30.6.20
Crônica diária
Carlinhos Oliveira -"!Terror e êxtase"
A
Estante Virtual (sebo), por conta da quarentena do Covid 19, já havia
avisado que uma demora, além do previsto pelos correios, poderia
acontecer. E aconteceu. O primeiro livro do José Carlos Oliveira, que é
mais conhecido como Carlinhos Oliveira, que chegou foi "Terror e
êxtase", Círculo do livro, 1978, capa dura e papel amarelado do tempo.
Logo nas primeiras páginas elas começaram a soltar. Apesar do livro
parecer não ter sido lido, e em bom estado, a tamanho dos tipos e
espaçamento entre linhas dificultam a leitura. Mas eram comuns à época, e
a culpa não é do autor. Me propus conhecer o texto do Carlinhos por se
tratar de um jornalista e escritor da turma dos melhores do seu tempo,
como Rubem Braga, Fernando Sabino, Vinícius de Moraes, Paulo Mendes
Campos, Sérgio Porto, entre outros do mesmo calibre, e no entanto desapareceu. Pelo menos em São Paulo, onde no Jornal
do Brasil, que escreveu no caderno B, uma crônica diária, era menos
lido. Mas também nunca mais foi editado. Só é encontrado nos sebos, e em
pouca quantidade. Como disse, resolvi descobrir a razão desse
desaparecimento. Passei a ler com um olhar crítico. E anotar minhas
impressões durante a leitura. Um livro com 42 anos, embora bem
encadernado, capa dura, e em bom estado, vai soltando as páginas
costuradas. Logo na primeira página a palavra silente, repetida duas
vezes, em 26 linhas, me incomodou. A segunda observação logo a seguir, e
repetida mais de uma vez foi a grafia "puta quiu pariu" dessa forma. Me
pareceu arrojada para a época. O que eu havia lido sobre o autor era
que rivalizava com os cronistas Antonio Maria e Nelson Rodrigues. Nos
primeiros capítulos deste romance "Terror e êxtase" me lembra mais os
textos posteriores do Rubem Fonseca. Mas vamos em frente. Voltarei a
falar de Carlinhos Oliveira.
29.6.20
Crônica diária
Blog Conciso
https://blogconciso.blogspot.com/
Claro
que nem todo mundo sabe, por isso repito, que antes de ser um cronista
(há 9 anos) eu fui um blogueiro, talvez o maior de todos, na época, em
quantidade de blogs. Chamavam-me de "Latifundiário dos blogs". Cheguei a
criar e alimentar cerca de 60 blogs. Muitos estão ativos até hoje, além
do Varal de Ideias, primeiro, e que completa este anos 14 anos, de
postagens diárias ininterruptas. Outro marco a se conferir. Haverá outro
louco? Mas hoje quero falar de um blog pouco conhecido, e seguido, na
época, só por 26 amigos. É o Blog Conciso.
Com 605 postagens entre os anos de 2009 a 2012, reuniu uma série de
PALAVRAS, FRASES, ou FOTOS muito concisas. É um "blog sem siso", com
muito humor e sutilezas. Um depósito de imagens que valem a pena
percorrer nestes dias de quarentena. Convido a todos que o visitem e
comentem se não tenho razão.
https://blogconciso.blogspot.com/
28.6.20
Maciej Babinski
Eu
tinha vinte e poucos anos e talvez fosse o mais moço da turma. O Thomaz
Souto Correa, a Guaracy Mirgalowska, o Zézinho Kalil, a Lídia Chames, o
Gregório Kramer, o Atílio Basquera, o Inácio de Loyola, Zé Antonio
(fotógrafo carioca) e sua mulher Luzia, cujos filhos Nana Moraes e
Sergio Moraes seguiram a carreira do pai, e são reconhecidos grandes
fotógrafos, Roger Bester (fotógrafo inglês) e sua
mulher Maureen Bogaard, Lew Parrella (fotógrafo americano), Luiz Carta
(diretor
da Abril) e a mulher Silvia, Zaragoza e Monique, e o arquiteto Aurélio
Martinez Flores e Inês, Benjamim Steiner, Karim Rodrigues, Caloca
Fernandes e Sonia Robatto, todos eram um pouco mais velhos, a Glorinha
Kalil, não, era mais nova, e frequentávamos a casa da Guaracy. A casa
ficava numa rua sem saída na Avenida Rebouças, perto hoje, do Shopping
Eldorado. O Thomaz era diretor da Revista Claudia, da Editora Abril. A
Guaracy e a Lídia donas da Paraphernália, uma boutique que fazia muito
sucesso. O Loyola, Atílio, e a Glorinha e os fotógrafos trabalhavam na
Abril com o Thomaz.
