31.7.20
Crônica diária

30.7.20
Crônica diária
29.7.20
Crônica diária
PEN Internacional
"Livros e todas as formas de escrita são terror para aqueles que
desejam suprimir a verdade."
Wole Soyinka
Waldo Domingos Claro, um representante do PEN, e eu (1963)
Na foto
aparecem o jornalista Waldo Claro, um representante do PEN Internacional e eu,
no escritório do deputado federal Herbert Levy, no Banco da América (futuro
Itau), na Rua São Bento em São Paulo. Isso me levou a relembrar o que foi e
continua sendo o PEN Internacional.
Catharine Amy Dawson-Scott, poeta britânica, dramaturga e ativista da paz, fundou o PEN como uma maneira de unir escritores após a devastação da Primeira Guerra Mundial. Inicialmente, não passava de um clube de jantar, fornecendo um espaço para os escritores compartilharem ideias e socializarem. Os clubes do PEN seriam riados em outras cidades europeias, para que os escritores em suas viagens tivessem um lugar para encontrar amigos e colegas.Os convidados do jantar de Dawson-Scott incluíram o primeiro presidente do PEN, John Galsworthy, que falou sobre as possibilidades de um movimento internacional - uma "Liga das Nações para Homens e Mulheres de Letras".A organização conhecida hoje como PEN International começou em Londres, Reino Unido, em 1921, simplesmente como PEN. Em quatro anos, havia 25 Centros PEN na Europa e, em 1931, havia vários Centros na América do Sul e na China.Como o mundo ficou mais escuro pouco antes do início da guerra em 1939, os Centros membros do PEN incluíram Argentina, Austrália, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Egito, Índia, Iraque, Japão, México, Nova Zelândia, Palestina, Uruguai, EUA e outros. Todos os países escandinavos foram contabilizados como membros, bem como vários países da Europa Oriental. Centros basco, catalão e iídiche também estavam representados.Por mais de nove décadas, foi uma organização genuinamente internacional, abrangendo uma ampla variedade de culturas e idiomas, e hoje a esmagadora maioria dos 100 Centros da PEN International vem de fora da Europa.O PEN foi uma das primeiras organizações não-governamentais do mundo e um dos primeiros organismos internacionais que defendem os direitos humanos.Foi a primeira associação mundial de escritores e a primeira organização a apontar que a liberdade de expressão e literatura são inseparáveis – um princípio que continuam a defender hoje e que está expresso em sua Carta, um documento de assinado em 1926 e ratificação no Congresso de 1948 em Copenhague.O PEN enfrenta os desafios da literatura e da liberdade há quase cem anos, começando logo após a Primeira Guerra Mundial, ao surgimento e erupção da Segunda Guerra Mundial, depois durante a Guerra Fria e a queda da União Soviética e no clima mais sutil de hoje. no mundo todo. Ele respondeu às mudanças mais dramáticas da história moderna, e seus ativistas e defensores incluíram os intelectuais mais célebres de cada época, além de incontáveis, incansáveis e dedicados membros globais que lutam para garantir que o direito de escrever, falar, ler e publicar livremente seja para sempre no coração da nossa cultura global.O nome foi concebido como um acrônimo: "Poetas, ensaístas, romancistas" (posteriormente ampliado para "Poetas, dramaturgos, editores, ensaios, romancistas").Após a Segunda Guerra Mundial, a PEN ficou conhecida como PEN Internacional, compreendendo um número crescente de Centros em todo o mundo. Com o tempo, à medida que nossos membros se expandiram para incluir uma gama mais diversificada de pessoas envolvidas com palavras e liberdade de expressão, as categorias mencionadas não definiram mais exclusivamente quem poderia participar. Hoje, o PEN é simplesmente PEN.Em 2010, como parte de uma renomeação geral, a organização foi renomeada para PEN International. Está ativa em mais de 100 países e ainda ecoa os princípios originais de Dawson-Scott e Galsworthy que defendem a liberdade de expressão, paz e amizade.
28.7.20
Crônica diária
27.7.20
Crônica diária
26.7.20
Crônica diária
Sou obrigado a confessar mais uma vez que o Germano acertou. Primeiro em me recomendar um cronista de 23 anos de Jornal do Brasil, e que aos 16 já escrevia suas crônicas em Vitoria, no Espírito Santo. Carlinhos de Oliveira que se aventurou no romance e no conto, era essencialmente um boêmio e cronista. Eu nunca tinha lido nada dele e por falta de sorte (não se deve usar a palavra azar) o primeiro, dos três livros, que comprei no sebo, e o correio entregou no prazo, foi o romance "Terror e Êxtase". Sobre isso já escrevi. O tipo usado só é legível com lupa ou lente, além da dos meus óculos. Tão pequeno e espremido, entre linhas apertadas, que a leitura é quase impossível. (edição de 1978). E o texto, que consegui ler, me desagradou. O Germano não se deu por achado, e repicou na aposta: "leia "O homem na varanda do Antonio´s" crônicas da boemia carioca nos agitados anos 60/70, organizado por Jason Tércio." Acontece que eu havia comprado entre os três livros, exatamente esse, e levou mais de trinta dias para me entregarem. Culpa que o Correio jogou no Covid19. Iniciada a leitura, com tipos normais, espaçamento idem, editado em 2004, a decantada crônica do Carlinhos apareceu em todo seu esplendor. Comecei a entender porque teve toda a fama que o consagrou na época. Aumentou, por outro lado, meu estranhamento das razões de seu absoluto esquecimento. Irônico, mordas, e um misto de cronista e cronista social, estabeleceu seu escritório na varanda do bar Antonio´s, e de lá observava e comentava a vida boemia do Rio do seu tempo. Um registro crítico e bem humorado, apesar do meu amigo Alvaro Abreu, que o conheceu pessoalmente, e me segredou que era uma pessoa de convívio difícil, e antipático. As pessoas simpáticas são geralmente gordas, gentis e bem humoradas. Um exemplo: Jô Soares. Carlinhos era baixinho, magro, careca, e se vestia sem nenhum cuidado. Era um crítico feroz do provinciano que vinha tentar arte ou literatura na capital. Crítico dos medíocres, pseudo-artistas, e gente anônima da classe média que apareciam nos bares e não fazia parte da turma de intelectuais e seus amigos. Voltarei muitas vezes, daqui para frente, para lhes contar sobre o que o Carlinhos escrevia. E bem.
