Crônica diária
Fora da caixinha
Meu público aqui no FB é predominantemente feminino. Isso se dá porque é
muito provável seja também predominante nas redes sociais. Tenho um
irmão e muitos primos e amigos que nem sabem o que é ter uma página no
FB. E no caso feminino, não lembro de uma prima ou amiga que não
participe de uma rede social. Posto isso, cheguei a pensar que poderia
escolher os temas para minhas crônicas, com um olhar voltado para esse
meu público. Por outro lado, perderia a autenticidade. E esse público
tem interlocutores variados. Desde Ana Maria Braga até Clarice
Lispector. E pensando mais um pouco, o que posso fazer de melhor, é não
pensar no que vai lhes agradar. Exatamente o contrário. A mulher nos
dias de hoje fala, escreve, lê e se comporta como homens. Mas pensa
diferente, e na sua maioria despreza o pensamento do homem, chamando-o
de machista. E quando ele escreve dando voz ao gênero feminino, como faz
o Chico Buarque, muitas vezes, é criticado. Uma única coisa que percebo
dar certo, é tratar de temas fora da caixinha. (Não uso essa expressão
sem deixar de lembrar do Ciro Gomes, o primeiro a ouvir usando). Neste
25 de dezembro, não vou tratar do que simboliza a data, porque muitos o
farão melhor, e quase todos querem ler alguma coisa diferente.

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