Crônica diária
Doce de figo
Chico e Olavo
Chico e Olavo
Curioso como algumas coisas aparentemente menores e sem importância
marcam nossa memória, e ligam à memória de pessoas ou lugares. Todos nós
fazemos essas relações entre algum fato, ou coisa, em algum tempo da
vida. Geraldo Briglia, baiano "porreta", foi contemporâneo meu, interno
no Colégio de Cataguases. Muito recentemente (três ou quatro anos atrás)
nos tornamos "amigos" aqui no Facebook. Ao se referir a mim, pelo menos
umas três vezes, citou um doce de figo cristalizado que minha mãe
mandava de São Paulo para o colégio, em Minas, pelo correio. A primeira
vez que fez menção ao doce foi relatando um fato, que na verdade eu não
lembro, mas também não posso negar. Dormíamos no mesmo apartamento do
colégio com o Chico Buarque, e o Geraldo garante que o Chico comia
escondido meus figos. Voltou a repetir essa história mais vezes. Esta
semana escrevi sobre os dois doces que mais gosto. São goiabada e pudim
de creme de leite. Este ultimo, quanto mais arejado, melhor. Pois bem, o
Geraldo voltou a perguntar quem fazia os figos cristalizados que minha
mãe mandou à 60 anos atrás. Eram comprados, caro Geraldo, foi minha
resposta. O que me chamou atenção foi a ligação do doce de figo com
minha pessoa. Talvez tenha sido aquela a ultima vez que comi. Mas para o
Geraldo esta intimamente ligada a minha memória. E nessa oportunidade o
Olavo Moraes Barros Neto, também nosso colega no colégio, fez coro à
história do Chico.

Nenhum comentário:
Postar um comentário