Crônica diária
Crônica da crônica diária
Hoje fiz, com minha mulher, aquele comentário que todo escritor de crônicas fez várias vezes na vida. A maioria delas em frente à máquina Olivetti, nas redações dos jornais. Hoje, com a pandemia, ainda mais, poucos jornalistas ou escritores saem de casa para escrever uma crônica. Elas são feitas em casa, que funciona como home office, nessa, e em quase e todas as outras atividades. Escreve-se no computador, envia-se eletronicamente, e tudo é muito diferente do tempo de Rubem Braga, e outros grandes cronistas diários. Meia hora depois de ter proferido o tal comentário, vejo em minha página do Facebook uma sugestão: "Olhe o que você postou há um ano". E a possibilidade de rever suas postagens, dessa data, 10 anos atrás, ano a ano. Pronto. Resolvida minha dúvida. Saber sobre o que escrever hoje. Nesse mesmo dia e mês, dez anos atrás postei sobre meu blog Vítima da Quinta que comemorava 137 caricaturas. Era um feito a ser registrado. Quatro anos depois já tinha 675, e voltei a registrar. Hoje tenho 1052 vítimas contabilizadas. Além de escrever, desenhar me dá muito prazer. O mesmo não acontece com quem lê ou é minha vítima. As crônicas refletem minhas opiniões, e meus leitores concordam com elas ou não me leem. Agora, as caricaturas, são como os vejo, em seus detalhes, que certamente menos gostam. É preciso humor para quem é caricaturado. Nem sempre minhas vítimas tem.

Um comentário:
Eu continuo a apreciar todas as suas CRONICAS e presentemente gosto mais das suas caricaturas, Eduardo.
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