20.8.20

Crônica diária

Duas boas definições

                             Duda Cavalcanti, em foto do marido e fotógrafo Otto Stupakoff - Instituto Moreira Salles
Só um alcoólatra e boêmio poderia ter escrito essa frase com tanta propriedade: "A aceitação de qualquer bebida é moralmente inquietante, pois atravessa a fronteira que separa o prazer do vício."  O autor? Carlinhos Oliveira, cronista dos bares e restaurantes do Rio, durante 23 anos bebendo e escrevendo  para o caderno B do Jornal do Brasil. 
É dele, outra definição maravilhosa, de serenata. Estavam num bar, para variar, e o Chico Buarque lamentou as moças não morarem mais em casas, e o inconveniente de se fazer serenata para quem morava no quarto andar. Foi quando o Hugo Carvana lembrou que a Duda Cavalcante morava em casa. Ligou para ela e marcou uma surpresa às três da manhã. Carlinhos definiu o que é uma serenata: "É uma declaração de amor platônico, feita em grupo e em homenagem a uma pessoa determinada -- a qual possui janela e não tem sono." 

PS- 
...Duda Cavalcanti ? Muitos cronistas da época a consideram a verdadeira Garota de Ipanema. Não aquela que entrou de gaiata na história e fatura até hoje em cima. Duda Cavalcanti foi a precursora daquilo que se convencionou como a mulher liberada do final dos anos 60. Somente igualada em comportamento e atitude a verdadeiros ícones da república ipanemense como Leila Diniz, Danuza Leão e Vera Barreto Leite. Dona de uma rara beleza de raízes puramente brasileiras, Duda Cavalcanti celebrizou-se no raiar dos anos 60 como modelo e depois como atriz (Arrastão, 1966, direção Antoine d´Ormesson). Foi a primeira modelo a participar de um ensaio fotográfico de moda no Brasil, obra do seu namorado da época, o fotógrafo Otto Stupakov, que emprestara um vestido do costureiro paraense e queridinho da "haute couture" tupiniquim, Dener Pamplona de Abreu. Primeiro ensaio fotográfico de moda no Brasil, 1958. Edu Lobo e Duda Cavalcanti, Paris, 1966... Namorou ou foi casada com cineastas, fotógrafos, gente da moda, jornalismo ou cinema. Estabeleceu parâmetros modernos na passarela, foi capa das principais revistas brasileiras e posou para dezenas de editoriais. Encheu o saco da caretice brasileira e se mudou para Paris, onde permaneceu vários anos. Deixou saudades e atrás de si o mito da musa, que ainda hoje perdura quando aparece aqui e ali em eventos de moda. Quem viu uma vez Duda Cavalcanti, jamais esquece... 
Fonte: pasquineiras.blogspot.com.br

2 comentários:

valter ferraz disse...

Tinha pelos nos lugares nescessários?

Eduardo P.L. disse...

Se estiver viva, pelos brancos... 76 anos.

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