25.7.20
Crônica diária
- A crônica de hoje é uma transcrição de um comentário de um leitor, e da minha resposta.Reynaldo Papacidero Ruiz escreveu: "Hoje aprendi com o Datena da TV, que "um Livro lido , é um livro morto" decidi rasgar e jogar fora todos meus livros, gibis, etc. de infância, juventude, de 1944 até hoje. Exceto as Biblias".
-
Meu caro Reynaldo, acho que o Datena não tem nada a ensinar nessa área, muito pelo contrário, morrem os autores, morrem os leitores, o livro continua vivo e útil por gerações. Doe para bibliotecas públicas, e nunca rasgue ou queime um livro.
Crônica do Alvaro Abreu
24.7.20
Crônica diária
23.7.20
Figura criselefantina.
Coleção Sandra Moreira -atribuida a Gory
Crônica diária
22.7.20
Crônica diária
Muito já se escreveu sobre isso, mas toda vez que acontece, é motivo de riso.
Há um dispositivo nas páginas do Facebook chamada "Mensagem" que equivale ao "In box", ou "na caixa". Nele são trocadas mensagens particulares e só os que estão se correspondendo tem acesso. Muita gente não fica atenta ao aviso de mensagem na caixa. Outro dia escrevi uma para um amigo em Portugal. Fazia uma pergunta e demandava uma resposta com certa urgência. Como no dia seguinte não obtive resposta, escrevi na página um comentário: "Fulano, abra sua caixa de mensagem". Resposta: "Esta aberta acho."
Delicadamente fui obrigado a dizer:
21.7.20
Crônica diária
Em 9 de Outubro de 2014, portanto cinco anos e sete meses depois, volto a falar do mesmo assunto. Naquela data a crônica falava mais "de estilo", tendo a foto do passaporte como gancho. Eu havia perguntado para minha mulher se foto de passaporte necessitava de gravata. Ela me chamou de ridículo. Mas coloquei gravata por uma questão "de estilo", dizia eu naquele tempo. Termino a crônica contando que fui apanhar o passaporte uma semana depois e fiquei decepcionado porque a foto ia até o final do queixo, não aparecendo a gravata. Agora, cinco anos e sete meses depois, voltei a fazer a mesma pergunta, e ela respondeu, "não sei, mas acho que é só camisa branca". Para tirar a dúvida fui no Google, e obtive entre outras resposta, uma do meu próprio blog, com a dita crônica. Rimos muito. Acontece que não era para rir. Em fevereiro deste ano, com o passaporte já vencido desde outubro de 2019, portanto há quatro meses, agendei a emissão de um novo para 28 de abril, recolhi a taxa, e não pude comparecer por conta do Covide19. Fiquei em quarentena até hoje. Para não perder o valor da taxa, fui a São Paulo e a um posto da PF, com os comprovantes, todos vencidos desde 28 de abril, para me informar como proceder. A desculpa era a pandemia. Tentei antes de sair de casa, recomendação do governo paulista, reagendar pela internet. Não havia essa possibilidade de agendamento para o mesmo CPF. Logo o meu pedido estava valendo. Fui até um posto mais próximos e me reagendaram para dez dias depois, num Shopping longe pra burro. Na verdade só quis salvar a taxa paga, porque viajar tornou-se impossível. Para os Estados Unidos você precisa fazer 14 dias de quarentena em algum país que esteja com as fronteiras abertas e que tenha companhias aéreas operando. Inimaginável, até três meses atrás, uma situação dessas. Não é meu estilo ir no fluxo. A vida toda operei no contrafluxo. Desta vez não dá. O melhor lugar do mundo é em casa.
20.7.20
Crônica diária
19.7.20
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18.7.20
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17.7.20
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16.7.20
Crônica diária
Numa mesma semana de junho descobri duas mulheres incríveis.
15.7.20
Crônica diária
14.7.20
Banhistas
Falaram do Varal:
"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes
(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )



