Havia
um sofá na sala em éle, e na parede atrás do sofá um retrato da
Adriana filha da dona da casa, feito pelo artista plástico Wesley D.
Lee, ex namorado da Lídia. Na parede da frente entre outras, uma
pequena tela que me intrigava. "A
tela era uma rua com árvores e um fusca estacionado. Está na casa da Adriana.
Adoro essa tela." (Me disse hoje a Guaracy que esta com 90
anos, lúcida, alegre e inteligente, como sempre.) Eu não conhecia o
autor, mas a Guaracy e o Thomaz falavam maravilhas dele. Era um polonês
amigo do Wesley. Hoje um dos maiores pintores brasileiros vivos, Maciej
Babinski, me honra lendo esta página do Facebook.
27.6.20
Crônica diária
Desabafo contra o patrulhamento da esquerda
A escritora Lya Luft (81 anos) numa recente palestra confessou estar
arrependida de ter votado no Bolsonaro. Quem não esta? Mas não se livrou
de críticas da esquerda, de colegas seus escritores, que não a perdoam,
como se fossem juízes da suprema razão. Não admitem que ela não
soubesse quem era o capitão. Esse fato serve para demonstrar o ponto de
exaustão e desespero que a quarentena impôs aos que cumpriram, por um
logo tempo, o isolamento social. Esse isolamento esta agravando o
sentimento antissocial das pessoas. Na falta de igrejas abertas, as
pessoas estão recorrendo ao diabo, para se manifestarem. Na falta de
estádios abertos, e jogos de futebol suspensos, não há juízes para serem
agredidos e a honra de suas mães colocadas, aos gritos, em dúvida.
Então vão para a internet e fazem live contra qualquer um que
encontrarem pela frente. A infeliz, da vez, foi a gaúcha Lya Luft que
estava só "procurando uma trégua com o PT", ao votar em Bolsonaro. E se
arrependeu. Ela, e milhares de pessoas, inclusive eu. E não temos
nenhuma satisfação a dar aos derrotados nas eleições. Nem aos que
continuam apoiando o capitão. Chega o estrago que o Covid 19 já nos
causou.
Crônica do Alvaro Abreu
Conforto e desconforto
A dinâmica da política está acelerada, com fatos relevantes e inesperados, se sucedendo em ritmo nunca visto. O intervalo entre crônicas quinzenais foi suficiente para prisões de comparsa familiar e seguidores desvairados, intimações e apreensões reveladoras, demissão de aliado vital, descarte de advogado de porta de cadeia, pedidos de informação, revogação oportunista de portarias incabíveis e muito mais. Na última crônica, já mais otimista, disse que o pelotão dos constrangidos estava cada vez maior e já engrossavam as tropas da oposição. Ameaças e xingamentos presidenciais, por expressarem desespero e perda de potência, já não intimidam. Instaurou-se um processo irreversível de enfrentamento político.
Há alguns anos, entrei numa peleja coletiva contra uma tentativa de ampliar um shopping e, de quebra, alterar radicalmente o gabarito de ocupação de uma área estratégica da cidade. Uma matéria na imprensa dava a coisa como certa e anunciava os passos acelerados a serem dados nos últimos dois meses do ano e dos mandatos municipais: apresentação do projeto a formadores de opinião convidados, avaliação e aprovação no âmbito do devido conselho municipal e autorização do prefeito para início das obras.
Depois de conversar com amigos, escrevi uma crônica sobre o que estavam pretendendo realizar sem ouvir as opiniões de quem seria afetado diretamente. O que seria uma reunião festiva em um restaurante, transformou-se, por ação de associações de moradores junto à Prefeitura e de cidadãos indignados nas redes sociais, em uma audiência popular, num cinema transformado em arena, como reza lei municipal que rege a matéria. Os defensores do projeto não deram conta das perguntas cabeludas e das críticas ácidas de cidadãos enfurecidos. Dirigentes de órgãos públicos se mostraram constrangidos. O projeto e penduricalho não foram aprovados.
Aquela experiência local e o andamento da crise nacional confirmam uma estratégia de enfrentamento político bastante eficaz, fundamentada no bom senso e passível de ser adotada individual e coletivamente, por pessoas físicas e jurídicas. Ela se materializa em dois tipos de ações, simultâneas e complementares: as destinadas a tirar o conforto de prepotentes e de quem se ache no direito de fazer o que bem entende, e aquelas que deem conforto para quem queira discordar e, sobretudo, para quem tenha a função e o poder legal de impedir e até de mandar prender.
