Crônica diária
Doze setentões à mesa
Meu cunhado Cadu, e amigos, se reúnem todo fim de ano. Quando tínhamos
quarenta anos, as reuniões eram animadíssimas. No centro da cidade,
tinham hora para começar, e nunca para terminar. O teor alcoólico
naquele tempo também era alto. Aliás tudo era alto naqueles primeiros
anos de maturidade. Eram altas as expectativas de cada um dos
participantes, e todos acreditavam muito na carreira e sucesso de todos.
Depois fiquei muitos anos sem participar desses encontros. Este ano o
Cadu me ligou convidando. Éramos em doze, e só faltaram dois, por
motivos plenamente justificáveis. Um deles por motivo de saúde em
família. Era exatamente o Francisco Giaffone, uma das três pessoas mais
engraçadas que conheci. Sobre esses três escrevi em 07/06/16 uma
crônica. O segundo morreu este ano, Papu de Almeida Prado. O terceiro
não faltou ao encontro Franklin Junqueira. Do grupo dos quarenta
estavam presentes umas seis pessoas. Um já morreu, e outros saíram do
radar. O espírito de camaradagem continua o mesmo. Todos um pouco mais
surdos, cabelos brancos ou ausência total deles. Todos mais encorpados.
Todos carregando o peso dos setenta anos. E com uma disposição para
beber igual, ou superior, ao do grupo dos quarenta. O perigo agora é ir
contando com as baixas. Daqui para frente o grupo só tende a diminuir.
Diminuir em todos os sentidos. Na altura, nas expectativas, na surdez, e
na memória. Mas essa é a vida, e deveremos continuar a lembrar das
coisas boas que ela propiciou. E beber para comemorar.
EM TEMPO: Uma falha imperdoável minha, própria de memória de setentão, o Luiz Carlos W Sobral, Carlão dos tempos dos quarenta foi o ORGANIZADOR dos almoços de 1968 a 2013,e uma das minhas primeiras VÍTIMAS DA QUINTA (www.vtmadaquinta.blogspot.com) além de ser ao lado do Germano Fehr (pai e filho) meus leitores diários a vida toda.
EM TEMPO: Uma falha imperdoável minha, própria de memória de setentão, o Luiz Carlos W Sobral, Carlão dos tempos dos quarenta foi o ORGANIZADOR dos almoços de 1968 a 2013,e uma das minhas primeiras VÍTIMAS DA QUINTA (www.vtmadaquinta.blogspot.com) além de ser ao lado do Germano Fehr (pai e filho) meus leitores diários a vida toda.

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