobre ela, e sobre a obra desse engenheiro não consegue traduzir as formas, cores, luz, e magia criadas por ele. A casa esta perfeitamente conservada, no meio de um jardim maravilhoso, também obra do morador. Há nela uma biblioteca maravilhosa, discos de vinil e a vitrola usada naquele tempo. A casa tem uma quantidade mínima de aberturas de janelas, todas com características especiais, ventilação natural em todos os cômodos e nenhum ponto de iluminação elétrica no teto, em toda a casa, com exceção do atelier do engenheiro.
Almoçamos no Bistrô Bec recomendado pelo Pedro, primo da Paula, e a conversa acabou girando, pelo resto do dia, em função das fortes imagens conceituais e pelos detalhes dos móveis, telas, materiais e texturas empregadas na Casa Barragan.
Como ontem dediquei minhas impressões do museu Soumaya ao Israel Kislansky, por conta da obra do Rodin, hoje faço o mesmo dedicando a todos os arquitetos meus amigos, em especial ao Fernando Cals e Mauro Magliozzi, representando todos os outros.

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