Vitória, 25 de junho de 2020
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA
26.6.20
Crônica diária
Brasília para principiantes





Vi e ouvi duas entrevistas com o Ciro Gomes, pela CNN. Uma em debate
com Fernando Henrique Cardoso e Marina Silva. A outra a sós. Sem dúvida
nas duas exibiu uma ótima performance, fazendo publicidade de um livro
que acaba de escrever com um programa de governo para o país. É
candidatíssimo à sucessão do Bolsonaro.
1º Pobre do país, e do governo, que com um ano e meio de eleito, por quatro anos, só se fala em quem poderá vir sucede-lo.
2º O Ciro apesar de todo preparo intelectual, e articulação verbal, é uma cobra peçonhenta. Uma jararaca. Uma cascavel.
3º O Brizola chamou o Lula de "Sapo Barbudo".
4º Os ofídios costumam comer e matar sapos. Ainda que barbudos.
5º Até o momento o Sapo não aceitou juntar-se à Serpente, para com a esquerda unida enfrentar os adversários de 2022.
6º O Sapo sabe, porque as fabulas já o avisaram, que cobras são traiçoeiras, silenciosas, e seu veneno mortal.
7º A serpente Ciro pretende concorrer pelo centro-esquerda.
8º
Curiosamente nenhum candidato se apresenta como sendo dos extremos. Nem
da esquerda, nem da direita. O Ciro é um ofídio vermelho, muito
perigoso. Já antevendo seus opositores em 2022 ataca cruelmente o
Bolsonaro, acusa de corrupto o Sergio Moro, dizendo textualmente que tem
feito essa acusação, e o Moro não o processa. O Ciro quer continuar
aparecendo. O Moro se fosse se preocupar com infâmias como essa, não
teria tempo para mais nada, de herói nacional, saiu do governo
enxovalhado. Mas o futuro nos vai mostrar quem estava com a razão.
9º O Bolsonaro é um extrema direita, embora negue.
10º
O centro, onde deveria estar a virtude, acabou sendo contaminado com o
pior do que há na política brasileira. Foi apelidado de CENTRÃO.
Partidos sem ideologias definidas, sem programas, sem outra razão além
de usar o fundo partidário, e barganhar cargos, em todos os governos,
com o objetivo de desviar recursos públicos. São absolutamente venais,
corruptos, e pouco confiáveis.
25.6.20
Crônica diária
Um relato para o futuro
A visão das cidades vazias, lojas fechadas, sem carros ou ônibus nas
ruas é uma das lembranças que vamos guardar dessa pandemia, e quarentena
que todos nós passamos. Nossa geração viveu acontecimentos históricos
importantes. O homem chegou à lua, depois de voos na órbita da terra,
onde uma vira lata de Moscou, uma cachorrinha chamada Laika, foi o
primeiro animal enviado ao espaço em 3 de novembro de 1957. Os Beatles e
o Rock foram outros marcantes momentos dessa época. A queda do muro de
Berlim, e 11 de setembro, se juntarão a esta pandemia como
acontecimentos que marcaram definitivamente nossas vidas. Quando
poderíamos imaginar que usaríamos mascaras e luvas para sair de casa?
Quando imaginamos que seríamos obrigados a ficar em casa por mais de 90
dias? Só possível de ser imaginado em tempo de guerra. E foi exatamente o
que aconteceu. Uma guerra silenciosa, onde os aviões militares e
comerciais ficaram no solo. Uma guerra cujo inimigo era invisível, mas
as mortes que causava eram óbvias, e aos milhares, no mundo todo. Uma
guerra mundial. A única arma o distanciamento social, à espera de um
lugar num leito de UTI, com respiradores e cuidados especiais, caso
fosse acometido. Milhares não voltaram para casa. Foram enterrados sem
velório e longe dos parentes. Covas e valas comuns recebendo corpos que
aguardavam o serviço dos coveiros dentro de caminhões frigoríficos. E
nunca se trabalhou e investiu tantos recursos na busca de uma vacina,
como desta vez. Covid 19 ficará na memória, e história da nossa geração,
como um dos maiores acontecimentos mundiais. E nós tivemos o privilégio
de viver tudo isso.
