Crônica diária
Minha primeira reunião de negócios de máscara
Foi muito estranha. Três compradores mascarados, um corretor mascarado e
eu, evidentemente com minha máscara. Ao recebe-los mantive meu
distanciamento recomendado pelos infectologistas da pandemia, e os
quatro estenderam o braço com a mão fechada. Tocamos os nós dos dedos. O
correto seria os cotovelos. Entraram, e sentamos há mais de um metro
cada um. Todos de máscara. E assim transcorreu uma hora de conversa. Ao
saírem ninguém apertou a mão do outro como era praxe no final de uma
negociação. Ficaram de enviar uma minuta, até agora não enviaram. Uma
semana para o envio de minuta é tempo mais do que suficiente. Terá
valido a pena uma hora de conversa? Estariam rindo atrás das mascaras?
Foi para valer que disseram que o negócio estava certo? Não houve o
tradicional aperto de mãos que selava os compromissos antes da pandemia.
Qual será o novo normal?

2 comentários:
Até o
logotipo do Mercado Livre mudou. Agora, como antes, vale a palavra.
E como é a PALAVRA com uma máscara ?
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