Crônica diária
Um auto-plágio
Rubem Braga - Luiz Martins- Claudino Nóbrerga
No tempo em que Rubem Braga e Luiz Martins escreviam nos jornais paulistas, eu era muito jovem e leitor assíduo. Em algumas crônicas sobre o cotidiano, matéria prima da maioria dos cronistas, alguns leitores, mas eram poucos, interagiam com o escritor. O mundo mudou e hoje os cronistas escrevem nos jornais, revistas, mas principalmente nas páginas da internet. E é exatamente nelas onde há uma interação, e muitas vezes diálogos e debates, sobre a matéria publicada. Dia desses, meu velho amigo, embora ele seja jovem, pois fui muito amigo e cliente do seu pai, Claudino Nóbrega, comentou: " Ahahahahahahaaa adoro essas descrições do cotidiano que vc faz. As imagens brotam do texto muito nítidas. Ainda tenho na memória a cronica da casa de carnes que vc visitou, se não me engano, na alameda Campinas. Se for fácil pra vc localiza-la, por favor me envie. Desde já agradeço...abrs". Que elogio melhor se pode receber às sete da manhã? Respondi agradecendo e prometendo procurar a crônica pedida. Mas sem o título é quase impossível localizar dez linhas entre 2592 crônicas publicadas. Fiz várias tentativas. Usei palavras chave. Em resposta encontrei crônicas sobre o livro da Silvana Tinelli, sobre gastronomia, e até um conto do serial killer Banksy. Mas não localizei a crônica do açougue da alameda Campinas. Não sei se foi por influência do livro que estou lendo, por recomendação de outro leitor e amigo Walter De Queiroz Guerreiro, "Eu fui Vermeer" do Frank Wynne, sobre o falsário que enganou os nazistas, que pensei em escrever uma nova crônica sobre o açougue, e enviar para o Claudino. Meu crime seria menor. Falsificar a própria crônica, nem seria um crime. No máximo auto-plágio.
Rubem Braga - Luiz Martins- Claudino Nóbrerga
No tempo em que Rubem Braga e Luiz Martins escreviam nos jornais paulistas, eu era muito jovem e leitor assíduo. Em algumas crônicas sobre o cotidiano, matéria prima da maioria dos cronistas, alguns leitores, mas eram poucos, interagiam com o escritor. O mundo mudou e hoje os cronistas escrevem nos jornais, revistas, mas principalmente nas páginas da internet. E é exatamente nelas onde há uma interação, e muitas vezes diálogos e debates, sobre a matéria publicada. Dia desses, meu velho amigo, embora ele seja jovem, pois fui muito amigo e cliente do seu pai, Claudino Nóbrega, comentou: " Ahahahahahahaaa adoro essas descrições do cotidiano que vc faz. As imagens brotam do texto muito nítidas. Ainda tenho na memória a cronica da casa de carnes que vc visitou, se não me engano, na alameda Campinas. Se for fácil pra vc localiza-la, por favor me envie. Desde já agradeço...abrs". Que elogio melhor se pode receber às sete da manhã? Respondi agradecendo e prometendo procurar a crônica pedida. Mas sem o título é quase impossível localizar dez linhas entre 2592 crônicas publicadas. Fiz várias tentativas. Usei palavras chave. Em resposta encontrei crônicas sobre o livro da Silvana Tinelli, sobre gastronomia, e até um conto do serial killer Banksy. Mas não localizei a crônica do açougue da alameda Campinas. Não sei se foi por influência do livro que estou lendo, por recomendação de outro leitor e amigo Walter De Queiroz Guerreiro, "Eu fui Vermeer" do Frank Wynne, sobre o falsário que enganou os nazistas, que pensei em escrever uma nova crônica sobre o açougue, e enviar para o Claudino. Meu crime seria menor. Falsificar a própria crônica, nem seria um crime. No máximo auto-plágio.

Nenhum comentário:
Postar um comentário