24.6.20
Crônica diária
O nu, um problema até hoje
Tente
achar imagens do Spencer Tunick, fotógrafo americano, que
notabilizou-se por fazer fotos, no mundo todo, de grandes aglomerações
de pessoas nuas. Até hoje o nu é um problema. Na década de 50 Rubem
Braga escreveu uma crônica sobre um determinado senhor que entrou na
justiça para impedir que a revista Manchete publicasse a famosa foto do
Tom Kelley (1914-1984) da Marilyn Monroe, nua, sobre um veludo vermelho,
publicada pela revista Playboy. Procure essa foto no Google e verá que
existe, mas não é fácil encontra-la. É talvez, a foto de nu mais famosa
do mundo contemporâneo. E todo mundo conhece. Quinhentos a seiscentos
anos antes, os pintores já escandalizavam Papas, e clientes da época,
com nus. O teto da capela Sistina com ao afresco de Michelangelo (1508
-1512) é um dos exemplos. Pois eu estava na internet procurando essa
crônica do Braga, e coloquei a palavra nu, como isca para localiza-la, e
acabei não achando, mas encontrei outra deliciosa crônica do Antonio
Maria (olha ele aí de novo, Germano Fehr). "A mulher feia" é o título, e
Maria escreve que recebeu uma carta de um seu leitor (do jornal)
reclamando da feiura da esposa. Casou-se com ela porque era muito
ciumento, e queria uma esposa que em qualquer situação fosse inviolável.
Daquelas que voltando de um velório a meia noite, ao serem assaltadas o
bandido dizia: "- Esta se vendo que a senhora é uma pessoa
direita. Pode ir." "Ou que atravessasse no terceiro dia de carnaval na
Avenida Rio Branco, da Praça Mauá ao Obelisco, sem que ninguém lhe
botasse a mão." Quando encontrou a Mariana que tinha exatamente 78
de busto, cintura e quadril, casou-se há dez anos. Mas já fazia cinco
que não a tocava. Não que tenha ficado mais feia, mas sua saúde é tanta
que ele esta absolutamente certo da sua imortalidade. Já tentou de tudo.
Leva-a a comer em restaurantes perigosos, onde dá-lhe ostras cor-de-
rosa (que matam na hora) e no dia seguinte pergunta como ela está, e a
resposta é "Melhor do que nunca, meu amor." Foi uma das três
sobreviventes do recente desastre aéreo. Salvou-se do incêndio de um
circo, e de desastres de ônibus já saiu ilesa de quatro. O leitor então
pergunta ao Maria o que deve fazer? "-Não adianta, se você manda-la
embora, ela não irá. Se fugir, ela vai atrás. Tenta coloca-la na lista
do Flavio de Cavalcante, que além de comunistas tem uns de direita. Ela
será presa, mandada para um navio, e nunca mais se saberá dela. Não vejo
outra saída. Você fez mal em casar com mulher feia. Diz um escritor
francês que devemos esposar mulheres muito bonitas, porque só assim, um
dia, nos veremos livres delas." Termina a crônica se desculpando de
ter feito da carta intimíssima em assunto. Mas recomenda ao leitor
mostre a crônica para a esposa, e com isso ela tenha um ímpeto de brio, e
se mude para casa dos pais. Se não tiver pais, aguenta, meu caro
leitor.
PS-
Flavio Cavalcante, animador de programa de TV, na ditadura militar
"diziam" ter entregue lista de comunistas para o governo.
23.6.20
Crônica diária
O que eu acho do golpe?
Tenho uma filha casada, e com três filhos, meus netos, morando em
Ribeirão Preto. Dia 13 passado, por telefone, perguntou o que eu estava
achando do "golpe"?
Demorei meio segundo pensando na melhor resposta.
Que
"golpe"? Poderia ter sido uma delas. Mas não, respondi que em março de
2019 eu escrevi que o Bolsonaro estava praticando atos e ações que me
faziam lembrar o Jânio, e o Collor. Veja bem, isso com três meses de
governo, há doze meses. Depois voltei ao assunto, várias vezes,
mas também sem nenhuma repercussão. Quem se importa com minha opinião, a
não ser meus filhos?
Recentemente meus dois ou três leitores
aconselharam-me a parar de escrever sobre política. Passei a fazer as
crônicas água com açúcar, e nelas não cabe "golpe". Nem golpe de vento.
22.6.20
Tozinho, um publicitário, antes de criador de cão fila
Num muro qualquer
A famosa pichação, dos anos
60 e 70 nos muros e nas estradas paulistas: "Cao Fila Km 26" feitas pelo
lendário criador de cachorros dessa raça Antenor Lara Campos, o
Tozinho, que morreu com 87anos em 2012. Contava, em meio muitos
palavrões, achando graça, suas aventuras com essas pichações. Chegou a
ser preso pelo militares que imaginaram pudesse ser a sigla de algum
comando comunista. Tozinho morava no Km 26 da Estrada do
Alvarenga, em São Bernardo, num sítio de 30 mil m², banhado pela represa
Billings. O Km 26, que aparecia na inscrição, segundo Tozinho, não
existe. "A estrada termina no Km 25. Aumentei um por minha conta." Mas
nada o impediu de pichar, pessoalmente, usando uma camionete fornida de
tinta, de São Paulo a Manaus. Tanto sucesso só se compara às pichações
das casas Pernambucanas. Era um tempo em que não havia ainda os
grafiteiros, e foram essas duas primeiras pichações escritas em pedras,
porteiras, tronco de árvores, casas abandonadas, carcaça de automóveis,
nas cidades e ao longo das estradas, muito poucas pavimentadas, àquela
época, que mostraram a força da propaganda. "Cão Fila Km 26" chegou a
ganhar premio de uma associação de publicidade e marketing. Tozinho
nunca foi receber o premio em dinheiro com medo de ser preso e obrigado a
pagar multa maior do que o premio.
Veja mais aqui
21.6.20
Crônica diária
Barbeiro no jardim
No
ultimo dia 13 publiquei um apoio à categoria dos barbeiros, que foram à
Avenida Paulista clamar por flexibilização dos seus salões, para
trabalhar. Meu apoio não valeu de nada, e as barbearias continuaram
fechadas. A solução foi colocar uma toalha nos ombros e pedir para
minha mulher corta-lo. A lembrança da cena da cadeira da sala de jantar
no vasto gramado do jardim da casa da fazenda Aguapei, no noroeste do
estado de São Paulo, foi imediata. Eu deveria ter uns oito nove anos, e
lembro bem do barbeiro com sua malinha de couro onde trazia tesoura,
navalha, pente, e uma bombinha com água, para cortar cabelo dos homens
da família. Primeiro era meu pai, depois meu irmão e eu. Um lençol
branco nos cobria, e o cabelo cortado era abanado sobre a grama. Cena de
filme italiano, no após guerra.PS- Três dias depois de ter cometido a crônica acima recebo da minha filha Sandra uma cena parecida, ela cortando cabelo do irmão Guilherme sob a supervisão do marido Cristiano Moreira. A cadela é a Gina, em referência aos palitos da mesma marca. (Ribeirão Preto, 19/06/2020)
20.6.20
Crônica diária
General lá e cá
Duas notícias num mesmo dia. Foi dia 12 de junho. Uma sexta feira. O general Mark Milley, chefe do Estado Maior Conjunto e
principal autoridade militar dos Estados Unidos, pediu desculpas por ter
participado da caminhada do presidente Donald Trump para encenar uma
foto na Igreja Episcopal de São João, próxima à Casa Branca, depois de
mandar dissolver um protesto contra o racismo e a violência policial que
acontecia na área, em 1º de junho.
— Eu não deveria estar lá — disse Milley. —"Nós que usamos as insígnias de nossa nação, que viemos do povo,
devemos sustentar o princípio de Forças Armadas apolíticas que tem
raízes firmes na base da nossa república.
Nas páginas amarelas da
Revista Veja, por outro lado, o ministro e general do Exército
Brasileiro Luiz Eduardo Ramos, atual ministro-chefe da Secretaria de
Governo do presidente
Jair Bolsonaro, diz que é um "É ultrajante dizer que o Exército vai dar golpe", MAS ameaça: "NÃO ESTIQUEM A CORDA".
19.6.20
Crônica diária
Livro de desenhos e textos de VINCENZO SCARPELLINI - Wesley D. Lee
Folha de São Paulo
Ontem escrevi sobre a polêmica criada, mais de uma
vez, pelo monumento do Borba Gato, do bairro de Santo Amaro, em São Paulo. Hoje
volto ao assunto me reportando a uma postagem de 8 de julho 2009, do meu blog
Varal de Ideias.
“Encontrei no livro SAN PAOLO de desenhos e textos
de VINCENZO SCARPELLINI este retrato do Wesley D. Lee. Como o Vincenzo escrevia
e ilustrava seus textos, toda quarta-feira, no jornal Folha de São Paulo, este
foi um a respeito de Santo Amaro, um bairro que há muito tem o Wesley como ilustre
morador. Quem pela primeira vez falou do Borba Gato ( monumento aos
bandeirantes e a feiura) para o Vincenzo foi eu. Fui eu também quem lhe
apresentou o artista plástico Wesley. Marcaram uma entrevista, e o Vincenzo
aproveitou, no trajeto para o atelier, e casa do artista, fotografar a
escultura/monumento: Borba Gato, que sempre insisti que conhecesse. Viraram
desenhos e publicações na Folha!”
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Falaram do Varal:
"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes
(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )































